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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Saudades do Meu Sertão


Quem leu os poemas Simplesmente Viviana e Do Rio de Janeiro a Colatina deve ter percebido que eu gosto de compor com rimas ABAB, ou seja, estrofes de 4 versos com o primeiro rimando com o terceiro, e o segundo rimando com o quatro.

Então decidi partir para algo mais elaborado: um poema com rimas ABA CBC. Como o nome sugere, trata-se de uma sequência de seis versos distribuídos em duas estrofes consecutivas, com o primeiro verso rimando com o terceiro, o segundo rimando com o quinto, e o quarto rimando com o sexto.

Segue o resultado:

Saudades do Meu Sertão

Que saudades do meu sertão
Doce terra em que nasci
A poeira cobrindo o estradão

Nas copas de teus ipês
Repousa suave o colibri
Foi Deus que assim te fez

O trenzinho passa ao longe
Com seu apito a nos saudar
Indo rumo a um longo horizonte

Do Sol me ofusca um facho
E vou um peixinho pescar
À beira do velho riacho

Meu pomar, minha linda horta
Aqui tenho tudo que quero
E nada mais me importa

Por amar tanto minha terra
Eu trato com tanto esmero
Esse chão bem ao pé da serra

Quando a chuva cai no quintal
Os fedelhos pulam felizes
Pois se vem de cima, não faz mal

E de noite, as estrelas no céu
O luar com todos seus matizes
Cobrindo os morros com seu véu

A viola chora na madrugada
Os acordes tristes de uma vida
A lembrança da minha finada

O Sol nasce por trás dos currais 
E logo esqueço da velha ferida
No sertão que eu amo demais 

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

O Cartel e a Economia

As pragas de Adam Smith já possuem cura! Ou não!

No post A Mão Invisível de Adam Smith, eu me posicionei abertamente a favor da cartelização em situações em que o bom senso assim convier. Porém, é necessário expor que eu estou incitando a prática de crime contra a ordem econômica, previsto pelo item I, parágrafo 3º, artigo 36º da Lei 12.529 de 30/09/11.

Não obstante, o artigo 1º da referida lei diz que seu objetivo maior é proteger a livre iniciativa e a livre concorrência. Ou seja, meio que incentivando a ação da Mão Invisível e dando anuência às teses de Adam Smith, o objetivo da lei é permitir que o mercado oscile livremente, por si só; pois isso seria o bastante para garantir a estabilidade e a consolidação da ordem econômica nacional.

Por ora, voltemos ao exemplo das 10 granjas que fornecem diariamente um porco para cada um dos 10 restaurantes da cidade. Imaginemos que o custo bruto de produção dos porcos seja de $ 70,00 e cada granja os venda a $ 100,00. Logo, cada granja tem um lucro diário de $ 30,00, totalizando $ 900,00 por mês.

Com o fechamento de três dos restaurantes, e com a subsequente adoção da cartelização, o preço de venda do porco continuará sendo $ 100,00. Com as 10 granjas se revezando entre si para atender os 7 restaurantes remanescentes, cada uma ficará sem vender porco por 9 dias ao mês. Contando os 21 dias de trabalho mensal que cada granja terá, sobra um lucro de $ 630,00.

Caso as granjas não se cartelizem, o preço do porco irá despencar. As granjas que ficaram sem fregueses terão que diminuir seus preços de venda para tomar os clientes das outras granjas, e isso dará início a uma guerra de preços - é o efeito da Lei de Oferta e Procura em ação.

Imaginemos que uma granja baixe seu preço de venda para $ 80,00. Se considerarmos que ela vai conseguir vender seu porco todos os dias do mês, seu lucro mensal será de $ 300,00. Caso em alguns dias do mês alguma granja concorrente consiga tomar o seu cliente, o lucro há de cair ainda mais.

Se consideramos que uma granja fique sem fornecer porco pelos mesmos 9 dias mensais das granjas cartelizadas, o lucro será de míseros $ 210,00. 

Ainda, é importante notar que as granjas cartelizadas acabam possuindo um melhor controle de sua produção, sabendo exatamente quantos porcos terão que produzir durante o mês. As granjas não-cartelizadas podem, em função de uma falsa expectativa de demanda, acabar produzindo porcos em excesso, diminuindo ainda mais sua margem de lucro.

Resumindo o quadro:

  • Lucro Mensal com 10 granjas para 10 restaurantes: $ 900,00
  • Lucro Mensal com 10 granjas cartelizadas para 7 restaurantes: $ 630,00
  • Lucro Mensal com 10 granjas não cartelizadas para 7 restaurantes: $ 300,00 ou menos

Como é possível notar, o acordo de produção conjunta do cartel das granjas impediu que o preço do porco caísse de maneira excessiva e trouxesse um prejuízo a todo o setor. Caso o cartel não fosse formado, fatalmente algumas das granjas não conseguiriam manter a baixa margem de lucro e terminariam por quebrar. Então, a Mão Invisível terminaria por reequilibrar a Lei de Oferta e Procura, e os preços acabariam por se estabilizar novamente a um patamar aceitável.

Porém, deixar algumas granjas falir sem mais nem menos é um indício de ordem econômica? Apesar de eu ter apresentado um quadro micro-econômico um tanto utópico, ele nos permite entender bem a maneira como o mercado de commodities, principalmente os produtos agropecuários, sofrem com a variação de preços nos pregões internacionais.

Já foi tempo em que o agricultor precisava se preocupar não só com o clima e com as condições de seu terreno. O preço do produto que ele deseja plantar ou criar precisa também estar atraente. Mas como tudo na economia pode mudar de uma hora para outra, variações bruscas nas cotações dos produtos podem gerar grandes prejuízos aos produtores, isto porque o mercado globalizado não está preocupado em pensar de maneira conjunta. 

Se um produtor de soja da Índia tiver oportunidade de lucrar em cima de uma dificuldade pela qual estejam passando os produtores brasileiros, ele não irá perder a oportunidade de auferir seus lucros - mesmo que ele corra o risco de tomar o troco na próxima safra.

Neste jogo, uma hora todos sempre perdem. Esta é a ação das irrefutáveis leis de Adam Smith que, embora todos concordem que são inaplicáveis, continuam por nos assombrar.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Telecurso de Qualidade - Aula 04


Hoje apresentamos mais uma aula do Telecurso de Qualidade! Aproveite e faça crescer o seu conhecimento!



Você saberá o que é necessário para receber um certificado de qualidade internacional ISO e conhecerá as mudanças que esse certificado traz para cada empresa onde o sistema da qualidade é implantado.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

A Implosão da IndyCar

Querem trazer a CART de volta?
Até 1978, as 500 Milhas de Indianápolis e o campeonato de suporte à prova eram organizados pela USAC (United States Auto Club), uma entidade ligada à Família Hulman, proprietários do Indianapolis Motor Speedway (IMS). Então os donos de equipe da categoria, insatisfeitos com a maneira como a USAC administrava o certamente, realizaram um golpe de estado e formaram a CART (Championship Auto Racing Teams), uma nova entidade sob controle das equipes e que seria responsável por gerir a categoria dali por diante.

Os Hulman não se oporam ao golpe e as 500 Milhas de Indianápolis, embora continuasse sendo promovida pela USAC, continuou fazendo parte do calendário da IndyCar World Series, nome oficial do certame organizado pela CART.

Isso durou até 1994, quando Anthony Hulman George (ou Tony George para os íntimos), então presidente do IMS, entendendo que ele estava comendo só o restinho do bolo da festa decidiu fundar sua própria categoria para disputar as 500 Milhas e também um campeonato de suporte que haveria de ser criado. Em seu apoio vieram Bernie Ecclestone (dono da Fórmula 1) e Bill France Jr (dono da NASCAR), ambos temerosos do grande crescimento pelo qual a categoria promovida pela CART passava na época.

Assim nasceu a Indy Racing League, uma categoria sem sal e sem expressão. Apesar da CART ter deixado de disputar as 500 Milhas, isso não diminuiu seu crescimento. A CART então continuou reinando absoluta no cenário até o dia em que Roger Penske, dono de uma das principais equipes da CART, decidiu trocar a categoria pela IRL por estar insatisfeito pelos autódromos de sua propriedade estarem sendo retirados do calendário da CART.

Roger Penske foi embora e acabou levando várias equipes, fornecedores e patrocinadores junto com ele. A CART foi decaindo até que em 2008 o seu certame foi cancelado, com as equipes remanescentes se transferindo para a IRL, cujo campeonato é chamado atualmente de IZOD IndyCar Series.

Porém, atualmente leio nos sites de notícia que os problemas de 1979 se fazem presentes novamente. Após uma gestão desastrosa à frente do IMS e da IRL, Tony George foi afastado dos negócios da família por sua própria mãe, Mari Hulman George, mas os novos administradores pouco tem conseguido fazer para reverter o caos instalado. A categoria vem perdendo em audiência e interesse do público. Os promotores não tem conseguido atrair novos autódromos e já se fala em promover rodadas duplas (duas provas em uma mesma pista para um único fim de semana) a fim de se manter o mínimo de provas exigido nos contratos comerciais da categoria.

Os donos de equipe estão inquietos com tudo isso e nos bastidores são fortes os boatos de que estaria-se tentando um novo golpe de estado, assim como foi feito em 1979. Seria a tábua de salvação da categoria?

Não creio. Em 1979 a situação era diferente. A criação da CART foi uma atitude em prol de dinamizar a administração de um certame que, bem ou mal, estava consolidado. Hoje, tenta-se salvar uma categoria moribunda que só ainda não definhou graças ao peso comercial das 500 Milhas e pela vontade dos donos de equipe em continuar com os carros na pista.

Não me arrisco a dizer até onde irá este filme. Mas, entendo que nem em sonho a IZOD IndyCar Series (IRL) de hoje terá um dia o mesmo brilho que a IndyCar World Series (CART) teve.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Candidato Que Gosta de Pobre


Outro dia, passando pela rua, entreouvi dois populares conversando. Então um deles disse ao outro: o Candidato X gosta de pobre e o Candidato Y não gosta de pobre.

Bom, assistindo o comício de ambos os candidatos, não podemos afirmar isso de forma categórica. Os dois se apresentam como amigos da comunidade, parceiros do povo, e juram que farão o possível e o impossível para transformarem a cidade da água para o vinho - e, consequentemente, melhorando a condição de vida dos mais humildes.

Claro que nada disso me empolga. Época de campanha eleitoral é isso aí. Microfone de comício e auto-falante de carro de som aceitam tudo. Candidatos a vereador de primeira viagem, que talvez nem saibam direito qual o papel de um vereador, ficam por aí repetindo o mantra saúde, emprego, esporte e educação (com algumas variações, dependendo do candidato), mas, depois de eleitos, nada fazem de muito concreto.

Eu já me envolvi com política uma vez e posso afirmar uma coisa: o meio político corrompe. Se você é uma pessoa verdadeiramente honesta e resolve entrar na política, ou você passa a integrar o mundo das maracutaias ou então você desiste e se afasta, tão forte é a influência destas coisas no dia-a-dia de quem mexe com a política. E, claro, quem se rende às maracutaias está sempre preocupado é consigo mesmo.

Por isso, eu realmente não acredito que exista candidato que goste ou não de pobre. Candidato está preocupado mesmo é com seus próprios interesses. Caso ainda não esteja, logo estará. Assim funciona a política.

domingo, 26 de agosto de 2012

Guilherme Tell

O Pato Donald personificando o herói.

Guilherme Tell é um herói das guerras de independência da Suíça, muito embora sua real existência seja objeto de controvérsias.

Conta a tradição que o Governador do Império Habsburgo para a Região de Uri colocou no alto de um poste uma boina com as cores do pavilhão imperial e exigia que todos os cidadãos fizessem reverência à mesma, como forma de demonstrar lealdade à coroa.

Guilherme Tell teria se recusado a reverenciar a boina. Então o Governador, querendo por à prova a fama de exímio atirador que Tell possuía, impôs como punição que o herói acertasse com um tiro de besta uma maçã posicionada na cabeça de seu próprio filho.

Tell acertou a flechada, e, logo após, mostrou ao Governador uma outra flecha. Questionado, Tell disse que teria usado a segunda flecha para matar o Governador caso a primeira flecha tivesse vitimado seu filho. Tell foi preso por esta injúria, mas conseguiu escapar e matar o Governador. O assassinato do Governador por Guilherme Tell foi o estopim de uma série de revoltas que culminaram na independência das regiões que viriam a formar a Suíça.

Então, no Domingo Musical de hoje, apresentamos o movimento de abertura da ópera Guilherme Tell, composto por Gioachonno Rossini. Está dividido em quatro partes: Prelúdio, Tempestade, O Chamado das Vacas e Final.

Prelúdio / Tempestade

O Chamado das Vacas  / Final

Este movimento ficou muito famoso por causa de um desenho animado de Walt Disney que trazia Mickey Mouse como maestro de uma orquestra que literalmente ia pelos ares ao som de Tempestade:


sábado, 25 de agosto de 2012

Falando de Coisas Óbvias


Após alguns dias sem falar sobre o Julgamento do Mensalão, voltemos a preencher as páginas deste espaço com este assunto.

Tivemos as enfadonhas apresentações dos advogados de defesa, e, em seguida, o Ministro Joaquim Barbosa iniciou o seu voto, se posicionando a favor da condenação de alguns figurões do esquema como João Paulo Cunha e Marcos Valério.

E então, o Ministro Ricardo Lewandowski, que no início do julgamento já havia demonstrado claramente por quem seu coração batia, votou pela absolvição dos réus que estão sendo avaliados nesta fase do processo.

Não preciso aqui repetir o que já tem sido dito exaustivamente nas redes sociais e pela internet afora. Conforme o jornalista Reinaldo Azevedo bem explanou, Lewandowski passou por cima de várias evidências contundentes para poder se posicionar pela absolvição dos acusados. O Ministro Joaquim Barbosa promete revanche e garante que irá rebater os argumentos de Lewandowski, mas, aparentemente, a posição do último é clara no sentido de absolver toda a gangue e nada irá mudar isso.

Só esperemos que os demais Ministros não entrem no trem do oba-oba e inicie-se um processo em massa de desmoralização não só do STF, mas de toda a sociedade brasileira. Li recentemente que alguns correligionários de José Dirceu já estão até planejando sua volta triunfal à política, caso este seja absolvido. Será apresentado ao povo como um herói nacional injustiçado, com alguns mais sonhadores até pensando em lançá-lo à sucessão de Dilma Rousseff. Acreditem, eu não quero ter o desprazer de assistir uma cena dessas.

Como já disse outra vez, o Julgamento do Mensalão é um divisor de águas a respeito do que queremos para o futuro do Brasil. Sabemos que muitos dentro do Governo sonham em transformar o Brasil em uma Coréia do Norte, e a institucionalização da corruptocracia através da absolvição dos mensaleiros pode ser o primeiro passo para que o sonho deles se torne realidade.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Messianismo Judaico


O Messianismo é um tópico de grande relevância nas tradições religiosas judaicas. Segundo as mesmas, o Messias (entre outras coisas) levará todos os Judeus espalhados pelo planeta para Israel, construirá um Novo Templo em Jerusalém, e levará a mensagem do Deus de Israel a todo o mundo - em função destas razões, os judeus entendem que Jesus não pode ser considerado o Messias, pois ele não cumpriu todas as profecias messiânicas.

Só que o Messianismo há de gerar alguns entraves práticos. Em primeiro lugar, será que todos os judeus do mundo gostariam de emigrar para Israel? Famosos judeus brasileiros como Silvio Santos, Luciano Huck e Serginho Groisman gostariam de ir para lá?

Outro ponto fundamental é que espera-se que o Messias restaure a linha dinástica do Rei Davi. Isso seria um problema para o moderno Estado de Israel, atualmente uma república. Será que o Messias, investido no trono de Israel, e o qual espera que se tenha poderes literalmente messiânicos sobre o povo judeu, teria o poder de vetar decisões do Knesset?

Pois é, meu objetivo aqui não foi fazer firula com a tradição messiânica judaica, mas sim tentar entender como o Messianismo influencia o pensamento judeu, tanto daqueles que vivem em Israel quanto os que vivem  no resto do mundo.

Certamente Silvio Santos, Luciano Huck e Serginho Groisman, entre outros, não possuem interesse em emigrar para Israel. Porém, todos os judeus tem a consciência de que chegará o dia em que eles retornarão para a terra prometida. Não se preocupam em tentar entender como isso ocorrerá, mas sabem que quando o Messias chegar, eles simplesmente irão.

Nisso se baseia a Lei do Retorno, que dá direito a todo judeu de emigrar para Israel e receber a cidadania no ato do desembarque. Já que um dia todos terão que voltar, facilita-se para os que quiserem voltar mais cedo.

Embora Israel seja um estado laico, existe uma influência enorme da religiosidade sobre todos os setores da sociedade israelense - embora ainda não a ponto de transformar Israel em um estado teocrático. Porém, com a vinda do Messias, espera-se que ele, ao assumir o trono de Israel, tenha praticamente poderes ilimitados. 

Sendo o Messias em si, espera-se perfeição em suas decisões e certamente ninguém estará preocupado em fazer oposição política a ele, uma vez que ele será o enviado do próprio Deus para governar Seu povo. Isto demonstra que Israel, uma república democrática, está disposta a se tornar uma teocracia absolutista (assim como era com David e Salomão) em nome da promessa feita nas profecias messiânicas.

Razão por esta também Israel insiste em manter o controle de Jerusalém e da cidade velha: Para garantir que a profecia da reconstrução do templo se cumpra.

E assim os israelenses permanecem em sua luta diária contra seus vizinhos para manter o controle sobre a terra que eles consideram serem um Presente Divino a eles. E, no aguardo do Messias.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

A Mão Invisível de Adam Smith



Adam Smith foi um dos maiores teóricos da cátedra da economia. Apesar da maioria de suas teses terem se mostrado inaplicáveis, inaceitáveis e irreais, ele é reverenciado como alguém que deu um pontapé para que a economia passasse a ser tratada como uma disciplina com abordagem, digamos, filosófica.

Sim, porque podemos dizer que mais que lidar com números, entender a economia é também entender como a cabeça das pessoas funciona. Uma das teorias de Adam Smith é a famosa Mão Invisível, em que o pensador expõe que, diante de tribulações que afetem o equilíbrio de um sistema econômico, é dispensável a ação de um agente externo no intuito de restabelecer este equilíbrio, visto que o mercado se regula por si mesmo.

Na teoria, esta é uma linha de pensamento interessante, mas que não é aplicável pois nem sempre o equilíbrio é interessante àqueles que estão no jogo econômico. Afinal, o desequilíbrio é uma grande oportunidade de negócios, principalmente para quem especula em bolsa.

Porém, entendo que uma intervenção nas relações econômicas é importante no sentido de impedir que abusos ajudem a piorar ainda mais uma situação que já se demonstre complicada.

Vamos dar um exemplo. Imaginemos que um cidade tenha 10 restaurantes e 10 granjas. Cada granja fornece por dia um porco a cada restaurante. Caso três restaurantes fechem as portas, as granjas que ficaram sem seus clientes terão que baixar o preço de seus porcos a fim de, oferecendo um preço mais em conta, tomar a clientela de outras granjas.

O preço do porco irá cair e todas as granjas sairão perdendo. O ideal neste caso seria uma cartelização a fim de se manter os preços altos. As granjas, em comum acordo, passam a se revezar no fornecimento dos porcos, mas mantendo o mesmo preço de outrora, minimizando-se o prejuízo.

Recapitulando: O que acontece neste sistema de cartelização? As 10 granjas fornecem para os 7 restaurantes restantes, mantendo o preço do porco na cotação anterior, de quando haviam 10 restaurantes. Elas se revezam entre si no fornecimento da carne e todos saem ganhando.

Caso deixássemos a Mão Invisível agir, continuaríamos a ter 10 granjas fornecendo para 7 restaurantes, porém, teríamos uma guerra de preços que diminuiria o lucro dos fornecedores. E perceba que continuar-se-ia vendendo a mesma quantidade de carne do que no exemplo dado na cartelização, pois não haveria alteração na demanda. Fatalmente, algumas granjas não aguentariam a competição e iriam quebrar. Pais de família ficariam desempregados e negócios iriam a ruína; todavia, encontraria-se novamente um equilíbrio no mercado.

Porém, sempre apareceriam novas dificuldades, e a falta de união entre os fornecedores sempre geraria outros problemas sérios enquanto o tal equilíbrio da Mão Invisível não se concretizasse novamente.

Com a economia globalizada que temos hoje, é difícil achar que o seu concorrente situado lá no meio da Ásia terá pena de você e irá querer ser solidário contigo a fim de evitar-se perdas coletivas a curto e longo prazo. E vice-versa. E nessa busca infinita pelo equilíbrio da Mão Invisível, a economia mundial cada vez mais se deteriora. Vamos ver até onde isso vai.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Telecurso de Qualidade - Aula 03



A Qualidade é algo essencial para qualquer atividade. É através dela que construímos relações de consumo baseadas na confiança e na parceria. Por isso, continuamos hoje a exibir as tele-aulas de Qualidade do Novo Telecurso!


O trabalho em equipe pode ser comparado a um jogo. Você conhecerá as regras desse jogo e verá, também, como é importante resolver os problemas em conjunto.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Um Edifício Que Era Avis Rara

É um passaro? É um avião? Não, é um edifício!

Na minha cidade natal existe um edifício que muito me chamava a atenção. Decrépito, decadente e com a nítida aparência de desleixo, era mais uma construção mal-conservada a enfeiar a cidade. Até que um dia os moradores do prédio resolveram virar o jogo. A fachada foi pintada e reformada, as janelas dos apartamentos que davam para a rua foram trocadas por modelos modernos, e a portaria foi embelezada. Além disso, o prédio, que até aquele momento não possuía nome, foi finalmente batizado. Virou o Edifício Avis Rara.

Pelo menos no meu caso, toda vez que eu passava em frente ao edifício citado, imaginava belas araras circundando o mesmo, como um lindo bando de avis raras a realizarem uma bela evolução em volta daquela construção tão singular.

Em outras palavras, eu literalmente viajava na maionese só por causa do nome pomposo que deram ao referido edifício. Isso prova que um nome bem escolhido pode ajudar a levantar a moral de um prédio. E certamente isso é benéfico para seus moradores, pois isso influi diretamente na valorização de seus imóveis.

Mas isso talvez nem sempre seja suficiente. No caso do Avis Rara, entendo que o nome foi importante, mas somente funcionou bem porque a reforma da fachada foi realizada a contento. 

Me lembro de outro prédio na cidade com um histórico parecido com o do Avis Rara. Este outro edifício, também sem nome, possuía uma fachada mal-cuidada, os elevadores viviam quebrados, a portaria parecia a entrada de uma mansão mal-assombrada, e ainda circulavam histórias de que o edifício teria tido problemas em sua construção, que, embora no final não tivessem comprometido a estrutura do mesmo, foi o suficiente para criar um grande burburinho em relação à obra.

Só que nesse caso não se preocuparam em dar um banho de loja no prédio. Somente batizaram ele com um nome bem pomposo - que prefiro não citar para não melindrar ninguém. Acredito que a intenção de quem inventou o nome tenha sido boa, afinal, um nome como aquele ajuda (pelo menos teoricamente) a elevar o moral do prédio. Porém, sem maiores intervenções que constituíssem uma verdadeira renovação visual na construção, o nome terminou por soar irônico.

Também, não só repaginar, como também manter uma imagem saudável para o edifício é essencial. Lembro de uma outra construção da cidade chamada Edifício Acácia Amarela. O prédio sempre foi pintado de amarelo e a cor se tornou um símbolo do edifício. Até que um dia resolveram pintá-lo de rosa e, embora a nova cor realmente deixasse o prédio mais bonito, ele começou a ser chamado jocosamente de Acácia Rosa e Acácia Que Era Amarela. Pode até parecer bobeira, mas o prédio poderia passar sem essas piadinhas.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Planejando as Cidades do Futuro


Um dos maiores debates que envolvem a sustentabilidade é a maneira como iremos encarar a civilização do futuro sob diversos aspectos. Olhando-se de uma perspectiva até realista, qualquer pessoa com bom senso há de concluir que o atual modelo de nossa sociedade está fadado à exaustão. A falta de equilíbrio entre as atividades humanas e o ambiente à sua volta tem levado o planeta para rumos que poucos se arriscam a conjecturar sobre as consequências - mas, claro, sem nunca tecer opiniões demasiadamente otimistas.

Aqui no Brasil, um grupo se dedica a pensar acerca de um novo paradigma de existência e também sobre como implementar projetos práticos para a construção de uma sociedade sustentável. Trata-se da Associação Aliança Luz. O escopo das idéias deste grupo pode ser resumida em uma entrevista de seus diretores à Web TV Rede TV Brasil que disponibilizamos abaixo:


Conforme podemos ver, existem muitas maneiras de se criar alternativas para uma interação sustentável entre o homem e o meio ambiente, e podemos citar várias delas, como, por exemplo, meios alternativos de construção, aproveitamento racional da água, culturas coletivas, e outras. Pretendemos futuramente esboçar um post específico para desenvolver melhor este tema.

Porém, como foi bem lembrado pelo pessoal da AAL, não basta somente termos uma sociedade em que o homem viva em harmonia com a natureza. É necessário também criar condições para que tenhamos um paradigma social em que a humanidade possa viver em harmonia entre si, em um sistema em que todos sejam irmãos e não haja exploração excessiva de muitos por parte de poucos.

Será possível fazer isso? Voltaremos a este tema em postagens futuras.

domingo, 19 de agosto de 2012

KC and the Sunshine Band


Vou ser sincero. Não sei absolutamente nada sobre esses caras. Só sei que eles cantam muito. Então, chega de palavras e vamos cair no Domingo Musical de hoje!

KC and the Sunshine Band
That's the Way I Like it

KC and the Sunshine Band
Please Don't Go

KC and the Sunshine Band
Shake Your Booty

KC and the Sunshine Band
Keep it Comin' Love

sábado, 18 de agosto de 2012

Procurando o ET de Varginha no Google Street View


Varginha, Minas Gerais. No dia 20 de Janeiro de 1996, um surreal incidente marcou para sempre a história desta pacata cidade mineira. Várias criaturas humanóides foram avistadas por populares e supostamente capturadas por membros do Exército, dos Bombeiros e da Polícia. 

Após vários anos, persistem os questionamentos sobre o que realmente teria acontecido em Varginha por aqueles dias. Aproveitando que a cidade agora está coberta pelo Google Street View, vamos fazer uma viagem virtual até lá para conhecer os locais mais marcantes relacionados ao episódio.

Tudo começou na manhã daquele 20 de Janeiro, quando membros da Polícia Militar e dos Bombeiros foram chamados para averiguar a ocorrência do avistamento de estranhos animais na mata do Jardim Andere, zona sul de Varginha:


Vista aérea do Jardim Andere.
Vista ao nível da rua de parte do descampado.

Área de mata espessa, propícia para os seres se esconderem.

As criaturas foram capturadas com a ajuda de um reforço de contingente do Exército enviado pela Escola de Sargento das Armas, situada na vizinha Três Corações. Há divergências quanto ao número de criaturas capturadas na operação daquela manhã, que teriam sido entre duas e quatro. Pelo menos uma delas teria sido morta por um soldado do Exército.

Porém, uma das criaturas escapou ao cerco e foi se esconder em um terreno baldio entre as casas do bairro:

O local marcado com A é a face oeste do terreno baldio...
...onde na tarde daquele dia, Kátia, Valquíria e Liliane avistaram um dos seres.

À época do ocorrido, o terreno em questão era um lote desocupado que se estendia da Rua Doutor Benevuto Braz Vieira (onde fica a face oeste do terreno) até a Rua Noruega (onde fica a face leste). Era utilizado por locais como atalho entre as ruas.

Na face oeste, localizada à Rua Dr. Benevuto Braz Vieira, hoje existe
um muro, construído alguns meses depois do incidente
 para evitar que o ET voltasse afastar curiosos.

Na face leste, situada à Rua Noruega, hoje existe uma residência.

As criaturas capturadas pela manhã teriam sido levadas pelo Exército ao Hospital Regional do Sul de Minas, localizado no Centro de Varginha. Uma vez que as atividades do Exército criaram um princípio de tumulto na unidade, as criaturas foram removidas para o Hospital Humanitas, localizado mais distante da região central da cidade, onde a operação poderia se desenrolar com um pouco mais de discrição.

Fachada principal do Hospital Regional.
A criatura vista por Kátia, Valquíria e Liliane teria sido capturada no início da noite daquele dia e foi enviada direto ao Humanitas.

Entrada do Hospital Humanitas.

Localização do Hospital Regional (A) e Hospital Humanitas (B) na
foto do satélite.

Após dois ou três dias, as criaturas teriam sido levadas para a Escola de Sargento das Armas em Três Corações, sendo transferidas em seguida para a Unicamp, em Campinas (SP). Pelo menos uma delas teria sido autopsiada no local. 

Há relatos que algumas criaturas teriam sobrevivido por bastante tempo e teriam sido levadas para os Estados Unidos.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

O Apagão da Defesa

Quando precisarem, já vai ser tarde...

A postagem de hoje é um tema sugerido por um amigo de São Paulo, que pediu que eu falasse sobre uma declaração de um General da Reserva do Exército, onde este afirmou que nossas forças armadas possuem munição para somente uma hora de guerra.

Vou repetir aqui o que eu li uma vez numa entrevista de um alto oficial da Marinha do Brasil: não existe, perante a sociedade brasileira, uma noção da necessidade de existência das Forças Armadas. Como as Forças Armadas não tem uma atuação ativa aos olhos de quem assiste o Jornal Nacional, este assunto naturalmente não rende voto. Se não rende voto, não é preocupação do Governo.

Nesse ínterim, quem se salva um pouco é a Marinha, que graças às necessidades de se proteger o pré-sal, ganhou uma forcinha em seu programa de modernização de meios, embora é claro, ainda esteja muito longe das necessidades de um país como o Brasil.

Claro, como o Brasil não tem uma ameaça externa real e não possui vizinhos (muito) problemáticos, o assunto defesa acaba ficando em segundo plano, visto que não rende tanto impacto político-eleitoral quanto a bolsa-isso ou a bolsa-aquilo. Mas esse é o problema da coisa. Uma nação do porte do Brasil, que pretende galgar o posto de potência mundial, não pode achar que será intocável e inviolável para todo o sempre só porque os gringos vão com a cara das mulatas de carnaval sambando seminuas.

Caso hoje a Guerra da Síria evoluísse para um conflito a nível mundial, como o Brasil faria para se armar e defender seu território a curtíssimo prazo? Seria complicado defender a pátria nessas condições. Mas claro, pedir aos membros do Partidão uma visão estratégica de defesa concreta é querer demais. 

Pelo menos o invasor nos faria o favor de depor o atual governo...

E tem outra coisa também. O investimento na área militar gera conhecimento tecnológico. A Embraer era uma mera fabricante de aviões a hélice quando se envolveu no Projeto AMX, uma parceria com empresas italianas para a construção de um caça a jato para funções de ataque. Foi o know-how adquirido durante o desenvolvimento do Projeto AMX permitiu a Embraer iniciar a produção de jatos comerciais.

Infelizmente, o que vemos hoje na defesa é uma cópia xerox do descaso que também vemos na educação, saúde, infra-estrutura... O Brasil quer ser uma Potência Mundial, mas parece que não conseguirá ir muito além da posição de Potência-Bolsista.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

A Caminho da Copa



Os Jogos Olímpicos terminaram com um gosto de decepção para o Brasil. Primeiro, a derrota da seleção masculina de futebol na final, adiando mais uma vez o sonho do ouro olímpico. Em segundo, a inexplicável virada que a seleção masculina de voleibol tomou da Rússia.

Claro que é fácil falar estando do lado de fora. Se para nós, expectadores, a coisa foi surreal, imagine para quem estava dentro do campo ou da quadra. Principalmente para a seleção de voleibol. Chegaram a estar em Gold Medal Point e perderam a partida.

Para o voleibol, é um fim de um ciclo, com muitos jogadores tendo feito sua última olimpíada. Já na seleção de futebol a coisa é diferente, visto que este time será a base da equipe que disputará a Copa de 2014. E o que podemos dizer sobre isso?

O time brasileiro não é ruim. Até acho que a equipe é boa. Perdeu a final olímpica? Perdeu, mas esporte é assim, só um ganha no final. Mas, é lógico que quem deseja vencer uma Copa do Mundo não pode se contentar com uma equipe que seja somente boa.

Um de meus amigos bem lembrou que Dunga foi amplamente criticado por não levar Neymar para a Copa de 2010. Muitos chegaram a creditar o fracasso da seleção à ausência do jogador santista. Pois é, o preparatório pré-olímpico e os Jogos em si deixaram uma coisa clara: Neymar ainda não é capaz de levar a seleção nas costas. Não o era há dois anos atrás, e acho arriscado pensar que ele terá condições de fazê-lo em dois anos.

Passados os Jogos Olímpicos e a necessidade tácita de se utilizar jogadores jovens na seleção, fica claro que a seleção precisará de mais consistência. O oba-oba da necessidade de renovação (talvez a título somente de justificar o fiasco na Copa de 2010) acabou. Ou monta-se um time forte, ou desde já podemos considerar 2014 como um ano para esquecer.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Telecurso de Qualidade - Aula 02


O Telecurso de Qualidade apresenta hoje sua segunda aula. Bons estudos!


Nessa teleaula você aprenderá um método que procura colocar a qualidade no lugar do desperdício: o método japonês 5S. Verá, também, que esse método é implantado em cinco etapas.


terça-feira, 14 de agosto de 2012

Todo Mundo Pelado


O novo horário de novelas às 23:00 (atualmente ocupado pelo remake de Gabriela) tem permitido à Rede Globo explorar cenas mais sensuais em novelas. Não sei o porquê de não o fazerem na novela das 21:00. O SBT reprisou Pantanal no mesmo horário não faz muito tempo e não se absteve de exibir cenas de nu frontal, coisa que (ainda) não vemos nas produções da Globo que passam às 23:00.

Talvez porque a Globo, sendo a Globo, a visibilidade e o impacto destas cenas seria maior. E talvez porque a Globo queira manter um certo padrão de qualidade nas novelas do horário de 21:00, sem querer partir para a apelação escancarada.

Apelação escancarada? Sim, o desfile de gente pelada no horário das 23:00 começou quando O Astro, produção que antecedeu Gabriela, começou a sofrer concorrência pesada com A Fazenda da Record. Logo, a Globo resolveu colocar o elenco para fazer sexo. E a coisa meio que pegou, pois este tipo de coisa chama a atenção e gera audiência. A própria Juliana Paes, protagonista de Gabriela, chegou a afirmar que tinha consciência que muitas pessoas assistiriam a novela só para vê-la nua.

Nada contra a nudez, afinal, trata-se de algo natural ao ser humano e todo mundo em algum momento fica nu. Só não me agrada o uso da nudez como elemento de apelação gratuita, sem que isso acrescente algo relevante ao enredo da trama. 

Para ilustrar isso, lembramos que personagens vivem morrendo em novelas e nem por isso as emissoras fazem questão de reproduzir com detalhes as autópsias dos personagens. Ora, autópsias são procedimentos normais na medicina legal - ainda mais que em novelas muitos personagens falecem por causas trágicas, como acidentes ou assassinatos. Mas acho que ninguém se interessaria em ver tripas expostas na tela da televisão.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Precisa-se de um Defunto Mensaleiro

Nem todos vão conseguir botar a culpa no defunto.

O Julgamento do Mensalão continua fervendo no STF. Uma coisa que já ficou clara é que os advogados não vão conseguir provar que o Mensalão não existiu. Admite-se que houve operações irregulares, mas, de maneira impressionante, ninguém se responsabiliza por elas. É como se o dinheiro do Mensalão tomasse decisões por si próprio e saísse andando sozinho dos bancos até os gabinetes dos mensaleiros.

Por isso, fatalmente alguém terá que ser responsabilizado. Os advogados do chamado "Núcleo do Banco Rural" recorrem a uma velha e batida tática: colocar a culpa em um morto. Todos são unânimes em culpar um falecido ex-vice-diretor do banco como aquele que, sozinho e sem ajuda de ninguém, realizava as operações ilegais dentro da instituição.

Se os ministros do STF vão aceitar este argumento, só aguardando para ver. Porém, se o Banco Rural tem um defunto para servir de bode expiatório, o PT não tem tanta sorte, pois todos os indiciados pertencentes às fileiras do Partido da Estrelinha estão vivinhos da silva. Alguém terá que ser sacrificado em nome do partido, visto que muitos cabeças desta agremiação temem que, caso haja uma absolvição em massa no julgamento, os eleitores resolvam se vingar nas urnas boicotando os candidatos barbudinhos.

Na falta de um defunto para ser sacrificado, ter-se-á que arrumar um vivo para tal. Para os membros do Partidão, o ideal seria que Delúbio Soares ficasse com todo o ônus da situação e fosse sozinho para a cadeia. Porém, agora a situação meio que já saiu do controle dos petistas, estando nas mãos dos ministros do STF. Cabe ver se os advogados tentarão uma artimanha de última hora para reverter o quadro e tentar salvar nomes graúdos como José Dirceu. Parece que os ministros do Supremo não irão se sujeitar a tais armações, porém, só esperando para ver.

Agora, será mesmo que o PT vai assumir uma posição de quem rouba unido permanece unido, mas diante da justiça é cada um por si? Sinceramente não sei, mas, pelo menos para mim, esta agremiação já deu suficientes demonstrações de falta de escrúpulos. Afinal, o Brasil só tomou conhecimento do Mensalão porque Roberto Jefferson resolveu entregar o esquema como forma de se vingar do PT por ter sido abandonado pelos fiéis aliados na CPI dos Correios.

Aí mora outro risco para o PT. Se Delúbio Soares ir em cana sozinho e se sentir traído por seus colegas, pode vir a abrir o bico e contar com detalhes tudo o que realmente aconteceu, talvez até encrencando o Nosso Guia - que até o momento jura de pés juntos que não sabe de nada. Dizem que Marcos Valério fará o mesmo se for condenado... 

domingo, 12 de agosto de 2012

Mario Lucio de Freitas


Mario Lucio de Freitas é um dos monstros sagrados da televisão brasileira. Trabalhou com tudo o que você possa imaginar. Foi ator, diretor, produtor musical - tendo trabalhado no SBT durante muito tempo, se envolvendo com a dublagem da série Chaves e compondo muitos dos jingles dos programas da casa, inclusive a épica abertura do Aqui Agora.

Mas seu auge foram os estúdios Gota Mágica, responsável pela dublagem de vários animes que passaram pelo Brasil na segunda metade da década de 90. Vamos então aproveitar o Domingo Musical de hoje para apreciar alguns dos temas musicais que Mario e sua equipe compuseram nestes muitos anos de trabalho.

Bananas de Pijamas

Dragon Ball

Fly, o Pequeno Guerreiro

Sailor Moon

Guerreiras Mágicas de Rayearth

Os Cavaleiros do Zodíaco

sábado, 11 de agosto de 2012

Mônica, a Libertina

É pra responder com sinceridade?

Histórias em Quadrinhos infantis, por mais bobas que possam parecer, nos fornecem subsídios para fazer altas filosofadas. Um exemplo claro disso é a tirinha abaixo:


Em primeiro lugar, é preciso perguntar ao Seu Souza (pai da Mônica), quem foi a beleza de arquiteto que projetou essa casa. Sinceramente nunca vi uma casa em que um banheiro tenha uma janela dando para a rua. Um basculante sim, mas algo que dificulte a visão de curiosos que passam na rua. Um janelão instalado no banheiro de casa te tira totalmente a sua privacidade.

Esquisitices a partes, vemos que mesmo assim, a Mônica faz questão de tomar banho com a cortina do box aberta e com a janela igualmente aberta. Sendo assim, não acredito que ela esteja preocupada em preservar sua intimidade. O que o Cebolinha fotografou poderia ser visto por qualquer um que passasse por ali. A janela aberta não seria empecilho para ninguém deixar de ver a Mônica como veio ao mundo.

Mas então vem até mim uma outra idéia. Todos sabem que a Mônica e o Cebolinha são almas gêmeas e que a Mônica não é nenhuma santinha, inclusive querendo correr para tirar o atraso do Cebolinha na edição de Turma da Mônica Jovem em que os dois começam a namorar:


Penso eu se na primeira tirinha a Mônica não fez tudo aquilo de propósito com o intuito de exibir seu corpo para o amado, num jogo de sedução talvez inocente, mas com reais e efetivas intenções.


sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Do Rio de Janeiro a Colatina


Após ouvir mais uma vez a música De São Paulo a Belém, eternizada na voz da dupla Rionegro & Solimões, comecei a me perguntar como seria uma canção com a mesma tônica, mas protagonizada por um mineiro, saudoso de suas Alterosas. O resultado deste exercício de imaginação você confere agora:

Do Rio de Janeiro a Colatina

Sou filho das Minas Gerais
Desde tempos morando no Rio
A saudade é grande demais
A distância é o meu martírio

No Rio só tem periguete
E eu quero uma mulher de verdade
Que cuide do meu joanete
E me faça esquecer a saudade

Então eu desisto do Rio
E volto pra minha Alterosa
Buscar um amor tardio
Uma jóia que me seja valiosa

Estou chegando em Valença
Logo depois em Rio Preto
Esta viagem compensa
Pois minha terra é o meu amuleto

Então cheguei em Matias Barbosa
Com o coração já bem mais alegre
Pois agora já estou na Alterosa
Mas a solidão ainda me persegue

Para Além Paraíba parti
A procurar um amor verdadeiro
Ao chegar lá nada eu vi
Então logo segui pra Recreio

Meu olhar um amor não achou
E tampei minha cara com mé
Muito triste meu peito ficou
E logo fui para Muriaé

Em Muriaé perdido me encontrei
E logo parti para Manhuaçu
Numa igrejinha então eu rezei
Ouvindo o canto do uirapuru

Nesta vida, a gente sempre se lasca
Quando tenta perseguir um ideal
Foi lá na pequena Rio Casca
Que eu tive um dia especial

Uma vidente falou para mim
Que logo eu teria meu amor
Ela está me aguardando em Betim
Não espere, vá agora, por favor

Segui viagem com um sorriso bonito
Na esperança do amor encontrar
Então foi lá em Itabirito
Que comprei um anel pra noivar

Mas quando então cheguei em Betim
Meu amor não consegui encontrar
Ninguém estava esperando por mim
E passei a noite chorando em um bar

Cheguei chumbado em Belo Horizonte
Em plena praça, então tropecei
Caí com tudo dentro de uma fonte
E uma semana em cana eu fiquei

Ainda sinto falta de um amor
Que até agora não pude encontrar
Preciso dela pra apagar essa dor
Que só extravaso na mesa de um bar

A vida agora precisa seguir
Não posso me entregar à morte
Decidi meu caminho prosseguir
Indo agora rumo ao norte

Logo senti emoções muito boas
E a esperança logo se renovou
Foi lá na minha Sete Lagoas
Onde minha alegria voltou

Mas meu amor lá não encontrei
Quero acabar com o vazio que eu sinto
Minha Sete Lagoas deixei
E fui embora rumo a Corinto

Em Corinto amor não havia
E decidi então ir embora
Talvez pudesse ter sorte tardia
Lá pelas bandas de Pirapora

Em Pirapora não achei ninguém
Só esbarrava em velha ranheta
Quero uma mulher pra chamar de meu bem
Quem sabe a encontre em Malacacheta

Em Malacacheta não encontrei nada
Talvez eu precise explorar novos ares
Então eu estou de novo na estrada
Indo para Governador Valadares

Em Valadares não findou minha dor
E decidido embarquei em um trem
Quem sabe na pequena Resplendor
Eu iria encontrar o meu bem

Nem em Resplendor amor eu vi
E resolvi ir para Colatina
E foi lá que eu todo tremi
Ao encontrar uma linda menina

Lá não é Minas, é Espírito Santo
Mas foi ali que acabou essa dor
Não importa onde fique este canto
O importante foi encontrar meu amor

Clique aqui para ver o mapa completo dos lugares por onde nosso herói passou em busca de sua amada. Meu objetivo inicial era com que o poema terminasse em Salvador, mas deixei que a história se desenvolvesse por si mesma. Acabei parando em Colatina, e até que o resultado ficou bom.
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