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sábado, 31 de dezembro de 2011

Analisando uma Civilização Extraterrestre - Parte 05

Continuamos hoje o estudo do Documento 72 do Livro de Urântia.


5. A Organização Industrial

(813.2) 72:5.1 A situação industrial desse povo está longe dos seus ideais; o capital e o trabalho ainda têm os seus problemas, mas ambos estão ajustando-se a um plano de cooperação sincera. Nesse continente singular, os trabalhadores estão, cada vez mais, transformando-se em acionistas de todos os campos industriais; cada trabalhador inteligente está, aos poucos, tornando-se um pequeno capitalista.
Interessante notar que a relação entre capital e trabalho está rumando, de maneira consciente ou não, para o Socialismo. Os trabalhadores estão se tornando donos dos meios de produção.
(813.3) 72:5.2 Os antagonismos sociais estão diminuindo, e a boa vontade está crescendo rapidamente. Nenhum problema econômico grave surgiu com a abolição da escravatura (há cerca de cem anos), já que um ajustamento foi feito gradualmente com a liberação de dois por cento deles, a cada ano. Aos escravos que passaram satisfatoriamente pelos testes mentais, morais e físicos, foi concedida a cidadania; muitos desses escravos superiores eram prisioneiros de guerra ou filhos desses prisioneiros. Há cerca de cinqüenta anos, eles deportaram os últimos dos escravos inferiores e, mais recentemente ainda, estão dedicando-se à tarefa de reduzir os números das suas classes degeneradas e viciosas.
Este conceito de escravos superiores e inferiores me parece um pouco racista. Aparentemente, eles fizeram questão de somente manter em seu continente os indivíduos que pudessem agregar algo à nação - e o resto, foi expulso à própria sorte. Será que alguma nação recebeu estes ex-escravos de bom grado? Ou tornaram-se apátridas?
(813.4) 72:5.3 Esses povos desenvolveram recentemente novas técnicas para o ajuste de mal-entendidos industriais e para corrigir os abusos econômicos; técnicas essas que representam melhorias marcantes em relação aos antigos métodos de resolução dos problemas. A violência foi proscrita como comportamento para solucionar as desavenças pessoais ou industriais. Os salários, os lucros e outras questões econômicas não são rigidamente regulamentadas, mas são controladas, em geral, pelos legislativos industriais, enquanto todas as disputas que surgem na indústria passam pelos tribunais industriais.
Vemos nesta nação outra influência interessante do Socialismo. Embora nada indique que eles possuam uma economia planificada, nota-se um forte controle do governo sobre as atividades industriais, principalmente no que diz respeito ao lucro. Lá existe uma clara oposição à aclamada liberdade de mercado existente aqui na Terra.
(813.5) 72:5.4 Os tribunais industriais têm apenas trinta anos de existência, mas estão funcionando muito satisfatoriamente. O mais recente desenvolvimento dispõe que, daquele momento em diante, os tribunais industriais reconheçam que a compensação legal recaia em uma das três divisões:

(813.6) 72:5.5 1. Taxas legais de juros sobre o capital investido.


(813.7) 72:5.6 2. Vencimentos razoáveis para os empregados habilitados nas operações industriais.


(813.8) 72:5.7 3. Salários justos e eqüitativos, pelo trabalho.
(813.9) 72:5.8 E essas condições serão satisfeitas, inicialmente, de acordo com um contrato ou, no caso de uma diminuição nos lucros, as partes compartilharão proporcionalmente de uma redução transitória nos salários. E, daí em diante, todos os ganhos que excedam os encargos fixos serão considerados como dividendos e serão rateados entre todas as três categorias: a do capital, a dos conhecimentos especializados e a do trabalho.
Percebe-se que, de certo modo, existe uma preocupação legal em manter-se um equílibrio justo nas relações de trabalho - mesmo que ela possa momentaneamente prejudicar o trabalhador.
(813.10) 72:5.9 A cada dez anos, os executivos regionais ajustam e decretam as horas legais da jornada diária do trabalho. A indústria opera atualmente com uma semana de cinco dias, trabalhando quatro e descansando um. Esse povo trabalha durante seis horas por dia e, como os estudantes, durante nove meses em um ano de dez meses. As férias são, em geral, gastas em viagens e, havendo sido desenvolvidos, muito recentemente, novos meios de transporte, toda a nação está inclinada a viajar. O clima favorece as viagens, durante oito meses ao ano, e eles estão aproveitando ao máximo as oportunidades que surgem.
E também vemos uma preocupação com as consequências deste equilíbrio das relações de trabalho no bem-estar do indivíduo. Procura-se priorizar a qualidade de vida do trabalhador.
(813.11) 72:5.10 Há duzentos anos, a motivação do lucro era inteiramente dominante na indústria, mas hoje está sendo rapidamente substituída por outras forças mais elevadas. A competição é forte nesse continente, mas grande parte dela foi transferida da indústria para o esporte, para as habilidades especiais, para a busca científica e para a realização intelectual. A competição é bastante ativa no serviço social e na lealdade ao governo. Entre os desse povo, o serviço público está rapidamente tornando-se um motivo principal de ambição. O homem mais rico do continente trabalha seis horas por dia no escritório da sua oficina de máquinas e então se apressa até a filial local da escola para estadistas, onde procura qualificar-se para o serviço público.
Isso é importante. Parece que este povo percebeu que ganância não é tudo na vida. Procura-se a realização como indivíduo de maneiras que não vão prejudicar outros cidadãos do continente - por exemplo, nota-se um desestímulo dos indivíduos em buscar o poder a qualquer custo.
(814.1) 72:5.11 O trabalho está-se tornando mais honroso nesse continente, e todos os cidadãos válidos, acima de dezoito anos, trabalham, seja em casa, seja nas fazendas, seja em alguma indústria reconhecida, seja nos serviços públicos, onde aqueles que estão temporariamente desempregados são absorvidos, ou então nos corpos de trabalhadores compulsórios nas minas.
(814.2) 72:5.12 Esse povo começa também a nutrir uma nova forma de aversão social — a aversão pela ociosidade, tanto quanto pela riqueza pela qual não se trabalhou. Lenta, mas certamente, eles estão triunfando sobre as suas máquinas. No passado, também eles lutaram pela liberdade política e, subseqüentemente, pela liberdade econômica. Agora eles entram na fase de desfrutar de ambas e, além disso, começam a apreciar o seu lazer bem merecido, que pode ser dedicado a aumentar a auto-realização.
Existe uma máxima do Sr. Madruga, personagem de Ramon Valdez na série "Chaves", que dizia o seguinte: "Não existe trabalho ruim, o ruim é ter que trabalhar". Parece que nesta nação estão buscando uma maneira de fazer com que o trabalho se torne prazeroso ao homem comum; que as pessoas possam se realizar para si próprias e para a sociedade através do trabalho digno.
Continua na Parte 06.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Legalização do Jogo no Brasil

O Jogo do Bicho é proibido, mas o Jogo do Cavalo pode.


Em 1946, o Governo Federal proibiu o jogo no Brasil. Diz-se que a responsável foi Dona Carmela "Santinha" Dutra, católica fervorosa e esposa do então Presidente Eurico Gaspar Dutra, tendo influenciado o marido a extirpar de nosso país uma atividade que atentaria à moral e os bons costumes em vigor. O Decreto-Lei nº 9215 de 30 de abril de 1946, que impôs o impedimento da prática do jogo no Brasil, inicia seu texto dizendo o seguinte:


O Presidente da República, usando da atribuição que lhe confere o artigo 180 da Constituição, e

Considerando que a repressão aos jogos de azar é um imperativo da consciência universal;

Considerando que a legislação penal de todos os povos cultos contém preceitos tendentes a êsse fim;

Considerando que a tradição moral jurídica e religiosa do povo brasileiro e contrária à prática e à exploração e jogos de azar;

Considerando que, das exceções abertas à lei geral, decorreram abusos nocivos à moral e aos bons costumes;

Considerando que as licenças e concessões para a prática e exploração de jogos de azar na Capital Federal e nas estâncias hidroterápicas, balneárias ou climáticas foram dadas a título precário, podendo ser cassadas a qualquer momento:

(Segue o texto da lei).


Dona Santinha, o terror dos roleteiros.
O Decreto-Lei foi promulgado em 30 de abril de 1946, e naquela mesma noite, a última roleta da história do jogo no Brasil girou no Cassino do Hotel Copacabana Palace - pelo menos de maneira oficial, pois o jogo continuou existindo na clandestinidade. O texto do Decreto é bem tendencioso, evocando termos como moral, bons costumes, religiosidade, etc. Pena que todos estes belos atributos não foram capazes de estancar a cultura da corrupção em todos os níveis de governo... É um ótimo exemplo de dois pesos, duas medidas.

Graças à Lei de Dona Santinha, quarenta mil trabalhadores da indústria do jogo ficaram desempregados. E, nos anos posteriores, acabou-se fomentando com isso a indústria do jogo ilegal, fortalecendo a contravenção e o crime organizado.

O referido Decreto, na realidade, regulamentou um outro Decreto Lei, o de nº 3688 de 3 de Outubro de 1941, este sim dissertando acerca das proibições relativas ao jogo:


Art. 50. Estabelecer ou explorar jogo de azar em lugar público ou acessivel ao público, mediante o pagamento de entrada ou sem ele: (Vide Decreto-Lei nº 4.866, de 23.10.1942) (Vide Decreto-Lei 9.215, de 30.4.1946)

Pena – prisão simples, de três meses a um ano, e multa, de dois a quinze contos de réis, estendendo-se os efeitos da condenação à perda dos moveis e objetos de decoração do local.

§ 1º A pena é aumentada de um terço, se existe entre os empregados ou participa do jogo pessoa menor de dezoito anos.

§ 2º Incorre na pena de multa, de duzentos mil réis a dois contos de réis, quem é encontrado a participar do jogo, como ponteiro ou apostador.

§ 3º Consideram-se, jogos de azar:

a) o jogo em que o ganho e a perda dependem exclusiva ou principalmente da sorte;

b) as apostas sobre corrida de cavalos fora de hipódromo ou de local onde sejam autorizadas;

c) as apostas sobre qualquer outra competição esportiva.

Art. 51. Promover ou fazer extrair loteria, sem autorização legal:

Pena – prisão simples, de seis meses a dois anos, e multa, de cinco a dez contos de réis, estendendo-se os efeitos da condenação à perda dos moveis existentes no local.

§ 1º Incorre na mesma pena quem guarda, vende ou expõe à venda, tem sob sua guarda para o fim de venda, introduz ou tenta introduzir na circulação bilhete de loteria não autorizada.

§ 2º Considera-se loteria toda operação que, mediante a distribuição de bilhete, listas, cupões, vales, sinais, símbolos ou meios análogos, faz depender de sorteio a obtenção de prêmio em dinheiro ou bens de outra natureza.

§ 3º Não se compreendem na definição do parágrafo anterior os sorteios autorizados na legislação especial.

Vejam que o referido Decreto-Lei é tendencioso e tinha como principal objetivo atingir aos cassinos. Notamos que por alguma razão aleatória, decidiu-se que corridas de cavalo não seriam consideradas ilegais (Art. 50, § 3, item b). Talvez porque a nata da sociedade, aquela que não era cafona o bastante para frequentar cassinos, ainda achasse chique o GP Brasil de Turfe e seu desfile de elegância e bem-vestir. E em função disso, até hoje é comum ver, principalmente no Rio de Janeiro ao cair da tarde, as casas de apostas do Jockey Club fervendo de velhinhos que vão até lá perder seu dinheiro em algo tão lesivo quanto os finados bingos.

Outro bicho de legalidade duvidosa.
Interessante ver que a Loteria Esportiva da Caixa Econômica não pode ser classificada como Loteria segundo os preceitos do Artigo 51. E também, ela fere o disposto no item c, § 3, do artigo 50 (...as apostas sobre qualquer outra competição esportiva). Ou seja, pela Lei, a famosa "Loteca" é totalmente ilegal. Mas creio que ninguém nunca se preocupou em levar inteiramente à risca o disposto nesta legislação. Como tudo no Brasil, só aplica-se o que é conveniente.

Mas enfim, o que pretendemos expor com tudo isso? É notório que a Lei sobre os Jogos de Azar é caduca e pouco consistente. Está na hora dela ser revisada, e, junto com ela, abrir-se um debate para a volta dos cassinos. Mas claro, estou falando da autorização do jogo com a finalidade de atrair o jogador de alta renda. Acho contraproducente autorizar a exploração de algo semelhante aos antigos bingos, pois eles só serviam, na maioria das vezes, para aplicar o vício do jogo a pessoas de baixa renda.

Teríamos cassinos luxuosos em todo o país, sendo uma nova porta para o turismo, criando milhares de empregos, gerando arrecadação através de impostos e, conforme o cantor Roberto Carlos disse uma vez de maneira muito feliz, pode-se criar oportunidades para a classe artística.

Caso haja um real interesse das autoridades em levar um projeto destes a sério, podemos ter excelentes resultados.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Os Rios do Continente Antártico

O Rio Ônix na Antártica.


Quem vê o inóspito e estéril Continente Antártico não imagina que lá existam Rios. Na verdade, não se tratam de Rios propriamente ditos, mas sim de fluxos formados pela água oriunda do derretimento de geleiras durante o verão antártico.

O maior destes cursos d'água é o Rio Ônix, que possui 32 km e corre através do Vale Wright até o Lago Vanda, na região do Mar de Ross.

Sim, ele é bem raso.

À exceção do Rio Ônix, a maioria dos cursos de água da Antártica são bem curtos, não passando de cinco quilômetros. Como vemos nas fotos, são rasos e com correnteza fraca, além de só correrem durante o verão, o que impede o aproveitamento de sua força hidráulica de maneira efetiva. Apesar disso, são uma grande ferramenta para o estudo do comportamento das geleiras e seu derretimento.

O imponente Lago Vanda, foz do Rio Ônix.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Telecurso de Teatro - Aula 04



Fique hoje com a Tele-Aula número 04 do Telecurso de Teatro. Bons estudos!



Teatro: ficção ou realidade? A partir dessa pergunta, você conhecerá o teatro romântico, com seu estilo melodramático. Aprenderá também um pouco sobre o Realismo e o Naturalismo no teatro.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Obras Faraônicas - O Trem Bala Rio x São Paulo

Uma coisa que eu sempre digo é que é muito difícil você analisar o real nível de necessidade que temos em usar determinada coisa, pois, uma vez que estamos acostumados a ela, não podemos mais viver sem a mesma. Um exemplo claro disso é a telefonia celular. Hoje, é inegável a praticidade que este aparelho trouxe às comunicações do mundo moderno, mas é bom lembrar que a nossa civilização viveu milênios sem ele. Os recados sempre acabavam chegando nos destinatários, mesmo sem o celular.

E digo mais, certamente, ao assistir na TV aquele que pode ser considerado o antecessor do celular, o famoso Sapatofone do Agente 86, você nunca teve vontade de ter algo parecido.

Mas... Nos acostumamos tanto ao celular que hoje é impossível viver sem ele.

Talvez o mesmo raciocínio pode ser feito no que a respeito a obras públicas. Não posso generalizar, certamente temos aqui no Brasil muitos projetos de obras grandes que são realmente essenciais e precisam sair do papel. Mas, tomemos um desses casos.

Citemos o famoso projeto do Trem-Bala Campinas x São Paulo x Rio de Janeiro. Não tenho dúvida que no dia em que esta obra sair do papel, ela irá revolucionar o transporte entre as principais cidades do país e certamente muitos irão se perguntar como tinham vivido até hoje sem o trem bala. Mas, eu pergunto, ele faz falta hoje? Alguém sofre dores intensas pela falta do trem bala entre o Rio de Janeiro e São Paulo? Certamente que não.

Grande inspiração para obras no Brasil.
O problema no Brasil é que não temos uma discussão séria a respeito das prioridades. A obra do trem-bala é importante, mas será que é prioritária? Depois que for inaugurada, vai ser muito fácil dizer que era uma essencial para melhorar a mobilidade e etc, e todos certamente irão concordar. Uma vez que a facilidade veio, ninguém vai querer abrir mão dela. Mas a facilidade pode esperar, a prioridade não.

E claro, vai aparecer uma penca de políticos querendo se auto-intitularem os "Pais do Trem Bala". Obras faraônicas chamam a atenção. Por isso dizem que rede de esgoto não dá voto, porque ninguém vê a obra pronta.

Se uma cidadezinha do interior com dois mil habitantes construir uma linha de Metrô ligando a Rua Direita à Rua de Trás, certamente será um avanço indiscutível no transporte daquela cidade. Mas será que o dinheiro poderia ser investido em algo melhor que o Metrô? Possivelmente, mas a verdade é que se o Metrô for funcional, os habitantes da cidadezinha dificilmente conseguirão viver sem ele dali em diante.

Por isso os políticos precisam ter o bom-senso de determinar o que é realmente prioritário no que diz respeito ao uso do dinheiro público. As pessoas gostam de obras, mas, no oba-oba de admirarem uma realização faraônica (mesmo que ela tenha uma ampla funcionalidade, como é o caso do Trem Bala), esquecem que o orçamento público poderia estar sendo investido de maneira mais eficiente em outras áreas.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

O "Ford Gol Bolinha" e a Queda da Autolatina

Em 1987, a fim de criarem sinergias e ganhar em competitividade em uma economia atravessando uma extensa crise, visto que na época estávamos no auge do Governo Sarney, a Volkswagen e a Ford uniram suas operações no Brasil e na Argentina, formando a Autolatina.

As sinergias obtidas pela Autolatina foram numerosas, como, por exemplo, no compartilhamento de peças e até de motores inteiros, com a família Escort recebendo os bem-avaliados motores AP da Volkswagen. Mas o que ficou marcado no histórico da aliança foram os "novos" modelos surgidos após a fusão:


  • Pela Volkswagen, tivemos o Logus, o Pointer e o Apolo, fabricados a partir da plataforma do Ford Escort/Verona;


  • Pela Ford, tivemos o Versailles e o Royale, fabricados a partir da plataforma do VW Santana/Quantum.



Dizem as más línguas que o casamento nunca foi amigável, sendo que desmoronou de uma vez após uma revolta da Rede de Concessionárias da Volkswagen com isso:


Modelo em argila do protótipo da Ford baseado no Gol Geração II.

Querendo entrar no mercado de compactos, a Ford começou a desenvolver um carro baseado no Gol Geração II, o famoso "Gol Bolinha". Os concessionários da Volkswagen ficaram aterrorizados com a possibilidade do Gol perder mercado para o "primo", que, convenhamos, visualmente era até melhor resolvido.

A Autolatina foi desfeita, e a Ford passou a importar o Fiesta até conseguir adequar suas instalações fabris para passar a produzí-lo no Brasil.

domingo, 25 de dezembro de 2011

World Songs

World Songs é uma expressão que eu inventei. Significa canções onde um mundo de gente se reúne para participar da interpretação. Claro que o resultado sempre é diferente de uma música interpretada por uma única pessoa ou por uma única dupla. O exemplo mais tácito de uma World Song é We Are the World, interpretada pelo USA for Africa - conjunto formado especialmente para cantar essa música, e talvez a maior união de talentos já vista na história. A lista de intérpretes (clique aqui para ver a relação completa) incluía nomes como Ray Charles, Bob Dylan, Cindy Lauper, Willie Nelson, Kenny Rogers, Lionel Ritche, Diana Ross, Paul Simon, Bruce Springsteen, Tina Turner, Stevie Wonder... Ufa!

Liderados, é claro, pelo inesquecível Michael Jackson:


Mas não precisamos ser famosos para obter uma boa World Song. Que o diga os músicos da Banda Mais Bonita da Cidade, que junto a um grupo de amigos conseguiram fazer uma produção simplesmente antológica:


Impossível assistir e não se arrepiar com a energia transmitida por eles.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Analisando uma Civilização Extraterrestre - Parte 04

Apresentamos hoje a quarta parte do estudo sobre o Documento 72 do Livro de Urântia.



4. O Sistema Educacional

(812.3) 72:4.1 O sistema educacional dessa nação é compulsório e misto nas escolas pré-universitárias, que os estudantes freqüentam dos cinco aos dezoito anos. Essas escolas são bastante diferentes das de Urântia. Não há salas de aula, apenas um estudo é feito por vez e, depois dos três primeiros anos, todos os alunos tornam-se professores assistentes, instruindo os que estão abaixo deles. Os livros são usados apenas para assegurar a informação que ajudará a resolver os problemas que surgem nas oficinas-escola e nas fazendas-escola. Grande parte do mobiliário usado nesse continente, bem como muitos dos aparelhos mecânicos — esta é, ali, uma grande idade para as invenções e mecanização — são produzidos nessas oficinas. Adjacente a cada oficina existe uma biblioteca de trabalhos práticos, onde os estudantes podem consultar os livros necessários como referência. A agricultura e a horticultura são também ensinadas, durante todo o período educacional, nas vastas fazendas contíguas a cada escola local.
Vemos que o sistema educacional desta nação não é burocrático como o sistema terrestre. O sistema é livre e colaborativo, onde o aluno aprende e ensina ao mesmo tempo - algo importantíssimo para um melhor desenvolvimento do indivíduo como cidadão e futuro profissional.
(812.4) 72:4.2 Os deficientes mentais são educados apenas na agricultura e na criação de animais e são enviados, por toda a vida, para as colônias especiais de custódia, onde são separados por sexo, para impedir a paternidade, a qual é negada a todos os subnormais. Essas medidas restritivas têm estado em funcionamento por setenta e cinco anos; os mandados de internação são emitidos pelos tribunais da família.
Percebemos que esta nação possui uma política clara para os excepcionais, coisa rara aqui na Terra. Somente lamentamos que ela age de maneira a excluir o indivíduo da sociedade. 
(812.5) 72:4.3 Todos tiram um mês de férias por ano. As escolas pré-universitárias são conduzidas durante nove meses, em um ano de dez meses, as férias sendo passadas com os pais ou amigos, em viagens. Essas viagens são uma parte do programa de educação do adulto e continuam durante toda a vida; os fundos para fazer frente a essas despesas são acumulados pelos mesmos métodos empregados para os fundos do seguro de assistência à velhice.
Como eu li certa vez em algum lugar, viajar é estudar geografia ao vivo, e estudar história direto de onde ela aconteceu. Esta noção foi totalmente assimilada por esta civilização.
(812.6) 72:4.4 Um quarto do tempo da escola é devotado aos jogos — competições atléticas. Os alunos destacam-se nas competições locais, depois nas estaduais e regionais, e em seguida vão para as provas nacionais de habilidade e perícia. Do mesmo modo, os concursos de oratória e música, tanto quanto os de ciência e filosofia, ocupam a atenção dos estudantes, desde as divisões sociais mais baixas, até chegarem aos concursos para as honras nacionais.
Notamos a preocupação de se formar cidadãos de mente sadia, que ocupem seu tempo com atividades producentes.
(812.7) 72:4.5 A direção da escola é uma réplica do governo nacional, com os seus três setores correlatos, o corpo dos professores funcionando como a terceira divisão, a de assessoria legislativa. O objetivo principal da educação nesse continente é fazer de cada aluno um cidadão que se auto-sustente.
Outrossim, vemos também a preocupação de se passar para as crianças desde cedo a importância da organização política e como ela deve ser tratada com seriedade.
(813.1) 72:4.6 Cada criança que se gradua no sistema de escola pré-universitária, aos dezoito anos, é um artesão habilidoso. Então, começa o estudo em livros e a busca de conhecimento especial seja nas escolas de adultos, seja nas universidades. Quando um estudante brilhante completa o seu trabalho antes do tempo previsto, lhe são concedidos, em recompensa, o tempo e os meios para que possa executar algum projeto almejado, do seu próprio invento. Todo o sistema educacional é concebido para treinar adequadamente o indivíduo.
Como verificamos anteriormente, o sistema de ensino desse povo busca realmente extrair do indivíduo o seu melhor, sem que para isso o mesmo tenha que ser submetido a um sistema educacional rígido e estagnado como este aplicado na Terra.
Continua na Parte 05.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Viajando de Viena a Pyongyang de Trem


Após vermos a imensa quantidade de lágrimas que os norte-coreanos estão derramando por seu finado líder e também por constatar que o regime daquele país serve como exemplo de democracia para uma determinada agremiação política do Brasil, apresentamos hoje mais um post da série temática sobre a República Democrática Popular da Coréia.

Um austríaco resolveu viajar para a Coréia do Norte em um trem de passageiros que passa através da fronteira entre este país e a Rússia. Esta rota é utilizada sobretudo por norte-coreanos que trabalham na Rússia, e usualmente não é permitido o trânsito de turistas neste trem em virtude dele atravessar regiões do país que não interessam ao regime que sejam conhecidas por estrangeiros.


 Rota da viagem ferroviária, seguindo pela Transiberiana até Khazan,
pequena localidade situada após Vladivostok. Lá, o trem atravessa a
"Ponte da Amizade" e entra em território norte-coreano. Nesta rota não é
permitida de maneira usual o trânsito de turistas, que devem entrar no país
através do Aeroporto de Pyongyang ou em trens partindo da China.

Ele atravessou todo o território russo, enfrentou as sutilezas dos agentes de fronteira, e teve oportunidade de conhecer regiões da Coréia do Norte as quais poucos estrangeiros têm acesso. O diário de viagem foi catalogado neste blog, que vale muitíssimo a pena ser visto.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Eu Tenho Medo do PCdoB



Certas coisas que são emanadas não só pelo Partidão, mas também por sua notória base governista, esta nobre frente de destemidos idealistas dispostos a transformar o Brasil numa Potência, realmente me dão medo. O Partido Comunista do Brasil (PCdoB), publicou em seu site uma surreal nota de pesares pelo falecimento de Kim Jong-Il:

Estimado camarada Kim Jong Un 
Estimados camaradas do Comitê Central do Partido do Trabalho da Coréia 

Recebemos com profundo pesar a notícia do falecimento do camarada Kim Jong Il, secretário-geral do Partido do Trabalho da Coreia, presidente do Comitê de Defesa Nacional da República Popular Democrática da Coreia e comandante supremo do Exército Popular da Coreia. 

Durante toda a sua vida de destacado revolucionário, o camarada Kim Jong Il manteve bem altas as bandeiras da independência da República Popular Democrática da Coreia, da luta anti-imperialista, da construção de um Estado e de uma economia prósperos e socialistas, e baseados nos interesses e necessidades das massas populares.

O camarada Kim Jong Il deu continuidade ao desenvolvimento da revolução coreana, inicialmente liderada pelo camarada Kim Il Sung, defendendo com dignidade as conquistas do socialismo em sua pátria. Patriota e internacionalista promoveu as causas da reunificação coreana, da paz e da amizade e da solidariedade entre os povos.

Em nome dos militantes e do Comitê Central do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) expressamos nossas sentidas condolências e nossa homenagem à memória do camarada Kim Jong Il. 

Temos a confiança de que o povo coreano e o Partido do Trabalho da Coreia irão superar este momento de dor e seguirão unidos para continuar a defender a independência da nação coreana frente às ameaças e ataques covardes do imperialismo, e ao mesmo tempo seguir impulsionando as inovações necessárias para avançar na construção socialista e na melhoria da vida do povo coreano.

Renato Rabelo, presidente nacional do PCdoB 
e Ricaro Abreu Alemão secretário de Relações Internacionais do PCdoB

19 de dezembro de 2011

Penso eu que o PCdoB tem todo o direito de fazer uma média com o último país com um sistema puramente socialista ainda intacto no mundo, transmitindo seus pesares pelo falecimento do finado líder daquele país. Agora, exaltar de maneira totalmente parcial as pseudo-conquistas da Revolução Coreana é algo que beira às raias do ridículo. 

Não vamos nos estender muito, analisemos somente as restrições à liberdade de opinião e informação impostas aos Norte-Coreanos. Será mesmo que o PCdoB acredita que podemos tomar como exemplo sério para o Brasil uma país com um sistema...

  • ...onde o povo não possui acesso à livre informação?
  • ...onde a liberdade de opinião e expressão é restringida por meio da força?
  • ...onde as pessoas desde a infância sofrem lavagem cerebral em prol da manutenção de uma ideologia falida?
  • ...onde o estado possui o monopólio da informação, não permitindo que a democracia exista?

Nestes tempos em que o Escândalo do Mensalão volta à tona, e que interessa muito que determinados assuntos fiquem escondidos dos olhos da nação, talvez seja oportuno aos nossos Queridos Líderes que suas atitudes não sejam fiscalizadas e que o povo seja tolido somente a dizer amém para os desmandos desta quadrilha que se apossou de Brasília.

E vejam que estas idéias anti-democráticas não são exclusividade do PCdoB. Um certo senhor também anda com vontade de fazer algo semelhante...

Enfim, se a Coréia do Norte é um lugar tão paradisíaco, que todos comprem uma passagem sem volta pra lá. Só que precisam ir sabendo que não poderão mandar notícias para nós, pois lá é proibido usar telefone...

Não quero nem imaginar aonde 
chegaremos com tantos "avanços".


quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Telecurso de Teatro - Aula 03


O Blog Pensando Adiante traz hoje a terceira aula do Telecurso de Teatro. Aproveite!



Você conhecerá grupos teatrais que interpretavam baseados na improvisação. Verá também que o nacionalismo se tornou um dos temas do teatro, porta-voz do sentimento de nações que se formavam na Europa.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

O Mito da Caverna com Kim Jong-il



A coisa mais impressionante que vemos nas imagens que chegam da Coréia do Norte após a morte do Ditador Kim Jong-il é o clima de total desolação de sua população. Vemos o povo chorando copiosamente, numa dor que talvez nem possamos comparar com o que vimos no Brasil quando do falecimento de Ayrton Senna.

Porém, dentro do imaginário daquele povo, eles perderam literalmente tudo. Perderam o grande líder que levou a Coréia do Norte à posição de país mais democrático do mundo. Perderam o grande defensor do povo. Perderam o líder que trata todos os cidadãos como seus próprios filhos. Perderam o homem que fez daquele país uma pátria livre e soberana. Perderam o herói destemido que livrou aquelas terras do poder do mal que os conduziriam à escravidão.

Claro, a lavagem cerebral sobre aquelas pessoas é intensa. Elas não fazem a menor noção de que Kim Jong-il era um ditador cujo regime manipula, escraviza, e priva as pessoas de sua liberdade. É uma versão no mundo real do famoso Mito da Caverna.

Para quem não lembra, o Mito da Caverna fala sobre um grupo de pessoas que vivia em uma caverna e só conheciam o mundo exterior através de sombras que entravam por uma fresta da parede. Logo, para estas pessoas, o mundo real era somente aquelas sombras que eles conseguiam enxergar. A equipe do cartunista Mauricio de Sousa explicou bem este mito em uma história em quadrinhos com o personagem Piteco.

Os norte-coreanos conhecem o que o regime permite e os induz a saber. Chegam ao exagero de ensinar nas escolas que Kim Jong-il não tinha necessidades fisiológicas (em palavras mais diretas, ele não fazia cocô), inventou o hambúrguer, e era o maior jogador de golfe da história. E se você questionar isso com um norte-coreano, certamente o fará uma grande ofensa. Aquele povo foi condicionado a acreditar nestas coisas. É o Mito da Caverna em sua pura aplicação prática.

No final, temos toda uma nação lobotomizada em nome do bel-prazer de uma minoria. Realmente, é algo para se chorar muito.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

O Peixe Morreu Pela Boca

Encalhamos...

A expectativa de todo o povo brasileiro era grande. Queríamos ver Neymar desencantando e fazendo o melhor time do mundo aprender o que é o Futebol Arte. As esperanças eram altas. Mas aí Vossa Excelência o Árbitro tocou o apito e a bola rolou em Yokohama...

Eu não tinha ilusões em relação a este jogo. O time do Barcelona é a base da Seleção Espanhola, campeã do mundo, e, para enfrentar e vencer uma equpe dessas, só suando muito a camisa. As quatro linhas do campo de futebol são iguais às quatro paredes de quarto de motel; dentro delas, tudo pode acontecer. Infelizmente, o Santos que entrou em campo foi o reflexo de suas atuações no segundo semestre: um time apagado e errático.

Se a "seleção" do Barcelona é mais time, esperava-se que a grande revelação do futebol brasileiro fizesse a diferença com sua qualidade individual. E não fez; Neymar pouco apareceu no jogo. E o desarmado time do Santos foi envolvido de tal forma que acabou-se consolidando um Massacre no Japão. Achava lógica uma vitória do Barça, mas não por goleada.

Antes da bola rolar neste domingo, eu pensava o tempo todo na épica final do Mundial de Clubes de 2006. A situação era parecida: O Barcelona vinha com Ronaldinho Gaúcho em seu auge, e o Internacional de Porto Alegre apresentava a então promessa Alexandre Pato. O Barcelona era mais time, só que em campo o Inter conseguiu tirar leite de pedra e obteve uma façanha inesquecível.

Nada é impossível!
Naquela época as pretensões do Inter eram modestas, não entraram num clima de oba-oba. Já dessa vez, o Santos foi pro Japão com um clima de favoritismo - pelo menos por parte dos mais ufanistas. Por isso o golpe foi mais profundo, e, claro, quem mais vai sofrer com as críticas é Neymar. Neymar é uma daquelas figuras que você ama ou odeia. Aqueles que não gostam dele terão a grande oportunidade de sentar o sarrafo nele, e certamente corre-se o risco de se arranhar a imagem do jogador de maneira significativa.

Por que? Porque uma das motivações de Neymar para permanecer no Santos foi a disputa do Mundial de Clubes. E, após o vexame de hoje, onde Neymar acabou se queimando naquela que deveria ser sua grande vitrine, já começam as piadinhas com gente dizendo que os dirigentes do Real Madrid devem estar suspirando de alívio por não terem contratado Neymar...

Neymar ainda é novo e pode ter uma nova chance de fazer um bom papel em uma próxima oportunidade. Claro que, conforme ficou demonstrado hoje, ele nunca vai decidir jogo sozinho. O time precisa estar todo ligado.

Então, o que aconteceu com o Santos? Salto alto? Desorganização? Um dia pouco inspirado? Falta de sorte? Acredito que foi de tudo um pouco. Que fiquem as lições para que numa próxima oportunidade a história possa ser escrita de maneira diferente.

O time do Santos de 1962 não tinha esse
problema, entende? Mas se tivesse, todos os
jogadores procurariam um médico.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Pátria Minas



No post Minas Gerais, Terra de Canções, Paisagens e Cultura, destacamos uma série de vídeos institucionais da TV Globo de Belo Horizonte exaltando as belezas das Alterosas e o jeito de ser do povo mineiro. De todas as canções apresentadas, sem sombra de dúvida a mais emocionante é Pátria Minas, do Maestro Marcus Viana, famoso principalmente pela composição A Miragem, tema romântico de Jade e Lucas na novela global O Clone.

Mostremos então a brilhante apresentação de Pátria Minas em um show ocorrido em Belo Horizonte, onde Marcus Viana se juntou à Transfônica Orkestra para interpretar os seus maiores sucessos.



Para quem se interessar em assistir as outras músicas apresentadas neste show, basta clicar aqui.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Analisando uma Civilização Extraterrestre - Parte 03

Hoje vamos analisar mais um trecho do Documento 72 do Livro de Urântia.




3. A Vida do Lar

(811.1) 72:3.1 Nesse continente, a lei não permite que duas famílias vivam sob o mesmo teto. E, já que as habitações grupais foram interditadas pela lei, a maioria dos tipos de edifícios de apartamentos múltiplos foi demolida. Os solteiros, contudo, ainda vivem em clubes, hotéis e outras formas de habitações grupais. A menor área em que se permite a uma família viver deve ter meio hectare de terra. Toda a terra e as outras propriedades usadas para propósitos de moradia são livres de impostos, até dez vezes o tamanho mínimo do lote para uma família.
Vemos a preocupação do Poder Público com a qualidade de vida da população, ao tomar medidas que evitem a superlotação de residências e que também desonerem os imóveis utilizados para habitação familiar.
(811.2) 72:3.2 A vida familiar desse povo melhorou consideravelmente durante o último século. É obrigatório que os progenitores, tanto o pai quanto a mãe, freqüentem a escola de puericultura para os pais. Até mesmo os agricultores, que residem em pequenas colônias no campo, fazem esse estudo por correspondência, indo aos centros próximos para uma instrução oral, uma vez a cada dez dias — a cada duas semanas, pois a semana ali tem de cinco dias.
Outro importante fator evidenciado é a preocupação do estado na formação dos pais. O estado compreende que a manutenção da civilidade e do progresso da nação depende da boa criação de seus novos cidadãos - e esta boa educação começa com os pais. Prepará-los para assumir a responsabilidade de educar uma criança é garantir o futuro da nação.
(811.3) 72:3.3 As famílias têm, em média, cinco crianças, as quais ficam inteiramente sob o controle dos pais ou, em caso de morte de um ou de ambos, sob a guarda do tutor que for designado pelos tribunais da família. Considera-se uma grande honra, para qualquer família, ser recompensada com a guarda de um órfão de pai e mãe. Exames competitivos são feitos entre os pais, e o órfão é concedido ao lar daqueles que apresentem as melhores qualificações como pais.
Vemos que esta nação possui uma cultura bem positiva em relação à adoção. Eles entendem que assumir a guarda de uma criança é garantir o futuro na sociedade a um possível talento.
(811.4) 72:3.4 Esse povo considera o lar como a instituição básica da sua civilização. A expectativa é de que a parte de maior valor na educação de uma criança, da formação e aperfeiçoamento do seu caráter, seja provida pelos seus pais e no lar, e o pai dedica quase tanta atenção à cultura da criança quanto o faz a mãe.
Trata-se de uma observação óbvia, que nem sempre é respeitada pelos pais da Terra.
(811.5) 72:3.5 Toda a instrução sexual é ministrada em casa pelos pais ou por guardiães legais. A educação moral é oferecida pelos professores, durante os períodos de recreio, nas oficinas das escolas, mas a educação religiosa não é dada assim. A educação religiosa é considerada um privilégio exclusivo dos pais, pois a religião é vista como uma parte integral da vida do lar. A educação puramente religiosa é dada, publicamente, apenas nos templos de filosofia, pois esse povo desenvolveu as igrejas como instituições que não são tão exclusivamente religiosas como as igrejas de Urântia. Na filosofia desse povo, a religião é o esforço para conhecer a Deus e manifestar amor pelo semelhante, servindo a ele; mas essa não é uma concepção típica do status da religião nas outras nações nesse planeta. A religião é uma questão tão completamente da família, junto a esse povo, que não há locais públicos devotados exclusivamente a reuniões religiosas. Politicamente, a igreja e o estado, como os urantianos têm o habito de dizer, são inteiramente separados, mas há uma estranha superposição entre religião e filosofia.
Mais uma vez, fica evidenciada a justa importância daqueles que estão vivenciando o dia-a-dia da criança em sua formação. Será que é tão difícil para os pais "urantianos" também perceberem isso?
(811.6) 72:3.6 Até vinte anos atrás, os instrutores espirituais (comparáveis aos pastores de Urântia), que visitavam todas as famílias, periodicamente, para examinar as crianças e certificar-se de que elas foram instruídas adequadamente pelos seus pais, estavam sob a supervisão do governo. Esses conselheiros espirituais e examinadores estão agora sob a direção da recentemente criada Fundação do Progresso Espiritual, uma instituição sustentada por contribuições voluntárias. Essa instituição, possivelmente, não evoluirá mais, antes da chegada de um Filho Magisterial do Paraíso.
Apesar do estado ser declaradamente laico, notamos como todas as instituições de notável relevância para o progresso da nação agem de forma conjunta para o bem estar de todos.
(811.7) 72:3.7 As crianças permanecem legalmente submissas aos seus pais, até que tenham quinze anos, quando então lhes são dadas as primeiras iniciações às responsabilidades cívicas. Depois disso, a cada cinco anos, por cinco períodos consecutivos, exercícios públicos semelhantes são realizados para esses grupos etários; e, daí para a frente, as suas obrigações para com os pais diminuem, enquanto novas responsabilidades civis e sociais para com o estado são assumidas. O sufrágio é conferido aos vinte anos; o direito de casar sem o consentimento dos pais não é concedido antes dos vinte e cinco anos, e os filhos devem deixar o lar ao atingir a idade de trinta anos.
(812.1) 72:3.8 As leis para o casamento e o divórcio são uniformes em toda a nação. O casamento antes dos vinte anos — a idade da emancipação civil — não é permitido. A permissão para o casamento só é concedida um ano depois da notificação da intenção e depois de ambos os noivos apresentarem certificados mostrando que eles foram devidamente instruídos, na escola de pais, a respeito das responsabilidades da sua vida de casados.


(812.2) 72:3.9 As regulamentações para o divórcio são de certo modo indulgentes, no entanto, os decretos de separação, emitidos pelo tribunal da família, não podem ser obtidos antes de um ano depois de o pedido haver sido registrado, e o ano nesse planeta é consideravelmente mais longo do que em Urântia. Não obstante haver indulgência nas leis do divórcio, o índice atual de divórcios é de apenas um décimo daquele das raças civilizadas de Urântia.


O estado faz questão de manter uma grande influência na formação dos indivíduos. Por um lado, é interessante ter-se uma disciplina social a fim de que toda a sociedade funcione bem como um conjunto. Por outro lado, isto pode acabar gerando abusos que firam a liberdade do indivíduo - esperamos que não seja o caso desta civilização.


Continua na Parte 04.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Eu Tomei Chá de Coca


Um ex-patrão meu, ao voltar de viagem ao Peru, trouxe várias caixinhas de Chá de Coca e distribuiu aos funcionários da empresa onde eu trabalhava - incluindo a mim. Levei para casa o produto e um belo dia resolvi experimentar a iguaria.

Fervi a água e mergulhei o saquinho para fazer a infusão. Sim, por lá vende-se Chá de Coca em saquinho, igualzinho aos saquinhos de Chá Mate que temos aqui. Assim que ficou pronto, pus o Chá na xícara e bebi. Fiquei surpreso com o gosto, pois este Chá é muito saboroso.

E você deve estar se perguntando sobre quanto tempo eu levei para começar a ver duendes. Não, eu não vi duendes. Os efeitos do consumo de uma xícara de Chá de Coca são quase iguais aos produzidos por uma xícara de Café. O Chá de Coca te dá uma sensação de bem-estar e revigoramento - também servindo para ajudar a acordar, no caso de você estar sonolento. E só. Nada de alucinações ou luzinhas coloridas. Para a decepção daqueles que curtem ficar doidões, a Coca in natura é totalmente inofensiva.

É sabido que a fórmula original da Coca-Cola possuía extrato de Coca, sendo suprimida por pressões das autoridades. Não teria problema nenhum para este refrigerante continuar a possuir extrato de Coca, porém, é admissível que achem prudente evitar que a principal matéria-prima da Cocaína concentrada - esta sim, perigosa e prejudicial à saúde e à mente - tenha livre circulação por aí.

Eu não vi duendes.
Inclusive, existe uma interessante lenda Inca a respeito da Coca. Diz-se que na época da conquista espanhola, Deuses Incas apareceram às pessoas e disseram que a folha de Coca teria duas funções: aliviar o sofrimento do povo e causar ruína aos conquistadores. Sim, pois as propriedades teraupêuticas da folha de Coca ajudavam o povo a suportar a exploração dos espanhóis, e, por outro lado, a Cocaína trouxe muita dor àqueles que tiraram a liberdade dos Incas.

Pena que, no final das contas, a Coca tenha ganho tanta má fama por conta de seu mais famoso derivado, pois ela em si não possui nada de monstruoso.


quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Dalcides Biscalquin - A Vida é Feita de Escolhas



Talvez muitos conheçam a história de Dalcides Biscalquin. Padre Salesiano, tendo trabalhado por muitos anos junto à Comunidade Católica Canção Nova, começou a sentir dentro de si necessidades diferentes para sua vida. Apesar de amar à Igreja e ao Sacerdócio, sentiu que precisava tomar um novo rumo pessoal.

Segundo palavras do próprio, ele sentia necessidade de ter uma família, era algo latente dentro dele. E ele resolveu ir atrás do que seu coração mandava. A partir disso, iniciou-se uma bela história, que veio a somar muito ao já maravilhoso retrospecto de Dalcides Biscalquin como sacerdote.

Esta surpreendente guinada na vida do agora ex-padre se tornou um livro: A Vida é Feita de Escolhas (BISCALQUIN, Dalcides - Edições Loyola). Muito dos tópicos abordados no livro foram comentados por Dalcides em uma emocionante entrevista do mesmo no Programa Papo Aberto, apresentado pelo comunicador Gabriel Chalita na TV Canção Nova.

Não vou me estender muito pois a entrevista fala por si mesma. Segue-a abaixo, em seis partes:









quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Telecurso de Teatro - Aula 02


Hoje você vai assistir a segunda tele-aula de Teatro do Ensino Médio do Novo Telecurso. Bons estudos!


Você verá que os romanos recriaram o teatro grego, conhecerá o circo romano e a nova atitude do espectador do teatro que queria diversão.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Pobres de Nós à Mercê da Standard & Poor's

A crise européia continua se agravando. Os países da União Européia fazem infindáveis reuniões para tentar salvar a economia. O Primeiro-Ministro do Reino Unido, David Cameron, cria polêmica ao tomar uma posição isolacionista.

Enquanto isso, uma instituição alcunhada pomposamente como Agência de Classificação de Risco resolve, por critérios que só ela mesmo conhece, rebaixar o nível de confiabilidade para investimentos de vários países da União Européia. Pronto, isso foi o suficiente para mais um dia de terror nas bolsas de valores.

A instituição em questão, a Standard & Poor's, é uma consultoria privada de investimentos. Porém, por razões que só Deus sabe, foi elevada à condição de Guia Supremo dos Passos Futuros da Humanidade. O que a Standard & Poor's diz, os mercados aceitam como verdade, e as bolsas de valores reagem na mesma proporção, fazendo com que os Governos Nacionais tenham que se mobilizar para acalmar os investidores.

Aliás, acalmar os investidores é uma expressão muito comum hoje em dia. Sempre ouço a economista Míriam Leitão repetí-la à exaustão no Bom Dia Brasil da Rede Globo. Esta é uma demonstração de que, para todo o sistema, os investidores e o capital especulativo se fazem mais importantes do que o povo e as empresas que produzem riquezas e geram empregos. Enquanto na Grécia pessoas estão sem ter onde morar, os governos se apressam para aprovar medidas que garantam a rentabilidade dos investimentos dos especuladores.

O capital especulativo não tem compromisso com ninguém, então, porque tanto compromisso com os especuladores? Por que os Governos se vêem tão preocupados em manter a segurança econômica deste grande cassino que é o mercado financeiro?

Mistério...
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