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terça-feira, 31 de julho de 2012

Entrevista Exclusiva com os Atlântikos


Hoje o Pensando Adiante traz uma entrevista exclusiva com Rafael Noya, vocalista da banda paulistana Atlântikos. Rafael nos conta um pouco do momento atual da banda e também disserta sobre o estilo único de suas canções:

Pensando Adiante - Rafael, eu pessoalmente capto no som de vocês um estilo muito parecido com o do Los Hermanos. Eles foram influência para vocês?

Rafael Noya - Claro que sim, cara. Quando a gente começou os Atlântikos, há cinco anos, a galera do Los Hermanos estava justamente naquela transição para um estilo de música mais poético, e isso impressionou muito a gente. Não que eu não conhecesse Vinícius ou Tom, mas admirei a coragem que os caras tiveram de explorar um nicho musical bem diferente da proposta que eles possuíam no início da carreira.

PeAd - E vocês meio que seguiram um caminho semelhante.

Noya - Entendo que música tem que ser inovação, acima de tudo. O cenário daqui mesmo de Sampa tá cheio de gente sempre fazendo a mesma coisa, tocando sempre do mesmo jeito, não mudam nunca. É muita repetição e pouca criatividade. A gente curte o rock clássico, mas gostamos de salpicar novos temperos em nossa salada.

PeAd - E eu digo que ficou um som fantástico. Talvez ainda tem gente que torça o nariz para este som, mas vocês definitivamente conquistaram seu espaço.

Noya - Pode crer. Nosso CD tá tendo uma ótima vendagem para os parâmetros atuais, e estamos com dois hits nas rádios, "Um Amor Sem Ar" e "Vacância de Teu Ser". Eu tenho o pé no chão e sei que não vamos lotar estádios, mas, já que você citou os Los Hermanos, eu acho que o caminho que queremos trilhar é parecido com o deles. Cativar nosso público sem se preocupar em fazer bonito pra mídia.

PeAd - "Um Amor Sem Ar" é um ótimo exemplo desta mistura sonora de vocês. De onde surgiu a inspiração para a música?

Noya - Fui eu que compus, baseado na história de um primo meu. Ele tomou um cano feio de uma namorada e na época eu fui o cara que ajudou a dar aquele apoio pra ele. A maneira como a história se desenrolou me deu a inspiração para a letra.

PeAd - E a canção em si?

Noya - Acredite, mas eu curto demais Heavy Metal. Se você prestar atenção, a melodia de "Um Amor Sem Ar" foi uma tentativa minha de pegar alguns arranjos bem pesados e dar uma suavizada, com uns toques de samba e bossa nova. Eu já tinha a letra mais ou menos rascunhada e comecei a pensar na canção com a idéia fixa de criar um Light Metal, mesmo sem ter a menor idéia do resultado que eu teria (risos).

PeAd - E o resultado ficou muito bom, por sinal.

Noya - Como eu disse, música é inovação. Minha cabeça fervilha novas idéias, e inclusive já tenho algumas para um próximo álbum, mas, por enquanto, estamos com a atenção voltada para nosso trabalho atual.

PeAd - E o que o público pode esperar dos Atlântikos neste ano?

Noya - Estamos preparando uma turnê pelas principais capitais do Brasil e pretendemos ainda em dezembro entrar em estúdio, talvez divulgando um novo single ainda esse ano. Podem esperar que temos muitas novidades para vocês!


É claro que não preciso dizer que esta entrevista é totalmente falsa, e que não existe nenhuma banda chamada Atlântikos. O meu propósito aqui partiu de uma reflexão pessoal sobre o quanto as entrevistas em geral - principalmente aquelas realizadas com músicos em ascensão - são totalmente chapa-branca e dizem coisas que dificilmente fogem à obviedade.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Meia Temporada Depois

Por um fio?
Após a primeira etapa deste ano do Campeonato Mundial de Fórmula 1, escrevi uma postagem fazendo alguns comentários e até lançando previsões para o restante da temporada. Agora que chegamos na metade do campeonato, vamos tecer alguns comentários.

Após uma temporada 2011 bem consistente, Jenson Button venceu a primeira prova da temporada 2012 e me parecia que o inglês iria desencantar esse ano. Ledo engano. Button continuou consistente, mas muito burocrático. Após a primeira prova, pouco apareceu na temporada. 

Às vezes me pergunto se Button não acaba se sobressaindo um pouco na McLaren em funções das constantes trapalhadas de Lewis Hamilton, e só. Acho que não, Button tem seus méritos, mas meio que parece conformado em ficar na posição em que está. As cobranças da equipe não são fortes, e ele só não fica por lá até se aposentar caso não queira.

A Ferrari, após um início de temporada absurdamente ruim, deu a volta por cima. Mais em função da competência e da sorte de Fernando Alonso do que propriamente por méritos do carro. E esse é o problema de Felipe Massa, que, por não ser um Alonso da vida, vem penando para se manter no ritmo. Massa esteve ameaçado de ficar a pé no meio da temporada e, hoje, tem uma situação mais confortável dentro da equipe e deve acabar renovando com a Ferrari por mais um ano - não que a Ferrari o veja como a melhor opção, mas sim por não ter ninguém mais apropriado para ficar em seu lugar. Nenhum piloto experimentado se arriscaria a ir para a equipe de Maranello sabendo que lá será um eterno escudeiro de Don Fernando das Astúrias. E, dos jovens talentos que despontam como possibilidades, nenhum deles ainda está maduro o bastante para enfrentar este batente.

Com as três principais equipes (Red Bull, McLaren e Ferrari) bem equilibradas, sem nenhuma delas conseguindo uma vantagem significante sobre as outras, para mim parece claro que o fator piloto será decisivo para a decisão desta temporada. Vettel não vem andando bem e Hamilton continua não tendo constância em sua pilotagem. Logo, creio que Alonso desponta como o favorito natural ao título. Só não vence o mundial caso a Ferrari - que todos sabemos que é sujeita a cometer trapalhadas - lhe deixar na mão.

domingo, 29 de julho de 2012

O Melhor do Hollywood Rock 96 - Parte 02


No Domingo Musical de hoje apresentamos a sequência do nosso especial com os conjuntos que participaram da última edição do Hollywood Rock em 1996. Divirta-se!

Raimundos
Mulher de Fases

Smashing Pumpkins
Tonight, Tonight

Steel Pulse
Stepping Out

Supergrass
Alright

The Cure
Friday I'm in Love

Urge Overkill
Girl, You'll Be a Woman Soon

White Zombie
Thunder Kiss'65

sábado, 28 de julho de 2012

Espírito Olímpico


Começaram os Jogos Olímpicos de Londres! Não posso falar por outras pessoas, mas eu pelo menos não estou sentindo no ar o clima dos Jogos, da maneiro como foi em anos anteriores. Muito possivelmente por conta da estratégia da Rede Globo em cercear a cobertura do evento em função dos direitos de transmissão do mesmo estarem nas mãos da emissora dos Bispos.

Eu entendo que a Globo nunca joga para perder, e, acho que os objetivos dela foram bem alcançados. A transmissão dos jogos pela Record começa bem esvaziada e, mesmo que com os jogos em andamento o interesse do público pelo evento aumente, não haverá de ser um problema para a Globo em matéria comercial ou em audiência.

A Globo ainda se dá ao luxo de dar uma de coitadinha. Recobrando-se o bom senso do jornalismo, a Vênus Platinada resolveu começar a informar ao seu público da existência dos Jogos, porém, sempre lendo uma obrigatória nota de lamentação pelo fato de estar impedida de realizar uma cobertura mais ampla. Ora, como se a Globo também não cerceasse os concorrentes quando possui a posse dos direitos de algum evento.

Há dois anos atrás, a Record inovou ao transmitir em TV aberta os Jogos Olímpicos de Inverno, o que causou um grande furor no Brasil em função do aspecto de novidade que a cobertura trouxe. Esportes estranhos para nós como o curling (foto) viraram sensação nas rodas de conversa. 


Dessa vez, nos Jogos Olímpicos de Verão, mesmo sendo um evento de nível internacional, não há nada que impacte o telespectador de maneira significativa, e, também não espero que o Brasil faça uma participação brilhante. A Record corre o risco de terminar os Jogos segurando um pavão: muito bonito, fez barulho, mas só. A cobertura das Olimpíadas não ajudará a melhora a audiência da Record a longo prazo. Tão logo a pira olímpica se apague, os Bispos estarão novamente às voltas de um estratagema para vencer a Professora Helena.

E a Globo terá dado mais uma vez o seu recado: mexer com a gente é mexer com fogo.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Um Circo Vai e o Outro Vem


Como já havíamos previsto anteriormente, a pizza está rolando solta na CPI do Cachoeira. Os três governadores passíveis de investigação (Perillo, Queiroz e Cabral) já respiram aliviados. Demóstenes Torres acabou sendo sacrificado simplesmente porque alguém teria que ser sacrificado. Mas até que a punição ficou barata para ele, afinal, voltou para o Tribunal de Contas de Goiás e está ganhando muito bem, obrigado.

Só Carlinhos Cachoeira ainda vai demorar um pouco para sair da prisão. O Circo da CPI já está descendo sua lona e Cachoeira vai sair pela porta dos fundos para entrar no ostracismo da história, e, quem sabe, retomar sua vida normal.

E tanto é verdade que a CPI do Cachoeira não vai mais dar em nada que o próprio Partidão já não está mais preocupado com ela. Um Circo desce a lona, mas, em compensação, o Circo do Mensalão já está chegando. A diferença neste caso é que o Governo não possui um controle efetivo sobre o STF - ao contrário do que aconteceu na CPI, pois, com as investigações sendo conduzidas por membros da base aliada, uma ação entre amigos facilmente salvou a pele de muita gente.

O PT se mobiliza para tentar diminuir o estrago que o Julgamento do Mensalão trará às eleições municipais. O estrago virá, mas é preciso fazer de tudo para minimizá-lo. Para tanto, vale tudo, até passar por cima do senso do ridículo. O que leva alguém a querer mobilizar a juventude para criar movimentos de apoio a Delúbio Soares?

O PT tenta de toda forma criar mecanismos para pressionar o Poder Judiciário, último baluarte da democracia, defensor da moralidade e da independência da nação. A sociedade organizada não pode deixar que estes parasitas que infestaram os Poderes Executivo e Legislativo tomem conta também do terceiro poder e, finalmente, tenham o caminho livre para transformar o Brasil em uma Coréia do Norte.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Que a Prefeitura Se Exploda


Seu Holorilton, incipiente aposentado, morava no último andar de um prédio residencial de três andares, sem elevador. Sem elevador e sem área de lazer, o que fazia com que as crianças do prédio ficassem a brincar pelos corredores.

Provocando barulho e confusão, as crianças eram um grande incômodo para Seu Holorilton. Várias vezes Seu Holorilton foi reclamar com o síndico sobre a situação, mas o problema nunca era resolvido. As crianças paravam de fazer algazarra por um ou dois dias e logo o transtorno recomeçava. Sem saber mais o que fazer, seu Holorilton decidiu pregar um cartaz na porta de seu apartamento:

É VETADO ÀS CRIANÇAS DO EDIFÍCIO UTILIZAR 
O CORREDOR COMO ESPAÇO DE LAZER.

No dia seguinte, Seu Holorilton resolveu ir à rua e tomou um grande susto. Seu cartaz havia sido arrancado, e um pequeno adesivo estava pregado em sua porta, com os seguintes dizeres:

DE ACORDO COM A CONVENÇÃO DO CONDOMÍNIO, É PROIBIDO
PREGAR CARTAZES NO CORREDOR SEM A AUTORIZAÇÃO DO SÍNDICO.

E Seu Holorilton verificou que nas portas de todos os outros apartamentos também havia sido afixado os mesmos dizeres. Olhando a cena, ele resolveu que não iria deixar aquilo barato. Fez outro cartaz proibindo as crianças de brincar no corredor e pendurou em sua porta, por cima do adesivo do síndico.

No dia seguinte, Seu Holorilton foi à rua. Olhou em sua porta e observou que seu cartaz continuava lá, intacto. Ao voltar ao prédio, viu alguns fiscais da Prefeitura saindo do mesmo. Ele indagou para Dona Frufruana, que estava junto à portaria, o que acontecera por ali; ela então informou que os fiscais saíram pregando adesivos nas portas de todos os apartamentos do prédio. Seu Holorilton foi conferir do que se tratava e viu que, por cima do adesivo que o síndico pregara em todas as portas, havia um pequeno adesivo com os seguintes dizeres:

EM FUNÇÃO DE LEI MUNICIPAL, É PROIBIDO
AFIXAR AVISOS NOS CORREDORES DOS EDIFÍCIOS DESTA CIDADE.

Seu Holorilton a princípio até achou graça da situação, mas perdeu a linha ao verificar que em sua porta havia um adesivo com os mesmos dizeres, porém, bem maior, cobrindo todo o seu cartaz. Furioso, fez outro cartaz e pregou-o por cima do comunicado da Prefeitura, com os seguintes dizeres:

EU QUERO QUE A PREFEITURA SE EXPLODA.

No dia seguinte, ao sair de casa, notou que havia um novo adesivo por cima de seu cartaz:

EM FUNÇÃO DE LEI MUNICIPAL, É VETADO 
AOS HABITANTES DESTA CIDADE OFENDER A PREFEITURA.

Seu Holorilton então se revoltou. Começou a tentar tirar o adesivo, mas o mesmo não desgrudava de sua porta de jeito nenhum. Resolveu então apelar. Pegou um serrote e serrou a área da porta que estava adesivada. Não satisfeito, pegou o serrote e se dirigiu à Prefeitura com a intenção de matar o Prefeito. Só não o fez pois foi impedido por dois policiais que faziam a segurança do local.


P.S.: Esta história parece estranha? Pois é, foi baseada em um sonho meio maluco que eu tive.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Filhos da Terrinha


Neste fim de semana, o piloto brasileiro Hélio Castro Neves venceu mais uma etapa do campeonato 2012 da IZOD IndyCar Series. Confesso que não assisti a prova, mas certamente a Bandeirantes, emissora da categoria no Brasil, fez o narrador da prova esvaziar os pulmões para dizer que se tratava de mais uma vitória Brasil, brasileira.

Lógico, numa época de vacas magras na Fórmula 1, a Bandeirantes faz bem em valorizar seu produto. Porém, eu vejo em Hélio Castro Neves uma certa antítese a este ufanismo ao qual os veículos de mídia costumam tratar o esporte no Brasil.

Por que isso? Vamos ao fatos: Hélio Castro Neves passou a grafar seu sobrenome como Castroneves para facilitar seu entendimento pelo público americano. Se envolveu em pendências com o fisco americano e quase foi preso lá por sonegação fiscal. Em 2007, ficou famoso em todo o território americano ao se sagrar vencedor da edição local da Dança dos Famosos. Se casou com uma colombiana radicada nos Estados Unidos e teve com ela uma filha. Nasceu lá, claro.

Ele nasceu no Brasil, mas a vida dele está totalmente voltada para os Estados Unidos. Para todos os efeitos, nas mazelas e nas alegrias, ele vive como um americano. É a pessoa que possivelmente nem voltará para o Brasil depois que se aposentar das pistas. Não quero desmerecer o Helinho, o fato de ter construído sua vida nos Estados Unidos não é um demérito para ele, mas acho incongruente querer vendê-lo como um representante da nação brasileira, quando ele respira mais o ar dos States do que o ar da Terra Brasilis.

Caso semelhante eu vejo com o jogador argentino Lionel Messi. Cresceu na Espanha e fez sua vida por lá. Só deve ir à Argentina para jogar pela seleção local. Nestas condições, eu sinceramente não consigo vê-lo como um argentino.

Por outro lado, temos um atleta que embora tenha feito sua vida e sua carreira no Brasil, sempre foi menosprezado em função de suas origens argentinas. Falo de Fernando Meligeni. Ele foi um grande ícone do tênis brasileiro, abriu as portas para que um Gustavo Kuerten brilhasse no cenário internacional, sempre fez questão de defender o Brasil e incentivar o tênis por aqui. Mas é sempre rotulado como o argentino. Eu vejo-o como um legítimo brasileiro. Fez muito pelo esporte nacional e merece o devido reconhecimento.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Os Caminhos de um Rio - Parte 09

Nossa jornada pelos caminhos do Rio Paraíba do Sul continua! Parabéns por estar conosco!

Rio Paraíba do Sul na zona rural de Jacareí (SP).

Visão do rio a partir de ponte da SP-070.

Ponte próxima à fábrica da VCP Celulose em Guararema (SP).

Cachoeira dos Padres em Guararema.

O rio na área central de Guararema.

Subúrbios de Guararema.

Rio Paraíba do Sul na zona rural de Santa Branca (SP).

Ponte em Santa Branca.

Usina Hidrelétrica de Santa Branca.

Represa da Usina de Santa Branca.

Continua na Parte 10.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

O Dia em que William Bonner se Mudou Para Juiz de Fora

Me deixe em paz, rapaz!

No post Boatos Surreais eu havia dissertado sobre como boatos se espalham com força e vigor e, tal como um vírus, chegam a infectar toda uma cidade. Nestes dias, acabei por me lembrar de um exemplo tácito de como isso funciona ao recordar de um boato que surgiu no segundo semestre de 2007, dando conta de que William Bonner e Fátima Bernardes, cansados da violência da Cidade Maravilhosa, se mudaram para a aprazível cidade de Juiz de Fora (MG), localizada na divisa das Alterosas com o Estado do Rio de Janeiro.

O casal global teria comprado uma cobertura em um determinado empreendimento imobiliário da cidade, matriculado seus trigêmeos em uma das mais conceituadas escolas particulares de Juiz de Fora, e estariam se dirigindo todo dia ao Rio de Janeiro para apresentar o Jornal Nacional com a ajuda de um helicóptero.

Lembro que em várias comunidades do Orkut haviam comentários surreais a respeito. Pessoas diziam que chegaram a ver os filhos de William e Fátima chegando de carro ao tal colégio, enquanto outros foram mais longe e chegaram a dizer que souberam de alguém que viu o casal passeando em plena luz do dia pelo calçadão da Rua Halfeld, coração comercial da cidade.

Consta que o próprio prefeito de Juiz de Fora à época, Alberto Bejani, ansioso em tirar uma lasquinha do falatório, chegou a afirmar que foi ele que convidou pessoalmente William e Fátima para se mudarem para Juiz de Fora.  O fato de até o Prefeito ter acreditado na história demonstra a força que o boato atingiu. 

E como o boato cresceu de tal maneira? Certamente alguém viu três crianças anônimas chegarem à supracitada instituição de ensino e, ávidos por alguma prova de que os queridos globais estavam instalados em sua vizinhança, logo deduziram, mesmo sem nenhuma verificação mais precisa, que se tratavam dos filhos de William Bonner e logo passaram a espalhar a notícia. Um casal semelhante a William e Fátima deve ter sido visto andando pelas ruas, e logo a imaginação popular também usou o fato para alimentar o boato.

Ou então, também não era nada disso. Pode ser que pessoas tenham inventado factóides somente para se divertir às custas do crescimento do boato.

Chegou a ser noticiado na época que o autor da história era um funcionário do Legislativo Municipal que estaria ávido em tentar chamar a atenção da população por razões até hoje não esclarecidas. O fato é que durante uns quatro meses os juiz-foranos sentiram o gostinho de estarem pertinho do casal mais famoso da televisão brasileira.

E muitos devem ter ficado com saudades dos apresentadores, que, para muitos, já teriam se tornado seus íntimos vizinhos.

domingo, 22 de julho de 2012

O Melhor do Hollywood Rock 96 - Parte 01

O saudoso Chico Science,
líder da banda Nação Zumbi.

Para relembrar os áureos tempos do Hollywood Rock, apresentaremos no Domingo Musical de hoje e também na edição do próximo domingo uma seleção das melhores músicas dos participantes da edição de 1996 do festival - que terminou sendo a última.

Aswad (Part. Sting)
Desert Rose

Black Crowes
Remedy

Chico Science & Nação Zumbi
Maracatu Atômico

Cidade Negra
A Estrada

Gilberto Gil
Andar Com Fé

Jimmy Page & Robert Plant
Since I've Been Loving You

Pato Fu
Sobre o Tempo

Continua no próximo domingo.

sábado, 21 de julho de 2012

Almanaque da RFFSA


Conhecer a história do transporte ferroviário no Brasil é também descobrir todo o panorama sobre o qual nosso país se desenvolveu desde a segunda metade do século XIX até os dias de hoje. 

As ferrovias foram a mola motriz da integração nacional e do desenvolvimento do país até a década de 60 do século passado, quando as mesmas entraram em processo de dilaceração em função de diversas razões; processo este que muito explica o atual gargalo que o Brasil possui em sua matriz logística.

E para saber mais sobre todo esse cenário que envolveu o apogeu e a decadência dos trens no Brasil, sugerimos hoje a leitura do blog Almanaque da RFFSA, onde o autor José Buzelin nos descreve com fartura de detalhes a história da extinta Rede Ferroviária Federal S/A, antiga estatal responsável pela administração das ferrovias federais até o processo de privatização ocorrido na década de 90.

O relato de Buzelin está dividido em 25 capítulos. Para lê-los, acesse o blog neste link e procure na coluna da direita a seção "Arquivo". Abra as postagens dos anos de 2009 e 2010 e encontre a íntegra deste compêndio que é leitura obrigatória para todos aqueles que são interessados no assunto.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Cigarro é Cultura


Se alguém te perguntar qual o maior festival de música de toda a história do Brasil, certamente você responderá Rock in Rio, mesmo que os puristas torçam o nariz para esta realização do empresário Roberto Medina. Neste oba-oba em torno da badalação deste mega-evento, um dos melhores festivais de rock já realizados no Brasil terminou por ser esquecido. Falamos do Hollywood Rock.

O Hollywood Rock, bancado pela tabaqueira Souza Cruz, talvez não era tão grandioso em suas line-ups como o congênere Rock in Rio, mas ainda assim se notabilizou por trazer grandes nomes da música internacional ao Brasil, gerando momentos memoráveis como o show do Nirvana apresentando um Kurt Cobain totalmente doidão.

Na década de 90, enquanto Roberto Medina ficava perambulando por aí, chorando por dinheiro para realizar uma nova versão do Rock in Rio, o Hollywood Rock conseguiu manter uma periodicidade anual, realizando eventos duplos no Rio de Janeiro e São Paulo, dando espaço para revelações da música nacional e trazendo os expoentes internacionais ao Brasil.

Em 1996, em função das limitações à propaganda para a indústria do fumo, foi realizado o último festival. Vejamos o line-up:

  • Aswad
  • Black Crowes
  • Chico Science & Nação Zumbi
  • Cidade Negra
  • Gilberto Gil com Lobão, Lulu Santos e Fernanda Abreu
  • Jimmy Page & Robert Plant
  • Pato Fu
  • Raimundos
  • Smashing Pumpkins
  • Steel Pulse
  • Supergrass
  • The Cure
  • Urge Overkill
  • White Zombie 

Podia não ser o melhor plantel do mundo, mas era um evento respeitável para quem queria curtir um som. Era um festival de médio porte que movimentava o mercado da música.  E que satisfazia quem não queria esperar anos a fio por um novo Rock in Rio.

Outro evento musical também bancado pela Souza Cruz era o Free Jazz Festival, que pretendia ser uma versão mais erudita de seu irmão Hollywood Rock, mas também misturando revelações e nomes consagrados tanto do Brasil quanto do cenário internacional.

Após a Souza Cruz retirar o patrocínio, o Free Jazz passou a ser patrocinado pela TIM e virou o TIM Festival, o qual teve vida curta.

É totalmente compreensível as limitações impostas pelo Governo à publicidade de cigarros. Mas, neste caso, quem pagou o preço foi a cultura. Perdemos dois grandes eventos que faziam a diferença no cenário da música nacional.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Curiosidades Químicas


Confesso que nunca fui fã de Química. Acho uma cátedra muito confusa, ainda mais para se estudar somente na teoria. Uma pessoa que tenha a oportunidade de mexer com esta matéria na prática, manipulando substâncias e entendendo de maneira empírica o que significam aqueles desenhos esquisitos que loteiam os livros de química, talvez possa pensar diferente. Um amigo meu que foi tentar a vida como químico dizia que, para ele, não existia nada mais belo que um anel de benzeno.

Se o anel de benzeno é lindo ou não, isto vai do gosto de cada um. Talvez meu problema seja mais com a complicada química orgânica e suas milhares de ligações fenólicas, aromáticas, e outras que não consigo entender de jeito nenhum. Do lado da química inorgânica a coisa é mais simples, e até me dou ao luxo de fazer piadas a respeito.

Uma vez postei no Facebook o seguinte:  Outro dia fui à praia e constatei que a mesma estava tomada por óxido de hidrogênio e dióxido de silício. Não faltaram aqueles que, vendo estes nomes complicados, já vieram engrossar o coro dos que se horrorizam com a poluição de nossas praias. Porém, a coisa não é tão alarmante quanto parece.

Segundo a Wikipediaum óxido é um composto químico binário formado por átomos de oxigênio com outro elemento em que o oxigênio é o mais eletronegativo. Portanto, o óxido de hidrogênio é uma molécula que envolve a ligação do hidrogênio com o oxigênio. Como o átomo de oxigênio precisa se ligar com dois elétrons para se estabilizar, e os átomos de hidrogênio por sua vez podem, cada um, compartilhar um elétron com o oxigênio, o resultado da equação é: 

2H + O → H2O

Ou seja, o óxido de hidrogênio é simplesmente o que conhecemos como água. Já o dióxido de silício (SiO2), ou sílica, é o principal componente da areia. Nada mais normal para uma praia, não?

Tem outra citação química que eu sempre faço questão de explanar, mesmo não fazendo a menor idéia se ela está correta. Sempre que alguém me pergunta como a água do mar se formou, eu digo que havia extensas áreas na superfície terrestre cobertas por Hidróxido de Sódio (NaOH), a famosa soda cáustica. Foi quando o Ácido Clorídrico (HCl) em suspensão na atmosfera começou a cair em forma de chuva e consequentemente reagiu com o Hidróxido de Sódio da superfície.

Uma vez que na reação entre um ácido (HCl) e uma base (NaOH) deriva-se sempre algum tipo de sal e também água, temos então a seguinte equação:

HCl + NaOH → NaCl + H2O

Ácido Clorídrico combinado com Hidróxido de Sódio resulta em Cloreto de Sódio (sal comum) e Água. Faz sentido, não faz?

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Tim Burton, o Perseguido


Está em pré-estreia nos cinemas o filme The Dark Knight Rises, o terceiro filme do Batman dirigido por Christopher Nolan, e o sétimo filme estrelado pelo Homem-Morcego.

Como foi dito pelo próprio Nolan, sua trilogia foi uma tentativa de situar Batman em um contexto realista; trazendo a narrativa para o mundo real, fazendo de Batman um personagem plausível. Algo diferente do Batman cômico de Joel Schumacher e do Batman surreal de Tim Burton.

E não é que o resultado dos filmes de Nolan ficou excelente? De certa maneira, o trabalho de Nolan lembra muito os filmes de Tim Burton, excetuando-se claro os toques de surrealidade que este último impõe aos seus filmes. Como não lembrar da antológica luta final entre Batman e Pinguim em Batman, o Retorno? Não que eu acredite que alguém vá criar pinguins no esgoto e passear por ali em uma banheira gigante, mas, para a maneira como os super-heróis eram encarados na época, o resultado até que ficou bom. Surreal, ao estilo de Tim Burton, mas este é o toque pessoal do diretor. Para ficar do jeito que ele queria, só faltou escalarem Johnny Depp para o papel principal...

E mesmo assim, a finada Revista Herói, publicação dedicada ao mundo das séries de TV, videogames, e similares, certa vez desceu o pau em Tim Burton pela maneira como dirigiu seus filmes e chamou Joel Schumacher de salvador da franquia. Isso porque Schumacher se dispôs a suavizar o lado sombrio dos filmes de Burton e levar Batman para um lado mais cômico, lembrando a clássica série televisiva estrelada por Adam West no papel principal.

Em Batman Eternamente, Joel Schumacher conseguiu almejar parte do que queria. Porém, o desastre veio mesmo em Batman e Robin. Tiraram de Batman aquilo que justamente era sua alma - seu lado sombrio. O sucesso dos filmes de Nolan só vieram a demonstrar o quanto esta característica é essencial para o personagem ser ele mesmo e não ser encarado como uma caricatura.

Não que Tim Burton tenha levado seu Batman muito a sério. Mas entre um Batman com toques de Edward Mãos-de-Tesoura e um Batman bem voltado ao escracho, eu prefiro a primeira opção. Não sei porque a Herói pensou o contrário, mas Christopher Nolan veio, pelo menos em parte, salvar a reputação de Burton.

Espero que a lição tenha sido aprendida pelos estúdios, e que Adam West nunca mais sirva de exemplo para ninguém.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Os Caminhos de um Rio - Parte 08

Continuamos a desbravar os mistérios do Rio Paraíba do Sul em mais uma emocionante sequência fotográfica:

Rio Paraíba do Sul visto da ponte da Estrada de Ferro
Campos do Jordão em Pindamonhangaba (SP).

Ponte sobre o rio em Tremembé (SP).

Ponte da SP-123 em Taubaté (SP).
Corredeiras em Caçapava (SP).

O rio entre Caçapava e São José dos Campos (SP).

O Paraíba do Sul na área central de São José dos Campos.

O rio passando pelos subúrbios da parte oeste de
São José dos Campos.

Rio Paraíba do Sul cruzando a Rodovia Presidente Dutra (BR-116)
próximo a Jacareí (SP).
O rio na cidade de Jacareí.

Ponte na região central de Jacareí.

Continua na Parte 09.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

O Contra-Ataque da Ferrovia Centro-Atlântica

Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), o terror das Prefeituras do sudeste mineiro.

Na postagem Os Caminhos de Um Ferrovia - Descaso com o Patrimônio Público em Mariana, acompanhamos a maneira como a linha férrea foi criminosamente subtraída de seu leito em boa parte da referida cidade, visto que, por se tratar de patrimônio da União Federal, a Prefeitura não pode dispor dos referidos bens a seu belprazer sem autorização expressa da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

E, como também foi dito, até o momento a ANTT não deu nenhuma autorização neste sentido. Muito pelo contrário, o órgão está intimando a FCA, concessionária do ramal, a recuperar toda a linha e deixá-la em condições de tráfego.

Mas, recuperar a linha pode ser uma tarefa dantesca. A descaracterização da faixa de domínio, a pressão de prefeitos ansiosos em extirpar para sempre os trilhos de suas cidades, e a própria falta de interesse da concessionária em restabelecer o tráfego se traduzem em um grande desafio para a volta dos trens. Uma reportagem da antiga TV Panorama de Juiz de Fora (hoje TV Integração de Juiz de Fora) realizada em 2011 nos dá uma idéia de como está a situação da linha em outras cidades cortadas pela ferrovia:


Em Viçosa, a situação não é diferente. Assim como em Mariana, a Prefeitura aproveitou a ausência dos trens para fazer o que podia e o que não podia no leito da ferrovia. O blog Viçosa Cidade Aberta nos traz algumas fotos da descaracterização da faixa de domínio na ferrovia na cidade:



E o mesmo blog chamou a atenção para uma situação que não é informada na grande mídia. A FCA possui em andamento vários processos de reintegração de posse na região da chamada Linha Mineira. Fazendo uma pesquisa no site do Tribunal de Justiça de Minas Gerais em busca de processos nas comarcas por onde a linha passa, encontramos o seguinte:

Comarca de Ouro Preto: Oito (08) processos contra pessoas físicas.

Comarca de Mariana: Vinte e um (21) processos contra pessoas físicas e um (01) processo contra a Prefeitura de Mariana.

Comarca de Ponte Nova: Nenhum.

Comarca de Teixeiras: Nenhum.

Comarca de Viçosa: Um (01) processo contra pessoas físicas e um (01) processo contra a Prefeitura de Viçosa.

Comarca de Visconde do Rio Branco: Oito (08) processos contra pessoas físicas.

Comarca de Ubá: Treze (13) processos contra pessoas físicas.

Comarca de Cataguases: Cinco (05) processos contra pessoas físicas e um um (01) processo contra pessoas jurídicas.

Os dados acima denotam que, apesar do estado lastimável em que se encontra a linha, a concessionária não está totalmente alheia ao problema - embora, obviamente, devesse fazer muito mais do que faz atualmente. Entretanto, em função do festival de invasões na faixa de domínio, sobretudo pelas próprias Prefeituras, é de interessante notar que a concessionária está interpelando somente as Municipalidades de Mariana e Viçosa. Só para citar um exemplo, na cidade de Astolfo Dutra, situada na Comarca de Cataguases, a Prefeitura inclusive ergueu a Nova Rodoviária por cima dos trilhos. Este certamente é um caso que merece uma atenção muito especial por parte da FCA - pelo menos é o que pensa minha sacrossanta ignorância.

Para encerrar, fica a pergunta: no final das contas, qual será o destino desta linha centenária que tanto progresso trouxe àquela região?

domingo, 15 de julho de 2012

A Primeira Noite de Um Homem



Um filme único e surpreendente. Assim podemos definir a película A Primeira Noite de Um Homem (The Graduate, no original). Única e surpreendente também é sua trilha sonora, composta pela dupla Paul Simon & Art Garfunkel. Por isso, o Domingo Musical de hoje traz uma coletânea da trilha sonora desta obra tão marcante na história do cinema.

Simon & Garfunkel
Mrs. Robinson

Simon & Garfunkel
The Sound of Silence

Simon & Garfunkel
Scarborough Fair

Simon & Garfunkel
April Come She Will

sábado, 14 de julho de 2012

Uma Canção Para Uma Cidade Canção - Homenagem a Maringá (PR)



Maringá é um daqueles lugares especiais de se visitar e também de se viver. Esta cidade planejada, construída pela Companhia de Melhoramentos do Norte do Paraná, é hoje a principal cidade do Noroeste do Estado. Ela é bem jovem, tendo sido fundada em 1947 e elevada a município em 1951.

Tudo em Maringá caminha rumo ao equilíbrio e à beleza. Impossível visitá-la e não deixar de sentir um gostinho de quero mais. Por isso, eu dediquei um poema de minha autoria para esta cidade tão especial.



O nome da cidade deriva da canção Maringá, de Joubert de Carvalho - por isso a acunha Cidade Canção. Existem várias versões para a fonte de inspiração da música, mas todas elas envolvem a história de uma retirante nordestina chamada Maria do Ingá, que arrasava corações por onde passava.

À época da construção da cidade a música era muito famosa entre os operários, com o nome da mesma se popularizando e terminando por dar nome ao local. Outra versão diz que a esposa de um dos diretores da Companhia Melhoramentos apreciava demasiadamente a canção, e terminou por convencê-lo a batizar a nova cidade com o título da mesma.

Independente qual seja o motivo, o fato é que a retirante nordestina Maria do Ingá estará sempre eternizada por entre as florestas de araucárias.

Clique aqui para ver mais fotos de Maringá.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Os Caminhos de uma Ferrovia - Descaso com o Patrimônio Público em Mariana (MG)



No post Os Caminhos de uma Ferrovia - A EFCB em Mariana (MG), o leitor irá notar que após o girador, há um pequeno trecho com trilhos, e, depois, eles subitamente terminam, como se a linha findasse naquele ponto. Na verdade, a linha seguia em frente na direção de Ponte Nova (MG). Como veremos nas próximas fotos, a partir deste ponto a linha teve seus trilhos retirados pela Prefeitura, muito provavelmente com o consentimento da FCA.

O antigo leito da ferrovia se transformou em pracinhasquiosques e avenidas. O problema é que a FCA, conforme processo em andamento na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para a readequação dos contratos de concessão das ferrovias, deverá ser obrigada a cumprir o previsto no contrato de concessão e novamente terá que deixar este ramal em condições de operação. Afinal, o leito da ferrovia é propriedade da União e não pode ser utilizado para outros fins sem expressa autorização da ANTT.


À direita, os trilhos situados logo após o girador. 
À esquerda, uma Pracinha construída no leito da ferrovia.

Na referida Pracinha, há alguns trechos em que os trilhos continuam
expostos. Seria uma homenagem póstuma?

Quiosques Amarelos construídos no leito da ferrovia.

Visão da Praça dos Ferroviários, com os Quiosques Amarelos ao fundo.
Notar que no piso da praça há uma marcação com duas linhas paralelas em
pedra portuguesa, como que estivessem simulando o antigo leito da ferrovia.

Após a Praça dos Ferroviários, o leito da ferrovia se transformou
em uma Avenida.

Vista da Avenida das Araras. A rua que passa embaixo, à direita,
é o antigo leito da ferrovia.

A partir deste ponto, o leito deixa de ser avenida para voltar a ser leito,
porém, com os trilhos já subtraídos.


Antigo pontilhão visto da Rua Santa Catarina.

Antiga passagem de nível logo após o pontilhão da foto anterior. Percebe-se
que o mesmo está sem trilhos. Esta imagem é no sentido da linha
em direção a Mariana.

Foto tirada no mesmo local da imagem anterior, porém, no sentido da linha
em direção a Ponte Nova. Notar igualmente a ausência dos trilhos e a

construção irregular de um imóvel sem o respeito à faixa de domínio.

Resolvi fazer uma pesquisa pela internet através de sites e também das fotos da ferrovia no Panoramio, e constatei que deste ponto em Mariana até a cidade de Ponte Nova a linha foi totalmente subtraída. Quase 90 km de trilhos e dormentes simplesmente desapareceram. Quem foi o responsável por isso? Desmantelar um trecho tão longo não é algo que fica barato e também não é uma coisa que alguém vá conseguir fazer da noite para o dia.

Sob estas condições tão adversas, será que um dia veremos a ferrovia recuperada? Com a palavra, os órgãos responsáveis.
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