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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Apocalypse Now


A costa leste dos Estados Unidos está em estado do choque. A passagem do Furacão Sandy não chegou a ser um holocausto, mas produziu problemas que certamente demorarão semanas ou até meses para serem totalmente resolvidos.

Este episódio mostra de um modo bem claro que ninguém está a salvo dos humores da natureza; nem mesmo o todo poderoso Império do Tio Sam. E vejam, um furacão forte possui efeitos até fracos em comparação a outras possibilidades catastróficas que podem ocorrer, e que devido às intensas mudanças climáticas que vemos no planeta, a cada dia se tornam mais possíveis de ocorrer.

Para ilustrar bem o que eu digo, dou o seguinte exemplo: e se ao invés de um furacão, tivéssemos um tsunami de grandes proporções? Seria impossível evacuar a costa leste dos Estados Unidos em apenas poucas horas.

Tomei conhecimento recentemente de um interessante site que simula quais as áreas seriam inundadas em caso de um abrupto aumento do nível dos oceanos. Dizem que, caso todas as calotas polares derretessem, o nível do mar subiria por volta de 400 metros. Como ficaria o Brasil?


Olhando o site, podemos verificar que mesmo em simulações de aumentos menores no nível do mar, como, 50 metros, os efeitos já seriam preocupantes para nosso país. E vejam que lá nos Estados Unidos, mesmo existindo uma agência governamental dedicada ao controle de situações de emergência (a FEMA), fica evidente a dificuldade em se lidar com a força da natureza. 

Estaríamos aqui no Brasil preparados para um evento de exceção? Vai que os Maias estejam certos...

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Kassab de Tróia


Quando Gilberto Kassab iniciou sua aventura de fundar sua própria agremiação política, seus objetivos com a empreitada não eram segredo para ninguém. Kassab queria um espaço que servisse como porto seguro para uma determinada ala do DEM simpática ao lulo-petismo.

E assim nasceu o PSD.

O PSD, embora não faça parte do governo, mantém um status de simpatia ao Governo Dilma, apesar de atuar de maneira neutra (pelo menos até o momento). Mesmo assim, estranhei o apoio de Kassab a Serra em São Paulo.

Kassab é visto pela maioria dos paulistanos como o Prefeito que abandonou a cidade para cuidar do seu partido; não é muito popular por aquelas bandas. Sendo assim, entendo que seu apoio a Serra mais atrapalhou do que ajudou. Mas tudo bem, pois uma vez que Haddad foi apoiado por figuras do naipe de Paulo Maluf e Marta Suplicy, isso não parecia ser um grande problema.

Só que mal as urnas anunciaram a vitória de Haddad em São Paulo, já começou-se a articular a entrada do PSD no governo, inclusive premiando Kassab com um ministério. Não me surpreendi. Parece claro que Kassab deu uma de Cavalo de Tróia na campanha de Serra. Estava ali mais para atrapalhar que ajudar.

E isso só aumenta o custo político das eleições paulistanas para Dilma. Uma vez que ninguém deve estar propenso a correr o risco de promover um novo mensalão, o jeito de conseguir segurar apoio político é com a distribuição de cargos no governo federal. E parece que Kassab será o mais novo agraciado pelos bons serviços prestados.

O interessante é que apesar do Trem da Alegria da base aliada ser bem amplo, isso parece que não vai comprar o apoio ideológico dos partidos aliados para sempre. Um bom exemplo é o PSB. O partido já está alinhando com Aécio Neves para 2014, mas ainda não abandonou o Trem por causa dos cargos no governo. O PMDB não possui ideologia nenhuma, só apoia o PT por interesse, e continuará apoiando somente enquanto lhe for conveniente.

Conseguirá a agremiação da estrela vermelha manter seus aliados unidos por muito tempo?

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Uma Derrota do Brasil


Antes de mais nada, quero aqui parabenizar o Deputado Federal Zoinho (PR) que, em Volta Redonda (RJ), mesmo lutando contra as máquinas municipal e estadual, e sendo vítima de calúnias infundadas, fez uma brilhante campanha e arranhou o império de Antonio Francisco Neto (PMDB) na cidade do aço. Por pouco Zoinho não se elegeu, a bola bateu na trave. Daqui a quatro anos certamente ele virá ainda com mais força.

Outro que se elegeu graças ao massivo uso da máquina pública foi o Poste do Nosso Guia, Fernando Haddad. Lula considerava a eleição de Haddad em São Paulo como uma questão de honra, pois a conquista da capital é o primeiro passo para tomar o poder do estado mais rico da federação. 

E Lula conseguiu. Pelo menos ele teve uma boa notícia no meio do furacão pelo qual a sua agremiação passa em função da condenação dos mensaleiros.

Mercadante chegou a afirmar ontem que esta era a maior derrota da história do PSDB. Concordo. Mas não foi só o PSDB que perdeu. Foi também uma derrota da ética, da moral, da cidade, do estado, e de todo o Brasil. A máquina pública foi vergonhosamente alugada a fim de dar suporte ao projeto político do Partidão.

Para a cidade de São Paulo, será bom. Precisando fazer do Governo Haddad uma vitrine para o Estado, Dilma injetará caminhões de dinheiro na prefeitura. Só espero que o povo paulista, com sua inteligência, entenda que estes investimentos federais na cidade não passam de uma maneira de abrir as portas de todo o estado para a máquina de corrupção do PT e seus aliados.

Outrossim, tomara que os Maias estejam certos, pois não quero ver o nosso país sendo tomado de assalto por essa quadrilha.

domingo, 28 de outubro de 2012

Village People


Confesso que sou fã do Village People. Adoro a maneira escrachada como eles satirizam e detonam vários conceitos da sociedade norte-americana como o culto ao corpo (Macho Man), o serviço militar (In The Navy), as instituições filantrópicas (YMCA) e tantos outros.

Portanto, hoje é o dia deles aqui no nosso Domingo Musical.


Village People
Macho Man

Village People
Go West

Village People
In The Navy

Village People
YMCA

sábado, 27 de outubro de 2012

A Fuga da República dos Mendigos

Existem hospitais para todos os gostos (e bolsos).

Na postagem anterior da série República dos Mendigos vimos os amigos Paulo, Josevaldo, Afronésio, Perivaldo e Valonildo tentando tirar o pé da lama após a fracassada tentativa de se instaurar uma república em uma praça pública. Hoje iremos contar mais um capítulo da saga de nossos heróis:

Paulo estava estatelado no chão, desmaiado. Josevaldo, trincando os dentes, praguejou:

- E essa agora? Depois de toda essa confusão, a gente ainda tem que levar ele pro hospital! Alguém liga pro socorro médico!

Afronésio então retrucou:

- Ligar como? Esqueceu que ninguém aqui tem celular?

- Então procura um orelhão!

- Orelhão? Isso ainda existe?

Josevaldo ficou ainda mais furioso após essa observação de Afronésio. Estava quase soltando fumaça pelas ventas. Já estava pronto para ir embora deixando Paulo desmaiado no chão, quando apareceu uma velhinha muito caridosa:

- Tadinho do moço. Pode deixar que eu vou chamar uma ambulância pra vocês! Vão levar ele para o melhor hospital aqui da região!

A velhinha fez uma ligação em seu celular e não demorou muito para a ambulância chegar. Hospital Saint Desidereux, estava escrito nela. Os paramédicos, com muito cuidado, colocaram Paulo ainda desacordado no veículo e informaram que ele ficaria bem e que eles poderiam visitá-lo mais tarde no Hospital.

Josevaldo, Afronésio, Perivaldo, Valonildo e a velhinha - Dona Cacilda, era o seu nome - viram a ambulância se afastando ao som de sua barulhenta sirene. Os quatro agradeceram Dona Cacilda pela gentileza e a velhinha foi embora. Valonildo ficou observando e disse:

- E se a gente fizesse uma limpa na velha?

Perivaldo deu um sopetão em Valonildo e disse:

- Tá louco? Assaltar velhinha? Perdeu o juízo? Ela ajudou a gente e ainda vamos sacanear ela?

Josevaldo então retomou a liderança:

- Assaltar velhinha é o fim da picada, meu irmão. Vamos fazer o seguinte, vamos procurar onde fica o Hospital Sante Desidratado...

- Sante o que? - perguntou Afronésio.

- Alguém lembra do nome? Sante Desideriô... Sante Desesê...

Ninguém lembrava direito, para variar. Perguntando aqui e ali, acabaram encontrando o local:

- Hospital Saint... Saint... Como é que se pronuncia isso? - perguntou Valonildo.

- Sei lá! Mas veja que a velha estava certa! O Hospital é muito bom! - disse Perivaldo.

O Hospital realmente era um luxo só. E Josevaldo logo lembrou de algo óbvio:

- E como a gente vai pagar a internação do Paulo?

Os quatro ficaram se entreolhando. Como é que eles, sem um tostão no bolso, iriam pagar a conta do Hospital? Josevaldo disse:

- Eles vão manter o Paulo preso até que ele pague a conta! Temos que salvá-lo!

Os quatro entraram na recepção do Hospital e viram Paulo junto ao balcão principal, aparentemente já lúcido e bem-disposto, inclusive acenando para os amigos. Josevaldo deu a palavra de ordem:

- AGORA!

Os quatro agarraram Paulo e saíram correndo, carregando ele para fora do Hospital sob o olhar atônito de todos que estavam na recepção. Só foram parar dois quarteirões depois. Paulo, ainda assustado e demonstrando não entender o que estava acontecendo, perguntou:

- Vocês podem me explicar que loucura é essa?

- Loucura? Nós salvamos sua vida e você diz que fizemos uma loucura?

- Como assim salvaram minha vida?

- Se nós não fizéssemos isso, você iria ficar preso no Hospital, pois não temos dinheiro para pagar sua internação!

Paulo ficou olhando para os quatro com olhar de peixe morto. Olhou para um lado, olhou para o outro, respirou fundo, e disse:

- O Hospital atende pelo SUS, seus idiotas!

Após este comentário, ouvia-se apenas o som dos grilos cantando cri, cri, cri...

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

O Poder de Investimento do Governo Federal


Li recentemente que a Presidente Dilma Rousseff tem feito, meio na surdina, um esforço colossal para tentar atrair investidores estrangeiros, sobretudo do Oriente Médio. Gente com dinheiro abundante e ânsia em investimentos, que possam ajudar a financiar certos setores que precisam de grande atenção no momento.

Conforme relatamos na postagem O Bolivarianismo em Cheque, a Argentina passa atualmente por dificuldades em se auto-financiar em virtude de medidas popularescas de Cristina Kirchner que afugentaram os investidores. No Brasil, a princípio, o governo faz questão de dar a entender que pode bancar sozinho as obras que o Brasil tanto precisa na área de infra-estrutura, mas na prática as coisas se mostram deveras nebulosas.

Falo especificamente do insuspeito PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Um grande pacote de investimentos públicos destinados a alavancar a infra-estrutura do país, que já ganhou uma segunda versão - o PAC 2 - mas que ainda não disse a que veio. Muito pouco do que foi prometido no PAC saiu do papel. Mas, de certo modo, o PAC só refletiu um vício muito antigo existente no andamento de obras públicas.

Tomo como um exemplo as obras dos estádios da Copa. De maneira surpreendente, o cronograma de construção das arenas está dentro do prazo. Mas isso só acontece porque se chegássemos em 2014 sem os estádios prontos, o país pagaria um mico a nível king kong, e isso não é interessante para um Governo que se vende como a oitava maravilha do mundo. Em compensação, as obras de mobilidade visando a Copa estão todas engatinhando...

Corre-se o risco de repetir-se aqui o que ocorreu na Copa de 2010 na África do Sul. Os estádios, exibidos pela TV, ficarão em estado de pura arte. Já os acessos, os contornos e o transporte para se chegar aos mesmos, que não necessariamente precisam ser televisionados, ficam em segundo plano.

Ou seja, dá pra entender que quando é conveniente, as obras acontecem. Quando não é, elas acabam se perdendo em um mar de burocracia que só faz alimentar a cadeia da corrupção no Brasil. É claro que este tipo de situação não é uma novidade e nem foi idealizada pelos membros do Partidão. Porém, ao receber as chaves do Planalto, aqueles que outrora pregavam a moralidade simplesmente se renderam à continuidade do status quo vigente, patrocinando a corrupção endêmica e a ineficácia e no serviço público.

Para que então buscam investidores no Oriente Médio? Somente para que mais dinheiro se perca nos labirintos da burocracia?

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Vale-Tudo Eleitoral


Na cidade de Volta Redonda (RJ), vizinha à minha Barra Mansa natal, pela primeira vez está sendo experimentado o segundo turno para as eleições municipais. O Prefeito Antonio Francisco Neto (PMDB) está tentando a reeleição, tendo como adversário o Deputado Federal Zoinho (PR).

Neto, que em mandatos anteriores já foi considerado um exemplo de administrador, tendo alcançado certa vez a nada desprezível porcentagem de 96% de aprovação popular, não consegue repetir no atual mandato o mesmo vigor de suas passagens anteriores pela Prefeitura. A população voltaredondense clama por renovação - visto que o grupo político de Neto está há 16 anos na Prefeitura - e Zoinho aparece como a figura a representar esta mudança.

Embora Neto tenha sido o candidato mais votado no primeiro turno, as pesquisas de opinião mostram que Zoinho virou o jogo e hoje é o favorito a vencer as eleições. Isso foi o suficiente para que o clima de baixaria se instalasse na corrida eleitoral. O governador Sérgio Cabral (PMDB) desembarcou na cidade destilando uma série de mentiras, inclusive acusando Zoinho de receber apoio de milícias da Baixada Fluminense.

Cabral é o cinismo em pessoa, e talvez ignore que seu candidato à Prefeitura do Rio, Eduardo Paes (PMDB), foi eleito com um massivo apoio dos milicianos cariocas. Mas não, ele não ignora isso. Todo mundo no Rio sabe que Cabral não é santo.

Nas altas rodas da sociedade carioca, não é segredo para ninguém que Cabral deseja ser Presidente da República. E, sinceramente, fico apreensivo que um sujeito como ele possa um dia vir a ser Presidente. Seria um desastre para o país. 

Há poucos dias atrás, Cabral lançou a primeira pedra em busca da realização de seu sonho: o vice-governador Pezão e também Eduardo Paes manifestaram apoio à indicação de Cabral para o cargo de vice-presidente de Dilma Rousseff em 2014. Para nossa sorte, o PMDB do Rio é uma ilha isolada dentro do Partido; a direção nacional do PMDB tem ciência dos arrombos de grandeza de Cabral e também não vê com bons olhos os exageros que o Governador realiza - como se esbaldar em Paris junto a empreiteiros com largos contratos com o Estado do Rio de Janeiro.

Ele quer ser Presidente.

As declarações dos aliados de Cabral melindraram o atual vice-presidente e presumido candidato a vice de Dilma em 2014, Michel Temer. A cúpula do PMDB chiou e Cabral voltou atrás, colocando panos quentes na história e dando a entender que tudo não passou de um mal-entendido.

Porém, na política não existem inocentes. O PMDB tem ciência de que se derem muita asa a Cabral o estrago pode ser grande.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Em Busca da Linha Auxiliar - Parte 10


Sim, hoje é dia de Linha Auxiliar no Pensando Adiante. Aproveite!!!

As fotos a seguir foram retiradas do Google Maps, do Google Street View e do Panoramio. As fotos do Panoramio estão devidamente creditadas aos seus autores no corpo da imagem.

A Estação Ferroviária de Avelar, distrito de Paty do Alferes.

Pátio visto no sentido Rio de Janeiro. Aparentemente, se tornou
garagem de ônibus. Notar a logomarca da extinta RFFSA nos muros.

Vista do mesmo local da foto anterior, no sentido interior. Notar os
trilhos semi-enterrados.

Trecho com trilhos expostos. Coisa rara de se ver neste Município.

Já fora do núcleo urbano de Avelar, uma visão a partir da RJ-125
onde é possível identificar trilhos e até dormentes com clareza.

A pequena Estação de Vila Rica flagrada no Panoramio.

Desde Avelar, a Ferrovia segue um longo e sinuoso caminho até...

...Andrade Costa, distrito do Município de Vassouras.

Já em Werneck, distrito de Paraíba do Sul, vemos leito sem
descaracterização, com trilhos expostos e sem invasões à faixa de
domínio.

Estação Ferroviária de Werneck.

Continua na Parte 11.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Ianques na Conmebol

Futebol na CONCACAF é
só emoção! Ou não!

Para quem não conhece a CONCACAF, ela é a confederação responsável pela organização do futebol nas Américas do Norte, Central, e área do Caribe. É o equivalente da CONMEBOL para os países daquela região.

Embora o futebol seja um esporte popular por ali, principalmente nos países de cultura latina, a CONCACAF esbarra em um pequeno entrave quando entramos no campo de suas competições internacionais: a falta de expressividade comercial de seus campeonatos para aqueles que são seus principais mercados - o México e os Estados Unidos.

De fato, o torcedor dos Estados Unidos, por exemplo, não deve ficar muito entusiasmado em ver equipes da casa disputando um longo campeonato interclubes com equipes do Panamá e de El Salvador.

Mesmo assim, as federações Mexicana e Norte-Americana entendem que é necessário fortalecer a CONCACAF, dando suporte e prestígio às suas competições internacionais tanto de clubes quanto de seleções. Porém, é evidente que a Federação Mexicana, por exemplo, não leva isso tão a sério, uma vez que até libera suas equipes para disputar a Libertadores - um campeonato mais forte e com muito mais visibilidade do que a CONCACAF Champions League.

Neste ínterim, não falta quem defenda uma transferência da Federação Mexicana para a CONMEBOL. Ou mesmo uma transferência da Federação Mexicana junto com a Federação dos EUA. Ou mesmo uma fusão entre a CONMEBOL e a CONCACAF.

Para o futebol dos Estados Unidos seria um desafio interessante colocar suas equipes para disputar campeonatos contra times mais consistentes. Seria um salto técnico, e também comercial, pois notadamente despertaria um maior interesse do público.

Mas será que as equipes ianques teriam chances de disputar um campeonato de clubes de igual para igual contra equipes sul-americanas? Poucos sabem disso, mas esta situação já aconteceu. Na edição de 2001 da Copa Merconorte (equivalente da finada Copa Mercosul para os países da região andina superior), equipes da Bolívia, Equador, Peru, Venezuela e Colômbia tiveram a companhia dos times mexicanos Necaxa, Guadalajara e Santos Laguna, além dos times norte-americanos MetroStars (hoje Red Bull New York) e Kansas City Wizards (hoje Sporting Kansas City).

A Copa Merconorte foi dominada por equipes colombianas em todas as suas edições, e em 2001 a situação não foi diferente. As equipes norte-americanas tiveram atuações discretas e não passaram da primeira fase.

Mas os anos passam e nos dias de hoje existe o interesse tanto da CONMEBOL quanto da Federação dos Estados Unidos de que equipes de lá participem da Libertadores. Acho que em relação a espetáculo, seria sensacional. O futebol nos EUA vem crescendo e entendo que todos teriam a ganhar, tanto comercialmente como tecnicamente.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Desserviço à Nação Brasileira


Na semana passada, tivemos mais uma rodada de emoções no Julgamento do Mensalão. O Ministro Ricardo Lewandowski, na ânsia de tentar dar um pouco de coerência aos seus votos mais recentes, votou atrás em algumas sentenças e absolveu alguns mensaleiros que ele próprio já havia condenado.

Sim, ele tenta dar um pouco de coerência a seus votos. Pois já fica claro para qualquer um que Lewandowski está fazendo o possível para minimizar o estrago que o Julgamento está causando ao PT, atuando como um advogado do partido em plena corte. Provar a inocência dos mensaleiros é difícil, mas Lewandowski não desiste, mesmo que para isso tenha que tomar mão de argumentos contraditórios e apelativos.

A falta de lógica dos argumentos de Lewandowski chegou a gerar charges bem-humoradas nas redes sociais que explicam muito bem o nível do pensamento do Ministro:


Felizmente, Lewandowski ainda é minoria no STF. Ainda, pois depois do terremoto do Mensalão, certamente o PT e seus aliados farão o possível para emplacar ministros favoráveis ao lulismo no Tribunal. 

Vejam o que seria do STF se tivéssemos 11 ministros no tribunal realizando o julgamento com o mesmo espírito de defesa do Partidão ao qual Lewandowski recorre. O Julgamento teria virado uma grande piada. Felizmente isso não aconteceu, porém, a nação brasileira não pode dormir no ponto. O risco à integridade das instituições democráticas ainda existe.

Recentemente, conversando com um defensor do petismo no Facebook, ele me garantiu que estava decepcionado com Joaquim Barbosa, pois uma vez que o Ministro foi indicado por Lula, este deveria ser grato ao Nosso Guia e votar os processos de acordo com os interesses do PT. Não me surpreendi com essa pérola, pois para o PT, a independência do Poder Judiciário (garantida pela Constituição) se constitui em uma grande ameaça ao seu projeto de poder.

Porém, para o Lulo-Petismo, a Constituição e os valores democráticos conquistados pelo suor e pelo sangue de tantos não valem de nada. O que eles querem é o poder a qualquer custo.

domingo, 21 de outubro de 2012

A-ha


No Domingo Musical de hoje vamos ouvir uma seleção das minhas músicas prediletas de um conjunto que, embora eu tenha tomado conhecimento de seu trabalho há pouco tempo, já me tornei fã incondicional. É o A-ha!

A-ha
Crying in the Rain

A-ha
Cry Wolf

A-ha
Hunting High and Low

A-ha
Manhattan Skyline

A-ha
Touchy!

A-ha
You Are The One


sábado, 20 de outubro de 2012

A Ufologia Levada a Sério

Nem tudo que voa por aí é disco voador.

A Ufologia, ciência dedicada ao estudo de objetos voadores não-identificados, geralmente é tratada com desdém por um grande número de estudiosos mais céticos, talvez em função de sua grande associação à Hipótese Extraterrestre - taxada por muitos como uma impossibilidade.

Este desdém é de grande lástima, pois aqueles que estudam a ufologia com afinco e seriedade muitas vezes são desdenhados por pessoas que nem sempre conhecem a fundo os trabalhos desenvolvidos pelos ufólogos. É o típico pré-julgamento que em nada ajuda um melhor entendimento das razões deste fenômeno.

Uma falácia muito dita pelos céticos é que os ufólogos não aplicam o método científico de maneira adequada. Ledo engano. Os ufólogos, em sua maioria, são pessoas íntegras que buscam conhecer a verdade de um fenômeno tão obscuro sem se deixar levar pelo fanatismo ou pela imparcialidade.

Nem tudo que voa por aí é disco voador; e os próprios ufólogos agem de maneira contundente quando precisam desmascarar farsas.

Cito aqui como exemplo o excelente trabalho que o saudoso Claudeir Covo desenvolveu em 2001 quando da investigação do Caso Tiazinha. Suzana Alves, a famosa Tiazinha do extinto programa H da Rede Bandeirantes, alegou a uma rede de televisão ter filmado um disco voador. Claudeir Covo entrou na investigação e demonstrou que aquilo que parecia ser um bombástico caso de uma celebridade tendo um contato imediato era na verdade um grande embuste publicitário.

A íntegra do relatório da investigação de Claudeir sobre o Caso Tiazinha pode ser lido aqui.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

O Atual Momento da F1 na Globo



Há quase um ano atrás, faltando uma semana para o GP Brasil de 2011, escrevi um artigo intitulado Bruno, Sobrinho de Ayrton. Nele, dissertei sobre o ufanismo ao qual a Rede Globo trata os eventos esportivos que cobre, a ascensão do UFC na tela da emissora, e também sobre a esperança que a Vênus Platinada colocava em Bruno Senna para que este se tornasse um novo ídolo da torcida brasileira.

Naquela época, a Fórmula 1 se via em uma encruzilhada na programação global: a audiência estava em queda livre e os três pilotos brasileiros não passavam por boa fase.

Rubens Barrichello sofria com uma Williams sem competitividade e já se encontrava com um pé do lado de fora da categoria. Felipe Massa estava no meio de seu inferno astral na Ferrari. E Bruno Senna, embora pilotando o carro de uma equipe em ascensão, não possuía perspectivas otimistas para o futuro.

E assim o ano virou: Barrichello foi para os Estados Unidos correr na IndyCar e Massa passou boa parte do ano irreconhecível ao volante. Já Bruno Senna, o qual a Globo tentou timidamente começar a colocá-lo em um pedestal, foi parar na Williams, na vaga de Barrichello. Porém, não teve uma temporada convincente e, também, ele só está lá esquentando a vaga para a chegada de Valtteri Bottas, protegido de um dos sócios da equipe.

O fraco desempenho dos brasileiros restantes nesta temporada derrubou ainda mais a audiência da categoria. Para a sorte daqueles que gostam de automobilismo, o peso comercial da Fórmula 1 para a emissora é pesado. Mesmo com a audiência em queda, há patrocinadores de peso envolvidos na transmissão. Então, já que não podia contar com o apoio dos pilotos na pista, a Globo tentou virar o jogo refinando a qualidade da transmissão, iniciando a transmissão da corrida meia hora mais cedo e cobrindo os preparativos da prova.

Mas nem isso foi suficiente. O público, acostumado ao ufanismo que a própria emissora cultivou, agora torce o nariz para a categoria em um período de carência de pilotos nacionais vencendo provas. E, como eu disse, embora o peso comercial da Fórmula 1 não permite que a Globo simplesmente descarte o produto, vamos vendo que aos poucos a Vênus Platinada vai direcionando seus esforços para produtos em que seja possível um melhor aproveitamento deste ufanismo potencial. Um exemplo claro disso foi no último fim de semana, em que Galvão Bueno foi escalado para narrar as lutas do UFC ao invés de transmitir o GP da Coréia de Fórmula 1.

Afinal, o UFC tem brasileiros vencendo. E brasileiros vencedores dão audiência. A transmissão do UFC deu à Globo 20 pontos de audiência no meio da madrugada, índice que há tempos a Fórmula 1 não alcança em horários muito mais confortáveis.

Para o ano que vem, Bruno Senna não sabe se terá uma vaga e Felipe Massa, após quase ser demitido no meio da temporada, deu a volta por cima e vai correr mais um ano pela escuderia do cavalinho rampante. Chegamos a correr o risco de não termos um brasileiro na Fórmula 1 em 2013. Porém, este é um risco ainda presente para a temporada 2014, visto que Massa não deve ficar na Ferrari após o ano que vem e não temos nenhum nome forte nas categorias de acesso que tenha possibilidade de ascender ao certame máximo do automobilismo.

E a Globo? Não temos acesso aos contratos da emissora, porém, é evidente que com uma presença brasileira irrelevante ou mesmo nula na categoria, a queda na audiência há de refletir no valor das cotas de patrocínio. E pode ser que neste momento a Globo comece a fazer as contas para ver o que compensa e o que não compensa ser feito para se manter o nível atual de qualidade na cobertura da categoria - que, diga-se de passagem, já foi muito melhor. Nos áureos tempos de Ayrton Senna, por exemplo, a emissora enviava equipe completa para os autódromos em todas as corridas da temporada.

O tempo dirá.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Fusos Horários


Em 2008, uma polêmica lei alterou os fusos horários do Brasil, que até então eram dispostos da seguinte maneira:


Dizem as más línguas que a alteração dos fusos aconteceu para atender à uma necessidade da Rede Globo. Antigamente, um programa de televisão que fosse autorizado para ser exibido a partir das 21:00, era assim transmitido levando-se em consideração o Horário de Brasília. Em Cuiabá (MT), por exemplo, ele seria transmitido a partir das 20:00. Foi quando aprovou-se uma lei obrigando a restrição de horários levar em conta o fuso local.

Para contornar o problema, a Vênus Platinada criou aquilo que é chamado internamente na emissora como Rede Fuso. O sinal enviado para as afiliadas da Globo dentro do fuso de Cuiabá possui uma hora de atraso em relação ao sinal gerado pela emissora no Rio de Janeiro.

Mas isso gerou alguns problemas. Primeiro, o Acre ficava em um fuso diferente do Horário de Cuiabá, e seria necessário criar um sinal exclusivo para este estado. Outra dificuldade seria o Pará, onde as afiliadas locais teriam que ter dois sinais, um para cada metade do estado.

A solução foi alterar os fusos de maneira que estes inconvenientes fossem eliminados. E assim ficaram os fusos do Brasil:


Os fusos assim dispostos ficaram estranhos pois o Pará fica quase na mesma disposição que o Mato Grosso, porém adota um horário diferente. Sem contar que os acreanos reclamam demasiadamente destas mudanças, que para eles só trouxeram incômodos. Eles passaram a conviver com os males típicos do horário de verão (como, por exemplo, o Sol nascendo às 5:00 da manhã) o ano todo, o que estaria influenciando até o rendimento escolar das crianças do estado.

Analisando a questão geográfica do mérito, se formos redesenhar o mapa de fusos do Brasil levando-se em consideração a posição dos meridianos que definem as zonas horárias, mas sem dividir estados ao meio, teríamos o seguinte:


Uma mudança conforme o proposto acima não seria plausível, pois além de trazer de volta para a Globo o problema do Acre, dividiria-se a Região Sul em duas, e isso realmente não interessaria a ninguém ali. É importante notar que um estado do porte do Rio Grande do Sul teria força política para se opor a isso caso fosse contra seus interesses. Por outro lado, pobre do Acre que não pôde fazer nada a respeito quando lhe foi imposta a alteração horária.

Agora, já que o Pará adotou o Horário de Brasília, e se até a Argentina, que fica verticalmente alinhada com o Mato Grosso, adota este fuso, porque não incluir MT e MS no Horário de Brasília? Possivelmente os habitantes destes estados teriam os mesmos motivos que os acreanos tem para reclamar destas alterações de fusos, mas, tirando-se os problemas advindos, ajudaria a integrar melhor o país.



Poderia-se até discutir a adoção de um fuso único. A China, por exemplo, tem uma largura territorial muito maior que o Brasil e mesmo assim adota um único fuso para todo o país. 

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Em Busca da Linha Auxiliar - Parte 09


Cá estamos nós de novo nesta busca pela Linha Auxiliar. Parabéns por estar conosco!

As fotos a seguir foram retiradas do Google Maps, do Google Street View e do Panoramio. As fotos do Panoramio estão devidamente creditadas aos seus autores no corpo da imagem.

Marcação do leito da ferrovia em Paty do Alferes através do Wikimapia.

Antiga passagem de nível na entrada do bairro de Arcozelo. Não há
sinais de trilhos por aqui.

Leito no sentido Interior, visto da passagem de nível citada. Aqui,
a linha virou rua.

Neste trecho o Google Street View está pessimamente indexado e fica
difícil seguir a pista da linha por ele. Deduzo que a faixa de terra acima
faz parte do leito da ferrovia.

Deduzo que a construção em rosa no centro da foto seja a Estação
Ferroviária de Arcozelo.

E a ferrovia segue seu caminho rumo a Avelar, margeando sua
sempre querida companheira RJ-125.

A estrada de chão ao fundo passa pelo antigo leito da ferrovia.

O leito da ferrovia está além do matagal. Que belo lugar para um trem
turístico, não? Mais uma oportunidade desperdiçada pela
municipalidade de Paty do Alferes.
Um interessante flagrante na entrada do distrito de Avelar: vagões
plataforma abandonados.

Continua na Parte 10.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

O Bolivarianismo em Cheque



A Argentina está passando atualmente por um período que lembra as piores crises pelas quais o país já passou. Economia estagnada, desemprego em alta, perseguição aos direitos de opinião e manifestação - entre outros problemas, formam o atual cenário do país.

Só que o grande problema desta vez é que a crise se dá por razões meramente administrativas. Cristina Kirchner, na tentativa de se tornar um novo Hugo Chávez, tomou medidas populistas que afastaram os investidores e engessaram o setor produtivo do país.

É bom lembrar que, embora Chávez tenha feito as mesmas coisas na Venezuela, lá ele consegue bancar seus delírios ditatoriais graças à imensa produção de petróleo do país. Porém, ele se torna dependente disso: o poder de investimento do estado venezuelano se tornou atrelado às oscilações do preço do petróleo no mercado internacional.

Já a Argentina não tem um commoditie no qual atrelar sua economia. A máquina estatal foi inflada, os investidores desapareceram, e, sem condições de bancar os investimentos necessários ao país com o próprio tesouro nacional, Cristina se vê obrigada a medidas antipopulares como o controle rígido do câmbio  - chegando ao cúmulo de dificultar a saída de argentinos do país em viagens internacionais a fim de evitar evasão de divisas.

E a pergunta que fica é: e o Brasil, corre o risco de ver algo parecido? A princípio, nada indica que o Governo Dilma vá tomar atitudes extremas como reestatizações e perseguição ao setor produtivo. Porém, de um governo que se esforça tanto em declarar publicamente seu apoio ao falido projeto de poder de Chávez, podemos esperar de tudo.

O Brasil está de olho aberto!

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

O Sancho Pança de Maranello



Nas últimas semanas o mercado de pilotos da Fórmula 1 esteve agitado. Lewis Hamilton, de maneira impressionante (porém já esperada), abandonou a McLaren, equipe a qual estava vinculado desde que começou sua carreira no kart. Seu destino é a equipe Mercedes.

Logo então começaram as especulações sobre quem poderia substituí-lo na equipe de Ron Dennis. Nomes como Michael Schumacher, Kimi Raikkonen e Mark Webber chegaram a ser cogitados. Porém, o eleito acabou sendo o mexicano-sensação da Sauber: Sérgio Perez.

Um nome que também foi ventilado como possibilidade, mas sem muito embasamento, foi o do brasileiro Felipe Massa. Com a corda no pescoço dentro da Ferrari, e com um entendimento que sua renovação com o time de Maranello se daria pura e simplesmente por falta de alguém melhor em seu lugar, uma mudança de ares poderia fazer bem ao brasileiro, e, talvez a McLaren seria a única equipe de ponta onde Massa ainda poderia sonhar de maneira realista com vitórias e quem sabe títulos.

Porém, Perez ficou com a vaga. Coincidentemente, depois disso, Massa parece que conseguiu expurgar de dentro de si os fantasmas que lhe assombravam. Fez corridas convincentes no Japão e na Coréia e conseguiu recuperar um pouco da confiança da Ferrari, fazendo com que uma renovação de contrato se torne mais fácil.

O problema aqui para Felipe é que embora ele até tenha andado melhor que Fernando Alonso nas últimas corridas, nós sabemos que Alonso é Alonso. Assim que o espanhol voltar a deslanchar, Massa novamente descerá do pedestal e continuará relegado ao seu papel de Sancho Pança junto ao Dom Quixote das Astúrias.

Talvez por isso seja tão difícil para a Ferrari conseguir um segundo piloto. Ninguém quer correr para simplesmente servir de escudeiro de Alonso. Não existem mais Irvines na Fórmula 1.

Uma das vagas (ainda) em aberto está na Sauber, que procura um substituto para Perez. É um time em relativa ascensão e, creio eu, seria interessante para Felipe tentar a sorte por lá. Se ficar na Ferrari relegado a um papel secundário, poderá enterrar sua carreira de piloto com isso e sairá da Fórmula 1 pela porta dos fundos. Ir para Sauber seria uma jogada arriscada, porém, dadas as circunstâncias, poderia ser uma tentativa válida para tentar renovar sua carreira.

domingo, 14 de outubro de 2012

Nossa Senhora Aparecida


No Domingo Musical de hoje estaremos postando algumas canções que homenageiam Nossa Senhora Aparecida, que teve seu dia comemorado no último 12 de outubro.

Joanna
Viva a Mãe de Deus e Nossa

Elis Regina
Romaria

Amado Batista
Nossa Senhora Aparecida (Oh, Mãe Querida)

Gino e Geno
Nossa Senhora Aparecida

Gian e Giovani
Nossa Senhora Aparecida


sábado, 13 de outubro de 2012

Em Busca da Linha Auxiliar - Parte 08

Estamos de volta à estrada caçando os vestígios de uma centenária ferrovia que hoje jaz abandonada. Vamos lá!

As fotos a seguir foram retiradas do Google Maps, do Google Street View e do Panoramio. As fotos do Panoramio estão devidamente creditadas aos seus autores no corpo da imagem.

Trecho com os trilhos não-aparentes.

Segundo a placa da própria Prefeitura, aqui se inicia o Perímetro Urbano.
E, também, aqui vemos que a faixa de domínio já foi convertida em rua.

A rua da direita parece uma rua, mas não é uma rua. É um Ferrovia, cujo
terreno é propriedade da União, e não do Município.

Notar os trilhos expostos em meio a uma "obra da Prefeitura" no centro
da cidade de Paty do Alferes.

Paciência, cidadãos! A Prefeitura está fazendo obras em cima de propriedade
da União. Será que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT)
autorizou isso?

Pátio da Estação de Paty do Alferes (ou melhor, o que sobrou dele) visto
no sentido Rio de Janeiro. Do outro lado do tapume verde, a tal da obra.

Prédio da Estação e seu pátio vistos no sentido interior.

Já um pouco afastado do centro de Paty do Alferes, vemos uma
inocente rua residencial. Será mesmo?

Acreditem, esta rua é uma ferrovia.

Nesta foto é possível notar a marca dos trilhos sob o asfalto.

Continua na Parte 09.
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