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sábado, 30 de junho de 2012

Existe Vida Inteligente na Internet

O Pensando Adiante não está sozinho.

Hoje eu gostaria de indicar três blogs com conteúdo inteligente e diferenciado, os quais eu muito aprecio:

Como Eu Realmente: Através de divertidas tirinhas, a publicitária e designer Fernanda "Nia" Ferreira nos traz reflexões sobre situações do cotidiano avaliadas através de uma ótica muito peculiar.

Ana Kanitz Fala Sobre: Ana Kanitz, gaúcha radicada em Palmas (TO), escreve sobre temas da atualidade e sobre as mazelas da alma humana, sempre nos trazendo uma profunda e inteligente reflexão.

Fábula Moderna: Thiago Sturiale, um grande sujeito o qual tive a oportunidade de conhecer pessoalmente, nos traz interessantes imersões filosóficas no modo e no estilo de vida de todos nós através de uma linguagem totalmente original.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Leis Inúteis

Rapidez de verdade, só no McDonald's.

Havia uma época em que eu frequentava um restaurante que eu considerava-o muito bom. A comida (servida no esquema self-service) era excelente, o ambiente era agradável e o preço era razoável.

Só havia uma coisa que sempre me angustiava: a morosidade no serviço dos garçons. Assim que eu me assentava à mesa, sabia que passaria por alguns momentos torturantes até conseguir que a bebida fosse servida. Não era raro eu ser servido quando já estava quase no fim da minha refeição. Por isso tive a idéia de formular uma lei a respeito do assunto e enviar a algum vereador para que o mesmo a promulgasse. O texto ficaria mais ou menos assim:

CIDADE DE XXXXXXXX


EU, FULANO DE TAL, EXCELENTÍSSIMO SENHOR PREFEITO MUNICIPAL, FAÇO SABER QUE A CÂMARA DE VEREADORES DECRETOU E EU SANCIONO A SEGUINTE LEI:


CONSIDERANDO que o horário de almoço do trabalhador é relativamente curto, e o mesmo necessita apreciar sua refeição da maneira mais otimizada e tranquila possível,


FICA estabelecido que:


Art. 1) OS estabelecimentos instalados nesta cidade que sirvam refeições no formato self-service estão obrigados a atender às solicitações de bebidas dos consumidores dentro de um intervalo de tempo definido, a saber:


I - O garçom não poderá demorar mais de 1:30 (hum minuto e 30 segundos) para se dirigir ao comensal e perguntá-lo qual bebida o mesmo deseja tomar, a partir do momento que ele toma assento à mesa.


II - O garçom não poderá demorar mais de 2:30 (dois minutos e 30 segundos) para servir a bebida, a partir do momento que o garçom toma ciência da solicitação do comensal.


Art. 2) O descumprimento do disposto nesta lei acarretará multa de R$ XXX,XX por solicitação não atendida em tempo hábil.


Art. 3) O acúmulo de 10 (dez) multas ou mais no período de uma semana acarretará a suspensão do alvará de funcionamento do estabelecimento por 15 (quinze) dias.


Art. 4) APÓS a aplicação de 3 (três) suspensões, uma nova penalidade acarretará na cassação definitiva do alvará de funcionamento.


Art. 5) REVOGADAS as disposições em contrário, esta lei entra em vigor na data de sua publicação.


A lei ajudaria a resolver meu problema? Em parte. Em primeiro lugar, aplicá-la de maneira efetiva seria difícil, pois dificilmente teríamos fiscais da Prefeitura em todos os restaurantes da cidade andando atrás dos garçons com cronômetros nas mãos. Um espaço de tempo tão curto, sem direito a uma tolerância, tornaria difícil a fiscalização.

E a faceta mais importante de tudo isso é: Esta lei fere o princípio da livre-iniciativa. Em outras palavras, se você está insatisfeito com o restaurante onde come, então procure outro! É mais fácil fazer isso do que criar um monstro burocrático que dificilmente trará resultados práticos.

Refletindo sobre isso, cheguei a conclusão que a maioria das leis inúteis que tramitam todo o dia nas câmaras de vereadores, assembléias legislativas e no Congresso Nacional tem uma origem semelhante a esta; são leis que não possuem razão de existirem, pois tentam realizar ingerência em situações que se auto-regulamentam, num processo semelhante à famosa mão invisível do mercado de Adam Smith.

No final, cria-se várias dificuldades para aqueles que geram empregos e são de facto a mola mestra do país, e não se resolve o problema - ao contrário, cria-se outros. Criar leis não pode ser um passatempo; precisa haver responsabilidade, coerência e relevância nestes atos.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Os Caminhos de um Rio - Parte 05


Passamos pelo sul do Estado do Rio de Janeiro rumo ao Estado de São Paulo nesta viagem pelas águas do Rio Paraíba do Sul. Confira hoje a quinta parte desta série de postagens:

Avenida Beira-Rio em Volta Redonda.

Ponte sobre o Rio Paraíba do Sul em Barra Mansa (RJ).

Rio Paraíba do Sul passando por Barra Mansa.
Rio Paraíba do Sul visto da BR-116 em Barra Mansa.

Ponte de ferro ligando Porto Real (RJ) a Quatis (RJ).

O Paraíba do Sul em Resende (RJ).
O rio na região central de Resende.
Barragem da Usina Hidrelétrica do Funil em Itatiaia (RJ).
Represa do Funil.
Ponte ferroviária sobre o Rio Paraíba do Sul em Queluz (SP).
Continua na Parte 06.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

O Big Brother de Jonas Marins


Um fato curioso aconteceu ontem. Um senhor que se identificou como sendo Ebison Diettrich postou o seguinte comentário na matéria Quadro Eleitoral em Barra Mansa:

Antonio, ficamos felizes em ver sua postagem!Fique certo de que Jonas Marins honrará cada voto a ele dedicado e fará com que nossa querida Cidade "sorria" novamente!

Estranhei o ocorrido por várias razões. Em primeiro lugar, verifiquei que se trata de um comentário de uma pessoa que está abertamente comprometida com a campanha de Jonas Marins (PCdoB) para prefeito, sendo que ela veio agradecer o suposto apoio que dei ao candidato em minha postagem. Entretanto, eu nenhum momento eu manifestei preferência por algum candidato em particular - muito menos pelo Jonas. Me limitei a fazer uma análise imparcial do quadro eleitoral da cidade, avaliando as possibilidades de cada candidato dentro dos vários cenários possíveis.

Outrossim, por mais que eu não perca a esperança no Pensando Adiante, devo salientar que a audiência deste blog é muito baixa. Se eu fosse considerar o retorno que tenho em número de acessos para manter o blog no ar, assumo que já tinha desistido dele há muito tempo. Considerando a baixa penetração dos meus escritos internet afora, fiquei imaginando como é que o pessoal do Jonas Marins me encontrou.

Olhando a área de estatísticas do blog, reparei que eles usam uma ferramenta chamada E-Life. Trata-se de um tracker que fica vasculhando a internet em busca de locais onde um determinado assunto pode estar sendo discutido - neste caso, temas pertinentes à sucessão eleitoral em Barra Mansa, e, principalmente, a respeito do nome de Jonas Marins.

Trata-se de algo interessante, pois permite ao pessoal da campanha de Jonas saber o que as pessoas pensam a respeito do candidato, e, quando possível, até intervir de maneira positiva a favor dele.

Porém, nisso de intervir de forma positiva é onde mora algo perigoso. Um conhecido blogueiro de Barra Mansa, que possui um blog onde ele discorre sobre a política local, vive acusando os correligionários de Jonas Marins de manipularem o resultado de suas enquetes sobre a sucessão municipal a favor do candidato do PCdoB. E eu mesmo já postei nos comentários daquele blog que acho temerário que os manipuladores de enquete de hoje venham a ser os secretários municipais de amanhã.

Não queremos ver uma reedição do governo Inês Pandeló (PT), onde interesses pessoais e politicagem se apossaram da Prefeitura de maneira tão devastadora que a própria prefeita perdeu o controle da governabilidade.

Aliás, já que o Big Brother de Jonas Marins está de olho em tudo que acontece na internet, é bom eles ficarem de olho no que foi dito ontem pelo supracitado blogueiro. O juiz aposentado Paulo Cosenza (PSDB) poderá ter como vice em sua chapa o ex-prefeito Luiz Amaral. Luizinho, como é conhecido, é muito bem avaliado por grande parte do eleitorado e pode fornecer o gás que faltava à candidatura de Cosenza. E, como dissemos no outro post, uma alavancagem da candidatura tucana pode acabar tirando votos de Jonas. E, quem sabe, decretando uma zebra que leve Inês de volta à Prefeitura ou mesmo mantendo-se José Renato (PMDB) no cargo.

terça-feira, 26 de junho de 2012

The Book is on the Table


Certa vez vi na televisão que antigamente alguns conjuntos brasileiros, na ânsia de assumirem um ar internacionalizado, tocavam músicas em inglês compostas por eles mesmos, só que sem nenhum critério. Dizia-se que simplesmente pegavam um dicionário, saíam coletando palavras ao acaso e juntando-as até formar algo que ficasse sonoro. Não importava que a letra não significasse absolutamente nada, pois na época poucos tinham alguma noção de inglês. 

Não sei se isso é verdade, mas, com essa idéia na cabeça e estando em posse do livro Expressões Idiomáticas de Joseph. R. Morgan, decidi fazer um teste. A referida obra é uma espécie de dicionário contendo várias expressões de uso corrente em inglês. Então comecei a selecionar frases de uma maneira totalmente aleatória e com elas tentei formar uma letra de música, a fim de verificar se eu conseguiria obter algo que tivesse algum sentido.

Eis o resultado do experimento:

No one knows for sure
Here and there
It knocked the bottom out of me
Shame on you

In all modesty
Don't make fuss
On the way back
In any event

Lots a fun for you
Holy smoke
In short
I feel the same way

At present
It´s a matter of principle
Let's call a spade a spade
In due time

Tradução:

Ninguém sabe ao certo
Por aí
Tirou-me todo o ânimo
Você não tem vergonha


Modéstia à parte
Não crie caso
Na volta
Haja o que houver


Tenha bom divertimento
Puxa vida
Em síntese
Penso do mesmo modo


No momento
É uma questão de princípio
Falemos com franqueza
Em seu devido tempo

Até que o resultado ficou interessante. Ficou parecendo aquelas letras de heavy metal. A última estrofe, então, é poesia pura. No momento, é uma questão de princípio, falemos com franqueza, em seu devido tempo.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

A Carta na Manga de Abílio Diniz


Em 1999, Abílio Diniz, que segundo suas próprias palavras queria dar mais liquidez às operações do Grupo Pão de Açúcar, foi atrás de um sócio estratégico para a rede. Atraiu o Groupe Casino, gigante francês do setor de supermercados, e deu a eles 49% do negócio, com a promessa de entregar o controle do Pão de Açúcar após 13 anos.

O que Abílio Diniz tinha em mente ao propor tal negócio? Para ele, que é um empresário com mão de ferro e centralizador, entregar o controle do Pão de Açucar seria como enfiar uma faca no próprio estômago. Dificilmente saberemos as reais motivações de Diniz, porém, é possível ver algumas pistas de que ele se arrependeu e tentou virar o jogo na marra.

Um exemplo disso foi a recente operação de Diniz para unir as operações do Pão de Açúcar à filial brasileira do Carrefour. Seria um negócio excelente para Diniz, pois lhe daria o controle do Carrefour no Brasil e mais uma participação expressiva na composição acionária da matriz francesa. Embora pro Casino a operação poderia, a princípio, ser atraente - visto que isso daria a eles alguma influência dentro de seu maior concorrente - a manobra foi enxergada como uma tentativa de Diniz de criar um cenário que lhe desobrigasse a entregar o controle do Pão de Açúcar para o Casino. Sem o apoio do Casino e do BNDES (outro sócio do grupo e também quem financiaria a fusão), a operação não foi adiante. No final das contas, o Casino queria mesmo assumir o controle do Pão de Açúcar. E a contenda acabou melando a relação entre Diniz e os franceses.

Neste ínterim, Abílio Diniz andou fazendo outras aventuras. Comprou o Ponto Frio e as Casas Bahia, o que no final se tornou uma espécie de moeda de troca para ele. Embora no seu discurso de transferência do controle acionário da Pão de Açúcar para o Casino ele tenha dito que continuará no Grupo como acionista minoritário, corre a boca miúda que seu desejo é ficar com o Ponto Frio e as Casas Bahia e sair definitivamente do negócio de supermercados. Para o Casino seria interessante, pois eles se livrariam do sócio-problema e poderiam manter o foco no ramo de supermercados.

Porém, mesmo que Abílio Diniz consiga este espólio, ainda lhe restaria uma dor de cabeça com seus sócios do ramo de eletros: A Família Klein, dos fundadores das Casas Bahia. Os Klein nunca concordaram com a maneira como a venda das Casas Bahia foi manejada e já ameaçaram até reverter a operação na justiça. Talvez até já imaginando um cenário como esse, os Klein espertamente venderam o controle da empresa, mas mantiveram a propriedade de todos os imóveis em que as lojas estão instaladas. Isto dá a eles um forte poder de barganha para negociar a recompra da empresa.

E, no final, talvez teremos um dos grandes mitos do capitalismo brasileiro reduzido somente ao Ponto Frio. Mas, convenhamos, até que está de bom tamanho.

domingo, 24 de junho de 2012

Gonna Fly Now


Quem não se lembra de Gonna Fly Now? Trata-se da música que toca nos filmes de Rocky Balboa quando ele se encontra treinando para suas lutas. Trata-se de uma composição única e marcante, que chegou a ser indicada ao Oscar de Melhor Canção Original em 1976.

Após ser usada nos filmes Rocky I, II e III, ela não foi vista nos filmes IV e V. Fui assistir no cinema ao sexto filme da série, Rocky Balboa, na expectativa de ver Gonna Fly Now sendo tocada novamente. E não é que foi? Cheguei a chorar dentro da sala escura, de tanta emoção que senti.

Então, sem mais delongas, vamos ver e ouvir Gonna Fly Now nos quatro filmes em que ela foi tocada. Esse é o seu Domingo Musical!


Rocky I


Rocky II


Rocky III


Rocky Balboa


sábado, 23 de junho de 2012

Quadro Eleitoral em Barra Mansa

Jonas Marins é a bola da vez?

Como eu já disse aqui uma vez, apesar de atualmente estar longe da minha cidade natal, Barra Mansa (RJ), não deixo de acompanhar como anda a situação política da cidade. Como explanei no post Ele Quer Mais Quatro Anos, a cidade se encontra em franco estado de estagnação após 12 anos de governo de uma dinastia política que pouco fez pela cidade e uma renovação é muito desejável.

Dos quatro possíveis candidatos à Prefeitura, somente dois estão garantidos no páreo: Jonas Marins (PCdoB), e o atual prefeito tentando a reeleição, José Renato (PMDB). A Deputada Estadual e ex-prefeita Inês Pandeló (PT) está passando por um processo de cassação de seus direitos políticos em função de ter se apropriado do salário de seus assessores comissionados na Assembléia Legislativa e pode ver sua candidatura não vingar. Já o juiz aposentado Paulo Cosenza (PSDB) admitiu abrir mão da candidatura caso não consiga viabilizar financeiramente sua campanha, uma vez que ele possui índices muito baixos nas pesquisas.

Posto isso, é preciso deixar claro que existem três grupos de votantes em Barra Mansa: em primeiro lugar, aqueles que irão votar pela continuidade do atual governo. Em segundo, temos os chamados eleitores cativos do PT, aqueles que votarão no partido independentemente de quem for o candidato. Caso Inês Pandeló, o nome mais forte do partido atualmente, não consiga se candidatar, deverá haver uma fuga de votos, mas mesmo sim qualquer um que o PT colocar na disputa ainda sim terá uma votação expressiva. E, por fim, aqueles que estão buscando votar em uma terceira via que represente uma renovação política, onde se encaixam as candidaturas de Jonas Marins e Paulo Cosenza.

Então, vamos aos resultados da pesquisa realizada pelo IBOPE na cidade em relação à sucessão do executivo municipal:

Jonas Marins (PCdoB) - 27%
Inês Pandeló (PT) - 22%
José Renato (PMDB) - 20%
Paulo Cosenza (PSDB) - 2%
Tuca (PR) - 1% (O PR já acenou a desistência de sua candidatura para apoiar Jonas Marins)
Brancos/Nulos/Indecisos - 28%

Vamos então analisar os possíveis quadros eleitorais:

Situação 1 - todos os candidatos disputando: Jonas / Inês / Renato / Cosenza

Esta seria possivelmente a situação mais incômoda para Jonas Marins. Com o início da campanha eleitoral, a tendência é que o nome de Cosenza se torne mais conhecido e isso pode gerar uma espécie de fogo amigo na terceira via. Os eleitores de Inês e Renato dificilmente mudarão seus votos, mas parte do eleitorado de Jonas poderá migrar para a candidatura de Cosenza. Cosenza talvez não consiga chegar aos 20%, mas tiraria votos importantes de Jonas.

Situação 2 - Inês impedida de concorrer e desconsiderando uma desistência de Cosenza: Jonas / Qualquer outro candidato do PT / Renato / Cosenza

Caso Inês não possa se candidatar, qualquer outro nome indicado pelo PT terá boa votação, pois se trata do eleitorado de base do partido. Mesmo assim, poderá haver uma evasão de alguns pontos percentuais, principalmente se o novo candidato não possuir apoio explícito da Deputada. A tendência é que estes votos sejam transferidos para Jonas Marins, o que aliviaria uma possível perda de votos para Cosenza.

Situação 3 - Inês concorrendo e Cosenza desistindo: Jonas / Inês / Renato

Seria o cenário ideal para Jonas, pois ele receberia todos os votos dos descontentes com o atual governo e também daqueles que não simpatizam com Inês e o PT. Dado o alto nível de rejeição de Inês e Renato, Jonas praticamente sacramentaria sua vitória.

Situação 4 - Inês impedida de concorrer e Cosenza desistindo: Jonas / Qualquer outro candidato do PT / Renato

Seria um cenário ainda melhor para o candidato do PCdoB, pois receberia parte dos votos do PT e não teria nenhum adversário a altura.

Conclusão: Teoricamente todos os candidatos possuem chances reais. Inês e José Renato estão engessados em volta dos 20%, mas o que vai decidir a eleição é a maneira como será feita a distribuição de votos dentro da terceira via. Uma polarização excessiva entre Jonas e Cosenza pode favorecer Inês ou José Renato. O alto número de indecisos pode ainda provocar uma reviravolta. Outrossim, fala-se sobre a existência de um pacotão de denúncias de irregularidades acerca da gestão de Jonas Marins à frente da Associação dos Servidores do Município, o que poderia em tese lhe tirar alguns votos.

Vamos acompanhar como a situação se desenrola nas próximas semanas.


sexta-feira, 22 de junho de 2012

O Cocô da Discórdia


No post Xixi no Banho debatemos sobre as consequências eco-ambientais de se urinar no banho e também sobre métodos alternativos de se economizar água da descarga. Pesquisando um pouco o assunto pela internet, vi um interessante comentário de um sujeito que alegava ser producente urinar na pia, visto que você vai gastar muito menos água na pia do que na privada para descartar o número um

Lógico que não estou pedindo para ninguém urinar na pia. Porém, esta é uma lógica interessante, pois você realmente gasta menos água urinando na pia do que na privada. O que poderia ser feito é a adoção de um dispositivo próprio para urinar, mas que sua descarga fosse controlada por uma torneira. Economizaria-se água sem precisarmos chegar ao cúmulo de urinar na pia.

Sim, faríamos economia de água. Se você parar para pensar, a descarga do vaso sanitário gasta muita água porque ela foi projetada para promover uma vazão suficiente para promover a sucção do cocô. Para o xixi, ela realmente é muito potente e gasta demais. 

Por mais que fizéssemos vários malabarismos a fim de economizar água às custas do xixi, o cocô continuaria a ser um grande problema. Afinal, não creio que alguém vai querer fazer cocô no banho. Ia sujar demais, e possivelmente você gastaria mais água para lavar o box do que utilizaria para dar a descarga no vaso.

Uma solução ecologicamente correta seria fazer o cocô em um pedaço de jornal e depois utilizá-lo para adubar plantas ou então a mini-horta de sua casa. Nojento? Talvez, mas a comida que você come todo dia é adubada com cocô de vaca e você não reclama. O seu cocô não pode ser mais nojento do que o de uma vaca que você nem sabe de onde veio.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Lula e Maluf


Após deixar a presidência, Luiz Inácio Lula da Silva se tornou uma espécie de delegado especial do PT. Entra em ação em questões delicadas de interesse do partido sempre que se faz necessário, como vimos no recente caso da pressão aos ministros do STF. Outrossim, uma outra situação que Lula considera como questão de honra para si próprio é eleger Fernando Haddad para Prefeito de São Paulo.

E não se trata de uma tarefa fácil, visto que Fernando é um ilustre desconhecido para a maioria dos paulistanos. Mesmo assim, Lula não perde o pique e parte para a luta. Vimos recentemente o ex-presidente indo ao popularesco Programa do Ratinho fazer propaganda eleitoral de seu pupilo quando se imaginava que Lula estaria ali para falar sobre a recuperação de sua saúde e sobre sua vida pós-presidência. Decerto, fazer propaganda eleitoral antecipada pegou mal para alguns setores mais politizados do eleitorado, mas no final das contas obteve-se o resultado esperado: o Candidato do Lula obteve uma expressiva subida nas pesquisas, embora ainda estando muito longe dos primeiros colocados.

É claro que ainda estamos no começo da campanha e muita coisa pode acontecer. Assim que se iniciar a propaganda eleitoral na televisão, Fernando Haddad tende a ficar cada vez mais popular, uma vez que sempre estará sendo vendido para o povo como o Candidato do Lula. Porém, uma situação surreal acabou complicando a vida de Fernando.

Após muita indecisão sobre apoiar Haddad ou Serra, Paulo Maluf decidiu que daria seu apoio ao candidato petista. Até aí tudo bem, Maluf tem direito de apoiar quem ele quiser. E, conforme eu já disse aqui outro dia, não vejo Maluf com o pior dos olhos. Para sermos francos, ele tem os defeitos dele, mas é um grande realizador. Fez muito mais que muita gente por aí que rouba escancaradamente e só finge que faz. Maluf acabou marcado negativamente pelo seu envolvimento em assuntos triviais, porém, tem muitos por aí que se metem em coisas bem piores e acabam sendo saudados como incorruptíveis heróis nacionais.

Mas o escopo aqui não é discutir se Maluf é isso ou aquilo, e sim fazer a pergunta que não sai da minha cabeça: O que a candidatura de Fernando Haddad ganhou com essa cena surreal de Lula e Maluf se abraçando como velhos amigos?

Podemos enumerar o que se perdeu: Luisa Erundina, que seria a vice de Haddad, pulou fora do barco e boa parte da militância petista também rachou o bico para a aliança. Isso tudo para também não falar do impacto junto ao eleitorado, que geralmente vê Maluf de maneira muito negativa.

Então, continua esta pergunta a não ter uma resposta satisfatória: Será que Lula achou que estava abafando ao dar as mãos a Maluf na frente dos fotógrafos? Não entra na minha cabeça a idéia de que alguém em sã consciência dentro do PT tinha a convicção de que fazer cena com Maluf poderia ajudar a alavancar a candidatura de Haddad.  

Poderiam existir outros interesses escondidos nesta história? É o mais provável. Mas só o tempo dirá o que motivou essa inusitada aliança.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Os Caminhos de um Rio - Parte 04

Hoje apresentamos mais um post da série Os Caminhos de um Rio, mostrando o registro fotográfico do Rio Paraíba do Sul:


Corredeiras do Rio Paraíba do Sul em Barão de Juparanã, distrito de
Valença (RJ).

Ponte do Desengano em Barão de Juparanã.

Vista de ponte da BR-393 sobre o Rio Paraíba do Sul em
Demétrio Ribeiro, distrito de Vassouras.

Rio Paraíba do Sul em Barra do Piraí (RJ).
Barragem Santa Cecília em Barra do Piraí., onde é feita a
transposição de águas para o Sistema Guandu, que abastece a
Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
O Rio Paraíba do Sul em Vargem Alegre, distrito de
Barra do Piraí.


O rio em Pinheiral (RJ).
Ponte da BR-393 sobre o rio em Volta Redonda (RJ).

Ilha São João em Volta Redonda.

Continua na Parte 05.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Xixi no Banho


Nestes dias de Rio+20, enquanto figurões discutem no Riocentro sobre ações que nunca vão sair do papel, alguns setores do círculo assistencialista, principalmente ligados a diversas ONGs, tentam fazer com que o cidadão comum pense que ele é o grande vilão dos problemas ambientais da Terra, propondo idéias até curiosas para que as pessoas possam elas próprias fazer a sua parte para a melhoria das condições eco-ambientais do planeta.

Lógico que de nada adianta o cidadão comum fazer sua parte se os grandes players continuam poluindo e usando os recursos naturais de maneira indiscriminada. Por mais que seja importante que todos assumam uma consciência de sustentabilidade, eu entendo que também não podemos extrapolar o bom senso.

Digo isso pois tomei conhecimento de uma campanha que incentiva as pessoas a urinarem durante o banho a fim de economizar água da descarga. A inusitada iniciativa possui até um site. Embora os argumentos sejam até válidos, trata-se de algo difícil para se implementar na prática. Não tem como você ficar segurando o número um o dia inteiro até a hora de tomar banho.

No que diz respeito à água, entendo que o mais correto não é o racionamento de seu uso, mas sim um aproveitamento mais inteligente, incentivando-se o consumo da chamada Água de Reuso.

Um exemplo simples disso aconteceu uma vez que a descarga de minha residência deu problema e eu tinha que acionar o vaso sanitário através de um balde. Para evitar gasto excessivo de água, eu posicionava o balde embaixo do meu corpo durante o banho e usava aquela água que antes iria para o ralo para dar a descarga no vaso.

Embora também não seja prático tomar banho com um balde entre as pernas, esta iniciativa pode dar origem a idéias mais concretas, como, por exemplo, a criação de um sistema que reaproveita a água que sai das pias da residência para encher o receptáculo das descargas dos vasos sanitários e também para aplicações em que não se exija água totalmente limpa, como, por exemplo, limpeza de calçadas.

Em São Paulo, a Sabesp (companhia estadual de saneamento) tem alcançado posição de liderança no reaproveitamento de recursos hídricos. A água que sai das estações de tratamento de esgoto e que antes iria ser devolvida aos rios, agora é reaproveitada de maneira singular. Esta água, embora tenha passado por tratamento, não é potável, mas é utilizável em aplicações industriais e em limpeza geral. O consumidor economiza por ter acesso a uma água mais barata, e o meio ambiente também ganha, pois a Sabesp passa a reutilizar uma água que antes teria que ser coletada dos mananciais.

Futuramente, um sistema de semelhante de reaproveitamento pode inclusive ser adaptado em residências e condomínios, permitindo uma melhor utilização da água que antes iria direto para os esgotos. Quem sabe é uma solução mais realista do que ficar segurando o xixi?

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Que País é Esse?


Renato Russo era, sem sombra de dúvida, um artista de primeira. É possivelmente o maior compositor que este país já viu. A profundidade do trabalho de um artista pode ser medida através da perpetualidade de sua obra, e, nesse ínterim, as composições do Legião Urbana continuam atuais. Que podemos dizer, por exemplo, da canção Que País é Esse?





Nas favelas, no Senado
Sujeira pra todo lado
Ninguém respeita a Constituição
Mas todos acreditam no futuro da nação
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?


No Amazonas, no Araguaia iá, iá,
Na baixada fluminense
Mato grosso, Minas Gerais e no
Nordeste tudo em paz
Na morte o meu descanso, mas o
Sangue anda solto
Manchando os papeis e documentos fieis
Ao descanso do patrão
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?


Terceiro mundo, se foi
Piada no exterior
Mas o Brasil vai fica rico
Vamos faturar um milhão
Quando vendermos todas as almas
Dos nossos indios num leilão
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?



É impressionante como um texto da década de 80 continua fazendo sentido nestes dias atuais em que vivemos a Pax Laboris. Ninguém respeita a constituição, mas todos acreditam no futuro da nação. É a política do pão e do circo. Enquanto muitos são iludidos, poucos participam de um usufruto de imoralidade no poder público.

Digo que a CPI do Cachoeira foi a última gota d'água na minha tentativa de acreditar nos políticos. Achei que teríamos ali uma análise isenta dos fatos com severa punição dos envolvidos, fossem estes integrantes da facção governista ou da oposição. Ledo engano. Tão logo as acusações começaram a respingar nos membros do Partidão e do Partidinho de Aluguel, instaurou-se uma Operação Pizzaria e este governo, composto por pessoas que sempre pregaram a moralidade quando eram oposição, se dá ao disparate de não convocar para depor um homem que afirmou que é capaz de corromper qualquer político no Brasil.

Claro, este homem é Fernando Cavendish. E o pior foi ver o deputado Cândido Vacarezza defendendo calorosamente a causa de Cavendish durante as acusações feitas pelo deputado Miro Teixeira. O mesmo Vacarezza que manda torpedos para o melhor amigo de Cavendish dizendo somos teu.

Se por um lado a CPI do Cachoeira já foi pro ralo, ainda nos resta uma esperança de ver esta cleptocracia desmoralizada: O Julgamento do Mensalão. Porém, como já dissertamos aqui, o Partidão não perde tempo e tenta pressionar o STF a todo custo. Primeiro, Lula foi pessoalmente ao Tribunal conversar com o ministro Gilmar Mendes. Depois, ameaçaram instaurar um processo de cassação do ministro Joaquim Barbosa no Senado. E, agora, Lula tenta passar por cima do princípio de independência dos Três Poderes e fazer com que o Senado possa revisar decisões do Supremo, conforme noticiado no blog do Deputado Anthony Garotinho.

Postei essa notícia no Facebook e um amigo meu veio me questionar se eu não estaria dando muita atenção a teorias conspiratórias, afirmando que o Governo Lula foi a melhor coisa que aconteceu ao Brasil.

Lamento, meu prezado. Em primeiro lugar, o PT só fez um governo de resultados expressivos porque encontrou a casa arrumada. Tanto que não mexeram uma vírgula no andamento da política econômica de FHC. E mesmo assim, eles não reconhecem os esforços do governo anterior e tentam se apoderar dos méritos do crescimento econômico como se tivessem resolvido os problemas do Brasil em um passe de mágica. Isso para mim é falta de ética, de moral. É querer enganar o povo na cara-dura. E o povo, infelizmente, se identifica com figuras como o Lula e aplaudem-o incessantemente, enquanto nos bastidores do governo do PT rouba-se como se nunca roubou antes na história desse país.

Em segundo lugar, não estou dando atenção a teorias conspiratórias. Muito pelo contrário. O Partidão tenta na cara-de-pau passar por cima do processo democrático, comprando apoios e pressionando quem eles não podem comprar. A pressão feita sobre o Supremo no Caso do Mensalão exemplifica bem isso.

Esse é o Brasil de hoje. Antro das falácias, das mentiras, das tramóias, das negociatas.

Que país é esse? É o Brasil do PT.

domingo, 17 de junho de 2012

Kombinaciya - A Voz de Uma Nova Rússia


Com o colapso da União Soviética no final da década de 80, e mesmo com as promessas de Boris Yeltsin de que as coisas iriam melhorar, a população russa passou por anos muito difíceis. E nesse ínterim, fez muito sucesso um conjunto musical formado por mulheres cujas canções geralmente falavam sobre piriguetes tentando fisgar estrangeiros ricos que as levassem para o ocidente. 

Trata-se do Kombinaciya (Combinação, em russo). Conheci o trabalho destas meninas após ver o famoso vídeo em que o então Presidente Dmitri Medvedev dança desengonçadamente ao som de American Boy, um dos grandes sucessos do conjunto.

Então, o Domingo Musical de hoje vai apresentar uma coletânea dos principais sucessos do conjunto. As músicas, evidentemente, são cantadas em russo, e na tela do YouTube que aparecer, clique em CC para ativar as legendas em inglês.

Kombinaciya
American Boy


Kombinaciya
Russian Girls


Kombinaciya
Accoutant


Kombinaciya
Hollywood


Segue abaixo como bônus um videoclipe de American Boy feito por mim, devidamente legendado em português. A tradução ficou falha em alguns trechos, porém, serve como curiosidade:

sábado, 16 de junho de 2012

A Casa em Pequenos Cubos


Hoje o Pensando Adiante traz o premiado curta-metragem de animação A Casa em Pequenos Cubos (fr: La Maison en Petits Cubes / jp: つみきのいえ, Tsumiki no ie), uma criação do japonês Kunio Kato que venceu o Oscar de Melhor Curta de Animação em 2009.

A premissa é simples: um velhinho habita uma região que sofre com um constante aumento do nível das águas. Conforme a linha d'água vai subindo, o velhinho é obrigado a adicionar pavimentos superiores em sua residência e ir se mudando para cima. Porém, o que ficou embaixo d'água é um labirinto submerso não só no oceano, mas também nas emoções humanas.

Então, vamos assistir A Casa em Pequenos Cubos:

sexta-feira, 15 de junho de 2012

O Desafio da Educação Domiciliar

Querem acabar com a Professora Helena?

A novela Carrossel, atualmente em exibição no SBT, inspirada em uma produção mexicana homônima que muito sucesso fez no canal durante a década de 90, vem trazer a nós um interessante estereótipo: o da Professora Meiga profundamente envolvida nos problemas do dia-a-dia dos seus alunos, praticamente se tornando uma segunda mãe para eles.

Porém, essa semana surgiu no Facebook uma interessante discussão. Será que a Educação Domiciliar para alfabetização ou mesmo para os primeiros anos do ensino fundamental é viável? Será que é possível aos próprios pais educar os filhos em casa, substituindo a Professorinha?

Um dos grandes apelos para a matéria é justamente uma consequência da má-valorização do magistério. Profissionais estressados com alunos rebeldes em sala de aula acabam rendendo menos, e, talvez, poucos alunos aplicados acabam sendo punidos pelos erros de muitos. É evidente que a educação e a urbanidade se aprendem em casa, e quem não consegue passar estes predicados aos filhos dificilmente conseguirá ensinar aos mesmos a Ortografia e a Aritmética. E como fazer para motivar os alunos que realmente querem estudar?

Pode parecer salutar não querer envolver uma criança em um ambiente hostil que é uma escola. Por mais que seja correto encaminhar seu filho aos cuidados de profissionais da educação, é evidente que certas coisas fogem ao controle, gerando incidentes como o famoso bullying. Outrossim, é preciso salientar que a escola, principalmente nos primeiros anos, se trata também de um experimento social para a criança. No bullying que sofrerá, a criança irá se preparar para o chefe sem-noção do futuro.

Esta pode parecer uma correlação mórbida, mas, infelizmente, o mundo é exatamente assim. Cruel, desumano e vingativo. E as crianças estão cada vez mais cedo aprendendo isso. Concordo que não deveria ser assim, porém, antes de mais nada, é preciso que a sociedade como um todo seja repensada. Estamos vendo as crianças pagarem pelos erros dos adultos.

Incentivar a Educação Domiciliar pode tirar as crianças do mundo por um tempo. Porém, não tardará para o mundo vir buscá-las e oprimí-las. Assustador? Sim, mas é desse jeito que as coisas funcionam. Cabem aos pais ponderar sobre o que é melhor para seus herdeiros.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Vendendo a Alma a José Dirceu


José Dirceu é uma figura, no mínimo, curiosa. Embora ele se auto-proclame inocente das acusações que lhe são atribuídas no Caso do Mensalão, a verdade é que ele está se borrando de medo do julgamento do mérito pelo STF. Esse medo é a maior demonstração de que nem ele acredita tanto na sua própria inocência.

Após o ex-presidente Lula ir pessoalmente pressionar os ministros do STF para que os mesmos adiassem o Julgamento do Mensalão, fica claro que o Partidão não tem controle sobre o que acontece no Supremo e, por isso mesmo, o estrago político pode ser grande. Mas José Dirceu, apontado como o cabeça do esquema, não está dormindo no ponto e começa a trabalhar em outras frentes para tentar frear o trem sem freio que se tornou o Mensalão.

E a última jogada de Dirceu foi convocar a União Nacional dos Estudantes (UNE) para que coloque os estudantes na rua para defenderem-o. A mesma UNE que torra em festas e bebidas a verba repassada pelo Governo Federal e ninguém faz nada a respeito. Para Dirceu a jogada parece ser interessante, afinal, o Partidão financia as chopadas da UNE e esta, por sua vez, defende o Governo. Estão literalmente comprando o apoio da UNE. E a UNE se vende por muito pouco, por sinal.

Comprar o apoio? Onde é que já vimos algo parecido? Ah, lá no Mensalão...

Ao que parece, a compra de apoio é algo normal e corriqueiro para José Dirceu. Passa-se por cima da democracia em nome de um projeto de poder que só atende a particulares. Lá na época da ditadura, Dirceu, um dos principais líderes da Guerrilha do Araguaia, lutava contra os militares a fim de estabelecer no Brasil um regime comunista. Só que aqui não teríamos um comunismo conforme idealizado por Marx, mas sim um totalitarismo disfarçado de comunismo, bem ao estilo de Stalin.

O tempo passou, e parece que a cúpula do PT não desistiu deste sonho. Quem eles podem iludir, eles iludem. Quem eles não podem iludir, eles compram. E assim, o país vai deixando de pertencer aos brasileiros para se tornar propriedade privada de poucos. 

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Os Caminhos de um Rio - Parte 03

Nossa viagem pelo Rio Paraíba do Sul continua em direção ao Vale do Café. Aproveite!

À esquerda, a cidade de Sapucaia (RJ), e à direita, Sapucaia de Minas,
distrito de Chiador (MG), ambas as localidades separadas pelo rio.

Ponte ferroviária sobre o Rio Paraíba do Sul ligando Sapucaia a
Sapucaia de Minas.
Obras da Hidrelétrica de Anta, situada no distrito homônimo
pertencente a Sapucaia.
Confluência dos rios Paraíba do Sul, Paraibuna e Piabanha em
Três Rios (RJ).
Rio Paraíba do Sul visto da BR-040 em Três Rios.
O Rio Paraíba do Sul em Três Rios.

Vista do rio em Barão de Angra, distrito de Paraíba do Sul (RJ).

Na cidade de Paraíba do Sul.

Ponte da Boa Vista, entre Paraíba do Sul e Vassouras (RJ).
O Rio Paraíba do Sul em Sebastião de Lacerda, distrito de Vassouras.

Continua na Parte 04.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Adeus, Médici!

Emílio Garrastazu Médici.


A década de 80 foi testemunha de diversas transformações na humanidade. A mais visível aos olhos do mundo foi, sem sombra de dúvida, a queda do comunismo. O grande colosso patrocinado pela União Soviética se desmanchou de maneira apática, se desmanchando feito um castelo de areia.


Pedro Bial, mais conhecido nos dias de hoje por sua 
performance como apresentador de programas de gosto duvidoso, 
noticiou o fim da União Soviética ao vivo, direto de Moscou.

A União Soviética terminou no dia em que seu Presidente, Mikhail Gorbatchev, se viu engolido pelas reformas políticas que ele mesmo implementou. A linha-dura das Forças Armadas Soviéticas, insatisfeita com a Glasnost, tentou dar um golpe de estado. Sequestraram Gorbatchev e tentaram invadir a Duma (Parlamento da URSS) com tanques.

O Presidente da Rússia, Boris Yeltsin (uma das ações da Glasnost foi ceder autonomia administrativa às Repúblicas, por isso a Rússia possuía um presidente neste momento, embora ele ainda fosse submetido à autoridade do Presidente da União Soviética), liderou a resistência aos golpistas, os venceu, e libertou Gorbatchev. A popularidade do Presidente da URSS já estava muito baixa devido à crise gerada pelas reformas econômicas (a Perestroika), e, após o episódio do golpe, ele viu a liderança de Yeltsin se consolidar. Gorbatchev ficou sem moral alguma dentro do país, e não restou a ele outra alternativa a não ser renunciar. E assim, a Rússia e as antigas repúblicas da URSS deram fim ao "pacto de união" e se emanciparam.

Um dos grandes efeitos da Glasnost havia sido sentido dois anos antes, com a queda do Muro de Berlim. A unificação da Alemanha se mostrou um imenso golpe moral no comunismo, que pouco a pouco começou a desaparecer na Europa Oriental. Antes que a própria União Soviética fosse atingida, tentaram o golpe. Não deu certo, e hoje a Rússia - quem diria - é um país capitalista.

As mudanças enfrentadas por estes povos na transição do socialismo para o capitalismo foram comentadas de maneira muito pontual no filme de ficção alemão Adeus, Lênin!, em que uma senhora da Alemanha Oriental, comunista convicta, entra em coma poucos dias antes da queda do Muro de Berlim. Após recobrar a consciência, seu filho, a fim de que um possível choque pela queda do comunismo não comprometesse sua recuperação, faz de tudo para mantê-la achando que tudo estava como antes.

Poucos anos antes, o Brasil havia passado também por grandes transformações. O fim dos anos de chumbo, marcados sobretudo pelo autoritarismo do governo do Presidente Médici, trouxe uma grande renovação na sociedade brasileira. Uma esquete humorística que comentou estas mudanças de forma muito divertida, e que seria uma espécie de Adeus, Médici!, foi o quadro Me Tira o Tubo, em que Jô Soares interpretava um General linha dura que, após um acidente de automóvel ocorrido no dia da posse do Presidente Figueiredo, entra em coma e só volta a acordar em pleno governo Sarney:


Mudanças vêm e transformam. Nem sempre transformam da maneira que queríamos, mas sempre são indeléveis. A década de 80 deixou estas marcas na sociedade mundial. Somos hoje o que plantamos naqueles anos.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Ainda Podemos?


Para o cidadão americano, a figura do Presidente sempre foi messiânica. O filme Independence Day demonstra muito bem isso: o Presidente liderando a humanidade em uma batalha contra extraterrestres no dia da independência dos Estados Unidos.

Este conceito demonstra o quanto George W. Bush estava com sua moral em baixa por lá. Para um presidente americano virar chacota nacional, sendo ridicularizado de todas as formas e em todos os lugares, é porque a coisa realmente não estava bem para o lado dele. E, de fato, motivos para isso não faltaram. A falta de pulso, as constantes gafes e o aparente desinteresse de Bush nos afazeres presidenciais levaram ele a uma posição singular, talvez nunca vista antes em um ocupante da Casa Branca.

Como se isso não bastasse, os elevados custos da Guerra ao Terror, a Bolha Imobiliária e a retração da economia deixavam os cidadãos americanos apreensivos em relação a seu próprio futuro. Foi quando os Democratas apareceram com o Senador Barack Hussein Obama II e o indicaram para a presidência. O apelo de se eleger pela primeira vez presidente um afrodescendente e o sugestivo slogan Yes We Can (Sim nós podemos) foram o mote de uma campanha eleitoral que não obteve dificuldades em superar os republicanos nas urnas.

Porém, após quatro anos, Obama se mostra engessado em sua política. Pouca coisa fez de contundente em relação a suas diretrizes de governo, se mostrando, sem exageros, um governante tão apagado quanto uma certa presidenta de um país ao sul da Linha do Equador. Ao menos, consegue manter o respeito da população, não tendo caído em chacota pública como aconteceu com seu antecessor. Isso lhe dá melhores chances de tentar a reeleição.

Até porque seu adversário nas urnas, Mitt Romney, parece vir com muito gás, porém, cheio de factóides repetitivos que creio que já estão cansando o eleitor americano. Percebam que nos Estados Unidos, todo candidato oposicionista tem um discurso parecido: palavras cheias de esperança, vendendo aos eleitores uma mudança plena e imediata, fazendo críticas contundentes ao atual governo e insinuando que todos os problemas do país estarão superados em pouco tempo, com todos os americanos podendo novamente se orgulhar de ver a bandeira de listrinhas vermelhas e brancas tremulando ao alto dos mastros. Que emocionante, não?

Mas é emocionante mesmo, sempre existe uma carga psicológica grande nisso. As campanhas eleitorais americanas parecem dramalhões mexicanos. Os candidatos sempre gostam de apelar para o emocional dos eleitores. Com Mitt Romney está sendo assim, e com Obama também foi. Só que há quatro anos Obama era a pedra, hoje ele é a vidraça. Poderá ele dizer Ainda Podemos?

domingo, 10 de junho de 2012

O Rei Leão


Após anos e anos adaptando clássicos da literatura infantil para o cinema, no início da década de 90 os Estúdios Walt Disney se lançaram ao desafio de levar para as telas um longa de animação com roteiro original. Deste trabalho nasceu aquele que é até hoje um dos grandes marcos da história da animação: O Rei Leão.

Além do cuidado com o enredo e com o traço, a Disney também se preocupou em dar ao filme um acabamento musical de primeira qualidade. O resultado disso foi um Oscar na categoria de Melhor Trilha Sonora e outro na categoria de Melhor Canção Original.

As canções ficaram por conta da dupla Tim Rice (letra) e Elton John (melodia). Três foram indicadas ao Oscar: Hakuna Matata, Circle of Life e Can You Feel The Love Tonight, com a última ficando com a estatueta. Então, no Domingo Musical de hoje, vamos ouvir estas belas obras-primas:

Hakuna Matata


Circle of Life


Can You Feel The Love Tonight

sábado, 9 de junho de 2012

Procedimentos Periciais


Esta semana um crime bizarro chamou a atenção do Brasil. Elize Matsunaga assassinou o marido Paulo Matsunaga em circunstâncias totalmente surreais.

Com uma frieza surpreendente, Elize conta que matou o marido com um tiro de revólver, e, fazendo valer sua experiência como técnica em enfermagem, esperou algumas horas para que o corpo esfriasse a fim de que se evitasse sangramento abundante durante o processo que se seguiria então: um minucioso esquartejamento do cadáver.

Elize em seguida colocou os pedaços do corpo em sacos plásticos, lavou o banheiro onde o esquartejamento foi realizado, acomodou os restos mortais em três malas, e saiu de carro pela manhã com o objetivo de se desfazer do cadáver.

Mas Elize acabou cometendo um erro grave. Parece que muitos criminosos de primeira viagem, após assistirem muito a C.S.I., ficam com a impressão de que a Polícia só consegue desvendar um crime após uma investigação baseada em detalhes minimalistas que só parecem possíveis de serem descobertas pelos agentes das séries televisivas de investigação policial.

Porém, nesse caso, a Polícia se baseou em uma dedução extremamente simples e óbvia. As filmagens do circuito interno do edifício mostram que após descer à portaria para pegar uma pizza, Paulo Matsunaga voltou ao seu apartamento e não mais desceu. Ele não volta a aparecer nas gravações das câmeras de segurança. Por incrível que pareça, a única possibilidade possível que Paulo Matsunaga teria tido para sair do prédio seria dentro das malas que a esposa carregava. Então a polícia deduziu o óbvio: a esposa esquartejou o marido ainda em casa e se desfez dos restos do cadáver. A partir disso, foi fácil seguir uma linha de investigação e chegar a uma confissão da suspeita.

O grande trunfo dos Mágicos na arte da prestidigitação é exatamente esse: fazer a mente humana duvidar do que é óbvio. Qualquer um que assistisse aqueles vídeos talvez achasse um absurdo que Elize estivesse carregando o marido esquartejado naquelas malas. Mas a Polícia não pensa assim. Os peritos analisaram o óbvio, por mais surreal que pudesse parecer, e chegaram à solução do crime.

Também entendo que foi inocência da parte dela achar que as filmagens do circuito interno do prédio não seriam analisadas à exaustão. Da mesma maneira que também foi inocência dela pensar que a Polícia não iria investigar a fundo o fato de que o marido dela desapareceu do nada na noite do crime.
  
Hercule Poirot, famoso detetive da literatura, bem dizia que os crimes são coisas extremamente simples de serem desvendadas, bastando somente que você não olhe para o show de fogos de artifício e purpurina. Por mais que um criminoso inteligente tente forjar álibis e desvirtuar a linha de investigação, sua conduta sempre descreve um padrão lógico, a qual o investigador precisa captar sem se deixar levar por distrações.
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