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segunda-feira, 30 de abril de 2012

O Limbo de Sérgio Cabral


O desenrolar dos escândalos envolvendo Carlinhos Cachoeira colocaram no olho do furacão o empreiteiro Fernando Cavendish, dono da Construtora Delta e suposto parceiro do bicheiro em várias maracutaias. 

É sabido que o Governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, é mui amigo de Cavendish. Outrossim, é também sabido que os contratos da Delta com o Estado do Rio se multiplicaram astronomicamente desde que Cabral assumiu o governo. O espetáculo do crescimento dos contratos da Delta com o setor público seria pura sorte ou teria havido uma ajudinha? Acho que para qualquer pessoa com um mínimo de discernimento, a máscara de Cabral já desabou. Coincidências mágicas não existem. 

Seu grande desafeto, o ex-governador e deputado federal Anthony Garotinho, está espalhando pela internet farto material mostrando Cavendish, Cabral e seus secretários em farras milionárias na Europa, enquanto o caos moral e administrativo toma conta do Estado do Rio de Janeiro. Este é o verdadeiro Rio, muito diferente daquele que é propagado pela máquina oficial. Pois sejamos francos, o que Cabral fez em seis anos de governo? 

Em primeiro lugar fez as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), mini-hospitais mantidos com dinheiro do SUS (ou seja, pouco ou nenhum recurso do orçamento estadual é aplicado nelas) onde falta de tudo. Em segundo lugar fez as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), onde policiais despreparados fazem papel de figuração em áreas que continuam a ser dominadas por traficantes. E só, não fez mais nada. 

Aliás, fez sim, se envolveu em negociatas como nenhum outro Governador da história do Estado. Inclusive, um dos grandes beneficiários destas negociatas é o próprio Cavendish.

A Região Serrana sofre até hoje com os efeitos das enchentes do ano passado e a polpuda verba que o Governo Federal mandou para Cabral simplesmente sumiu. Onde foi parar esse dinheiro?

Desesperado no mar de lama em que se vê enfiado, Cabral tenta contra-atacar soltando artilharia pesada contra Anthony Garotinho. Eu digo que Garotinho pecou pelo mesmo erro que Cabral está pecando hoje. Lá pelos idos de 2000, almejando a Presidência da República, Garotinho prometeu mais do que podia fazer, se envolveu em muita politicagem e perdeu o rumo de muitas coisas. Porém, você via obras e realizações sérias por todo o Estado. Garotinho enfiou o pé na lama mas fez muito pelo Rio de Janeiro. Já Sérgio Cabral parece que está no Palácio Guanabara a passeio. Aliás, deve estar mesmo, visto que consta que ele passa mais tempo em Paris que no Rio.

domingo, 29 de abril de 2012

Top Five Músicas de Corno


Tudo começou como uma brincadeira no Facebook e acabei resolvendo trazer esta polêmica para o nosso Domingo Musical. Quais seriam as cinco maiores músicas de corno internacionais da história? Segue a lista contendo minha singela e humilde opinião:


Richard Marx
Right Here Waiting for You


4
Queen
Love of my Life


3
A-Ha
Crying in the Rain


2
Chicago
Hard to Say I'm Sorry


1
Air Supply
All Out of Love

sábado, 28 de abril de 2012

Reações sobre Expectativas Futuras (REF) - Parte 03



Hoje apresentamos a parte final de nossa coletânea acerca da REF.

4) REF e Vontade Própria:

Você é dono de você mesmo?

Não, não somos donos de nós mesmos. Nem temos vontade própria. Tudo o que fazemos na vida é condicionado pelo o que as Reações sobre Expectativas Futuras (REF) nos ditam.

Um exemplo. Por que você viaja nas férias? Para se divertir? Para se distrair? Para conhecer lugares novos? Não. Você viaja porque o pretexto de poder sair de férias foi aquilo que te deu forças para passar um ano inteiro em trabalho exaustivo. Imaginar como seria a viagem dos sonhos, se imaginar passeando na Disney ou pelas ruas de Paris é o que te fez viajar. A questão não é a viagem em si, mas sim a oportunidade que ela te deu de te abstrair da realidade enquanto o dia de viajar não chegava.

Uma viagem de férias é até algo inocente frente a outras vertentes mais complexas da REF. Mas, em todo caso, você sempre está cultivando uma ilusão para que você possa se manter de pé dia após dia. Talvez um dia esta ilusão se torne realidade, mas, ao contrário da ilusão, que quase sempre é doce (por isso as pessoas procuram a ilusão como uma fuga), a realidade pode ser cruel. Por isso que muitos, ao encarar a realidade, já mudam o foco de sua REF para outra coisa a fim de permanecerem em ilusão.

5) REF e Política:

As pessoas quando vão votar, já colocam na mente a figura do Salvador da Pátria. E o pior de tudo, é que se contentam em continuar cultivando essa ilusão depois que o sujeito é eleito. A corrupção tá comendo solta? O povo não tá nem aí, o importante é alimentar sua própria REF.

Por isso já disse sabiamente o Imperador Romano Vespasiano: O povo quer pão e circo... E quer mesmo. Enquanto isso não mudar, seremos eternamente o país do futuro, mas sem nunca solidificar este futuro no presente.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

O Circo da Indy Chegou


São Paulo está em polvorosa! O mundo do automobilismo gira em torno da capital paulista. Na cidade não se fala em outra coisa a não ser na prova deste fim de semana. 

Essa afirmação poderia até ser verdadeira se estivéssemos falando do GP Brasil de Fórmula 1. Infelizmente, a etapa paulistana da Fórmula Indy só é lembrada por quem é muito fanático por automobilismo ou por quem passa em frente ao Complexo do Anhembi, onde está montado o circuito de rua que recebe a prova. O fato da categoria ser televisionada pela Band, apesar desta ter toda a boa vontade para tratar o evento como a oitava maravilha do mundo, tira um pouco do potencial promocional. Mas também a categoria não é lá estas coisas.

Para os leigos entenderem, este certame não é a Fórmula Indy da década de 90, uma categoria que chegou a rivalizar com a Fórmula 1 em matéria de nível de espetáculo. Até 1994, a Fórmula Indy (cujo nome oficial era IndyCar World Series) era administrada pela Championship Auto Racing Teams (CART), a associação das equipes da categoria. O profissionalismo do visionário diretor-executivo da CART, Andrew Craig, fez a categoria atingir altos patamares de popularidade.

Tony George, herdeiro do autódromo de Indianápolis, local onde se realizava a principal corrida da categoria, achando que o sucesso do certame se devia principalmente às famosas 500 Milhas de Indianápolis e querendo maior poder dentro da então Fórmula Indy, fundou uma categoria paralela chamada Indy Racing League (IRL), e determinou que nas 500 Milhas de 1996 a maior parte das vagas do grid deveriam ser preenchidas pelos carros que participassem do campeonato da IRL.

As equipes da CART boicotaram as 500 Milhas daquele ano e somente equipes sem expressão disputaram o campeonato da IRL. Nos anos seguintes, mesmo sem as 500 Milhas em seu calendário, o campeonato da CART continuou a crescer, contrariando as expectativas de Tony George.

Foi quando a Família France (os donos da NASCAR) e Bernie Ecclestone (dono da F1), entendendo que a CART teria que ser destruída antes que virasse um grande problema, vieram ao socorro de Tony George e começaram a criar dificuldades para a CART em diversas matérias. O golpe de misericórdia veio em 2003 quando as fornecedoras de motores Toyota e Honda, instigadas por Roger Penske (dono de uma das mais tradicionais equipes da categoria), trocaram a CART pela IRL e levaram as principais equipes com eles. A CART faliu no ano seguinte, mas o campeonato (agora chamado de ChampCar) continuou sendo promovido por alguns dos donos de equipe, até que em 2008 o certame foi cancelado e as equipes remanescentes migraram para a IRL, que hoje adota o nome comercial de IZOD IndyCar Series - apesar de que no Brasil usa-se o nome Fórmula Indy, talvez para tentar remeter a categoria atual àquela que realmente era boa de se assistir..

Esta categoria que atualmente se auto-denomina como sendo a Fórmula Indy não possui apelo nenhum. As corridas são chatas e sem sal, perdendo em emoção até para a IRL de seus primeiros anos. Eu mesmo costumo dizer que desligo a televisão após cinco voltas; não consigo assistir, não vejo graça e nem futuro naquilo lá. Nem a participação de Rubens Barrichello neste ano tornou o certame mais atraente.

Porém, é verdade que a Band aposta muito na categoria e por isso badala tanto a etapa brasileira. Se pelo lado comercial estes esforços fazem sentido para a emissora, tudo bem, isso é um problema deles, mas eu acho que o certame é inferior inclusive à Fórmula Truck, transmitida pela mesma emissora.

Inclusive, acho que existe até espaço no Brasil para uma categoria de monopostos de nível top, e certamente poderia ter um nível muito melhor que a IZOD IndyCar Series. Mas isso já é tema para outra postagem.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

O Mundo de Blaise



Estamos iniciando um novo projeto, talvez tão desafiante quanto é o Pensando Adiante. Trata-se do Blog O Mundo de Blaise, onde pretendemos fazer reflexões filosóficas através de contos em formato de prosa, tendo como pano de fundo um mundo medieval.

Ao contrário do Pensando Adiante, O Mundo de Blaise não terá atualizações diárias. A intenção é formar um acervo aos poucos, com muita calma e perseverança, criando assim mais uma frente para o desenvolvimento do pensamento e das idéias.

Então, entre agora nesta aventura junto ao aventureiro Blaise Makolodan nesta busca por algo que nós nunca perdemos.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Telecurso de Qualidade Ambiental - Aula 01



Todos sabem que um dos grandes pilares do Blog Pensando Adiante sempre foi a defesa da sustentabilidade. A fim de coroar estes esforços, a partir de hoje vamos exibir aqui o módulo de Qualidade Ambiental do Novo Telecurso Profissionalizante de Mecânica. Bons estudos!


Você verá os estragos provocados por resíduos no ar e na água, conhecerá mais a fundo questões sobre o meio ambiente e aprenderá como participar mais ativamente de sua conservação.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Almas Gêmeas


Aqueles que leram minhas dissertações acerca das Reações sobre Expectativas Futuras (REF) - especialmente a segunda parte, onde falo sobre a REF e os relacionamentos - tem me questionado se eu não estaria adotando uma visão muito pessimista a respeito do amor. Eu sempre respondo que não, estou somente sendo realista.

Acontece que vivemos em mundo estranho, e como já diz o ditado, existem mais coisas entre o céu e a terra do que supõe nossa vã filosofia. Meu entendimento pessoal (que muito serviu para alinhar minha visão sobre a REF) me aponta que a maioria esmagadora dos relacionamentos amorosos são feitos a partir de sentimentos que nada tem a ver com o amor verdadeiro, como por exemplo carências, interesses e similares. Porém, aí eu volto à pergunta que fiz no início da segunda postagem sobre a REF: será que existe o amor - ou, de maneira mais abrangente, será que existe o amor verdadeiro?

Aí que entramos no interessante debate sobre Almas Gêmeas. Diversas literaturas falam sobre este assunto, embora não exista um consenso sobre o que seriam exatamente almas gêmeas. Uns falam que são duas partes de um mesmo ser, outros dizem que são seres que caminham juntos dentro de uma jornada evolutiva. 

O fato é que o estereótipo da alma gêmea foge muito do padrão típico dos Relacionamentos de REF. Trataria-se de uma verdadeira relação de amor e doação incondicional, onde o até que a morte vos separe é seguido ao pé da letra.

Filosofando sobre estes temas, acabei me lembrando daquele que, na minha opinião, foi o maior exemplo de casal de toda a história da humanidade: Giuseppe e Anita Garibaldi. Giuseppe Garibaldi era um verdadeiro errante, vivia percorrendo o mundo e tinha sempre a sorte grande de se envolver em guerras nos lugares para onde ia. E, junto a ele, lá estava sempre sua amada. Anita não era simplesmente alguém que vivia para lavar as cuecas de Garibaldi, mas sim alguém que ia para a frente de guerra junto com ele, vindo inclusive a falecer em 1849 devido a ferimentos de batalha.

Pode-se dizer que Garibaldi teve a sorte grande de encontrar a mulher perfeita para o estilo de vida que levava. Ou será que houve mais que isso? O artigo sobre Anita Garibaldi na Wikipedia nos traz um trecho do livro Anita Garibaldi, Vita e Morte (GIULIANI, Isidoro), onde o autor nos conta como foi que Garibaldi conheceu Anita:

Anita tinha 18 anos quando encontrou-se com Giuseppe Garibaldi. Ele tinha 32 anos. Garibaldi tomava parte das tropas farroupilhas de Davi Canabarro, em julho de 1839, que chegaram para tomar Laguna e formar a República Juliana.

Ao chegar a Laguna, a bordo da embarcação "Itaparica", tomada do inimigo e armada com sete canhões, Garibaldi observava com uma luneta as casas da barra de Laguna. Observou então, em um grupo de moças que passeava, uma jovem cujo rosto conquistou sua imaginação e seu coração. Providenciou um barco, foi até a margem e depois até o local onde a tinha visto, porém não a encontrou.

Tinha perdido a esperança de encontrá-la, quando um habitante local o convidou a ir a sua casa para um café. Garibaldi aceitou e na casa encontrou a jovem que procurava. Assim Garibaldi relata o encontro em suas memórias: "Entramos, e a primeira pessoa que se aproximou era aquela cujo aspecto me tinha feito desembarcar. Era Anita! A mãe de meus filhos! A companhia de minha vida, na boa e na má fortuna. A mulher cuja coragem desejei tantas vezes. Ficamos ambos estáticos e silenciosos, olhando-se reciprocamente, como duas pessoas que não se vissem pela primeira vez e que buscam na aproximação alguma coisa como uma reminescência. A saudei finalmente e lhe disse: 'Tu deves ser minha!'. Eu falava pouco o português, e articulei as provocantes palavras em italiano. Contudo fui magnético na minha insolência. Havia atado um nó, decretado uma sentença que somente a morte poderia desfazer. Eu tinha encontrado um tesouro proibido, mas um tesouro de grande valor."

Percebe-se que o ocorrido teve todo um ar de reencontro. O trecho "...como duas pessoas que não se vissem pela primeira vez e que buscam na aproximação alguma coisa como uma reminescência" demonstra bem isso. Ambos talvez não conseguiram entender com clareza o que era aquilo que atraía ambos, mas, de maneira impressionante, Garibaldi não teve dúvidas de que aquela jovem que acabara de conhecer era a mulher da sua vida.

Poderiam Garibaldi e Anita serem o típico exemplo de almas gêmeas que se encontraram naquela encarnação específica? Por isso se reconheceram de maneira instantânea e levaram uma vida de amor e cumplicidade apesar de todas as situações difíceis em que se envolveram?


Para responder essa pergunta vamos analisar o trabalho do Dr. Osvaldo Shimoda, psicólogo paulista que trabalha com hipnose e promove seus tratamentos através de terapias que envolvem o entendimento de como encarnações passadas afetam a vida presente de seus pacientes. Abaixo temos dois casos clínicos do Dr. Shimoda que traçam um interessante paralelo com a história de Garibaldi e Anita:



Em ambos os casos acima, vê-se como o encontro entre Almas Gêmeas é significante. É algo forte e diferente. A situação fica ainda mais clara se analisarmos que em ambos os casos é feito um paralelo entre um Relacionamento de REF e um amor realmente verdadeiro.

Porém, como eu já tinha dito, pela exata razão de existir mais coisas entre o céu e a terra do que supõe nossa vã filosofia, ninguém tem a certeza de que poderá viver um amor verdadeiro aqui nesse mundo. Dada a quantidade imensa de Relacionamentos de REF que vemos por aí, chego a conclusão que o amor verdadeiro realmente é uma dádiva para poucos.

Mas continuemos em frente. Talvez nossa vida aqui na Terra seja algo ínfimo frente à eternidade de nossos espíritos. E, nessa eternidade, certamente as coisas poderão ser diferentes.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Heroínas da Resistência Entre as Afiliadas da Globo


Nos últimos anos, temos visto um grande processo de consolidação entre as afiliadas da Rede Globo pelo Brasil afora, através de fusões e aquisições.

No Estado de São Paulo, quatro afiliadas do interior paulista se uniram em uma aliança operacional e fundaram a chamada TV TEM. A Rede Integração, presente no oeste mineiro, acaba de concluir a compra da TV Panorama, afiliada da Globo na região de Juiz de Fora. A Rede InterTV cresce a cada dia e já possui sete emissoras espalhadas pelos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Norte. Agora, surge a notícia de que a EPTV, afiliada da Globo no leste paulista e no sul mineiro, estaria negociando a compra de parte da Rede Bahia, retransmissora da Vênus Platinada no estado homônimo.

Dizem que a Globo incentiva tais operações, a fim de poder ter afiliadas mais fortes e atuantes. No caso da Rede Bahia, a aquisição da mesma pela EPTV seria muito interessante, visto que há algum tempo a família Magalhães, dona da emissora baiana, já não falaria a mesma língua da Globo e já se falou até em devolver o sinal global no estado para a TV Aratu.

Dentro deste cenário, é difícil imaginar que a Globo aceite em seu rol de retransmissoras uma pequena emissora que atenda somente a uma única cidade de interior. Mas, de maneira inexplicável, isso existe. Em Balsas, cidade maranhense de aproximadamente 84 mil habitantes e localizada a 810 km de São Luiz, a pequena TV Rio Balsas, que gera seu sinal somente para o referido município, consegue a façanha de manter em seu logotipo a inscrição Afiliada Rede Globo mesmo em um estado cujos outros municípios são atendidos pela TV Mirante, de propriedade da poderosa Família Sarney.


Apesar de estar restrita a um único município, a TV Rio Balsas gera dois telejornais locais (o RBTV 1ª e 2ª edição), e, creio eu, deve matar um leão por dia para manter um jornalismo de qualidade, pois Balsas, apesar de ser um município próspero em função da agricultura, não deve ter tantas notícias que consigam preencher seus telejornais de maneira satisfatória.

Não conheço o jornalismo da TV Rio Balsas, porém, sob estas condições de nem sempre poder ter um número razoável de novidades interessantes para rechear o noticiário, eu até entenderia caso eles preenchessem seus telejornais com matérias chapa-branca como fulano que cria peixes em uma caixa d'água e entrevistas ao vivo no estúdio com especialistas em unha encravada.

Porém, tópicos como esses são frequentes na TV Rio Sul, afiliada da Globo no sul do Estado do Rio de Janeiro. Apesar de ter uma grande área de concessão, a emissora é famosa por suas fartas reportagens sobre temas boçais e irrelevantes. A emissora é de propriedade do famoso comentarista de arbitragem da Vênus Platinada, Arnaldo Cézar Coelho, e, até por isso, a Globo não deve pegar tanto no pé dele como já o fez com outras afiliadas que no passado ousaram desafiar o chamado Padrão Globo de Qualidade.

A TV Rio Sul faz divisa geográfica com quatro fortes redes de afiliadas globais: Vanguarda, EPTV, Integração e InterTV, e, por isso mesmo, acho que seria plausível que a mesma fosse vendida para uma delas na esperança de que o nível de sua programação melhorasse. Mas, caso Arnaldo não queria vender a TV Rio Sul e caso a Globo não o pressione por melhorias na emissora, dificilmente algo vai mudar. 

São estranhos casos de dois pesos e duas medidas no universo de afiliadas da Vênus Platinada.

Edição em 12/04/2014: A TV Rio Balsas bem que tentou, mas acabou sucumbindo. Seu proprietário, um ex-prefeito da cidade de Balsas, recebeu um ultimato da Globo para implantar o sinal digital na emissora. Sem recursos para tanto e correndo o risco de ver o sinal da Globo parar nas mãos de adversários políticos locais que possuem concessões de TV para a cidade, ele resolveu vender a emissora para os Sarney. Hoje a TV Rio Balsas faz parte do Sistema Mirante de Comunicação sob o nome TV Mirante Balsas.

domingo, 22 de abril de 2012

Mister Lúdico e Os Morféticos


Mister Lúdico apareceu para a fama em 2008, quando, após uma participação no programa Quinta Categoria da MTV, tornou-se habitué dos programas de humor da emissora. Seu estilo excêntrico e místico fez um grande sucesso nas mais variadas situações em que se envolveu.

Mas acima de tudo Mister Lúdico é um músico. Fã de temas alternativos, podemos considerá-lo como um sucessor direto de Raul Seixas. Essa afirmação pode até soar um exagero, mas o rapaz realmente é muito bom. Por isso, o Domingo Musical de hoje apresenta uma coletânea dele e de sua banda, Mister Lúdico e os Morféticos:


Mr. Lúdico e os Morféticos
Alien




Mr. Lúdico e os Morféticos
Caixote


Mr. Lúdico e os Morféticos
Revolução


Mr. Lúdico e os Morféticos
Na Praia com Você


Mr. Lúdico e os Morféticos
Leatherface


Mr. Lúdico e os Morféticos
Red Hair

Outras músicas podem ser conferidas na Página da Banda no MySpace.

sábado, 21 de abril de 2012

Reações sobre Expectativas Futuras (REF) - Parte 02


Hoje vamos apresentar a segunda parte de nossa coletânea acerca da REF:

2) REF e Relacionamentos:

Existe o amor?

Não podemos ser levianos de generalizar. Certamente, existem casos em que pessoas se unem em função de um amor verdadeiro. Mas estes não passam de 1% das situações. Em 99% das vezes, os casais se formam em função da REF (Reações sobre Expectativas Futuras).

Você está com uma pessoa porque você a ama ou porque ela serve como combustível para você alimentar as ilusões que te fazem imaginar que o mundo é cor-de-rosa? Ou talvez porque você vislumbra nesta pessoa uma oportunidade de uma vida segura, seja emocionalmente ou financeiramente?

Veja, não há o amor, é somente a REF. Por isso que determinadas pessoas trocam de "amor" o tempo todo, pois não amam, somente projetam uma REF nas pessoas, e quando surge alguém que possa preencher melhor suas ilusões, ela passa a ficar com outro.

Quantos relatos eu vejo de pessoas que dizem que não suportam seus maridos ou namorados. Então porque não se separam? Pela expectativa do preenchimento de um vazio interior que se projeta ao futuro. Amor não é importante, mas sim ter algo para preencher sua mente e ajudar a enfrentar mais um dia.

Tudo isso é a REF. A necessidade de suprir a REF faz as pessoas buscarem algo que dê sentido as suas vidas, ou pelo menos crie uma ilusão neste sentido.

3) REF e Perspectivas de Vida:

Tudo que fazemos na vida é em função de uma Reação sobre Expectativas Futuras (REF).

Veja aquele pobre trabalhador que passa a semana inteira pendurado no andaime, vivendo somente para esperar o domingo e torcer por seu time de coração no campeonato de futebol. Ele aí está alimentando uma REF. A ilusão de ser parte de uma massa, de um grupo que adiciona àqueles 11 que estão em campo, dão a ele algo para preencher a mente. Em outras palavras, torcer para um time de futebol lhe dá um motivo para viver. É uma ilusão? Decerto, mas isso dá a ele um motivo para viver.

Lembro de uma professora minha que, apesar de ser muito mal paga e pouco reconhecida na faculdade em que lecionava, afirmava que jamais iria lecionar em um desses cursinhos preparatórios de fundo de quintal, mesmo que isso pudesse dar a ela até uma remuneração melhor, visto que, segundo ela própria, ela queria construir uma carreira, e a carreira de renome só viria no ensino universitário.

Vejam a REF claramente aplicada no caso da professora. Apesar do ambiente adverso, ela se mantinha fazendo o que fazia em função da ilusão que ela criou acerca da carreira que ela pretensamente queria construir.

Continua na Parte 03.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

O Mensalão foi uma Armação?

Não é nada disso do que você está pensando!

Política é uma temática interessante. Ela pode ser, por exemplo, um assunto tão apaixonante quanto futebol. As pessoas torcem para um determinado time, e vibram loucamente por ele, mesmo que não ganhem nada com isso. Eu, por exemplo, sou torcedor do Flamengo, mas não vou me esganiçar pelo time, afinal, nem sócio do clube eu sou. E, outro dia, após mais um fracasso do time na Copa Libertadores, um amigo meu lembrou de maneira muito feliz que enquanto os torcedores estavam chorando, os jogadores a essa hora já deviam estar felizes da vida em um churrasco com muita cerveja e pagode.

Digo isso pois em meio ao furacão que varre Brasília em função do Caso Carlinhos Cachoeira, um determinado site que eu nunca tinha ouvido falar na vida postou um artigo informando que o ex-prefeito de Anápolis, Ernani de Paula, havia feito uma denúncia de que o Mensalão nunca existiu. Teria sido somente uma armação entre Carlinhos Cachoeira e Demóstenes Torres para macular o puro e santo Governo Lula. Isso foi a glória para os fãs do Partidão. O texto acima foi reproduzido em centenas de sites de esquerda, com a maioria fazendo comentários do naipe de e agora, tucanos? ou a direita se ferrou

Eu fico impressionado de como as pessoas aceitam teses que estão muito longe de serem imparciais quando se é conveniente. Vejam que, segundo a articulista, o Mensalão não passou de uma armação tramada por duas pessoas, que, sozinhas, levaram a cabo um plano mirabolante que, de tão eficiente, derrubou metade dos ministros da República.

Interessante que a articulista não fala de José Dirceu, Delúbio Soares, Marcos Valério, do Episódio dos Dólares na Cueca, e de tantas outras meras coincidências que incriminam indelevelmente os envolvidos no escândalo. E, claro, também não responde àquela grande pergunta: se quem não deve não teme, porque o Governo está se borrando de medo do Julgamento do Mensalão no STF?

Para quem entende que explicações superficiais não são suficientes, a Denúncia da Procuradoria Geral da República ao Ministro do STF Joaquim Barbosa contra os envolvidos no Escândalo do Mensalão mostra que a questão não é tão simples quanto tentaram demonstrar na matéria que ilustra este post.

Porém, para os fanboys de partidos políticos, tudo isso é irrelevante. O importante é usar um texto bem-escrito (embora totalmente tendencioso) para tentar provar o improvável. E, o pior, eles não estão ganhando nada com isso. Ao tentar defender o Partidão e seus aliados, essas pessoas somente estão dando anuência à maior corruptocracia que o Brasil já viu.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Telecurso de Artes Plásticas - Aula 05


Hoje estamos concluindo a exibição das aulas de Artes Plásticas do Novo Telecurso. Esperamos que tenha sido deveras proveitoso para você! Até semana que vem, com um novo módulo!



O contexto influencia e é influenciado pela criação artística. Nessa teleaula você aprenderá que a arte é um jeito de conhecer outras culturas e saberá mais sobre o período da Idade Média.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Deu a Louca na Cristina


Nestes tempos em que se discute exaustivamente as divergências entre Reino Unido e Argentina acerca da posse das Ilhas Malvinas, pelo menos em uma coisa a atual presidente argentina Cristina Kirchner lembra muito Margareth Thatcher, então primeira-ministra britânica durante o conflito armado entre os dois países pela posse do arquipélago: a necessidade de se aproveitar de um factóide para melhorar a imagem de um governo corroído por uma crise econômica.

Na época da Guerra das Malvinas, Thatcher usou o conflito como meio de afirmação do poder nacional. Já nos dias de hoje, Cristina tenta usar de uma retórica nacionalista, atacando empresas estrangeiras que, ao contrário dos fatídicos especuladores de bolsas de valores, investem e geram empregos no país, acusando-as de dificultarem o desenvolvimento da nação.

Na área de gás e petróleo, após várias investidas contra empresas estrangeiras (inclusive a Petrobras), o Governo Argentino realizou a encampação da ex-estatal petrolífera YPF, que havia sido vendida nos anos 90 para a espanhola Repsol.

Numa atitude digna dos melhores momentos de Hugo Chavez e Evo Morales, Cristina anunciou com pompa e euforia a nacionalização da empresa e um grande passo para que o país volte a ter um controle mais pleno de seu setor energético. 

Nada contra a atitude da presidente. Inclusive, acho muito válido que a Nação Argentina tenha direito de controlar suas reservas de petróleo, um setor tão estratégico para a economia. Porém, ao tentar imitar Hugo Chavez, Cristina cometeu um grave erro. Nas nacionalizações ocorridas na Venezuela e na Bolívia, estes países assumiram setores da economia em que não havia necessidade do aporte de investimentos imediatos.

No caso da Bolívia, a mesma encampou o setor de gás e petróleo, porém, por lá, as refinarias já estavam relativamente modernizadas e o sistema de distribuição de gás estava em plena operação, muito graças aos massivos investimentos da Petrobras no país. Porém, caso a Bolívia necessite realizar expansões em seus sistemas de hidrocarbonetos, terá dificuldades em fazê-lo, pois ninguém irá se aventurar em investir em um país onde as regras do jogo não são claras.

Este é o mesmo dilema que a Argentina vai enfrentar agora. O país precisa de um maciço investimento a curto prazo em seu setor energético. E quem vai financiar tudo isso? O governo argentino está quebrado e não pode tirar recursos de setores essenciais para financiar a YPF, que agora pertence não só ao governo federal como também a uma dezena de províncias argentinas. Dá para imaginar o estrago que o conflito de interesses vai provocar na administração da empresa.

Passada a euforia nacionalista, a realidade virá a tona. E tomara que a Argentina não se comprometa mais ainda com esta onda de populismo pouco consistente.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Meu Pequeno Cachoeiro


Na condição de grande entusiasta da arte da exploração urbana - ou seja, conhecer novos lugares pelo simples prazer de respirar a energia que uma cidade emana - eu poderia dar uma grande lista de localidades as quais eu gostaria de ter conhecido mas acabei não tendo oportunidade de fazê-lo. Uma delas, que até hoje me encanta e me traz uma grande curiosidade de conhecê-la é Cachoeiro de Itapemirim, localizada ao sul do Estado do Espírito Santo.

Terra natal de grandes nomes da música como Jece Valadão e Roberto Carlos, a cidade ficou marcada pela canção Meu Pequeno Cachoeiro, de autoria de Raul Sampaio, mas eternizada na voz do Rei:




Embora a música possa parecer que Cachoeiro de Itapemirim é uma cidade de proporções modestas, o Pequeno Cachoeiro de pequeno não tem nada. A cidade de quase 200.000 habitantes é um grande pólo econômico do sul do estado, estendendo sua influência também pelas áreas adjacentes dos estados do Rio de Janeiro e de Minas Gerais.

A cidade em si, com suas ruas ostentando uma mistura visual que remetem ao mesmo tempo a uma cidade grande como também a uma localidade interiorana, são de grande encanto para aqueles que as vêem, deixando passar ao observador que por aqueles logradouros existe mesmo uma energia especial. Não é a toa que nossa Cachoeiro é chamada de A Capital Secreta do Mundo.

Centenas de fotos de Cachoeiro de Itapemirim podem ser apreciadas nos seguintes threads do Fórum SkyScraperCity:






Uma interessante curiosidade sobre a cidade é a respeito das circunstâncias do acidente ferroviário em que Roberto Carlos se envolveu na infância. Em 1995, foi construída uma linha férrea contornando o núcleo urbano e os trens deixaram de circular pela área central da cidade. Porém, até aquela data, as composições trafegavam literalmente no meio da rua:


Era uma situação bizarra e perigosa, que certamente vitimou não só o Rei como também muitas outras pessoas. O carro da foto possivelmente deve ter escapado por pouco de virar sucata. Mas, com o contorno ferroviário da década de 90 concluído, hoje os trens são somente uma lembrança na memória dos Cachoeirenses.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Cachoeira de Escândalos


Brasília treme. Não podemos nem dizer que a Capital Federal está pegando fogo, pois a água que desce da Cachoeira é muita. Carlinhos Cachoeira, contraventor e explorador de jogo ilegal, após ser preso pela Polícia Federal acusado de envolvimento em esquemas ilegais, resolveu partir para a velha tática do eu vou mas você vai comigo e ameaça denunciar vários figurões do Governo Federal e de Governos Estaduais envolvidos em corrupção e atividades imorais.

Em princípio, digo que nada mais me assombra neste país. Navegando pela sempre útil Wikipedia, me deparei com uma (nada) pequena listinha relacionando os principais escândalos de corrupção ocorridos no Brasil desde os anos 70. Ou seja, vemos que, infelizmente, a corrupção já se tornou algo banal. Como foi até dito na Reportagem do Fantástico sobre as fraudes em licitações no Hospital de Pediatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro, essas coisas já são consideradas como práticas de mercado.

É difícil saber até onde vai o Caso Carlinhos Cachoeira. Enquanto as denúncias de Cachoeira atingiam somente o senador Demóstenes Torres, o Planalto nem se mexeu. Afinal, político do DEM é adversário, e adversário tem mais que se explodir. Mas tão logo as denúncias começaram a respingar em membros e aliados do Partidão, os bombeiros da base aliada foram chamados para tentar apagar o fogo e impedir uma CPI. Até o momento, parece que não irão conseguir impedir a formação da CPI, mas, política se tornou algo tão podre que eu já não duvido que em breve teremos uma conveniente virada de mesa para salvar a pele de certas céleres figuras de nossa República.

O mais interessante é que tão logo que o senador Demóstenes Torres foi acusado de envolvimento no esquema de Carlinhos Cachoeira, o DEM logo abriu um processo interno contra o senador, almejando expulsá-lo do partido caso as denúncias sejam comprovadas. Aí eu pergunto: será que o PT, aquele partido que posava de paladino da moralidade, seria capaz de fazer o mesmo?

Afinal, se os envolvidos no Caso do Mensalão, um dos maiores escândalos de corrupção da história da humanidade, visto que os envolvidos eram os principais dirigentes da nação (à exceção de Lula, que nunca sabia de nada), continuam nas fileiras do PT até hoje, é de se imaginar que a cúpula do partido, que igualmente está empenhada em abafar o quanto puder o julgamento do escândalo pelo STF, é condizente com esse mar de lama.

A verdade é que nunca se roubou tanto nesse país. E também nunca se fez tanto para que a corrupção se tornasse institucionalizada, numa grande afronta às leis e ao povo brasileiro.

domingo, 15 de abril de 2012

Aqui é o Seu Lugar - Parte 02


No post Aqui é o Seu Lugar mostramos várias das vinhetas institucionais da TV Vanguarda, afiliada da Rede Globo no Vale do Paraíba Paulista, onde diversos músicos faziam suas interpretações para a música Aqui é o Meu Lugar.

Procurando pelo YouTube, descobri vários outras vinhetas da Vanguarda, algumas interpretadas pelo Padre Fábio de Melo e pela dupla Chitãozinho e Xororó. Então, dada a beleza e o bom gosto dos clipes, decidi publicar uma nova leva de vinhetas no nosso Domingo Musical de hoje:

















sábado, 14 de abril de 2012

Reações sobre Expectativas Futuras (REF) - Parte 01



Aqueles que me acompanham no Facebook puderam conhecer minhas dissertações a respeito das Reações sobre Expectativas Futuras (REF). A REF é uma teoria psicológica que define que em tudo que fazemos estamos alimentando ilusões que nos ajudam a justificar nossa própria existência.

Então, através de três postagens, estaremos reproduzindo aqui o material que foi publicado no Facebook sobre o tema.

1) Teoria Geral das Reações sobre Expectativas Futuras (REF):

A REF é o combustível da vida.

Você trabalha, namora, viaja, compra, faz tudo em função da REF. Sem a REF, nada você faz na vida. A REF é a sigla para a "Reação sobre Expectativas Futuras". Tudo o que você faz na vida, é porque você cria um cenário em sua mente em relação ao que você está fazendo.

Se você arruma um namorado(a), é porque você está criando dentro de você mesmo uma expectativa em relação ao relacionamento. Várias coisas podem mover este sentimento, tal como dinheiro, carência, e outros. Mas, se esta expectativa não se preenche e logo você encontra outra pessoa que justifique a sua REF, na hora você larga uma pessoa para mudar para outra. Por isso existem tantas mulheres que um dia amam fulano e no outro já amam sicrano. Ela não deixou de amar um para amar outro, ela só mudou o referencial de sua REF. Amor não existe neste caso, o que existe é só a REF.

Porque as pessoas trabalham, às vezes, em serviços as quais elas não gostam? Porque elas tentam subir na vida fazendo algo que lhes traz ojerizas? É por causa da REF. A pessoa cria uma expectativa futura, acredita que aquilo que ela faz naquela momento pode lhe propiciar um futuro melhor.

Mas vejam bem, mesmo que a expectativa seja a mais ilusória possível, a simples existência de uma mínima expectativa já é o suficiente para fazer a pessoa continuar buscando-as. E mudam de emprego, de namorados, de maridos, de casa, de cidade, sempre em função da REF, da vã ilusão de que as coisas podem melhorar, mas a ilusão te persegue, você não se livra dela só mudando as coisas por mudar, pois a REF não muda, e é ele que faz as pessoas sempre buscarem coisas novas - mas, ao mesmo tempo que alimenta nossos anseios, também alimenta nossas frustrações.

E o que acontece quando perdemos a REF? Pode-se perder a REF pelo falecimento do cônjuge, por uma grande perda material, ou algo assemelhado. Você na hora perde o chão, mas, sem uma expectativa futura, você não consegue continuar vivendo. Você continua buscando por algo que nunca irá encontrar, mas sempre mantendo a ilusão de que é possível um dia encontrar o que procura.


Continua na Parte 02.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

As Malvinas Brasileiras

Ilha da Trindade.

Neste ano de 2012, completa-se 30 anos da Guerra das Malvinas. As referidas ilhas, possessões legítimas da República Argentina, foram criminosamente ocupadas pelo Reino Unido em 1833, que atacou o arquipélago e expulsou os colonos argentinos que lá viviam. Existiam grandes interesses envolvidos, visto que era um objetivo estratégico do Reino Unido ocupar todas as ilhas oceânicas do Atlântico Sul a fim de manter a hegemonia britânica nos mares da região.

Em 1982, a ditadura militar argentina resolve retomar as Malvinas à força. Um ataque militar foi realizado e as ilhas foram ocupadas. Como o Reino Unido estava mergulhado em grandes problemas internos, a Argentina esperava que o Reino Unido não reagisse e abrisse mão das ilhas. Ledo engano, pois a Primeira-Ministra Margareth Tatcher, necessitando de qualquer coisa que salvasse sua reputação frente à opinião pública em meio de uma grave crise econômica, não mediu esforços para reconquistar o arquipélago.

A Argentina, teoricamente, até possuía condições de ter vencido a guerra. Porém, os britânicos, tarimbados por uma vasta experiência militar, foram mais inteligentes em sua estratégia e humilharam os argentinos, fazendo com que, pelo menos por ora, los hermanos se retirassem de lá. Porém, a Argentina nunca deixou de reclamar a soberania das Malvinas, e, nos dias de hoje, este assunto continua a ser um ponto delicado na relação entre os dois países.

Não duvido nada que, em caso de estourar uma Terceira Guerra Mundial Nuclear na Europa, a primeira coisa que a Argentina vai fazer é mandar suas tropas recuperarem as Malvinas.

E onde entra o Brasil nesta história? Creio que nós, que somos um país que também já foi vítima das pretensões britânicas sobre suas ilhas oceânicas, devemos prestar nossa solidariedade aos nossos vizinhos. Sim, pois o Arquipélago de Trindade e Martim Vaz já foi alvo da cobiça do Reino Unido.

Embora o arquipélago, localizado a aproximadamente 1200 km de distância da costa do Espírito Santo, tenha sido oficialmente descoberto em 1502 e incorporado à coroa portuguesa, em 1700, o astrônomo britânico Edmond Halley (o mesmo que descobriu o cometa homônimo), aportou por lá e declarou o arquipélago como Possessão de Sua Majestade. O arquipélago passou os dois séculos seguintes sem ter uma jurisdição definida, sendo disputado pelo Reino Unido, pela França, por Corsários, por Piratas, e por Investidores Particulares.

Em 1895, o Reino Unido resolveu dar um basta na anarquia reinante no local e oficialmente anexou as Ilhas de Trindade e Martim Vaz ao seu território. Após uma grande ofensiva brasileira no campo diplomático, o Reino Unido concordou por desistir da possessão do arquipélago e desde então as ilhas pertencem ao Brasil. Agora, vejam que, caso o Reino Unido tivesse negado ceder aqueles territórios, pouco o Brasil poderia ter feito na época através de meios militares.

Podemos até imaginar um cenário interessante. Caso Trindade e Martim Vaz não tivessem sido devolvidos, será que em 1982 poderíamos ter tido um dual combo com a Argentina e o Brasil realizando um ataque simultâneo às possessões britânicas no Atlântico? Nesta época, embora o Brasil já se encaminhasse para a redemocratização, eventos como o frustrado Atentado ao Riocentro e o lendário Plano para Explodir o Gasômetro do Rio de Janeiro mostravam que determinados setores da linha-dura da ditadura estavam dispostos a criar um factóide para tentar dar uma sobrevida ao regime.

E muita coisa poderia acontecer.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

De Volta à República dos Mendigos


No post República dos Mendigos vimos os fatos que se sucederam aos amigos Paulo, Josevaldo, Afronésio, Perivaldo e Valonildo durante a implantação de uma República em uma praça da cidade. Hoje postamos a continuação da saga destes elementos:

Os cinco prestaram depoimento na Delegacia e foram liberados pela autoridade de plantão. Saíram pela porta da frente e foram descendo a rua. Ao chegarem na esquina, Josevaldo, que já estava vermelho de raiva em função do que ocorrera, estourou em cima de Paulo:

- Que idéia mais idiota essa a sua! Veja o que aconteceu com a gente! Fomos em cana! Os tiras só não levaram a gente para o pau de arara porque estavam de bom humor!

Paulo, que estava muito tranquilo, respondeu:

- Pelo menos eu tive uma idéia e tentei arrumar algo. E você, o que tem feito pela gente?

Um pequeno início de tumulto se formou e os outros três partiram para o deixa-disso. Valonildo disse:

- Calma, gente. Assim não vamos resolver nada. Fiquem frios.

Paulo então disse:

- Para provar que eu estou em paz e quero o melhor para todos nós, vou arrumar uma parada decente para a gente tirar o pé da lama.

- Que parada? - retrucou Josevaldo.

- Não posso dizer agora. Preciso dar um giro por aí para acertar algumas coisas, mas me encontrem amanhã cedo lá na praça que eu digo para vocês o que faremos.

No dia seguinte, de manhã, Josevaldo, Afronésio, Perivaldo e Valonildo descansavam sob a copa da mesma árvore que servira de Palácio Presidencial no dia anterior. Foi quando Paulo apareceu e disse:

- Meus amigos, chegou a hora de resolvermos nossas vidas. Encontrei a nossa terra prometida. Vamos poder comer do bom e do melhor e colocar o boi na sombra.

Josevaldo, desconfiado, perguntou:

- E qual é o esquema desta vez?

Paulo respondeu:

- Prefiro não dizer nada no momento. Me encontrem amanhã ao meio-dia na Rua Olegário Saltitante, número 907, e eu direi a vocês o que faremos.

- Rua Olegário Saltitante? Onde fica isso?

- Fica no Bairro do Jacaré Azul.

- Jacaré Azul? Isso fica do outro lado da cidade, faz anos que eu não vou lá, nem sei onde fica essa rua - disse Josevaldo, com os outros três também confirmando desconhecer o local.

- É a rua paralela à Avenida Gaz Cheyroso. Não tem como errar. Estarei esperando vocês lá, não se atrasem.

Paulo se afastou e os quatro começaram a discutir sobre o que seria a tal terra prometida. Embora Josevaldo continuasse desconfiado em relação às promessas de Paulo, os outros três se animaram, e, no dia seguinte, todos acordaram bem cedo e iniciaram sua longa caminhada rumo ao Jacaré Azul:

- Será que ele montou um desmanche? Será que ele achou um bom local para mendicância? O que será que o Paulo está tramando?

Em uma esquina, os quatro encontraram Hermalésio, um velho conhecido de mendicância, que perguntou:

- Aonde vocês estão indo?

- Estamos indo para a terra prometida! Venha conosco, Hermalésio, chegou a nossa vez!

A empolgação começou a contagiar aqueles homens, e, a cada conhecido que viam na rua, falavam sobre as promessas de Paulo. Logo, se formou uma aglomeração de 60 mendigos se dirigindo ao Jacaré Azul. Eram homens ávidos pelo cumprimento da promessa que seu messias fizera.

Passava das onze da manhã quando o grande grupo adentrou a Rua Olegário Saltitante. Logo localizaram o número 907 e perceberam que se tratava de uma grande churrascaria, onde o movimento de fregueses já se fazia forte. Paulo não estava à vista e uma pequena discussão se formou, com os mendigos querendo saber de Josevaldo, Afronésio, Perivaldo e Valonildo o que significava tudo aquilo. Afronésio simplesmente respondeu:

- O Paulo não é nenhum idiota, e ele disse que esse local seria nossa terra prometida. Inclusive disse que nós comeríamos do bom e do melhor aqui. Vamos esperar ele chegar, e certamente ele dará todas as explicações necessárias.

Um dos mendigos que estava na turba disse:

- Comer do bom e do melhor? Só se for para os granfa que estão lá dentro da churrascaria. Eu estou é morto de fome e nem posso entrar lá!

O assunto comida começou a fervilhar e logo um dos mendigos gritou a palavra de ordem:

- Querem saber de uma? É totalmente injusto estarmos aqui, com fome, enquanto os riquinhos estão lá dentro comendo e bebendo nababescamente! Vamos aproveitar esse banquete também!

E a turba desenfreada de mendigos invadiu a churrascaria, saqueando as churrasqueiras e se fartando de carne. Josevaldo, Afronésio, Perivaldo e Valonildo, assustados com a confusão, saíram correndo e foram se esconder em um terreno baldio próximo. Não demorou muito, a polícia chegou e a massa invasora foi devidamente enquadrada e levada ao distrito. Assim que viram que a situação estava mais calma, os quatro saíram do esconderijo e foram ver o que tinha acontecido na churrascaria. Encontraram o estabelecimento destruído; e avistaram Paulo, atônito, parado em frente e olhando para o que restara da terra prometida. Os quatro, em um misto de confusão e revolta, foram em cima do amigo perguntar o porquê dele ter pedido que se encontrassem ali. Paulo respondeu:

- Estavam precisando de cinco auxiliares de serviços gerais aqui, e, como o churrasqueiro é primo da cunhada da viúva do irmão do conhecido da minha tia, ele iria encaixar a gente. Arrumando este trampo, poderíamos almoçar aqui mesmo na churrascaria, iria ser uma boa pra gente... Mas então eu chego aqui, e vejo tudo destruído! Me digam, o que aconteceu?

Depois de ouvir de Josevaldo o que tinha ocorrido ali, Paulo só não saiu carregado de maca para a ambulância porque pobre não tem direito a essas coisas.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Telecurso de Artes Plásticas - Aula 04


Hoje é dia de afinar o conhecimento com as aulas do Novo Telecurso. Seguimos com mais uma etapa do Curso de Artes Plásticas:




É possível aprender e ensinar arte? Você verá que o conhecimento artístico pode ser desenvolvido dentro ou fora das escolas, como é o caso dos impressionistas, e verá que a arte tem uma função social.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Debate Parlamentarista

Pense rápido: qual dos indivíduos abaixo é a mais alta autoridade da República?



Acredite, nem eu mesmo me arrisco a responder. Em um governo em que os tentáculos do Partidão se confundem com a própria máquina pública, é muito difícil saber quem é a mais alta autoridade do Brasil de facto.

Porém, quem seria a mais alta autoridade do Brasil de jure? Certamente você vai pensar em nossa Presidente Dilma Rousseff. Em um país que acostumou a ver a Presidência da República como um órgão com poderes supra-humanos, é natural que haja esta associação. Porém, se o poder emana do povo em prol do povo, a mais alta autoridade da República precisa ser, obrigatoriamente, a Câmara dos Deputados, aqueles que são os representantes de todo o povo brasileiro em nosso parlamento.

O Presidente deveria ser somente o síndico da União Federal, mas, acabamos vendo uma inversão de valores entre os Poderes. Ao invés do Legislativo legislar e do Executivo referendar o Legislativo, ocorre quase sempre o contrário: O Executivo legisla e o Legislativo referenda o Executivo.

Com isso, o Povo Brasileiro fica totalmente sem noção da função de seus parlamentares e por isso não fiscaliza seus atos, dando margem para que o Poder Executivo atue de maneira livre e desempedida, manipulando o Legislativo da maneira que melhor lhe convier e afrontando o princípio de independência entre os poderes.

É por isso que sou a favor do Parlamentarismo.O poder deve ficar nas mãos do povo, através de seus representantes na Câmara dos Deputados, e abrindo um canal para que a população passe a ter maior percepção da função do Legislativo e fazendo com que os eleitos atuem de acordo com a vontade de seus eleitores.

Com o controle da nação sob os auspícios do Poder Legislativo, o Parlamento ganha maior autonomia para manejar os rumos da nação, e, desde que o Povo assuma seu papel de fiscalizador daqueles indivíduos os quais ele elege, o processo político fica muito mais transparente e democrático.

Para quem não conhece o Parlamentarismo, ele funciona da seguinte maneira: O Poder Executivo é exercido pelo Primeiro-Ministro em nome do Presidente. O Primeiro-Ministro é o líder da bancada com maioria no Congresso, podendo ser removido caso ele perca a confiança dos congressistas ou caso a aliança que o sustenta se desfaça. Mudanças de Governo podem ser muito mais dinâmicas. Um Governo fraco pode ser dissolvido de maneira sumária caso perca apoio parlamentar, sem que seja preciso esperar as próximas eleições. Ou seja, um Governo envolvido em um escândalo de corrupção não teria tempo "até as próximas eleições" para varrer a sujeira para baixo do tapete, como vemos hoje.

O Senador Fernando Collor de Mello redigiu recentemente, juntamente como outros parlamentares, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 31/07, que institui o Parlamentarismo no Brasil. Vale a pena dar uma lida nela, pois esta PEC dá uma boa noção de como funciona o sistema. Faça o download clicando aqui.

A única coisa que não me agrada nesta PEC é o fato das decisões do Presidente ficarem subordinadas ao Primeiro-Ministro. Ou seja, na adoção do Parlamentarismo conforme proposto pela PEC, o Presidente continua com a prerrogativa constitucional de sancionar e vetar leis, porém, ele só pode fazê-lo sob consentimento do Primeiro-Ministro. 

Acho que o Presidente precisa manter sua independência. Ele deve ser o Guardião da Constituição e da Nação, mantendo poderes de reserva para questionar abertamente os atos do Primeiro-Ministro, exatamente para evitar que este último abuse das prerrogativas de seu cargo. Porém, o Presidente também é um político, e sempre ficaremos sujeitos à situações de que o Presidente possa usar de seus poderes de reserva para favorecer o seu grupo político.

Como podemos resolver isso? Simples. Com a Restauração da Monarquia. Mas isso já é assunto para outro post.
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