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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Telecurso de Música - Aula 03


Apresentamos hoje a Terceira Aula do Módulo de Música do Novo Telecurso. Bons estudos!



Você aprenderá o que é melodia, entenderá que a música é a expressão da cultura de um povo, verá como o texto literário complementa o texto musical e compreenderá melhor a musicalidade brasileira.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Barrichello Será Abduzido Por ETs

Barrichello testando o Dallara/Chevrolet da KV Racing em Sonoma.

Após 19 anos na Fórmula 1, Rubens Barrichello foi preterido por sua equipe, a Williams, sendo substituído por pilotos pagantes jovens e promissores talentos, e, na impossibilidade de conseguir um assento em um time competitivo, retirou-se da categoria. Acho que ele fez bem. De certa maneira, Rubens não tem mais nada a provar ali.

Convidado por seu grande amigo Tony Kanaan para fazer um teste na IZOD IndyCar Series, Rubens foi até os Estados Unidos, acelerou o bólido da categoria americana, gostou do que viu, agradou à equipe, e está em vias de assinar contrato para disputar a temporada de 2012.

No Brasil, quem está eufórica com este acerto é a Rede Bandeirantes, detentora dos direitos de transmissão da categoria no Brasil e co-promotora do Grande Prêmio de São Paulo do certame. Em um ano em que a Band está apostando pesado para crescer e começar a bater de frente com o SBT na disputa pelo terceiro lugar de audiência, nada melhor que um atrativo como esse para seu produto premium na área de esporte a motor.

De outro lado, conforme havíamos adiantado em novembro do ano passado, a Fórmula 1 não vive seus melhores dias na tela da Vênus Platinada. Felipe Massa está desmotivado e os testes de pré-temporada já demonstram que a Ferrari não vem com fôlego para brigar de igual com a Red Bull e a McLaren. Bruno Senna, o queridinho da vez da Globo, conseguiu levantar algum dinheiro com patrocinadores (especialmente com Eike Batista) e garantiu um lugar na Williams, substituindo o próprio Rubens Barrichello. Só que a Williams também demonstra que este será um ano para fazer figuração.

Para a Globo, uma emissora na qual o ufanismo e o esporte andam de mãos dadas, isso é um indicativo de desastre. Para piorar a situação, Rubens Barrichello tem boas chances de lutar por vitórias e até por títulos em sua nova categoria. Como a Globo não dá bobeira na esquina, isso vai acabar gerando algumas situações constrangedoras.

Em primeiro lugar, os telejornais da casa certamente darão o mínimo de exposição a Rubinho. Não haverá nenhum informe nos Globo Esporte e Esporte Espetacular da vida sobre a transferência de Barrichello para o automobilismo americano. Se vier a vencer uma corrida, certamente será merecedor de uma nota de 15 segundos no bloco do meio do Globo Esporte, e nada mais.

E, nas corridas de Fórmula 1, certamente Reginaldo Leme fará um breve comentário de que Barrichello se transferiu para o automobilismo americano, e só. Mas o fará nas transmissões de treino classificatório, em que a audiência é mais baixa. Fora isso, não se falará nem mais uma palavra sobre o assunto. Ao espectador mais leigo, certamente dará a impressão de que Rubinho de uma hora para outra foi abduzido por extraterrestres sem deixar vestígios.

Negócios são negócios, e a Globo sabe disso com perfeição.

Devolvam o Rubinho!!!!!!!



segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Testemunha Ocular da História


Ainda sobre o tumulto ocorrido na Apuração do Carnaval de São Paulo: interessante notar como aqueles que acompanharam o ocorrido ao vivo (assim como eu) ficaram perplexos. Foi uma situação totalmente inesperada, que chocou a todos principalmente pelo fato de pensarmos que os votos de um concurso de tão alto gabarito deveriam ser invioláveis, até por questões legais. Imaginemos que por alguma razão uma Escola queira recontar os votos. Com várias cédulas destruídas e extraviadas, isso torna-se impossível, e cria-se uma instabilidade jurídica à Organização do Carnaval.

Mas talvez essa tenha sido a intenção. Uma solução bombástica por parte de determinados indivíduos em estado de desespero a fim de se criar um empecilho legal, no caso, ao rebaixamento de determinadas escolas e ao suposto favorecimento de outras. E é de se estranhar que as próprias entidades que fazem parte do show tenham supostamente se aliado para sabotar o concurso. 

No Carnaval Paulistano nunca houve uma união. Recentemente, em 2008, após desentendimentos dentro da Liga Independente das Escolas de Samba, chegou a haver um racha, com algumas escolas se desfiliando e ameaçando promover um desfile paralelo. No final das contas o piquete não deu em nada e as escolas chegaram a um consenso dando fim à cisão, mas tenham certeza de que naquele momento uma chaga se abriu. E o lamentável episódio deste ano demonstra que a mesma não cicatrizou totalmente.

E acredito que, embora possa parecer que as Escolas novamente chegaram a um denominador comum, as divisões dentro do Carnaval Paulistano se acentuarão cada vez mais. Guerra de egos e de interesses podem continuar fazendo com que o clima fique pesado e situações desproporcionais poderão voltar a ocorrer.

O fato é que o Carnaval Paulistano nunca mais será o mesmo. Bem ou mal, as gerações futuras sempre lembrarão do ano em que, numa situação totalmente inesperada, alguém invadiu a mesa de apuração e rasgou as cédulas de votação. E, de uma maneira singular, mesmo no meio de toda a perplexidade a qual nós, telespectadores, fomos expostos, podemos afirmar que naqueles momentos fomos testemunhas oculares da história. Testemunhamos um acontecimento inusitado, e que, certamente, nossos netos virão nos perguntar sobre isso e poderemos dizer: sim, eu vi tudo isso.

E quantos outros episódios nós testemunhamos no dia-a-dia que depois vemos o quão marcantes e decisivos serão para as próximas gerações? A História se faz a cada minuto vivido, e, embora pareça que ela projete sobre o passado, na verdade ela marca indelevelmente os passos do futuro.


domingo, 26 de fevereiro de 2012

Carnaby Street Pop Orchestra & Choir


Carnaby Street Pop Orchestra & Choir foi uma orquestra inglesa, liderada por Keith Mansfield, que na década de 60 fez algum sucesso no Reino Unido graças aos seus arranjos alegres e modernosos. Uma de suas músicas, Dr. Jeckyl & Mr. Hide Park, ficou famosa no Brasil como o tema do programa Esporte Espetacular, da Rede Globo.

Então, no nosso Domingo Musical de hoje, segue uma seleção de músicas desta fantástica orquestra.


Carnaby Street Pop Orchestra & Choir
Dr. Jeckyl & Hide Park (Tema do Esporte Espetacular)



Carnaby Street Pop Orchestra & Choir
A Taste of Excitement



Carnaby Street Pop Orchestra & Choir
Boom bang-a bang



Carnaby Street Pop Orchestra & Choir
Power Montage



Carnaby Street Pop Orchestra & Choir
Funky Fanfare



Carnaby Street Pop Orchestra & Choir
Pop Fugue


Clique aqui para ouvir outras músicas da Carnaby Street Pop Orchestra & Choir.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Esqueceram a Luiza e o Mensalão

Lembram dela?

Há pouco mais de um mês, a menina da foto acima foi alçada ao status de celebridade nacional. O país inteiro só sabia falar de Luiza, aquela que estava no Canadá. Devido a um meme gerado em função de um comercial de televisão estrelado por seu pai, Luiza virou o assunto do momento, dando ao povo brasileiro uma razão para fazer deboche de maneira sadia. Luiza aproveitou o frisson e também explorou seus 15 minutos de fama, gravando comerciais e aparecendo na televisão em rede nacional.

A poeira baixou rápido, e certamente Luiza já pode caminhar tranquilamente pelas ruas de João Pessoa (PB) como se fosse uma mera mortal. Alguns poucos ainda devem lembrar do meme, mas nada que tire a menina de sua rotina normal.

Esquecer rapidamente episódios como esse é, de certa maneira, até bom. O povo brasileiro fez uma graça com a história de Luiza, e, agora, deixemos a menina viver sua vida em paz. Porém, infelizmente, esquecer rapidamente é uma doença que se entranha também por assuntos muito graves.

Sete anos após o Escândalo do Mensalão, os principais envolvidos no esquema estão livres, soltos e impunes - à exceção de Marcos Valério, que acabou indo em cana por uma razão totalmente diferente, sendo acusado de grilagem de terras.

A memória curta é a mãe da impunidade.
O Mensalão foi um esquema de corrupção grave, que mostrou ao Brasil o nível de ética moral desta quadrilha que se apossou de Brasília e que se considera acima do bem e do mal. Porém, esta quadrilha sabia que não iria tardar para o povo esquecer este episódio. Não tardou muito, o Partidão e seus valorosos aliados já estavam novamente se sentindo seguros no comando das rédeas da nação e as negociatas continuaram, inclusive sendo exportadas do Governo Lula para o Governo Dilma, onde a cada mês um Ministro diferente é acusado de corrupção.

E o povo, que ao que parece se contenta somente com Pão e Circo, continua em lua-de-mel com esta gangue que só sabe saquear os recursos da União. Enquanto isso, o Governo Federal, formado por pessoas íntegras e compromissadas com a verdade e com o bem-estar do povo, está empenhado em impedir que o Supremo Tribunal Federal faça este ano o julgamento dos envolvidos no Mensalão, a fim de não deixar que o escândalo seja reavidado nas mentes das pessoas, influenciando negativamente o Partidão e seus inigualáveis aliados nas eleições municipais. 

Se deixarem o julgamento para o ano que vem, será um grande presente para a Base Aliada. Mesmo que os principais envolvidos sejam condenados, até as próximas eleições todo mundo já esqueceu de tudo.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Mundial de Clubes da Globo

Veni, Vidi, Vici.

No final do ano passado tivemos o chatíssimo Mundial de Clubes da Fifa. Um evento que, ao meu ver, só serviu para as equipes do Santos e Barcelona fazerem turismo no Japão. No caso do Santos, passear pelo Japão deve ter sido o ponto alto da viagem para os jogadores, visto que, futebol que é bom, eles não jogaram. Por outro lado, os jogadores do Barcelona fizeram um tour pela Terra do Saquê e ainda aproveitaram para dar uma de Júlio César e afimar: vim, vi e venci.

Uma das razões de ser da chatisse do Mundial da Fifa é a tabela ser enxuta a fim de não atrapalhar os times europeus, em função do certame ser realizado no auge das temporadas dos campeonatos europeus - e, consequentemente, não criar atritos com a Uefa. O Mundial de Clubes da Fifa de 2001, cancelado por motivos financeiros, era composto de 12 equipes divididas em 3 grupos de 4 equipes, com semi-finais e final. Seria algo interessante, mas longo demais para equipes que consideram este campeonato apenas como uma formalidade a ser cumprida.

Porém, a Rede Globo, querendo colocar água no chope da transmissão dos Jogos Olímpicos de Londres pela Record, está organizando seu próprio mundial de clubes para ser disputado no meio do ano, na mesma época do evento da rival. A idéia é convidar duas equipes brasileiras e duas equipes estrangeiras, que se enfrentariam em um quadrangular amistoso.

As duas equipes brasileiras já estão definidas: Flamengo e Corinthians, as duas maiores torcidas do Brasil. Para as equipes estrangeiras, sabe-se que o Barcelona já foi convidado e demonstrou interesse, pois no período a equipe estará em pré-temporada e um torneio como esse pode ser um ótimo treino. 

Sendo um quadrangular de pontos corridos ou mesmo havendo uma final, o formato tende a ser mais interessante que o sonolento sistema usado no Mundial da Fifa. A Globo pode acabar conseguido chamar a atenção do mundo para seu torneio, e, quem sabe, gerar alguma promoção internacional para as equipes brasileiras participantes. E que Flamengo e Corinthians se deem por satisfeitos com isso, porque vencer Messi & Cia continua sendo uma tarefa árdua.

Veremos novamente um vim, vi e venci?

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Telecurso de Música - Aula 02




Apresentamos hoje mais uma aula do Módulo de Música do Ensino Médio. Venha conosco nessa viagem rumo ao saber!



Nesta teleaula, você vai entender os elementos do som (altura, intensidade, duração, timbre e dinâmica) e verá que essa combinação gera expressões musicais, formadoras de uma identidade cultural.



quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Psicologia de Apuração de Desfiles de Carnaval

Será que vai virar Samba-Enredo?

Desde criança, sempre tive um ávido interesse em acompanhar a apuração das notas dos concursos de Escolas de Samba, mesmo que eu não tivesse acompanhado os desfiles em si. Assistia (e assisto até hoje) mais pela aura de suspense e emoção que se esconde por detrás desde evento que marca o desfecho do Carnaval.

Vemos nestas apurações algumas coisas que podem ser consideradas até ilógicas. Ontem, por exemplo, na Apuração do Carnaval de São Paulo, víamos a Presidente da Mocidade Alegre em oração contínua, como se isso pudesse ajudar a influenciar o resultado. Ora, uma vez que as notas já estavam outorgadas, não adiantava muito rezar agora.

Outro comportamento que me chama a atenção é o fato de em plena era da informática e com o resultado sendo totalizado ao vivo pela televisão, os componentes das escolas insistirem em acompanhar a apuração com papel e caneta na mão.

Isso se deve ao fato da apuração ser um momento tenso. É o resultado de um ano inteiro de trabalho sendo decidido de uma vez só, e às vezes de maneira dramática. E o que puder ser feito para aliviar a tensão é válido.

Fico pensando, por exemplo, no que passa na cabeça dos dirigentes de uma Escola que, durante a apuração, está em risco de ser rebaixada. Afinal, é um ano inteiro de trabalho e dedicação de toda uma comunidade que pode ir pelo ralo em pouco mais de uma hora. É algo certamente muito frustrante, pois envolve muitas pequenas histórias de vida que se desenvolvem ano após ano. Há muita paixão envolvida neste trabalho.

E paixão é algo que às vezes foge do limite, como vimos ontem na Apuração do Carnaval de São Paulo. Desentendimentos entre os diretores das Escolas de Samba culminaram em um lamentável episódio de selvageria, em que várias pessoas partiram de maneira inesperada para o vandalismo, arriscando não só suas reputações, mas também o nome de suas agremiações, visto que o ocorrido pode ser punido com expulsão definitiva da Escola a qual pertence o infrator.

Lógico que talvez nunca saberemos o que se passou durante as longas reuniões entre os membros da Liga e das Escolas antes e depois da apuração; não saberemos ao certo o que fez com que os ânimos ficassem tão acirrados; mas é correto que nada justifica cenas como as que vimos ontem. Se as próprias agremiações não conseguem levar o evento a sério, não será o público que o fará.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Samba Rastafari



Ontem, no post Tudo Vira Samba, analisamos como um Samba-Enredo pode ser composto a partir de temas aparentemente pouco desenvolvíveis. Então resolvi me lançar a um desafio: homenagear aquele que até hoje é o post mais acessado do Blog, Os Rastafaris: A Saga do Leão de Judá na Jamaica, com um Samba-Enredo.

No coração da Mãe África nasceu
A esperança de toda uma nação
O descendente do grande Rei Davi
Um monarca com sangue de leão
Na Jamaica sua estrela resplandeceu
Mostrando aos oprimidos a verdade
Mostrando a força emanada do Deus Jah
Com todas as bençãos da Santidade

Este é o grande Haile Selassie
De pele negra, foi o último rei
Na Mãe África lutou contra a injustiça
Ele é Jah, Rastafari, sim eu sei!

Bob Marley, Jimmy Cliff vêm lembrar
Da mensagem de luz que ele nos traz
Nesse mundo somos todos irmãos
E devemos viver todos em paz
O teu sangue precioso escorreu
Numa guerra contra a luz que ele deu
Mas tua palavra sempre estará presente
Naquele que está sempre com Jah a frente

Este é o grande Haile Selassie
De pele negra, foi o último rei
Na Mãe África lutou contra a injustiça
Ele é Jah, Rastafari, sim eu sei!

E então, Jorge Perlingeiro, qual é a nota?

Dez, Nota Dez!



segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Tudo Vira Samba

A Beija-Flor homenageia no Carnaval desse ano
a cidade de São Luís do Sarney Maranhão.

Ouvindo o Samba-Enredo da G.R.E.S. Beija-Flor de Nilópolis para o Carnaval de 2012, me veio na cabeça uma questão que sempre me persegue durante os dias do Reinado de Momo: A maneira como sambistas, carvalescos e compositores de samba-enredo se desdobram para fazer um espetáculo em cima de temas tão vazios.

No caso da Beija-Flor, cujo enredo deste ano homenageia São Luís do Maranhão, até que existe algo para se falar da cidade no enredo em si, porém, ouvindo o Samba, vemos que ele não passa de um monte de versos contendo uma escancarada encheção de linguiça:

Tem Magia Em Cada Palmeira Que Brota Em Seu Chão
O Homem Nativo Da Terra
Resiste Em Bravura A Dor Da Invasão
Do Mar Vem Três Coroas
Irmão Seu Olhar Mareja
No Balanço Da Maré
A Maldade Não Tem Fé Sangrando Os Mares
Mensageiro Da Dor
Liberdade Roubou Dos Meus Lugares
Rompendo Grilhões, Em Busca Da Paz
A Força Dos Meus Ancestrais

Na Casa Nagô A Luz De Xangô Axé
Mina Jêje Um Ritual De Fé
Chegou De Daomé, Chegou De Abeokutá
Toda Magia Do Vodun E Do Orixá

Ê Rainha O Bumbá Meu Boi Vem De Lá
Eu Quero Ver O Cazumbá
Sem A Serpente Acordar
Hoje A Minha Lágrima Transborda Todo Mar
Fonte Que A Saudade Não Secou
Ó Ana Assombração Na Carruagem
Os Casarões São A Imagem
Da História Que O Tempo Guardou
No Radio O Reggae Do Bom
Marron É O Tom Da Canção
Na Terra Da Encantaria A Arte Do Gênio João

Meu São Luís Do Maranhão
Poema Encantado De Amor
Onde Canta O Sabiá
Hoje Canta A Beija-Flor!


Troquem, na letra, São Luís do Maranhão por Belém do Pará e veremos que a semântica do texto se mantém.

Isso é um mal que assola as Escolas de Samba. Não por falta de criatividade e de competência de seus integrantes, mas pela necessidade de ter-se que aderir a enredos patrocinados. E vejam que existem temas muito mais complicados que esse: uma Escola de São Paulo homenageou o empresário Roberto Justus esse ano; no Rio, já houve em outros anos homenagens à cidade de Macaé (RJ) e ao Chiquinho da Suderj (conhece ele? não? aham!).

Mesmo assim, é interessante ver que no final isso não se torna uma limitação, mas sim uma prova de que pode-se fazer arte mesmo a partir de temas pouco ricos - mesmo que o resultado final fique um tanto questionável. Tudo pode virar samba, no final das contas. E o que prova essa tese é o samba-enredo que alguns músicos cariocas comporam a partir da saga do King Size do Rio de Janeiro:


Não lembra quem é o King Size do Rio de Janeiro? Não se preocupe, nós lembramos para você:


domingo, 19 de fevereiro de 2012

Música de Brinquedo



Eu sempre digo que os bons músicos são aqueles que conseguem se reinventar dentro de seu próprio trabalho. E, como exemplo, podemos citar a banda belo-horizontina Pato Fu, que em seu último trabalho resolveu ousar e gravar um disco com canções interpretadas com instrumentos musicais de brinquedo.

O resultado desta interessante experiência você confere agora no nosso Domingo Musical do Blog Pensando Adiante:

Primavera
(Cassiano/Silvio Rochael)



Live and Let Die
(Paul McCartney/Linda McCartney)



Sobre o Tempo
(John Ulhoa)


Sonífera Ilha
(Branco Mello/Marcelo Fromer/Tony Bellotto/Ciro Pessoa/Carlos Barmak)


Todos Estão Surdos
(Roberto Carlos/Erasmo Carlos)


Bohemian Rhapsody
(Freddie Mercury)


sábado, 18 de fevereiro de 2012

Analisando uma Civilização Extraterrestre - Parte 10

Hoje vamos estudar mais um trecho do Documento 72 do Livro de Urântia.


10. Lidando com o Crime

(818.4) 72:10.1 Os métodos que esse povo tem para lidar com o crime, a insanidade e a degenerescência, ainda que possam agradar sob alguns aspectos, sem dúvida, sob outros, parecerão chocantes à maioria dos urantianos. Os criminosos comuns e os deficientes são, separadamente por sexo, colocados em colônias agrícolas, onde eles produzem mais do que o necessário para sustentar-se. Os criminosos habituais mais sérios ou incuravelmente insanos são sentenciados à morte, em câmaras de gases letais, pelos tribunais. Inúmeros crimes, afora o de assassinato, incluindo a traição da confiança governamental, também implicam a punição de morte, e a ação da justiça é certa e rápida.


Vemos que nesta nação o longo braço da justiça age de maneira firme. Interessante é o tratamento crucial dado àqueles que cometem "crimes do colarinho branco". Certamente, como vemos aqui na Terra, são nas esferas superiores de poder que se encontram os grandes criminosos, cujas ações abrem alas para que os pequenos criminosos possam também gozar da impunidade.
(818.5) 72:10.2 Esse povo está passando da era negativa para a era positiva da lei. Recentemente, eles chegaram a ponto de tentar a prevenção do crime sentenciando aqueles que se acredita serem assassinos e criminosos maiores, em potencial, ao serviço perpétuo nas colônias penais. Se esses condenados demonstrarem, subseqüentemente, que se tornaram como normais, eles podem ser libertados condicionalmente ou perdoados. O índice de homicídios, nesse continente, é apenas de um por cento do das outras nações.

Aqui o texto coloca uma questão interessante. Como se aplica prisão perpétua a alguém antes que essa pessoa cometa um crime? Como avaliar de maneira isenta quem tenha potencial criminoso? A idéia é válida, mas é preciso entender melhor como funcionaria na prática. Mal-utilizada, serviria como uma grande ferramenta para calar opositores do regime.
(818.6) 72:10.3 Os esforços para impedir que os criminosos e deficientes se reproduzam começaram há cerca de cem anos e já alcançaram resultados gratificantes. Não há prisões nem hospitais para os dementes. E há uma razão para tal: o número dessas pessoas é cerca de dez vezes menor do que em Urântia.

Ou seja, para aquele povo existe o entendimento de que a tendência ao crime é um fator genético. Mas será que não seria também cultural? Eliminar os criminosos não ajuda a eliminar a "cultura do crime"?


Continua na Parte 11.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Nomes Esquisitos de Times Sul-Americanos


Algo que sempre me chama a atenção nos torneios sul-americanos de clubes, especialmente na Copa Libertadores da América, é o desfile de agremiações com nomes exóticos. Então resolvi fazer uma pequena pesquisa para descobrir a origem dos nomes de alguns destes times.

Clubes como os uruguaios El Tanque Sisley e Rentistas tem seus nomes originados de situações pitorescas. Outros nomes possuem origens não tão bombásticas quanto possam parecer - eu sempre quis saber o porquê de alguém batizar um time de futebol com um nome como Emelec - mas que são igualmente interessantes.

Vamos à lista:

All Boys (Argentina): Deve-se ao fato dos fundadores do time serem muito jovens à epoca do início das atividades do clube.

Banfield (Argentina): Clube sediado na cidade de Banfield, batizada com esse nome em homenagem a Edward Banfield, diretor de uma estrada de ferro local.

Blooming (Bolívia): Surgido de uma cisão de uma equipe chamada Blue Sky. Tentaram criar um novo nome, que remetesse ao antigo mas que ao mesmo tempo soasse diferente. Daí surgiu o Blooming.

Boca Juniors (Argentina): Clube fundado no tradicional bairro portenho de La Boca.

Cerro Porteño (Paraguai): Literalmente, traduz-se como Morro Portenho. Refere-se a um local onde houve uma batalha entre paraguaios e argentinos durante as guerras de independência da América Espanhola.

Cienciano (Peru): Fundado pelos alunos da Faculdade de Ciências da Universidade de Cuzco.

Cobreloa (Chile): Junção das palavras Cobre (referência às minas de cobre da região) e Loa (referência ao Rio Loa, maior fluxo de água do Chile).

Cobresal (Chile): Outro clube que faz referência às minas de cobre do norte do Chile.

Colo-Colo (Chile): Homenageia um chefe indígena local.

Desamparados (Argentina): Fundado por um grupo de estudantes que se reunia na Praça dos Desamparados, na cidade de San Juan. O nome é uma referência a Nossa Senhora dos Desamparados.

El Tanque Sisley (Uruguai): Formado pela fusão dos clubes El Tanque e Sisley. No caso da primeira equipe, o nome se refere a um imenso tanque de naftalina existente no bairro onde o clube foi fundado.

Emelec (Equador): Fundado por funcionários da Empresa Eléctrica del Ecuador.

Gimnasia y Esgrima (Argentina): Existe mais de um clube na Argentina com esse nome. Como o nome sugere, tratam-se de agremiações que a princípio se dedicavam à prática da ginástica e da esgrima.

Inti Gas (Peru): Originalmente chamado de Aurora Miraflores, o clube já mudou de nome três vezes desde 2002. O atual nome é uma referência à Companhia de Gás que patrocina a equipe.

Jorge Wilstermann (Bolívia): Fundado por funcionários da Companhia Aérea Lloyd Aéreo Boliviano. O nome homenageia o primeiro piloto comercial da Bolívia.

Newell's Old Boys (Argentina): Fundado por ex-alunos da Escola Britânica de Rosario. O nome homenageia o então técnico de futebol da escola, o inglês Isaac Newell.

Oriente Petrolero (Bolívia): Fundado na parte oriental do país por funcionários da YPFB, estatal boliviana de petróleo e gás.

Palestino (Chile): Fundado pela comunidade palestina do Chile.

Peñarol (Uruguai): Oriundo do bairro de Peñarol, em Montevidéu. O nome seria uma corruptela de Pinerolo, nome dado a um grupo de Imigrantes Piamonteses que fundaram o local.

Rampla Juniors (Uruguai): Homenagem a uma rua próxima ao Porto de Montevidéu que se chamava Rua La Marsellaise, mas que era conhecida popularmente como Rampla.

Rentistas (Uruguai): Surgiu quando um grupo de futebolistas amadores de Montevidéu resolveu se profissionalizar. O treinador, querendo marcar um treino, perguntou se alguém iria trabalhar no dia seguinte, ao que ninguém respondeu. Um gaiato então quebrou o silêncio e disse que ninguém iria trabalhar pois todos ali viviam de rendas (rentas, em espanhol). Daí veio o nome.  

River Plate (Argentina): Não existe um consenso sobre a origem do nome, mas seria uma referência ao Rio da Prata, embora em uma transliteração errônea.

The Strongest (Bolívia): Originalmente conhecido como The Strong. Foi uma tentativa de se dar um nome pomposo à recém-fundada equipe.

Universidad Catolica (Chile): Fundado pela Pontifícia Universidade Católica do Chile.

Universidad de Chile (Chile): Fundado pela Universidade do Chile.

Vélez Sarsfield (Argentina): Fundado por peladeiros que jogavam futebol próximo à Estação Ferroviária de Vélez Sarsfield, em um subúrbio de Buenos Aires. A estação (que hoje se chama Estação de Floresta) homenageava Dalmacio Vélez Sarsfield, jurista e poeta argentino.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Infra-Estrutura de Transportes Para a Copa do Mundo

Há uma "luz no fim do túnel" para as questões de mobilidade urbana
visando a Copa do Mundo de 2014?

Pelo que pudemos acompanhar pela televisão, a Copa do Mundo de 2010 foi muito bem-organizada. Estádios limpos, bem-organizados, e todos concluídos no prazo adequado para o início da competição. Evidentemente que na verdade a coisa não foi bem assim. A África do Sul é um país que ainda luta para vencer suas mazelas sociais e cicatrizar as feridas dos tempos do apartheid, por isso, mais que natural que a mídia tenha pego leve com o país. 

Embora os estádios em si estivessem dentro do aceitável, do lado de fora via-se muitos exemplos de falta de soluções adequadas para a mobilidade dos torcedores nos locais de jogos. Engarrafamentos, transporte insuficiente e inadequado, atrasos e muita confusão; este era o cenário para os meros mortais na hora de se dirigirem aos estádios.

E aqui no Brasil estamos vendo que a situação caminha neste sentido. Embora as obras dos Estádios estejam em um ritmo que possa ser considerado até surpreendente, vemos que o caos no transporte urbano que impera na maioria das cidades-sede não será solucionado a tempo. E o que é pior, embora tenha-se falado exaustivamente em soluções nababescas como Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs), Metrôs, Monotrilhos e outros, pouco ou quase nada estará pronto a tempo do mundial.

Comecemos por São Paulo. O Estádio de Itaquera fica bem afastado do centro da cidade. Ele pode ser acessado tanto pelos trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) quanto pelas composições do Metrô, uma vez que ambas as empresas possuem estações ao lado do estádio. Porém, apesar de teoricamente o estádio estar bem servido de transporte, tanto a linha da CPTM quanto a do Metrô já hoje estão extremamente saturadas. E se considerarmos que o jogo de abertura da Copa está marcado para as 17:00 de uma quinta-feira, em pleno horário de pico, pode-se imaginar o nó que poderá ser causado ao sistema.

Estação de Itaquera no dia da abertura da Copa?

O Rio de Janeiro é talvez a cidade que mais tem feito intervenções em seu sistema de transporte. A Linha 4 do Metrô, ligando Ipanema à Barra, está com suas obras em pleno vapor, e vários corredores expressos para ônibus também estão sendo construídos por toda a cidade. O problema é que estas obras tem como objetivo principal servir como ligação entre os locais de competição dos Jogos Olímpicos de 2016. Para a Copa do Mundo, não temos absolutamente nenhuma ação em relação à melhora das já sofríveis condições de acesso ao Estádio do Maracanã.

Curitiba é outro exemplo preocupante. Eu sempre me perguntava como é que o Atlético Paranaense conseguia manter a ordem nos acessos à Arena da Baixada, visto que o estádio fica localizado no meio de uma área residencial. Não há espaço para estacionamentos, e o sistema de transporte de Curitiba não sofrerá melhorias até a Copa. Como será feito para evitar um nó no entorno?

Entre as outras cidades, Fortaleza e Salvador estão concluindo (uma pequena parte de) seus Metrôs, que serão de pouca relevância para o torneio. E, nas outras cidades, vemos só promessas que não saíram do papel: ampliação do Metrô de Belo Horizonte, Linha 2 do Metrô de Porto Alegre, VLT de Cuiabá, Monotrilho de Manaus, etc...

A recente privatização de alguns aeroportos também é um tiro n'água neste sentido. O Brasil precisa mesmo é de uma melhoria no controle do tráfego aéreo, e simplesmente trocar a empresa que decide quem vai limpar os banheiros, lustrar as paredes de mármore ou controlar a exploração comercial das lanchonetes dos aeroportos não vai melhorar a qualidade do serviço a curto prazo.

Que a Seleção possa ao menos fazer bonito dentro de campo, pois, fora dele, o país já demonstrou que ainda precisa ganhar muita experiência.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Telecurso de Música - Aula 01



Hoje iniciamos mais um módulo do Novo Telecurso: As Teleaulas de Música do Ensino Médio. Bons estudos!



Na primeira teleaula de Música, você aprenderá o que são fontes sonoras - que podem ser naturais, humanas ou artificiais - e vai conhecer os elementos básicos da música: ritmo, melodia e harmonia.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Google.org



Você conhece o Google.org? É um site do Google contendo uma série de projetos da empresa relacionados à cidadania, à ecologia, à preservação ambiental, à saúde e a uma consciência de sustentabilidade. Entre os projetos expostos no site, temos:

  • Google Earth Engine: Monitor de desmatamento através das imagens obtidas pelo Google Earth;
  • Google Crisis Response: Uso pró-ativo das ferramentas do Google em caso de desastres naturais;
  • Google Dengue & Flu Trends: Monitor em tempo real de Epidemias de Dengue e Gripe;
  • RE<C: Projetos relacionados ao uso de fontes limpas de energia.
  • Google for Nonprofits: Outorga gratuita para entidades sem fins lucrativos de ferramentas pagas do Google.

O Google.org também relaciona os extensos projetos de filantropia da gigante da internet. Vale a pena dar uma olhada.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Um Caça Para a Marinha do Brasil

McDonnel Douglas A-4 Skyhawk da Marinha do Brasil


A série Um Caça Para a Força Aérea Brasileira (Partes 1, 2, e 3) debateu sobre as possibilidades que temos em relação à aquisição de caças para a FAB. Hoje iremos debater sobre a aquisição de meios aéreos para a Marinha do Brasil.

A Marinha, por muito tempo, esteve impedida por razões legais de operar por conta própria aeronaves de asa fixa, só podendo operar equipamentos de asa rotativa (helicópteros). Os aviões que operavam no antigo Porta-Aviões Minas Gerais eram todos pertencentes à FAB, operados de forma conjunta pelas duas forças.

No fim da década de 90, a Marinha obteve a autorização para operar suas próprias aeronaves de asa fixa. Com isso, procedeu com a aquisição de um Porta-Aviões mais robusto (O Navio Aeródromo São Paulo, ex-Foch da Marinha Francesa), e também de 23 caças A-4 Skyhawk da Força Aérea do Kuwait. Optou-se pela aquisição de caças de segunda mão em função da Marinha querer "aprender" toda a doutrina operacional de aviões de asa fixa antes de passar para a aquisição de um avião mais robusto.

Infelizmente, os Skyhawk não tiveram um destino feliz na Marinha, pelo menos até agora. Todos os 23 caças estariam parados por falta de recursos para mantê-los em operação. Alguns poucos estão entregues à Embraer, que está provendo revisão e modernização dos mesmos.

O contingenciamento de verbas, que tanto tem atrapalhado a FAB na renovação de seus meios, também afeta a Marinha. Porém, olhando de um patamar otimista, qual seriam as opções disponíveis no mercado para a Marinha na aquisição de novos caças?

A idéia do Programa FX-2 seria de que o caça vencedor da licitação da FAB também fosse comprado pela Marinha. O Boeing F/A-18 E/F Super Hornet é um caça "navalizado" por essência, pois foi projetado sob medida para a Marinha Americana. O Dassault Rafale também possui sua versão navalizada, em operação na Marinha Francesa. E o Saab Gripen possui um projeto para o desenvolvimento de uma versão naval do mesmo.

O que seria um caça navalizado? É um caça otimizado para operar em porta-aviões, com motores mais potentes, trens de pouso mais resistentes, preparo para decolagem com auxílio de catapultas e aterrisagem com auxílio de cabo de recolhimento. O vídeo abaixo, coletado no NAe São Paulo, mostra bem como funciona a operação de aeronaves em Porta-Aviões:



Escolher um caça para a Marinha é uma decisão mais difícil, pois, como dito, o futuro da aviação naval no Brasil dependerá dos rumos que o Programa FX-2 levar. Na minha opinião, uma aquisição do Super Hornet é interessante no sentido da Marinha do Brasil estreitar laços com a Boeing, que é o principal fabricante de caças navalizados do mundo e já está na vanguarda de um novo projeto de caça naval (foto), o qual o Brasil poderia muito se benefeciar.

Boeing F/A-XX, o sucessor do Super Hornet, 
nas versões tripulada e não-tripulada.


A Marinha tem grandes projetos para este século, inclusive com a implantação de duas divisões operacionais, uma no Nordeste e outra no Sudeste, cada uma liderada por um Porta-Aviões. Mas, é evidente que estar na vanguarda tem um custo financeiro e depende muito do compromisso do governo com a segurança nacional. E então, Brasil, o que você irá decidir?

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Raça Negra


No post O Grande Mico de Alexandre Pires comentei sobre a ascensão e o declínio do pagode, e também citei um conjunto que, apesar das variações de popularidade que o gênero sofreu, soube manter a raiz daquele pagode gostoso, que agrada ao ouvido e faz bem à alma. Claro, falo dos paulistas do Raça Negra.

Por isso, o Domingo Musical de hoje traz alguns dos principais sucessos deste grupo tão fantástico.


Raça Negra
Deus me Livre


Raça Negra
Maravilha


Raça Negra
Vida Cigana


Raça Negra
Me Leva Junto Com Você


Raça Negra
É Tarde Demais


Raça Negra
Preciso Dar um Tempo

sábado, 11 de fevereiro de 2012

O Centésimo Post



Ontem chegamos ao 100º post do Blog Pensando Adiante. Em pouco mais de três meses, estive aqui neste espaço colocando em palavras minha visão sobre o mundo e o cotidiano.

Até agora venho mantendo a meta de postar um artigo por dia. Tenho um grande acervo de textos já escritos, o que permite que o Blog não deixe de ser atualizado mesmo em dias em que eu não esteja inspirado ou então em que eu não tenha condições de escrever. Fora isso, também tem os artigos filler, postados somente para preencher espaço e permitir que eu possa escrever com tranquilidade sem comprometer a periodicidade. Sim, acredite, eu não imagino que alguém se interesse em assistir as aulas do Novo Telecurso. 

Confesso que o Blog se afastou muito de suas diretrizes iniciais. Eu tinha, no começo, uma idéia fixa de criar um espaço para a promoção de temas relacionados à cidadania. Com o passar do tempo, o Pensando Adiante foi se tornando o que é hoje: um espaço para a exteriorização das minhas opiniões.

Nunca fiz o Blog pensando em obter grande índices de acesso. Embora meu grande objetivo fosse produzir conteúdo, é claro que gostaria de ter um público cativo que acessasse este espaço e interagisse com os artigos aqui apresentados. Até o momento não consegui atingir esta meta. Reconheço que um Blog sem uma temática clara e cheio de artigos com linguagem rebuscada não é a coisa mais atraente do mundo. Preciso ter a sinceridade de reconhecer que se o Pensando Adiante pertencesse a outra pessoa, eu não perderia tempo lendo-o.

O Pensando Adiante tem sido, acima de tudo, uma experiência propriamente pessoal. E toda experiência, em um determinado momento, começa a se esgotar e rumar para um fim. Acho que é o meu caso. Continuarei escrevendo neste espaço enquanto tiver inspiração ou paciência para isso, mas sem me obrigar a nada.

Mas, as palavras que aqui deixei ficarão expostas para a eternidade, como uma testemunha ocular do tempo em que vivemos.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Os Direitos dos Militares Estaduais


Às vesperas do Carnaval, vários estados estão enfrentando um grande dilema em função das consumações e ameaças de greves de Policiais e Bombeiros Militares que estão acontecendo no país. E justamente os dois estados que possuem as mais famosas Festas de Momo são os que mais estão às voltas com problemas com seus militares: Bahia e Rio de Janeiro.

Em primeiro lugar, é preciso que fique claro que ao militar é vedado o direito de greve, conforme item IV, § 3º, Artigo 142 da Constituição Federal. Dura lex, sed lex; a lei é dura, mas é a lei. É claro que no final das contas a lei sempre acaba favorecendo os mais poderosos em detrimento dos mais fracos, pois vemos diversos casos de afronta às leis no Brasil por parte de poderosos que sempre passam em branco para a Justiça. 

Na hora em que a desobediência da lei afeta os interesses dos poderosos, ela é aplicada com rigor. É o que estamos vendo na Bahia e no Rio de Janeiro, onde neste último vimos a prisão do cabo Daciollo, líder do movimento grevista dos Militares Fluminenses, e que estaria apoiando a paralisação na Bahia. 

Legalmente, o cabo Daciollo não poderia incitar uma greve, sob pena de infrigir o Artigo 155 do Código Penal Militar (Incitar à desobediência, à indisciplina ou à prática de crime militar). É evidente que exigir a valorização do servidor público é algo até simplório, se formos levar em consideração o mar de falcatruas que assolam a administração do Governador Sérgio Cabral. Mas, como foi dito, a corda sempre arrebenta do lado mais fraco. Com o Carnaval chegando, o Rio de Janeiro não pode ficar sem policiamento, e os interesses dos poderosos agiram rápido.

Quem entra para a carreira militar, tem que saber de antemão das regras às quais estará submetido. É claro que a ilegalidade constitucional do direito de greve para os Militares não pode servir como desculpa para os governos sentarem em cima do problema. Os servidores públicos como um todo necessitam ser valorizados, pois são eles que fazem a máquina administrativa do Estado fluir.

E isto se torna ainda mais latente quando analisamos a situação do Estado do Rio de Janeiro. Dinheiro para as negociatas com os empresários amigos do Governador nunca falta; mas se é para dar um salário digno para o servidor, arruma-se um chororô e um mar de desculpas.

Que o povo fique de olho nas manobras de políticos mal-intencionados e responda à altura nas urnas.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Telecurso de Sociologia - Aula 05


Apresentamos hoje a quinta e última teleaula de Sociologia do Novo Telecurso. Esperamos que tenha sido útil para seu crescimento como cidadão!


A globalização afeta bastante as sociedades contemporâneas. Você verá o impacto das tecnologias da comunicação e aprenderá que o global pode fortalecer o local e o local pode enriquecer o global.



quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

O Grande Mico de Alexandre Pires


No meio da década de 90, o pagode explodiu nacionalmente e diversos conjuntos apareceram no cenário musical. Raça Negra, Só Preto Sem Preconceito, Cravo e Canela, Só Pra Contrariar, Negritude Junior, Karametade, Soweto, Molejo, Art Popular, entre tantos outros. Conforme a febre do pagode foi passando, a maioria dos conjuntos, tentando se renovar, passaram a se aventurar naquilo que se tornaria a Ovelha Negra do gênero, o chamado Pagode Mauricinho.

O Pagode Mauricinho era uma variante do Pagode onde a melodia era mais lenta, as letras geralmente mais melosas, e a interpretação mais romântica. E, claro, o figurino dos pagodeiros era bem elitista, nada remetendo às origens do ritmo, visto que o Pagode nasceu na informalidade do terreiro e da roda de samba.

Algum tempo depois, com o Pagode Mauricinho também entrando em desgaste, a maioria dos vocalistas dos conjuntos da época se aventuraram em carreira solo. Um dos que conseguiram maior notoriedade foi Alexandre Pires, do Só Pra Contrariar. Ele, e também todos os outros pagodeiros que resolveram se aventurar sozinhos, continuaram na linha do já desgastado Pagode Mauricinho e, por isso, passado o frisson inicial, terminaram por cair no ostracismo.

Uma vez ou outra um deles tenta fazer uma forcinha para voltar à mídia. E a bola da vez foi Alexandre Pires, o próprio, que lançou na Internet o bizarro clipe de uma igualmente bizarra música chamada Kong:




Nota-se logo de cara que o clipe e a música foram feitos sob medida para servirem como um viral. Em outras palavras, o vídeo é um total nonsense, mas um nonsense proposital para chamar a atenção. Macacos fantasiados, dançarinas seminuas, uma letra tão rasa quanto uma certa pérola cantada por Michel Teló e as desnecessárias participações especiais de Neymar e David Brazil denotam claramente isso.

É uma pena que um cantor que já foi capaz de produzir coisas melhores precise pagar este mico (ou talvez um King Kong) para voltar aos holofotes da mídia. É por isso que em matéria de Pagode eu sou eternamente fã do Raça Negra. Eles continuam fiéis ao Pagode elegante, que respeita a si próprios e também aos ouvidos de quem ouve.
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