AVISO AOS LEITORES
EM FUNÇÃO DO BLOG ESTAR DESATIVADO, 
A APROVAÇÃO DE COMENTÁRIOS PODE DEMORAR ALGUNS DIAS.
CLIQUE AQUI PARA LER O COMUNICADO DE SUSPENSÃO DAS ATIVIDADES DO BLOG.


VISITE NOSSO NOVO PROJETO:
BLOG RADAR DO LADO B
radarladob.blogspot.com

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Os Caminhos de um Rio - Parte 01


Hoje o Pensando Adiante inicia um novo projeto. Iremos aqui fazer um registro fotográfico do Rio Paraíba do Sul através de suas fotos no Panoramio e no Google Street View. Embarque conosco nesta deliciosa jornada!

Iniciaremos esta viagem em São João da Barra (RJ), na foz do Paraíba do Sul, e seguiremos rio adentro até o Estado de São Paulo.

Praia de Atafona, onde o Rio Paraíba do Sul encontra o mar.

Outra foto de Atafona.

Foto Aérea de Atafona.

O Rio Paraíba do Sul em Barcelos, distrito de Campos dos Goytacazes (RJ).

O Rio Paraíba do Sul em Campos dos Goytacazes.


Outra foto panorâmica de Campos dos Goytacazes.

O rio visto da rodovia RJ-158 entre Campos e São Fidélis (RJ).

Outra foto tirada da RJ -158.

O rio na cidade de São Fidélis.


Outra foto em São Fídélis.

Continua na Parte 02.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Lula, o Ingênuo


No meio do furacão político que assola Brasília em função da CPI do Cachoeira, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi a Brasília, segundo informações de fontes da imprensa, tratar de outro assunto de igual periculosidade para a Pax Laborium: O Julgamento do Mensalão pelo STF.

Afrontando a ética e as instituições democráticas, Lula teria feito uma proposta indecente para o Ministro Gilmar Mendes, solicitando a ele que adiasse o julgamento do mérito para depois das eleições municipais em troca de apoio no acobertamento de viagens que o ministro teria feito à Alemanha na companhia de Demóstenes Torres. Revoltado, Gilmar Mendes teria jogado a merda no ventilador e disse que tem como comprovar que a viagem foi custeada por ele mesmo e com propósitos definidos. 

Ao ser questionado sobre o ocorrido, Gilmar Mendes afirmou ter sido procurado por Lula, mas, a fim de evitar maior polêmica, negou o pedido de acordo feito pelo ex-presidente. Porém, qualquer um que tenha um pouco de inteligência sabe que ética é uma palavra que não existe no vocabulário do PT e a proposta certamente existiu.

Este Lula é uma figura estranha. No auge do Escândalo do Mensalão, se fez de coitado e disse que de nada sabia e que o mensalão não existia. Agora, por trás dos panos, vai a Brasília pressionar o STF por algo que ele afirmava desconhecer e que ele mesmo dizia que não existia. A tentativa de pressão veio a tona, e Nosso Guia novamente se sai com a retórica do nada sei.

É surreal que alguém tenha passado oito anos na Presidência da República com tamanho desconhecimento do que se passava debaixo do seu nariz. E é bom lembrar que Lula foi líder sindical. Ninguém consegue liderar um sindicato - um ambiente onde é preciso ter muito jogo de cintura e lábia para lidar (e muitas vezes ludibriar) com trabalhadores e patrões - ostentando este tamanho grau de ingenuidade a que Lula sempre demonstrou nos últimos anos.

De fato, é importante ressaltarmos as duas faces de Lula. Vamos aqui mostrar dois vídeos que demonstram nossa tese. Em primeiro lugar, como exemplo, vamos ver Lula falando de improviso sobre a CPMF:


Lula se atrapalhou porque burocracia realmente não é o forte dele. Agora, quando ele precisa encarnar o espírito do sindicalista, aquele que tem que ser enérgico, curto e grosso para tomar decisões rápidas e pressionar pessoas, mesmo quando estas atitudes extrapolam o bom senso e a ética, Lula é extremamente eficiente:


Aí estão os dois Lulas. De um lado o ingênio e de outro a raposa. Qual deles foi visitar o Ministro Gilmar Mendes?

terça-feira, 29 de maio de 2012

Cianorte (PR), uma Cidade Verde

Cianorte (PR).

Quando de sua participação do concurso para o projeto do Plano Piloto de Brasília, Lúcio Costa, na qualidade de urbanista experiente, expressou sua preocupação com o lado humano que aquela cidade deveria assumir.

Uma cidade não poderia ser somente uma cidade no sentido mais estreito da palavra. Não adianta se construir uma cidade encarando-a como um conjunto de concreto armado, ferros e asfalto. Ela deve ser pensada também como um lugar agradável para quem vai habitar nela. Isso, ao ver de Lúcio Costa, se fazia necessário no caso de Brasília, pois seus primeiros habitantes deveriam se sentir em casa tão logo se assentassem na metrópole recém-inaugurada. Em outras palavras, o urbanismo deve observar o fator relacionado ao sentido de lar quando do projeto de uma cidade.

De muitas maneiras, Lúcio Costa atingiu esse objetivo com seu projeto para Brasília. De fato, o Plano Piloto parece uma utopia de tão surreal que é. Nas superquadras das Asas Norte e Sul houve a preocupação com a criação de microcosmos que fizessem de uma cidade voltada à burocracia um lugar aconchegante para seus cidadãos.

Porém, uma cidade planejada para ser capital fatalmente acaba se tornando um aglutinador de pessoas e o inchaço é inevitável. Muito do conceito original das superquadras se perdeu, e a desorganização urbanística que tomou conta do entorno do Plano Piloto nas chamadas cidades-satélite contribuíram para um desequilíbrio funcional na Capital Federal.

Se por um lado é praticamente impossível conter o crescimento desenfreado em uma cidade como Brasília, o que podemos dizer de cidades menores? Enquanto meditava sobre esta questão, voltei meu olhar para as cidades construídas durante os esforços de colonização do norte do Paraná. E uma delas em especial me chamou a atenção.

Cianorte é uma cidade planejada, assim como Maringá, Umuarama e tantas outras construídas pela Companhia Melhoramentos do Norte do Paraná na primeira metade do século XX. Suas ruas foram construídas seguindo traçados harmônicos e inteligentes, provendo funcionalidade à sua malha urbana. Porém, um detalhe simples desta cidade me atraiu de maneira deveras interessante: a abundante presença de árvores em suas ruas.

Este arvorismo presente em Cianorte, embora possa parecer algo simples, é algo que dá a cidade um visual e um clima simplesmente extraordinários. Caso a cidade não tivesse suas árvores, talvez seria tão sem graça como algumas cidades de porte parecido que ficam mais ao sul do estado. É um pequeno detalhe que faz toda a diferença naquilo que, como Lúcio Costa bem observou, deve ser o grande objetivo de uma cidade: acolher bem seus moradores.

Confiram o visual das ruas de Cianorte neste tópico do Fórum Skyscrapercity:

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Valorizando o Esporte a Motor

A partir deste domingão, mais Galvão na sua televisão!
Em 1998, na Revista Racing, uma publicação mensal sobre automobilismo que eu nem sei mais se existe, o editor Sérgio Quintanilha publicou uma interessante coluna de opinião com o título A Globo não gosta da F1. Segundo ele, o título da matéria se devia ao mau aproveitamento do potencial da Fórmula 1 pela Vênus Platinada. Para ilustrar, ele descreveu como eram realizadas, na época, as transmissões pela TV britânica.

Lá, a cobertura começava uma hora antes da largada, com um narrador, quatro comentaristas e um repórter na pista entrevistando os pilotos, cartolas, convidados, etc. Isso ajudava o telespectador a entrar no clima da corrida. Vinha a corrida em si, e, após a cerimônia do pódio, a transmissão continuava com a entrevista coletiva dos três primeiros colocados e, depois, com mais meia hora de debate sobre a corrida, mostrando replays e comentários da prova.  

Posto isso, Quintanilha fez um comparativo com a transmissão feita pela Globo. A emissora entrava ao vivo quase em cima da largada e, tão logo o champanhe estourava, já vinha a próxima atração. Isso gerava (e ainda gera, pois nada mudou de lá pra cá) um sentimento que ele descreveu como depressão pós-GP. Realmente, você se sente como se estivesse sido expulso de uma festa no melhor momento dela.

Porém, ontem, durante a transmissão do Grande Prêmio de Mônaco, a Globo surpreendeu o telespectador e resolveu inovar, prometendo que a partir desta prova irá fazer uma melhor cobertura pré-corrida. A repórter Mariana Becker e o comentarista Luciano Burti percorreram o grid, entrevistando pilotos, celebridades e outros pobres coitados, com Galvão Bueno e Reginaldo Leme na cabine de transmissão comentando sobre as expectativas da prova e colocando o telespectador no clima.

Louvável a decisão da Vênus Platinada. Porém, o que teriam levado eles a fazerem isso? Uma reles vontade de aproveitar melhor o produto que eles tem em mão? Não sei, mas arrisco um palpite. Uma vez que os dois pilotos brasileiros em atividade na categoria não estão rendendo o esperado e, por isso, fica difícil apelar ao ufanismo, resolveram refinar a qualidade da transmissão a fim de atrair a audiência - por ironia, Felipe Massa acabou fazendo uma boa corrida e conseguiu tomar um fôlego em relação à forca que ronda seu pescoço. Enfim, qualquer que seja a razão, é muito bom ver a Fórmula 1 melhor aproveitada na grade de programação.

Para ficar melhor ainda, poderiam fazer também uma cobertura pós-corrida com transmissão da entrevista coletiva dos três primeiros colocados e um rápido bate-bola de 10 minutos com Galvão, Reginaldo e Burti comentando os melhores momentos da prova. Como disse o Quintanilha naquela época, considerando-se as bobagens que preencherão o domingo da Globo, não custa nada fazer isso.

Franchitti no pódio e a Band exibindo
22 cuecas correndo atrás de uma bola.
Enquanto em Mônaco começávamos a vislumbrar uma luz, em Indianápolis a coisa continuava obscura. A Rede Bandeirantes, em sua transmissão das 500 Milhas de Indianápolis, prova válida pelo campeonato da IZOD IndyCar Series, fez como sempre uma boa cobertura pré-corrida. Porém, os prós da transmissão pararam por aí. O narrador Luciano do Valle mais uma vez cometeu um festival de gafes e, tão logo a bandeira quadriculada foi balançada no autódromo, a Band já cortou o sinal para a transmissão do futebol, sem nem esperar os carros recolherem para os boxes.

Aliás, ela só esperou o final da corrida porque se tratava de uma das provas mais importantes do automobilismo mundial e também porque o brasileiro Tony Kanaan estava disputando a vitória até as últimas voltas. Não fosse por isso, o máximo que veríamos seriam alguns flashes da última volta numa telinha pequena em meio a uma pelada qualquer. Para a Band, o automobilismo ainda é somente fonte de ufanismo. Mas, não podemos reclamar, são as regras do jogo que reina no mundo televisão comercial. Ao menos, a emissora do Morumbi dispensa horas e horas de cobertura pós-jogo para aqueles que gostam de futebol e não perdem a paciência com a enxurrada de merchans do Milton Neves. Para quem curte o nobre esporte bretão, já está de bom tamanho. Agora, para quem gosta de automobilismo...

domingo, 27 de maio de 2012

Aqui é o Seu Lugar - Parte 03


Já postamos aqui no Blog duas coletâneas de chamadas institucionais da TV Vanguarda, uma das afiliadas da Rede Globo no Estado de São Paulo. A Vanguarda, segundo a descrição de seu próprio material de divulgação, transmite o sinal da Vênus Platinada para o Vale do Paraíba, Vale Histórico, Litoral Norte, Serra da Mantiqueira e Região Bragantina:


Sendo de propriedade de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho - o Boni, o homem que inventou o Padrão Globo de Qualidade, não é de se estranhar que sua programação seja de extrema excelência. E, conforme já vimos, seu material institucional também o é. 

Então, o Domingo Musical de hoje apresenta mais uma série especial de filmetes promocionais com a canção Aqui é o Meu Lugar, estes produzidos especialmente para a campanha de aniversário de oito anos da emissora. Aproveite!



















sábado, 26 de maio de 2012

A Quem Pertence Jerusalém?


No fim do século XIX, o Império Otomano, em franca decadência, passou a ter várias de suas províncias administradas de facto por potências européias como o Reino Unido e a França. A Palestina, terra sagrada para Judeus, Cristãos e Muçulmanos, ficou sob controle do Reino Unido.

Por esta época, não haviam judeus morando na região desde a Diáspora, realizada ainda nos tempos do Império Romano. Foi quando judeus britânicos, aproveitando que a região agora estava sob controle de Sua Majestade, começaram a imigrar em massa para a Palestina e também começaram a apoiar judeus de outras regiões para que fizessem o mesmo. Pouco a pouco foram tomando as terras dos Palestinos Árabes que lá viviam e, em 1947, já tendo fixado uma colonização em larga escala na região, proclamaram sua independência do Reino Unido e fundaram o Estado de Israel.

Como é sabido, o Estado de Israel é baseado na promessa feita por Deus a Moisés de que aquela região seria a Terra Prometida do Povo Hebreu, e, em busca desta promessa, os judeus, depois de longos dois mil anos, tencionaram voltar às terras que consideram como sendo suas e continuam lá até hoje apesar dos conflitos com os árabes que haviam ocupado a região durante o longo domínio dos Otomanos.

Porém, se formos analisar a questão de maneira histórica, poderiam os Cristãos também reivindicar a posse da Terra Santa? É bom lembrar que lá já existiu um Estado Cristão.

Mapa dos Estados Cruzados no Oriente Médio.

O Reino de Jerusalém foi estabelecido em 1099 pela Primeira Cruzada. Este (e também os outros estados fundados nesta cruzada) tinha como objetivo zelar pela guarda da Terra Santa e também servir como apoio para o comércio de especiarias. A cidade de Jerusalém foi tomada pelos Turcos Otomanos em 1277, porém, o Reino continuou a existir até o ano de 1291. Muitos colonos vieram da Europa e por ali ficaram por várias gerações até a queda total dos Estados Cruzados da região.

Como dito, somente no século XIX a área voltou a ser controlada por uma potência cristã, que, uma vez que não estava preocupada com o viés religioso desta ocupação, permitiu passivamente que grupos judeus passassem a controlar a região.

E que cenário poderíamos ter caso grupos cristãos, seguindo o mesmo caminho dos judeus, tivessem se prontificado novamente a ocupar o território por onde Jesus Cristo caminhou? Teríamos talvez os ingredientes para um cenário ainda mais confuso no Oriente Médio. Os judeus, uma vez que fazem questão de fazer de seu estado um regime teocrático, não aceitariam dividir um estado com colonos cristãos. Teríamos três correntes religiosas lutando pelo controle de Jerusalém. Será que isso facilitaria o caminho bélico para os árabes do entorno que, objetivando controlar as terras que eles por sua vez entendem serem de seu direito, tantas guerras promoveram contra Israel?

No final, ficamos com aquele que talvez é o enfoque mais importante da questão: do ponto de vista moral e histórico, a quem pertence a Terra Santa? E, caso todos os conflitos que envolvem os países da região se materializem em guerras declaradas, quem irá definitivamente ocupar aquele solo sagrado quando a paz definitiva for possível?

Um ponto interessante da questão diz respeito às famosas Profecias de São Malaquias, a qual traz uma lista com títulos descritivos para todos os Papas até o fim dos tempos. Bento XVI seria o penúltimo da lista, sendo que seu sucessor veria a destruição da cidade de Roma, e, por consequência, a ruína da Igreja. Porém, existem intérpretes que afirmam que o sucessor de Bento XVI não será o último Papa, mas sim, o último a residir em Roma, com a Santa Sé se transferindo para Jerusalém.

Será que ainda veremos a Palestina sob controle de um Estado Cristão? Só o tempo dirá.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Projetando Circuitos de Rua no Brasil

O ET veio à Terra conhecer o automobilismo,
mas em Varginha não havia autódromo.

Este fim de semana teremos o Grande Prêmio de Mônaco de Fórmula 1. Esta pista é um remanescente de uma época em que os circuitos de rua eram algo comuns. Devido à questões de segurança, corridas de automóveis foram deixando as ruas e convergindo para autódromos, porém, nos dias de hoje, com a evolução dos sistemas de segurança no automobilismo, este tipo de traçado volta a se mostrar uma alternativa para cidades que não possuem autódromos.

Então eu me lancei ao desafio de projetar circuitos de ruas para três cidades brasileiras que eu escolheria aleatoriamente através de um sorteio computadorizado. As sorteadas foram Colombo (PR), Varginha (MG) e São Caetano do Sul (SP). 

Em Colombo, cidade da região metropolitana de Curitiba, não pude fazer muito. O núcleo da cidade é pequeno e tentei fazer um traçado que, embora tenha ficado curto (somente 2,8 km), tentasse aproveitar ao máximo aos poucas curvas da cidade que não são em ângulo reto. A reta principal se encontra na Rua Francisco Busato, que, possuindo duas pistas, permite a instalação do pit lane. Ao fim da reta principal, a curva fechada à esquerda é uma ótima opção para ultrapassagens.


Varginha é uma cidade maior, o que nos permitiu melhores opções. A cidade possui algumas avenidas amplas e procurei privilegiá-las na confecção do traçado, que ficou com 4,0 km de extensão. A reta principal fica na Av. Rio Branco, que, duplicada e com um amplo canteiro central, possui espaço de sobra para a instalação do pit lane.


São Caetano do Sul possui avenidas largas e muitas curvas abertas, o que possibilitou um traçado veloz e com poucas áreas truncadas, num total de 4,0 km de pistaSuas avenidas com canteiros centrais nos dão umas três opções diferentes de local para instalação do pit lane.


Alguém se habilita a correr nessas cidades?

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Escancarando a Intimidade em Público


Alguns de nossos leitores tem me perguntado o porquê de nosso Blog, tão antenado em relação às atualidades, não comentou nada a respeito da bombástica entrevista que a apresentadora Xuxa concedeu ao dominical Fantástico no domingo passado.

Por duas razões simples. Em primeiro lugar, não vi a entrevista. Tudo que sei sobre ela foi o que li por alto na imprensa. Em segundo lugar, a vida particular da Xuxa não me interessa, por mais que a própria apresentadora possa pensar o contrário.

Entendo perfeitamente que, para ela, estes episódios de abuso sexual que a mesma alegou ter sofrido podem ser algo engasgado em sua garganta e talvez ela precisasse mesmo desabafar. Normal, eu acho que todo ser humano às vezes precisa fazer isso. Agora, não sei se fazer isso em rede nacional é uma opção sensata. Eu não faria isso. Mas, para uma pessoa que permitiu que o Jornal Nacional dedicasse 20 minutos à cobertura de seu parto, não vem a ser algo tão estranho assim.

Nestes tempos em que Carolina Dieckmann vem a público soltar fogo pelas ventas em função do recente episódio em que sua intimidade foi devassada em função do vazamento de uma série de fotos em que a mesma aparece como veio ao mundo, fico imaginando o que leva a Xuxa a fazer um caminho contrário. Afinal, Xuxa fez questão de abrir sua intimidade para o público. Não mostrou a xoxota igual fez a Carolina (pelo menos não dessa vez), mas de uma maneira indireta também se despiu.

A figura de Xuxa é um tanto enigmática, e dá a pensar o que teria levado ela a fazer isso. Talvez um sentimento de solidão que a faça querer dividir um sentimento com o público, que a mesma deve considerar como alguém próximo a ele. Ou mesmo vontade de estar foco no mídia, como muitas pessoas argumentam.

Dizem que isso de celebridade apelar para querer aparecer se trata de lenda, mas acaba me vindo na cabeça um episódio em que Carla Perez anunciou sua separação de seu marido, o conhecido Xanddy do Harmonia do Samba. A Bahia entrou em colapso, pois o Casal 20 da Axé Music não estava mais junto. No domingo seguinte ao anúncio, Carla Perez foi ao Domingo Legal (na época apresentado por Gugu Liberato) chorar as mágoas da separação e também aproveitar a oportunidade para lançar seu novo CD.

Enquanto isso, Xanddy ia a outro canal, no mesmo horário, também para chorar as mágoas da separação, e de maneira impressionante, também aproveitando para lançar seu novo CD. Olhei para a cena e logo deduzi que era óbvio que aquilo se tratava de um golpe publicitário. Não deu outra; na semana seguinte os dois se reconciliaram e nunca mais se ouviu falar em separação entre os dois. Pena que também ninguém nunca mais ouviu falar dos CDs de ambos.

Claro que não podemos generalizar. Não estou dizendo que Xuxa deu esta polêmica entrevista para tentar voltar aos holofotes da mídia. Mas, todavia, acho estranho esta mania que as celebridades tem de querer lavar roupa suja em público. Se puder fazê-lo na capa da Caras melhor ainda.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Telecurso de Qualidade Ambiental - Aula 05


Apresentamos hoje a última aula do Curso de Qualidade Ambiental. Foi deveras gratificante ter você conosco nesta jornada! O Blog Pensando Adiante agradece!



Nesta teleaula você verá o conceito de qualidade de vida, aprenderá quais são os grandes problemas ambientais mundiais que desafiam a humanidade e conhecerá a ISO 14000.

terça-feira, 22 de maio de 2012

O Real Valor do Dinheiro

Você já parou para pensar sobre qual é o real valor do dinheiro? O que faz com que ele tenha valor? Por que consideramos que os números estampados nas cédulas e moedas correspondem a um valor tactível?




Tudo começou lá atrás, na época do escambo. Se você tinha cocos sobrando e eu precisava de cocos, nós fazíamos uma barganha. Você me dava seus cocos e em troca eu te dava algo que você precisava, por exemplo, uma certa quantidade de peixe. E assim fazíamos negócios.

Como este método não era muito prático, inventou-se então as cédulas e moedas, que não são nada mais que certificados emitidos pelo governo (nem sempre é pelo governo, mas isso já é assunto pra outro post), em que este assume para você o papel de garantidor do valor das mercadorias que você está trocando. Ao invés de você trocar seus cocos por peixes diretamente comigo, você troca seus peixes pelo dinheiro (ou seja, o certificado oficial de garantia de depósito), e com este você pode comprar o que quiser, sem precisar esperar que apareça alguém querendo trocar com você o que ele precisa, possibilitando uma troca indireta.

Troca indireta? Como assim? Explica-se. Se eu tenho cocos e preciso de bananas, não preciso esperar aparecer alguém que queira trocar cocos por bananas. Troco meus cocos pelo dinheiro, e troco o dinheiro pelas bananas. E a pessoa que me vendeu as bananas pode usar seu dinheiro para comprar o que ela quiser, não necessariamente o coco que eu teria para trocar com ela.

É um tremendo facilitador para as trocas comerciais. Mas fica a pergunta: O que o governo usa para garantir o valor do dinheiro que emite?


A resposta é simples. Metais preciosos. Você decerto já ouviu falar que o governo americano possui imensos depósitos de ouro e prata para usar como lastro ao dólar. Mas por que estes metais são considerados valiosos? Simplesmente porque convencionou-se considerar que o ouro e a prata tinham valor, desde a antiguidade.

Vamos pensar um pouco. Imagine que você possua um rebanho de vacas. Se elas estão produzindo leite, elas tem valor para você. Mas, se elas você isolá-las em um curral e não permitir a ordenha das mesmas, qual o valor tactível que você terá delas, se elas não estão te servindo para nada?

A mesma coisa se dá com o ouro e a prata. Quando eles estavam expostos em jóias, templos, palácios, sendo sinais de riqueza, eles tinham um alto valor. Pois a ornamentação que eles produziam era sinal de poder e posses. Hoje, trancafiados em cofres, o ouro e a prata são inúteis, não servem para nada. Mas, como desde a antiguidade convencionou-se dizer que estes metais são valiosos, todo mundo no planeta continua acreditando nisso.

Se você tem um estoque de batatas em seu freezer, ele te será inútil caso você nunca possa tirá-lo de lá. Ele só terá valor para você se você puder tirá-lo de lá, e, por exemplo, fazer uma boa panelada de batatas fritas.

O que você pode fazer com o ouro e a prata estocados em cofres? Absolutamente nada. Ninguém vai usar as reservas estatais de metais preciosos para ornamentar prédios públicos ou fazer jóias para as socialites exibirem em festas. Ou seja, na prática, todo este ouro e prata não valem absolutamente nada.


Por que nenhum país usa Plutônio para lastrear sua moeda? Afinal, o Plutônio é mais raro e valioso do que o ouro e a prata. Ora, porque seria de muito mau gosto lastrear moeda com Plutônio. Plutônio não lembra riqueza, ostentação... Um colar de Plutônio não ficaria chique em sua esposa, concorda? É tudo uma questão psicológica. O valor do dinheiro é praticamente um placebo.

Ou seja, o valor que damos ao dinheiro é subjetivo. O dinheiro tem o valor que o consciente coletivo dá a ele. O dinheiro vale o quanto você acha que ele possa valer. E é este papel-pintado-sem valor é que é usado para controlar o mundo em que vivemos.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Alternativas Para a F1 em Mônaco


Considerado ultrapassado para os padrões da Fórmula 1 moderna, o GP de Mônaco persiste no calendário do mundial graças à sua tradição e ao seu charme, embora realmente pareça ilógico colocar os carros mais modernos do mundo para correr em uma pista de dimensões tão inadequadas para um automóvel de alta performance. 

Nelson Piquet, um dos que abertamente nunca nutriram amores pelo circuito, dizia que correr em Mônaco era como andar de bicicleta dentro de casa. Eu já tentei andar de bicicleta dentro de casa e posso afirmar que não se trata de algo fácil. Fazer algo parecido com uma máquina que range 750 cv de potência não deve ser tarefa das mais simples.

Então eu me lancei no Google Maps e tentei verificar se há algum local dentro dos limites do Principado apto a receber o Grande Prêmio de Mônaco sob condições mais razoáveis para a pilotagem de um Fórmula 1. A resposta é simplesmente não.

Por incrível que pareça, as ruas mais largas de Mônaco são justamente aquelas aonde o circuito é montado. A Avenida Princesa Grace, na área norte do Principado, poderia ser uma ótima alternativa pois é longa e larga, porém, possui um canteiro central com várias árvores, o que impossibilitaria seu uso. Aliás, várias outras ruas que teoricamente poderiam ser utilizadas no circuito são agraciadas com canteiros centrais, que, embora embelezem os logradouros, são um empecilho ao tráfego mais intenso. Imagino que as ruas pertencentes ao circuito só também não receberam canteiros para não inviabilizar o Grande Prêmio. 

Vamos ver algumas fotos tiradas do Google Street View:

A ampla Avenida Princesa Grace e seus amplos canteiros centrais.


Boulevard Albert I, a Reta de Largada/Chegada. Notar que a área
do Paddock é desmontável.


Acredite, esta ruela faz parte do circuito usado pela Fórmula 1.
Ao fundo, está a curva Mirabeau.

domingo, 20 de maio de 2012

Délio & Delinha


Hoje o Domingo Musical abre espaço para a dupla sertaneja Délio & Delinha, o Casal de Onças de Mato Grosso. Conheci o trabalho deles por acaso ao ouvir uma canção dos mesmos enquanto passava em frente a um bar. Logo procurei saber quem eram os artistas que deslumbraram meus ouvidos com som tão majestoso e a eles cheguei.

Apesar de não serem tão conhecidos do grande público, Délio & Delinha são uma pedida maravilhosa para quem curte o sertanejo clássico.

Délio & Delinha
Antigo Aposento



Délio & Delinha
O Sol e a Lua



Délio & Delinha
Prazer do Fazendeiro



Délio & Delinha
Goianinha


Délio & Delinha
Prenda Querida


sábado, 19 de maio de 2012

Tatsumi Orimoto, o Homem com Pão na Cara


Conheci o trabalho de Tatsumi Orimoto em pleno Domingo de Carnaval de 2008, ocasião em que eu estava em São Paulo e resolvi conhecer o MASP, cujas instalações eu nunca havia adentrado. Estava sendo realizada uma exposição dele por lá e logo me identifiquei com a criatividade e o bom humor das obras deste brilhante fotógrafo japonês, especializado em fotografar situações inusitadas em que os modelos quase sempre são ele mesmo e sua mãe, que sofre de mal de Alzheimer. Estou postando aqui alguns de seus trabalhos; muitas outras fotos podem ser vistas através de uma pesquisa ao Google.












sexta-feira, 18 de maio de 2012

Nascar Para Pilotos de Fim-de-Semana


A National Association for Stock Car Auto Racing, Associação Nacional para Corridas Automobililísticas em Carros de Série, ou simplesmente NASCAR, é a maior empresa do setor na América do Norte. Além de promover a badalada Sprint Cup, maior e mais popular categoria automobilística dos Estados Unidos, a Nascar também promove alguns certames menores, além de ser promotora das principais séries de corrida em estilo de stock car no México e no Canadá.

Nos Estados Unidos, a pirâmide da Nascar é imensa. No topo, temos a Sprint Cup, categoria premium. Em seguida, temos a Nationwide Series e a Camping World Truck Series (corridas de pick-ups), que são categorias de suporte à Sprint Cup.

E abaixo destas três, temos diversos outros certames. A base da pirâmide da Nascar é a Whelen All American Series, categoria destinada à equipes minúsculas e pilotos de fim-de-semana.

A All American funciona assim: Vários autódromos nos EUA e nos Canadá fazem parte da categoria, sendo que cada um promove em média duas provas por mês válidas pelo campeonato. O piloto pode escolher em qual pista e quando vai correr. O sistema de pontuação varia de acordo com o tamanho do grid; quanto maior o número de participantes da prova, maior a pontuação. Os dezesseis melhores resultados do ano são levados em consideração para o resultado final, e o piloto que obtiver maior número de pontos é declarado campeão nacional, sendo que também há premiações regionais.

O formato não é exatamente perfeito, pois uma equipe ou um piloto com melhores condições financeiras pode se descolar mais facilmente para autódromos em que esteja havendo grids mais significativos, além do que corridas em pistas de asfalto (destinados à stock cars) e lama (destinados à veículos semi off-road) são consideradas de maneira idêntica para o resultado final.

Porém, trata-se de uma chance de revelar novos talentos, levar movimento a autódromos que ficam fora do circuito das grandes corridas, e, também, dar a pilotos de fim-de-semana o gostinho de participar da principal categoria automobilística da América do Norte.



Típica corrida da All American.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Telecurso de Qualidade Ambiental - Aula 04


Para você que acompanha o Novo Telecurso aqui no Blog Pensando Adiante, fique hoje com mais uma aula do módulo de Qualidade Ambiental do Curso Profissionalizante. Parabéns por estar conosco!



Você verá como o monóxido de carbono coloca em risco a fotossíntese, constatará que a poluição do ar não só causa doenças nos seres humanos, como, também, coloca em risco a vida no planeta.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

A Religião do Ateísmo e do Evolucionismo

Habemus Dawkins!

Em primeiro lugar, quero deixar claro que a Constituição Federal nos dá liberdade de culto e que também respeito o direito de todos acreditarem (ou não) no que quiserem, da mesma maneira que também gosto de ser respeitado em minhas convicções. Porém, eu entendi que deveria escrever algumas linhas sobre esta estranha religião chamada Ateísmo.

Sim, pois apesar do Ateísmo se auto-proclamar como a alternativa racional às religiões, ele mantém a mesma estrutura de qualquer religião convencional. Possui profetas, clérigos, cultos, dogmas, proselitismo, promove guerras santas, entre outras coisas. A diferença é que, em vez de acreditarem em uma divindade, os ateus não acreditam em nada. De resto, não diferem em nada, e conseguem ser tão intolerantes na defesa de sua quanto muitos fanáticos religiosos por aí.

Conforme demonstramos ontem no artigo Questionando os Dogmas do Evolucionismo, o Evolucionismo é aclamado pelos ateus em função dele ser uma linha filosófica que, por desenvolver a tese de que a evolução do seres se deu por fatores meramente naturalistas e aleatórios, bate de frente com o Criacionismo e sua tese de que uma progressão na escala dos seres vivos se deu por intervenção divina. Portanto, é uma grande ferramenta para se negar a existência de Deus.

Porém, me assusta que os ateus, que tanto se apegam ao método científico para subsidiar sua, acreditem cegamente em algo tão sem fundamento quanto a Teoria da Evolução. Vamos assistir um vídeo daquele que talvez seja hoje o maior Clérigo Ateu (ou será o Papa?) em atividade, Richard Dawkins, ferrenho defensor do Evolucionismo:


Este curto vídeo foi fartamente aclamado por defensores do Evolucionismo como mais um golpe no estômago daqueles que acreditam no Criacionismo. Porém, eu entendo que só mesmo alguém que analise o trabalho de Richard Dawkins de maneira muito dogmática pode concordar com o que ele disse acima. Na minha opinião, este vídeo não passa de dois minutos de abobrinhas onde Dawkins faz várias afirmações gratuitas e sem nexo. Vamos enumerar:

1) Em primeiro lugar, Dawkins comete o erro mais grotesco de todos. Sabemos que é na imperícia da prática da Paleontologia onde estão os maiores equívocos e fraudes da pesquisa evolutiva. Aqui, Dawkins nos apresenta somente uma parte de um crânio e quer deduzir como era o animal completo em suas ossadas, sua morfologia e seus hábitos. Se queria tentar provar algo, que apresentasse ao menos a ossada inteira. Mas tudo bem, quem acredita cegamente nele não vai se preocupar com esse detalhe.

2) Como vimos no caso do ornitorrinco e do archaeopteryx, o fato de um animal possuir características intermediárias entre dois seres não é prova absoluta de que ele é um espécime transicional. Neste caso, houve uma mera suposição por parte de Dawkins.

3) Vamos analisar o desenho do suposto animal que, segundo Dawkins, foi uma forma transicional da qual derivou a baleia. Vejam que, de acordo com a figura, seus membros são um meio termo entre pernas próprias para caminhar em terra e nadadeiras adaptadas para vida na água. Agora eu pergunto, existe na natureza algum animal parecido com este? A resposta é não, pela simples razão de que um animal assim é inverossímil. Ele não conseguiria andar em terra firme e também não conseguiria nem nadar direito, e, portanto, acabaria sendo presa fácil para predadores e seria suprimido em função da própria Lei de Seleção Natural de Darwin. Ou seja, o bichinho bonitinho mostrado no vídeo não passou de um exercício de imaginação de Dawkins.

4) Outra questão elementar: o que levaria um ser que está completamente adaptado à vida em terra a insistir tanto em viver no mar? O animal que Dawkins alega ser ancestral comum das baleias e dos hipopótamos deveria estar com muita vontade de viver no mar, afinal, todos sabem que qualquer cachorrinho foge da beira d'água na praia assim que toma o primeiro caixote. No entanto, o bichinho de Dawkins estava com tanta vontade de viver na água que, mesmo não possuindo em um primeiro momento membros adaptados para a vida marinha, foi para alto-mar e nunca mais saiu de lá. E vejam bem, para que houvesse uma escala reprodutiva que gerasse uma população de número relevante, o bichinho de Dawkins teria que convencer vários amigos e amigas de sua espécie a acompanhá-lo em sua aventura quase suicida de ir morar no meio do oceano.

5) E claro, Dawkins não dá nenhuma explicação convincente para os fenômenos bioquímicos que deveriam reger a Evolução.

Dadas essas questões, entendo que qualquer pessoa que analise o discurso deste senhor com um mínimo de bom senso irá entender que ele é um grande embusteiro, porém, aqueles que mais deveriam analisar seu trabalho à luz do cientificismo aceitam sem questionar toda e qualquer lorota que ele diz. Por que será? Só pode ser por uma questão de .

Os elefantes gostam de nadar, mas, ao contrário do que Dawkins prega, até hoje
nenhum deles resolveu ficar vivendo na água para ver se consegue virar baleia.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Questionando os Dogmas do Evolucionismo

Charles Darwin: Profeta de uma nova religião?

Eu nunca fui muito simpático à Teoria da Evolução. Não que o Criacionismo explique adequadamente todos os tópicos nebulosos envolvendo a Vida no Planeta Terra, mas querer aceitar o Evolucionismo sem questionar os inegáveis problemas que esta Teoria traz é atropelar o método científico e ser tão dogmático quanto um criacionista ferrenho.

O texto abaixo foi redigido pela Associação Cultural Montfort, liderada na época pelo hoje falecido Professor Orlando Fedeli. Por ser uma instituição de católicos, a obra tende em alguns pontos a analisar a situação a partir do ponto de vista religioso, porém, na maior parte do texto, ela consegue ser bem isenta, fazendo questionamentos muito pertinentes em relação aos erros contidos no Evolucionismo.

Leiam e tirem suas conclusões.



Evolucionismo: dogma científico ou tese teosófica?

Orlando Fedeli
Fábio Vanini, biólogo
Marina Marques Vanini, doutoranda em Biologia
Dr. Daniel Almeida de Oliveira, Médico



I - EVOLUCIONISMO E RELIGIÃO
1 - Evolucionsimo e relativismo
2 - Evolucionsimo: o conceito e sua origem
3 - Evolucionsimo - panteísmo e gnose
4 - Evolucionsimo e filosofia
5 - Darwinismo e marxismo
6 - Evolucionsimo e nazismo
7 - O evolucionismo atual e as filosofias dialéticas
8 - Evolucionsimo e misticismo gnóstico

II - EVOLUÇÃO E METAFÍSICA
1 - O problema da origem da vida
2 - Evolução e princípios do ser
3 - Evolucionismo e analogia do ser
4 - Evolucionismo e causa final
5 - O problema das espécies e os universais
6 - Evolucionismo e causalidade

III - EVOLUÇÃO DA TEORIA EVOLUCIONISTA
1 - Introdução
2 - O lamarcksimo
3 - O darwinismo
4 - O neo-darwinismo, ou evolucionismo sintético
5 - Escola evolucionista do "equilíbrio pontuado"

IV - O EVOLUCIONISMO É CIENTÍFICO? 
1 - Fraudes, contradições, afirmações gratuitas dos evolucionistas
2 - Opiniões de cientistas contra a teoria evolucionista
3 - A origem da vida - tentativas maquinistas para produzir vida

V - FÓSSEIS
1 - Introdução
2 - Micro-organismos
3 - O aparecimento dos insetos
4 - Invertebrados e vertebrados
5 - A transição dos peixes aos anfíbios
6 - Dos anfíbios aos répteis e mamíferos
7 - O problema dos mamíferos marinhos
8 - Os dedos dos cavalos e a evolução
9 - Os roedores
10 - Seres mamíferos e seres alados
11 - A origem dos seres alados
12 - Origem das aves
13 - Dinossauros

VI - ORIGEM DO HOMEM
1 - Introdução
2 - Fraudes evolucionistas
a) O “Homem” de Java
b) O “Homem” de Piltdown
c) O “Homem” de Nebraska
d) O “Homem” de Pequim
e) A mandíbula infantil de Ehringsdorf
3 - Pretensos ancestrais do Homem
a) O Ramapithecus
b) Os Australopithecus
c) “Lucy”
d) O Crânio 1470 do Homem do lago Turkana
4 - Fósseis humanos autênticos

VII - EVOLUÇÃO E FÉ
1 - O Problema da Evolução para a Fé
2 - Eva

segunda-feira, 14 de maio de 2012

O Pastor, os Lobos e as Ovelhas


A República Bolivariana da Venezuela está em festa. Hugo Chávez, em meio aos seus problemas de saúde e vendo a oposição ganhar força no país, tenta tirar uma casquinha da façanha obtida hoje por um das grandes promessas do programa de estímulo de jovens talentos do automobilismo venezuelano bancado pelo Governo.

Porém, o viés político por trás do triunfo de Pastor Maldonado no GP da Espanha não tira o brilho de sua conquista. O piloto venezuelano guiou de maneira impecável, administrou a pressão de Fernando Alonso no final, e conseguiu uma vitória espetacular para uma equipe que no final do ano passado se encontrava desacreditada.

Outro que conseguiu também levantar um defunto foi o próprio Fernando Alonso. Apesar de não ter vencido a prova, conseguiu um rendimento muito superior ao que a Ferrari vinha obtendo nas últimas provas, começando a dar ao torcedor de Maranello esperanças em um campeonato em que já parecia que a Escuderia do Cavalinho Rampante somente faria figuração.

Alonso e também Pastor se comportaram como lobos, com atuações memoráveis que certamente fez muita gente na Ferrari e na Williams respirarem aliviados. Exceção é feita aos seus companheiros de equipes, que, coincidentemente, são os dois brasileiros do certame. Ao contrário dos lobos supracitados, ambos estão no momento feito ovelhas acuadas.

Bruno Senna teve uma fim de semana errático. Errou no treino de qualificação e se envolveu em um acidente com Michael Schumacher no qual a sua parcela de culpa no sinistro foi discutível. Mesmo assim, o sinal amarelo está aceso para ele. Pastor Maldonado começa a figurar como a primeira força da equipe e Bruno Senna, que, sejamos francos, sempre foi visto pela Williams como fonte de recursos, vai precisar suar a camisa para correr atrás do prejuízo. 
Por contrato, Bruno Senna tem que ceder seu carro nos treinos de sexta-feira ao piloto de testes Valtteri Botas e isso prejudica seu desempenho ao perder um dia de preparação. É algo injusto para com o piloto brasileiro, mas é o preço que ele estava disposto a pagar para poder ter uma vaga na temporada deste ano. Só que vai ficando claro que Bruno Senna está sendo usado pela Williams. Ele vai precisar fazer muito mais do que está fazendo para poder se manter em pé na categoria, mesmo estando em franca desvantagem de condições dentro da equipe em relação a Pastor Maldonado.

E, em relação a Massa, a coisa está muito mais complicada. Se para Senna o sinal amarelo acabou de acender, o sinal vermelho de Felipe está piscando freneticamente. Mesmo que o carro da Ferrari não tenha melhorado drasticamente, Fernando Alonso está conseguindo tirar a diferença no braço e, psicologicamente, isto só vai aumento o estrago em cima de Felipe. Enquanto a Ferrari tinha um carro sofrível, eu acreditava que Massa ficaria até o final da temporada guiando pela equipe de Maranello, afinal, não seria bom pegar um Sergio Perez e colocá-lo em um carro ruim só para queimar o sujeito. Porém, agora que o carro da Ferrari é somente razoável, começo a achar que são grandes as chances de Felipe ficar a pé ainda no meio do ano.

E uma última questão: Com um carro melhor, que demonstrou hoje até ser capaz de vencer uma corrida, Rubens Barrichello poderia estar mostrando serviço na Williams este ano?
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...