AVISO AOS LEITORES
EM FUNÇÃO DO BLOG ESTAR DESATIVADO, 
A APROVAÇÃO DE COMENTÁRIOS PODE DEMORAR ALGUNS DIAS.
CLIQUE AQUI PARA LER O COMUNICADO DE SUSPENSÃO DAS ATIVIDADES DO BLOG.


VISITE NOSSO NOVO PROJETO:
BLOG RADAR DO LADO B
radarladob.blogspot.com

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Co Yvy Ore Retama


Bem-Vindo ao Paraíso.

Que tal viver numa capital que seja uma cidade multicultural, onde você encontra pessoas vindas de toda parte? E que seja a cidade com menor índice de criminalidade entre todas as capitais de estado do país onde ela se situa? Que tenha amplas avenidas e seu tráfego seja fluente, sem engarrafamentos? Que tenha imensa área verde e praças por todos os lados? Que tenha um clima agradável o ano todo? Que tenha shoppings de alto nível e comércio pujante? E que ainda por cima tenha belas praias?


Ruas amplas e trânsito fluente.

Muito verde e qualidade de vida para o cidadão.

Você deve estar pensando que estamos falando de alguma cidade na Austrália ou no Canadá. Acredite, todo este paraíso está ao seu alcance, aqui mesmo no Brasil. Ainda não adivinhou que cidade é essa?

Urbanismo que encanta.

Comércio forte.

Praias exuberantes.

Está bem difícil, mas vamos colocar uma tomada aérea para ver se facilita:


Dá vontade de morar lá, não dá?

Não adivinhou? 

Bandeira do Município de Palmas (TO).

Sim, estas fotos retratam a mais jovem capital do Brasil: Palmas, cidade construída no fim da década de 80 para ser a sede do Estado do Tocantins. Localizada às margens do Rio que dá nome ao Estado, Palmas é uma cidade planejada com altos padrões de urbanismo, a tornando uma cidade agradável e arrojada, boa para se viver e boa para se trabalhar.



Palmas é o carro-chefe do Tocantins, o estado que se tornou a nova fronteira de oportunidades do país. É uma terra que oferece muitas benesses e que acolhe com grande carinho aqueles que também queiram gritar em alto e bom som CO YVY ORE RETAMA! ¹



Venha você também conhecer as belezas de Palmas. E se gostar, fique à vontade para ficar! 






¹ Co Yvy Ore Retama - Expressão em Tupi que significa Esta Terra é Nossa. É o lema do Estado do Tocantins.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

O Retorno de Rubens Barrichello

Rubinho fazendo o molde do seu assento nas instalações da equipe KV.

A última vaga da equipe Williams para a temporada 2012 da Fórmula 1 foi intensamente disputada. De um lado, tinha-se a opção de manter Rubens Barrichello com toda a sua experiência, algo fundamental para uma equipe que vai passar por uma temporada de reorganização. De outro lado, tinha-se Bruno Senna e Adrian Sutil, com os milhões em patrocínio que tanto seriam necessários para ajudar a equipe a fechar o orçamento.

O vil metal falou mais alto e a vaga acabou ficando com Bruno Senna, apadrinhado pelo multi-milionário Eike Batista. Bruno tem seus méritos e espero de coração que possa fazer uma boa temporada. Mas claro, fica a decepção de não podermos ver Barrichello na pista em uma temporada em que a equipe teria melhores chances de conseguir bons resultados.

Não perde mais!!!
Porém, se alguém está decepcionado, este não é Rubens Barrichello. De férias na Flórida, recebeu o convite de seu amigo Tony Kanaan para fazer um teste na KV Racing Techonology, equipe na qual ele disputa o campeonato da IZOD IndyCar Series (conhecida no Brasil como Fórmula Indy). A categoria traz para esta temporada um novo pacote técnico, com um novo carro e o retorno dos motores turbo. E Tony Kanaan entendeu que Rubinho, com sua experiência, poderia ser muito útil para ajudar nos acertos do carro.
E estes testes que se iniciam hoje podem significar muito mais para o futuro de Barrichello. Embora as partes não confirmem, existe real interesse da equipe em contratar o veterano, mesmo com uma possível restrição do mesmo à disputa de provas em circuito ovais por questões familiares - Rubinho teria prometido à esposa que não correria nestes perigosos autódromos. Porém, tudo isso pode ser acertado entre as partes. O importante é ver que Rubinho não está morto para o esporte, como muitos quiseram insinuar.

E o primeiro a demonstrar isso é o próprio Barrichello, que continua com sua invejável motivação. Talvez não conseguiu conquistar tudo o que queria na Fórmula 1, mas isso não fez ele perder o brilho nos olhos típico de um garoto que acabou de vencer sua primeira corrida no kart. Que ele possa continuar sendo este grande exemplo para o esporte brasileiro, e, quem sabe, nos fazer vibrar com novas conquistas dentro das pistas.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Tonico e Tinoco


Admito que não conheço o bastante sobre a história da dupla Tonico e Tinoco que me permita escrever uma pequena biografia deles. Para quem queira saber mais, há um artigo na Wikipedia que nos traz um grande apanhado sobre suas carreiras.

Mesmo sem saber detalhes sobre a vida e a obra dos dois, confesso que sempre gostei de suas canções. Desde pequeno fui acostumado a ouvir música sertaneja de raiz, e eles sempre foram para mim uma referência neste estilo musical tão importante dentro da cultura brasileira.

Por isso, o Domingo Musical do Blog Pensando Adiante traz hoje um pouco de Tonico e Tinoco:


Tonico e Tinoco
Moreninha Linda


Tonico e Tinoco
Mula Preta


Tonico e Tinoco
Menino da Porteira


Tonico e Tinoco
Baile na Roça


Tonico e Tinoco
Carro de Boi


Tonico e Tinoco
Luar do Sertão


sábado, 28 de janeiro de 2012

Analisando uma Civilização Extraterrestre - Parte 08

Vamos hoje analisar mais um trecho do Documento 72 do Livro de Urântia.



8. As Escolas Superiores Especiais

(816.6) 72:8.1 Além do programa compulsório básico de educação, que abrange desde a idade de cinco anos até os dezoito, as escolas superiores especiais são mantidas do modo seguinte:
(816.7) 72:8.2 1. Escolas de administração estatal. Essas escolas são de três classes: nacionais, regionais e dos estados. Os cargos públicos da nação estão agrupados em quatro divisões. A primeira divisão de responsabilidade pública é, sobretudo, relacionada à administração nacional, e todos os funcionários ocupantes desses postos devem ser graduados em ambas as escolas de administração estatal, a escola regional e a nacional. Na segunda divisão, os indivíduos podem aceitar um posto político, eletivo ou por designação, depois de se graduarem em qualquer das dez escolas superiores regionais de administração estatal; as suas missões envolvem responsabilidades na administração regional e nos governos dos estados. A terceira divisão inclui responsabilidades nos estados, e desses funcionários é exigido apenas que tenham graduações em administração estatal. Da quarta e última divisão de funcionários não é exigido que tenham graduação em administração estatal, pois esses cargos são exclusivamente designados. Essas posições representam postos menores de assistência, secretariado e tecnologia, os quais são desempenhados pelas várias profissões liberais que atuam em funções da administração do governo.
(816.8) 72:8.3 Os juízes das cortes menores e dos estados têm graduações das escolas de administração estatal. Os juízes dos tribunais com jurisdição sobre questões sociais, educacionais e industriais têm graduações das escolas regionais de administração. Os juízes da suprema corte federal devem ter graduações de todas essas escolas de administração estatal.
Vemos que todo o zelo deste povo pela manutenção da transparência, da eficiência, da ética e da moral no trato da coisa pública passa por um esforço pela boa formação dos funcionários públicos. Educa-se o indivíduo a trabalhar em prol da coletividade ao invés de tolerar um sistema que fomenta a corrupção do servidor, como ocorre muito aqui no Brasil. 
(817.1) 72:8.4 2. Escolas de filosofia. Estas escolas são filiadas aos templos de filosofia e são mais ou menos ligadas à religião, como função pública.
(817.2) 72:8.5 3. Instituições de ciência. Estas escolas técnicas são coordenadas à indústria mais do que ao sistema educacional, e são administradas sob quinze divisões.
(817.3) 72:8.6 4. Escolas de aperfeiçoamento profissional. Essas instituições especiais proporcionam o aperfeiçoamento técnico para as várias profissões liberais, e são doze no total.
(817.4) 72:8.7 5. Escolas militares e navais. Próximo da sede nacional e nos vinte e cinco centros militares costeiros são mantidas as instituições dedicadas ao aperfeiçoamento militar dos cidadãos voluntários de dezoito a trinta anos de idade. O consentimento dos pais é exigido, antes de vinte e cinco anos, para que se tenha acesso a essas escolas.
 Em todos as áreas de trabalho desta nação, percebe-se o esforço em se formar cidadãos de bem e escol. 


Continua na Parte 09.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Prédio Que Cai, Vidas Que Vão




Estava eu no computador quando de repente ouço vindo do outro cômodo a Sinfonia do Apocalipse. Sim, falo do jingle do Plantão da Globo. Na hora, a primeira coisa que veio na minha cabeça foi algo relacionado ao Chico Anysio ou então que tratava-se do início da Terceira Guerra Mundial. 

Mas não. William Bonner apareceu na tela informando o desabamento de um edifício no centro da Cidade do Rio de Janeiro. No momento não fiquei exatamente surpreso, pois naquela área da cidade há muitos sobrados antigos e caindo aos pedaços, e imaginei que se tratava de um deles. Mas quando fomos informados que se tratava de um edifício de 20 andares, entendemos que algo muito anormal se passara por ali.

As horas foram passando e as tragédias pessoais provocadas pela tragédia material foram aparecendo. Um rapaz, em prantos, dizia que conversava com sua esposa no MSN quando ela repentinamente ficou offline. Ele começou a ouvir os boatos de que um edifício havia desabado e constatou consternado que se tratava do local onde ela trabalhava. Esta foi somente mais uma história em meio à tantas outras igualmente trágicas. E perguntamos o porquê disso tudo. O que levou tantos sonhos a serem interrompidos de tal maneira tão inesperada?

Após algumas averiguações iniciais, os peritos entendem que obras de reformas em vários andares podem ter comprometido a estrutura do prédio. É claro que só um laudo mais detalhado poderá afirmar isso com certeza, porém, isso nos mostra o quanto é importante que tenhamos alto grau de responsabilidade nos nossos atos. Estas reformas supostamente não teriam autorização dos órgãos competentes, e, enquanto não causaram nenhum problema sério, eram realizadas com a maior inocência do mundo. Agora, com o desastre consumado, com perda de patrimônio e sobretudo de vidas humanas, é tarde para lamentar a falta de cuidado.

A repercussão internacional do incidente foi alta. Muitos periódicos estrangeiros questionam a maneira como uma cidade que se propõe a sediar os dois maiores eventos do mundo age com tanta precariedade na fiscalização de obras e posturas. Esperamos que toda a sociedade possa aprender importantes lições nestes eventos, para que nunca mais tenhamos que estampar tais tragédias nas capas de nossos jornais.


Eduardo "Paes", prefeito
de uma cidade em "guerra".

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Telecurso de Sociologia - Aula 03


Hoje iremos dar continuidade ao estudo desta maravilhosa disciplina que é a Sociologia. Bons estudos!



Você compreenderá que exercer a cidadania traz direitos e deveres para todos e que o exercício de nossos direitos depende também do cumprimento dos nossos deveres.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

A Hipocrisia da Esquerda


Os esquerdistas são seres curiosos. São aproveitadores e oportunistas, mas, para a sorte da sociedade, também são acéfalos. Esta semana, vimos nas redes sociais uma imensa corrente de esquerdistas tentando associar a imagem do Governador Geraldo Alckmin à controversa operação para desocupação da Favela do Pinheirinho, em São José dos Campos.

Em primeiro lugar, parece que estes desavisados, que muito pouco se instruem, desconhecem os princípios básicos da organização dos poderes dentro de uma República. O Governador do Estado de São Paulo, na condição de mandatário do Executivo, não tem poder para ordenar uma reintegração de posse. A reintegração de posse é ordenada pelo Poder Judiciário, através de um Juiz competente. E vejam que não cabe ao Juiz analisar a lei dentro de sua opinião pessoal. O papel do Juiz é ordenar o cumprimento da lei, mesmo que ela não condiza com seus parâmetros pessoais.

Este nunca foi mensaleiro.
O Juiz necessitava cumprir o que está previsto em lei, e requisitou a Polícia Militar do Estado de São Paulo para que procedesse com a remoção dos moradores. Houve resistência por parte dos ocupantes do terreno, e a Polícia teve que ser mais enérgica. Se houve abusos, é necessário que sejam apurados. Mas Geraldo Alckmin não poderia proibir a polícia de promover a reintegração de posse do terreno, pois ele mesmo poderia ser processado por desobediência de ordem judicial. É ridículo que alguns fãs de mensaleiros queiram envolver o Governador em algo que não teve nada a ver com ele só para explorar politicamente o incidente.

Eu também achei absurda a maneira como o assunto foi tratado. Se o terreno precisava ser desocupado, que fosse previamente encontrada uma solução habitacional para os moradores da Favela. São todos cidadãos brasileiros que merecem ter acesso aos direitos que lhes são garantidos pela Constituição Federal.

Porém, lei é lei, e a reintegração de posse teve que ser cumprida. A lei talvez não seja perfeita, porém, não adianta jogar a culpa no Governador e muito menos no Poder Judiciário. A lei somente pode ser alterada por ato do Poder Legislativo. Se você se incomodou com o que foi mostrado na desocupação do Pinheirinho, escreva ao seu Deputado Federal e peça modificações na legislação que trata de reintegração de posse.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Geopolítica e Antártica - Parte 02

O pioneiro Roald Amundsen atinge o Pólo Sul.


Os portugueses se lançaram ao mar para preparar a ocupação das áreas que lhes correspondiam através do Tratado de Tordesilhas. Em 1498 Vasco da Gama chega ao Cabo da Boa Esperança, e, no mesmo ano, Duarte Pacheco Pereira, o mentor do Tratado, é enviado à América do Sul para fazer o reconhecimento da costa brasileira e ver como a passagem entre os Oceanos Pacífico e Atlântico poderia ser protegida. Dois anos depois, uma expedição militar chefiada por Pedro Álvares Cabral, que se dirigia à Índia a fim de estabelecer um entreposto comercial, faz o descobrimento oficial do Brasil.

No ano seguinte, uma nova expedição de exploração sai de Portugal, levando como consultor Américo Vespúcio, que voltara a trabalhar com Portugal. A expedição se deslocou até o sul, alcançando as Ilhas Geórgias do Sul. Vespúcio, numa carta a um amigo, conta que havia estado com os portugueses em uma terra com mares bravios, com um frio muito intenso. Portugal tratou de imediatamente registrar em cartório as ilhas subantárticas descobertas e o território antártico que se supunha existir. Essas narrativas de Vespúcio despertaram nos cartógrafos uma quase certeza da existência de um continente no Pólo Sul. E os novos mapas já incluiam a Antártica, que era chamada de Brasile Inferior, pelo fato ter Portugal ter dado este nome a todos os territórios subantárticos localizados na sua zona dentro do Tratado de Tordesilhas.

Porém, como Portugal precisava dirigir seu foco ao comércio das especiarias, a questão dos estreitos da América do Sul foi esquecida por um momento. Com Vespúcio e Magalhães indo para a Espanha, foi esta quem terminou por dominar a região subantártica da América do Sul.

Os desentendimentos entre Inglaterra e Espanha tinham seus reflexos na América do Sul. Vários corsários a serviço da Inglaterra realizavam pirataria na região. Um deles, Sir Francis Drake, possuindo em sua nau documentação a respeito da viagem de Magalhães, foi incumbido de explorar a região subantártica. Para facilitar o empreendimento, Drake foi a Cabo Verde e raptou um hábil piloto português, Nuno da Silva, que viria a se tornar grande amigo de seu seqüestrador. E em 1570, Nuno descobre o estreito que hoje leva o nome de Francis Drake.

Devassados os estreitos, para se atingir a Antártica eram necessários outros pontos de apoio. As ilhas Salomão, Carolinas, Marianas, Novas Hébridas e Marquesas foram descobertas entre 1568 e 1605 pelo espanhol Álvaro de Mendes, enquanto as Geórgias do Sul, embora avistadas por Vespúcio, só seriam oficialmente descobertas pelo português Antônio Rocha em 1675. No século seguinte, o inglês John Byron e o francês Louis Antoine de Bougainville, separadamente, fizeram explorações na região do Estreito de Magalhães.

Interessada nas pesquisas, a Royal Society of London financiou três expedições do Capitão James Cook, entre 1772 e 1776, que atravessou o círculo polar Antártico, mas não avistou o continente. No século seguinte, em 1820, o seu compatriota Edward Bransfield encontra a Península Antártica, e o francês Dumont d’Urville toca em algumas ilhotas próximas ao continente, na região da Antártica Ocidental.

As potências coloniais voltam seus olhos para a partilha da África; então é a vez dos Estados Unidos e da Rússia começarem a exploração da Antártica. Os pioneiros foram Nathaniel Palmer, pelos americanos, e Faddei von Bellingshausem, pelos russos. Com o fim da partilha da África, as potências voltaram os olhos para as regiões polares, e o Império Austro-Húngaro sugere um acordo internacional para o estudo das mesmas. Doze países ratificaram o acordo, que foi chamado de Ano Polar (1882-1883).

Em dezembro de 1911, o norueguês Roald Amundsen atinge o Pólo Sul, seguido pelo inglês Robert Scott, um mês depois. A partir daí, cada vez mais países começaram a se interessar pela pesquisa científica da Antártica. Em 1932, é feito um novo Ano Polar, com 32 inscritos, seguido por outro em 1957, com 39 inscritos, inclusive o Brasil. Finalmente, em 1959, as 12 nações que haviam instalado bases na Antártica durante o verão de 1957, assinaram em 1959 o Tratado da Antártica, um acordo que prevê o uso do continente somente para fins pacíficos, sem provocar atos que possam ser prejudiciais ao ambiente, e incentivando a cooperação científica.

Continua na Parte 03.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Usina de Belo Monte



Juvenilda, uma célebre ativista em prol da ecologia, chegou ao seu edifício, entrou no elevador e ascendeu até ao 12º andar, no qual ficava seu apartamento. Lá chegando, tirou o Blackberry da bolsa, conferiu um e-mail, e, suando em bicas em função do grande calor que castigava a cidade por aqueles dias, ligou o ar-condicionado na temperatura mínima.


Foi ao seu potente freezer e pegou algumas pedras de gelo para colocar no copo de seu refrigerante. Em seguida, dirigiu-se à sala, ligou seu computador, e passou a ler com atenção as últimas notícias relativas à construção da Usina de Belo Monte.


Juvenilda leu algumas linhas e começou a balançar a cabeça. Pegou seu iPad e verificou uma citação que lera em um e-book na noite anterior. Decidiu que precisava ir correndo até a casa de uma amiga também ativista. Entendeu que, em função da pressa, era melhor deixar o carro em casa e ir de Metrô.


A fictícia Juvenilda, apresentada nas linhas acima, é um grande exemplo de mulher moderna, inserida na revolução digital. Usa tudo o que a alta tecnologia tem a oferecer para facilitar sua vida. E Juvenilda também tem um grande engajamento social. É contra a Usina de Belo Monte e todos os malefícios que esta obra trará.

Porém, façamos uma reflexão sincera. Elevador, Blackberry, Ar-Condicionado, Freezer, Computador, iPad, Metrô. O que estes itens que tanto facilitam o bem-viver de nossa amiga tem em comum? Nenhum destes maravilhosos equipamentos funcionam à base de magia. Eles precisam de algo muito simples, que atende pelo singelo nome de eletricidade.

iPad não funciona com magia, funciona com eletricidade.
E o Brasil, precisando aumentar seu parque de geração de energia, se lançou à construção daquela que, quando pronta, será a terceira maior usina hidrelétrica do mundo. Chamada de Usina de Belo Monte, ficará encravada no meio da Floresta Amazônica, e nem é preciso dizer os danos ambientais que seu enorme lago trarão. Sem falar dos Índios que terão suas terras afetadas. Tudo leva a crer que Belo Monte tem tudo para superar as perdas ambientais causadas pela construção da Usina de Tucuruí.

É algo calamitoso? Sim. Mas é o preço do progresso. As pessoas falam em preservação ambiental, mas não admitem se desvencilhar das maravilhas do mundo moderno que tanto demandam eletricidade e fazem com que o governo se lance numa aventura ambientalmente suicida para gerar mais fluxo de elétrons para nossos brinquedinhos.

É o tipo de hipocrisia semelhante ao que vimos no filme Tropa de Elite. As pessoas compram entorpecentes, financiam o tráfico, e depois vão participar da Marcha Pela Paz. Aqueles que quiserem ser coerentes com seus discursos, larguem tudo e vão morar no meio do mato em uma taipa sem luz e sem seus apetrechos modernos. Caso contrário, aceitem o preço do progresso.

O progresso é destrutivo e um dia o homem há de pagar por tudo que está fazendo contra a natureza, porém, não fiquemos alimentando retóricas vazias. Quem quiser protestar, que primeiramente dê o exemplo.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Duetos de Renato Russo



Renato Russo dispensa apresentações ou comentários. Ele é o tipo de pessoa sobre a qual não precisamos (e nem devemos) falar nada. É alguém cuja obra fala por ele. Excelente como compositor, magistral como intérprete. Renato sabia cantar não só com a boca e a garganta, mas sobretudo com o coração.

E hoje, no Domingo Musical do Blog Pensando Adiante, vamos ouvir uma seleção de duetos estrelados pelo grande gênio das rosas vermelhas.


A Carta
Renato Russo e Erasmo Carlos


A Cruz e a Espada
Renato Russo e Paulo Ricardo


Vento no Litoral
Renato Russo e Cássia Eller


Cathedral Song
Renato Russo e Zélia Duncan

sábado, 21 de janeiro de 2012

Viva Luiza!

Blame Canada! Blame Canada!


O mais novo sucesso da internet, redes sociais, rodas de botequim e similares atende pelo nome de Luiza Rabello (foto), alçada à condição de estrela graças a um meme gerado em função de uma desnecessária observação feita por seu pai, famoso jornalista paraibano, no anúncio de um empreendimento imobiliário na cidade de João Pessoa (PB).


Acho difícil que ninguém tenha visto o vídeo que deu origem ao meme, porém, vamos postá-lo para refrescar a memória:



A aparentemente esnobe observação de que Luiza estava no Canadá caiu na boca do povo, que começou a fazer todo tipo de piada com a coitada da Luiza. A menina voltou ao Brasil e, bem aproveitando seus 15 minutos de fama, gravou comerciais e peças publicitárias. Nada contra, ela está em seu direito.

Uma das reações ao meme que mais chamaram a atenção dos internautas foi a do jornalista Carlos Nascimento, do SBT:


Carlos Nascimento, numa alusão às brincadeiras nonsense surgidas a partir do meme, manifesta a opinião de que já fomos mais inteligentes. Eu não penso assim. O povo tem o direito de se divertir um pouco de maneira saudável. A reação do povo paraibano também não deixou de ser um protesto a uma citação esnobe veiculada na TV aberta de um estado pobre. Quantos paraibanos tem a oportunidade que a Luiza tem de irem ao Canadá na hora que bem entenderem?

Podem dizer que poderíamos aproveitar melhor nosso tempo falando sobre política, exigindo nossos direitos junto ao poder público, ou nos manifestando acerca da desigualdade social de nosso país. Claro que sim, mas não vejo problema em brincarmos um pouco também. Existe momento para falar sério, e existe momento para a descontração.

Que o diga o próprio patrão do Carlos Nascimento. Silvio Santos, um dos homens mais inteligentes do Brasil, não tem medo de ser engraçado e de fazer cena:


Feliz é o povo brasileiro, que consegue se divertir tanto com uma mísera piada. Porque ir se divertir no Canadá é pra poucos.



Blame Canada
Tema do Filme South Park: Bigger, Longer & Uncut

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Atenção Emissoras da Rede Globo

Se você não mora na Bahia, certamente irá estranhar caso esteja visitando este simpático estado e, logo pela manhã, resolva assistir ao "Bom Dia Bahia" para ficar bem informado acerca dos acontecimentos locais e encontre este programa passando não na Globo, mas no... ...SBT!

Isso se deve ao fato de que a TV Aratu, afiliada baiana do SBT, já transmitiu o sinal da Globo em um passado longínquo. Em 1987, em um episódio até hoje mal-esclarecido, a Globo rescindiu repentinamente a concessão da TV Aratu e entregou o sinal no estado para a TV Bahia, de propriedade do hoje falecido Antonio Carlos Magalhães. Após anos rodando pela extinta Manchete e pela CNT, em 1997 a Aratu se filiou ao SBT.

A Aratu saiu da Globo, mas levou como espólio a marca "Bom Dia Bahia". Em função disso, a TV Bahia, que continua retransmitindo a Globo no estado até hoje, batiza seu noticioso matinal com o nome de "Jornal da Manhã".

Existem muitas versões para o rompimento da Globo e a Aratu. Uns dizem que a amizade dos Marinho com os Magalhães foi fundamental. Outros falam que, além disso, a TV Bahia (então filiada à Rede Manchete) já possuía na época um nível de qualidade e produção muito maior que o da Aratu.

Independente do que aconteceu, o que ficou marcado foi a truculência do rompimento, em que a Aratu não teve nem possibilidade de tentar questionar a desfiliação.

Outra polêmica recente de atrito entre a Rede Globo e uma afiliada aconteceu com a TV Verdes Mares, que transmite a programação da Vênus Platinada para o Ceará. O Grupo Verdes Mares possui uma emissora paralela com programação inteiramente própria chamada TV Diário. Até pouco tempo, a TV Diário podia ser captada na parabólica e também através de várias retransmissoras em outros estados.

Sua programação faz muito sucesso entre o público nordestino, e, embora o Grupo não se preocupasse com que a TV Diário pudesse provocar "fogo amigo" na TV Verde Mares, a cúpula da Globo começou a se preocupar e resolveu cortar as asinhas da TV Diário antes que ela se tornasse um problema. Por ordem da Globo, a TV Diário saiu da parabólica e fechou suas retransmissoras fora do Ceará.

Por fim, outro exemplo de desfiliação traumática ocorreu com a TV Leste de Governador Valadares (MG). A TV Grande Minas, afiliada da Globo no norte do estado, se fundiu com várias afiliadas da Globo no Estado do Rio de Janeiro e juntas passaram a formar a Rede InterTV, ficando a TV Leste geograficamente posicionada no "meio" da rede.

Então, segundo os executivos da TV Leste relatam, a Rede Globo começou a pressioná-los para que os mesmos vendessem a emissora para a InterTV. Em função dos mesmos se recusarem, a InterTV comprou a TV dos Vales - afiliada local da Rede Record - e a TV Leste foi notificada que sua afiliação não seria renovada.

Em 1º de Agosto de 2008, a TV dos Vales se converte na InterTV dos Vales e passa a ser a afiliada da Rede Globo na região. A TV Leste é desfiliada e passa a transmitir o sinal da Rede Record:


Saíram das alças da Vênus Platinada, mas saíram atirando para todos os lados.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Castelo de Caras



Em todas as edições recentes da Revista Caras, não há nenhuma que deixe de mostrar alguma reportagem exibindo famosos e bem-nascidos desfilando sua elegância pelo mítico Castelo de Caras, que a revista insiste em nos lembrar que está localizado em Tarrytown, a 40 minutos de Manhattan.

Sim, é deveras curioso que uma publicação brasileira leve celebridades e sub-celebridades brasileiras para realizar sessões de fotos e entrevistas chapa-branca em um lugar tão distante do Brasil. De certo modo, o lugar gera uma mística interessante ao público alvo da revista, ansioso em ver luxo e glamour em suas páginas. Se o Castelo de Caras ficasse em Santo André, a 40 minutos da Praça da Sé, talvez não tivesse tanta graça.

Em Santo André não teria tanta graça.
O Castelo em si, obviamente, não pertence à Revista Caras. E também não está cedido à publicação de maneira integral. O Castle on the Hudson, nome oficial do lugar, foi construído no fim do século XIX e hoje abriga um hotel, no qual qualquer mortal pode se hospedar com diárias a partir de US$ 245,00. A publicação brasileira hospeda seus VIPs por lá e ainda paga uma bagatela para ter direito de estender estas grandes faixas vermelhas no castelo, descaracterizando a bela fachada desta construção em estilo medieval.

Já a cidade de Tarrytown, que realmente fica a 40 minutos de Manhattan, é um subúrbio de Nova Iorque. Grande parte de sua população toma diariamente os trens metropolitanos para trabalharem no coração da cidade que nunca dorme. Apesar de sua vocação de cidade dormitório, não foi engolida pela mancha urbana de Nova Iorque, o que faz com que a localidade mantenha um ar de cidade interiorana. Muitos endinheirados mantém propriedades na região, pois se trata de um lugar relativamente calmo quase ao lado do coração do mundo.

Agora, com o auge do Verão, a Revista certamente dará mais ênfase em suas páginas a outro lugar igualmente inacessível aos seus leitores: a paradisíaca Ilha de Caras. Porém, podemos continuar folheando as páginas da publicação e, forçando a imaginação, podemos nos sentir pertinho dos VIPs. Ou, se você tiver um pouco mais de dinheiro, pode ir até Nova Iorque e aproveitar o Castle on the Hudson.

O site oficial do Castelo é www.castleonthehudson.com.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Telecurso de Sociologia - Aula 02


Hoje apresentamos a segunda aula de Sociologia do Novo Telecurso. Aproveite!



Você vai ver que as culturas também mudam, evoluem e se adaptam às novas situações, e que cooperação e solidariedade também fazem parte da cultura.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Em Defesa da Alca

Uma das brilhantes peças publicitárias destinadas a
 conscientizar o povo acerca do "imenso" perigo representado pela Alca.


Entre a segunda metade da década de noventa até a primeira metade da década seguinte, uma sigla perseguia os esquerdistas na América Latina. Esta sigla representava uma entidade que supostamente personificaria o mal absoluto se debatendo sob todo o continente americano. A entidade em questão, embaixadora dos Quintos dos Infernos na superfície terrestre, atendia pelo nome de Área de Livre Comércio das Américas, ou simplesmente Alca para os íntimos.

O que era a Alca? Em grosso modo, seria um Mercosul a nível continental. Aboliria-se impostos de importação para operações entre todos os países membros, adotaria-se uma política tributária padrão e incentivaria-se o comércio interno dentro do Continente.

Seria uma boa idéia? Claro que sim. Lógico que não poderia ser implantada de qualquer jeito, para evitar que as disparidades entre o tamanho das economias dos estados-membros da Alca resultasse em desequilíbrios comerciais que, no futuro, poderiam se converter numa crise endêmica - da maneira que estamos vendo hoje na Europa, onde a Grécia, a economia mais fraca do bloco, entrou em estado falimentar e acabou gerando um efeito cascata que coloca o risco a própria existência do bloco e anula em grande parte os benefícios esperados pela implantação da Eurozona.

Contra Burguês, a Alca e o FMI, vote 16!
Porém, seria interessante ao menos que houvesse tido ao menos um início de conversas para definir uma maneira da Alca ser implantada, definindo um cronograma de negociações para que o assunto não acabasse esquecido. Mas não foi o que aconteceu. Entidades esquerdistas em todo o continente, talvez sem nem entender direito o que a Alca significava, começaram a acusar o Acordo de ser um instrumento do imperialismo americano, uma maneira da América Latina ser definitivamente entregue aos Ianques, e todo esse blá blá blá.

A politização do assunto foi muito sentida no Brasil. Partidos de extrema-esquerda como o mítico PSTU enchiam suas propagandas eleitorais de slogans condenando a Alca e o entreguismo de nossa nação aos Estados Unidos. Aparentemente, a Alca serviu muito bem como bode expiatório dos esquerdistas, visto que, no meio das discussões sobre a mesma, muitos governos de esquerda emergiram na América Latina - muitos certamente eleitos na carona do discurso anti-globalização.

Mas aonde eu quero chegar com este texto? Após 2005, ano em que as negociações sobre a Alca foram para a gaveta, um novo player começou a se firmar no comércio mundial, apoiado por uma taxa de câmbio artificial e também por uma política de total desrespeito aos direitos dos trabalhadores, o que possibilita que seus produtos (de má qualidade, diga-se de passagem) inundem as prateleiras de todo o mundo a preços irrisórios: A China.

A favor de Chinês,
vote 16!
E os produtos chineses são um inimigo comum para todas as economias da América. O Brasil sofre com a concorrência desleal dos chineses assim como os Estados Unidos também saem muito prejudicados. Será que neste momento, não seria interessante termos um Aliança Comercial Continental, que favorecesse o comércio interno no continente? Afinal, acredito que para o Brasil é muito mais interessante assumir uma postura aberta em relação ao comércio exterior com o Estados Unidos do que com a China. No caso dos Estados Unidos, temos condições de entrar com nossos produtos manufaturados - de valor agregado - no mercado americano a preços competitivos.

Aí os esquerdistas de plantão podem dizer: "Mas os produtos americanos vão entrar no Brasil fazendo concorrência com as indústrias brasileiras". E eu pergunto então: O que é melhor, os produtos americanos vindo concorrer com nossas indústrias ou os produtos chineses vindo massacrar a nossa indústria?

E diga-se de passagem, pelo momento favorável vivido por nossa economia nos dias atuais, o Brasil teria muito a lucrar caso a Alca estivesse instalada. Produtos brasileiros de qualidade poderiam estar substituindo os famosos xing-ling de qualidade duvidosa nos shopping centers dos Estados Unidos.

Porém, nada disso aconteceu, e a vida segue. Só espero que o PSTU, quando tiver nova oportunidade, faça uma escolha sensata entre a China e a Alca. Mas escolha rápido, antes o Brasil acabe falando cantonês com as bençãos da esquerda.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Existiu Outro Estado do Paraíba do Sul

Juiz de Fora (MG), possível capital do Estado do Paraíba do Sul "Oriental".


Após a grande repercussão de nossa matéria sobre a proposta de criação de um estado unindo as seções paulista e fluminense do Vale do Rio Paraíba do Sul, fui ao Google caçar informações correlatas. Tinha curiosidade em saber se alguém já tinha tido esta idéia antes. Encontrei no blog do Professor José Frederico, de Juiz de Fora, uma interessante referência à criação de um Estado com o nome de Paraíba do Sul, conforme mapa abaixo:


O mapa acima teria sido idéia do jornalista Jesus de Oliveira, que por volta da década de 40, inconformado com a falta de atenção do governo mineiro com a região da Zona da Mata, propôs a criação de um estado englobando várias cidades do sudeste de Minas Gerais e também várias outras do Norte e do Noroeste do Estado do Rio de Janeiro. O projeto previa inclusive a construção de três cidades litorâneas na área que hoje faz parte do município de São Francisco do Itabapoana (RJ).

Embora a primeira vista o povo mineiro seja unido e tenha orgulho de seu estado, podemos entrar em uma análise sobre o quanto uma cisão desta Unidade Federativa poderia ser útil às várias regiões mineiras. Lembrando que, em nosso artigo sobre as Divisões Administrativas da Igreja Católica e do Rotary Club no Brasil, vimos que organizações de direito privado sempre dividem Minas Gerais em vários núcleos menores. Governos descentralizados podem ser mais eficientes e dar mais atenção às diversas regiões. 

É um caso muito diferente da cisão do Pará, onde a divisão teria poucos efeitos práticos. Minas Gerais é um estado de porte, muito populoso e com alto PIB. Dividí-lo em cinco ou seis estados poderia tornar sua administração mais eficiente.

O empresário e dublê de político Omar Peres (foto abaixo), proprietário da TV Panorama (afiliada da Rede Globo no Estado do Paraíba do Sul na Região da Zona da Mata Mineira), chegou a ponderar sobre este assunto em seu blog. Leiam a transcrição de uma conversa que ele teve com um amigo:

"Omar, eu se fosse mais jovem, começaria um movimento separatista . Ninguém aguenta mais o descaso de Belo Horizonte com a nossa região ! Você têm total razão quando escreve que, se não conseguem sequer acabar com uma obra iniciada pelo Itamar, há 10 anos (aeroporto de Goianá), imagine se algum governador vai olhar para nós! E é por isso, Omar, que a Mata mineira parou no tempo e se transformou em um novo Vale do Jequitinhonha".


Delenda Belo Horizonte Est.
E para fechar o raciocínio, ainda brincou: " o juizforano, não vai a praia no Espírito Santo como o resto dos mineiros. Vai para Cabo Frio. Não torce para Atlético e Cruzeiro. Torce para o Flamengo, Vasco, Botafogo e Fluminense (e com toda a razão, já que em Minas só é permitido final entre o Galo e a Raposa !) . Pergunte se ele prefere passar um final de semana, na praia de copacabana ou na Savassi em Belo Horizonte ? Teatro e cultura, importamos tudo também do Rio, E arrematou: por tudo isso, para nós, mineiros da Mata, Belo Horizonte ou Salvador da Bahia, tem o mesmo significado, ou seja, duas cidades distantes de Juiz de Fora, e nada mais " 


Veja que o interlocutor de Omar Peres chegou a usar de argumentos culturais para defender a separação da região, dizendo que a Zona da Mata está muito mais ligada ao Rio de Janeiro do que a Belo Horizonte. Ele enfatizou muito esta influência carioca sobre a Manchester Mineira, só faltando mesmo defender o antigo sonho dos juiz-foranos de anexar sua cidade ao Estado do Rio. Mas, no caso, a intenção seria mesmo fundar ali um novo estado, que também poderia se chamar Paraíba do Sul.

E então, qual dos Paraíbas do Sul se tornará realidade primeiro?

domingo, 15 de janeiro de 2012

Encontro Com o Rei


Existem por aí muitos Reis e Rainhas. Pelé é o Rei. O Rei do Futebol. Xuxa é a Rainha. Rainha dos Baixinhos. Gretchen é a Rainha. Rainha do Bumbum. Mas Roberto Carlos vai além. Ele é simplesmente o Rei. Não necessita de locuções adjetivas, pois sua majestade já se justifica por si só.

É claro que a citação acima foi somente uma puxação de saco em cima deste talentoso artista; a alcunha de Rei merece ser explicada. No auge da Jovem Guarda, Roberto Carlos foi homenageado pelo saudoso Chacrinha com o título de Rei da Juventude. O tempo passou, e seu mar de súditos ultrapassou as fronteiras da juventude, mas como Rei que é Rei nunca perde a majestade, Roberto Carlos continuou a ser o Rei, simplesmente.

Lady Laura realiza a coroação de Roberto Carlos.

E como todo domingo é dia de música no Pensando Adiante, hoje vamos ouvir uma seleção das melhores músicas do Rei.

Roberto Carlos
A Primeira Vez


Roberto Carlos
Nossa Canção



Roberto Carlos 
Outra Vez


Roberto Carlos 
De Coração


Roberto Carlos 
Nosso Amor


Roberto Carlos
Como Vai Você

sábado, 14 de janeiro de 2012

Analisando uma Civilização Extraterrestre - Parte 07

Continuemos hoje nosso estudo do Documento 72 do Livro de Urântia.


7. Os Impostos

(815.1) 72:7.1 O governo federal é paternalista apenas quanto à administração das pensões para a velhice e quanto a fomentar o gênio e a originalidade criativos; os governos dos estados estão ligeiramente mais preocupados com o cidadão individualmente, enquanto os governos das províncias locais são muito mais paternalistas ou socialistas. A cidade (ou algumas divisões dela) preocupa-se com questões como saúde, saneamento, normas de construção, ornamentação, suprimento de água, iluminação, aquecimento, recreação, música e comunicações.
(815.2) 72:7.2 Em toda a indústria, a maior atenção é voltada para a saúde; alguns aspectos do bem-estar físico são considerados prerrogativas industriais e comunitárias, mas os problemas da saúde individual e da família são questões apenas para a preocupação pessoal. Na medicina, como em todos os outros assuntos puramente pessoais, é plano do governo interferir sempre menos.
Percebe-se uma preocupação dos governos em se governar para o indivíduo. Mesmo em áreas, como na saúde pessoal, em que o Governo pretende limitar sua atuação, existe ainda um forte apoio do estado para que o indivíduo não fique desamparado.
(815.3) 72:7.3 As cidades não têm poder para cobrar impostos, nem podem contrair débitos. Elas recebem dotações do tesouro do estado, per capita da sua população, e devem suplementar essa receita com os ganhos dos seus empreendimentos socializados e por meio das concessões de várias atividades comerciais.
A princípio pode parecer negativo que as cidades não tenham autonomia para cobrar impostos, tornando a administração municipal muito dependente do Governo do Estado. Por um lado, esta atitude - aliada à proibição de endividamento - permite-se que se mantenha um controle de gastos e evita evasão de divisas. Porém, tende a engessar por demasia o poder de autonomia municipal. Seria interessante entender melhor como este processo funciona na prática.
(815.4) 72:7.4 As instalações de trânsito rápido, que facilitam consideravelmente a expansão das fronteiras das cidades, ficam sob o controle municipal. Os corpos municipais de bombeiros são sustentados pelas fundações de prevenção de incêndios e de seguros, e todos os prédios na cidade e no campo são à prova de fogo — tem sido assim por mais de setenta e cinco anos.
O texto cita muito estas "Fundações", que agem em vários ramos do serviço público. Parecem ser entidades autárquicas, porém, com certa autonomia fiscal. Seriam elas transparentes o suficiente para gerir seus objetivos de maneira eficiente?
(815.5) 72:7.5 Não há funcionários municipais destacados para manter a paz; as forças policiais são mantidas pelo governo do estado. Esse departamento é recrutado quase que inteiramente junto aos solteiros entre vinte e cinco e cinqüenta anos. A maior parte dos estados aplica altos impostos aos solteiros, e estes são destinados a todos os homens que integram a polícia do estado. A força policial dos estados tem atualmente, em média, apenas um décimo do tamanho que tinha cinqüenta anos atrás.
Esta parte do texto denota duas coisas: a preferência pela conscrição de solteiros - talvez pelo fato de que policiais sem família constituída sejam mais eficientes e livres para trabalharem numa profissão de relativo risco; mas também demonstra que o governo desestimula que pessoas fiquem solteiras, tanto pela conscrição quanto pela aplicação de impostos. Teria algo a ver com uma necessidade de crescimento demográfico?
(815.6) 72:7.6 Há pouca ou nenhuma uniformidade entre os esquemas de impostos dos cem estados relativamente livres e soberanos, pois as condições econômicas e tudo o mais varia, consideravelmente, nas diferentes partes do continente. Cada estado tem dez disposições constitucionais básicas que não podem ser modificadas, a não ser com o consentimento da suprema corte federal; e um desses artigos impede a cobrança de um imposto de mais de um por cento sobre o valor de qualquer propriedade, durante um mesmo ano; os domicílios, urbanos ou não, estão isentos.
A isenção fiscal para domicílios é algo muito importante. Não basta dar casa para as pessoas, é preciso também desonerar sua manutenção.
(815.7) 72:7.7 O governo federal não pode contrair dívidas, e a aprovação por uma maioria de três quartos é exigida para que qualquer estado possa tomar recursos emprestados, a menos que seja para propósitos de guerra. Como o governo federal não pode incorrer em débito, em caso de guerra o Conselho Nacional da Defesa tem o poder de requisitar fundos dos estados, e também homens e materiais, segundo a necessidade. Todo débito, porém, deve ser pago em menos de vinte e cinco anos.
Esta parte do texto denota o rígido controle fiscal adotado pela nação. Estão muito certos em prezar pelo controle do equilíbrio das finanças públicas, afinal, são estas finanças que irão sustentar o bem estar do povo.
(815.8) 72:7.8 A renda para manter o governo federal é retirada das cinco fontes seguintes:
(815.9) 72:7.9 1. Impostos sobre importações. Todas as importações estão sujeitas a uma tarifa destinada a proteger o padrão de vida desse continente, que está muito acima do de qualquer outra nação do planeta. Essas tarifas são estabelecidas pela mais alta corte industrial, depois que ambas as casas do congresso industrial houverem ratificado as recomendações do chefe executivo dos assuntos econômicos, o qual é apontado, em conjunto, por esses dois órgãos legislativos. A câmara industrial superior é eleita pelo trabalho, e a câmara baixa, pelo capital.
Este país aparenta ter uma economia muito fechada, focada no mercado interno, e ainda assim existe uma grande barreira fiscal para as importações. Pergunto-me como esta nação consegue ser tão auto-suficiente. Caso realmente tenham tido a sorte de estar em um continente com abundância de todos os recursos necessários para a manutenção da ordem desta civilização, creio ser interessante para eles terem limitações ao comércio exterior, a fim de evitar que uma "China" daquele planeta venha a prejudicar sua economia. 
(816.1) 72:7.10 2. Direitos de patentes. O governo federal encoraja a invenção e as criações originais, nos dez laboratórios regionais, dando assistência a todos os tipos de gênios — artistas, autores, e cientistas — e protegendo as patentes deles. Em troca, o governo fica com a metade dos lucros advindos dessas criações e invenções, seja vindos de máquinas, livros, objetos de arte, plantas ou animais.
O governo incentiva as criações, mas também se torna "sócio" das mesmas. É uma maneira interessante de se estimular a pesquisa e o desenvolvimento científico. Naquela nação, onde talvez não haja uma ganância tão forte quanto a existente em nosso meio, é possível que o autor de um livro ceda com prazer metade dos lucros advindos da venda de um livro, sabendo que estes recursos serão bem-utilizados pelo governo federal.
(816.2) 72:7.11 3. Imposto sobre a herança. O governo federal cobra uma taxa gradativa sobre a herança, que varia de um a cinqüenta por cento, dependendo do porte da propriedade e de outras condições.
Em uma cultura em que estimula-se o indivíduo a se fazer por si só, não parece que existam indivíduos dispostos a "viver de herança". O imposto certamente é pago com muito prazer, pois sabe-se que ele terá boa utilização. 
(816.3) 72:7.12 4. Equipamento militar. O governo arrecada uma soma apreciável com os aluguéis dos equipamentos navais e militares, para uso comercial e recreativo.
Vemos um envolvimento interessante dos recursos militares com a sociedade em geral em tempos de paz - até para fins comerciais. Será que aqui na Terra, seria visto com bons olhos a contratação do Exército por uma empreiteira para construir uma estrada? Financeiramente seria interessante, mas institucionalmente não, pois fugiria-se das obrigações constitucionais pertinentes às Forças Armadas.

Mas, neste planeta, parece que eles vêem as Forças de Defesa também como uma Força Auxiliar para o Progresso da Nação. É uma questão de cultura, que parece que funciona muito bem para eles.
(816.4) 72:7.13 5. Recursos naturais. A renda que provém dos recursos naturais, quando não destinada, na sua totalidade, aos propósitos específicos designados na constituição da federação, é revertida para o tesouro nacional.
O governo faz questão de manter o controle das jazidas minerais e demais recursos naturais. São recursos públicos que precisam estar ao controle do que é público.

 (816.5) 72:7.14 Os orçamentos federais, exceto os fundos de guerra solicitados pelo Conselho Nacional da Defesa, são propostos pela câmara legislativa superior, sancionados pela câmara baixa, aprovados pelo chefe executivo e, finalmente, validados pela comissão federal de orçamento. Os cem membros dessa comissão são indicados pelos governadores dos estados e eleitos pelos legislativos dos estados, para servirem por vinte e quatro anos, um quarto deles sendo eleito a cada seis anos. A cada seis anos esse corpo elege, por uma maioria de três quartos, um dos seus membros como chefe, e ele, assim, torna-se o diretor-controlador do tesouro federal.

Verifica-se mais uma vez que os governos estaduais possuem certa influência nas decisões do governo federal, criando-se assim um laço de reciprocidade, onde a União Federal fiscaliza os Estados e vice-versa, garantindo equilíbrio institucional e transparência no trato da coisa pública.

Continua na Parte 08.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...