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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Telecurso de Filosofia - Aula 05


Hoje vamos assistir a quinta e última aula do Novo Telecurso de Filosofia. Bons Estudos!



A arte tem a ver com a criação. Você vai ver que um artista cria um mundo novo que mexe com os nossos sentidos e transforma a nossa visão da realidade.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

O Sobrenatural Ayrton Senna

Continuemos a falar mais um pouquinho sobre o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1. Vimos no Paddock um grande desfile de tricampeões mundiais, a começar por Nelson Piquet, que foi o grande mestre de cerimônias do espetáculo. Mas lá também estavam Nick Lauda e Jackie Stewart - estes se faziam presentes em corpo físico. Além deles, é claro, quem também fazia questão de impor sua presença no autódromo era Ayrton Senna.

Senna estava presente nas diversas homenagens prestadas por vários pilotos. Seu sobrinho Bruno usa um capacete idêntico ao do tio; Rubens Barrichello também colocou as cores do capacete de Senna em seu próprio; e até Lewis Hamilton, fã confesso de Senna, fez questão de abrasileirar seu capacete a fim de usá-lo numa iniciativa de caridade em prol do Instituto Ayrton Senna.

Isso para não falar nas diversas homenagens que todos os anos são prestadas por centenas de anônimos nas arquibancadas do autódromo de Interlagos.

Esta é a estranha mística de Ayrton Senna. Ao contrário do escrachado e irreverente Nelson Piquet, Ayrton Senna tinha uma postura quase sacerdotal ao volante. Encarava o esporte com grande seriedade e sempre era capaz de tirar o máximo do carro, mesmo sob condições adversas. Por muitas vezes Senna confessou o quanto o sobrenatural andava lado a lado com ele em sua caminhada - tinhas visões e experiências místicas - e esta sobrenaturalidade com a qual as coisas aconteciam para com ele também era percebida pelo público.

Ayrton virou um mito. Não só no Brasil, mas no mundo inteiro. Vide como ele é idolatrado no Japão, por exemplo.

Na Argentina, Maradona é considerado por muitos um ser sobre-humano, por tudo o que realizou de "milagroso" quando fôra o principal jogador da Seleção daquele país - chegaram até a abrir uma Igreja em seu culto. Fora do Brasil muitas pessoas crêem que aqui temos a mesma percepção em relação a Pelé, por tudo que este fez pela Seleção Brasileira. Mas não, para o brasileiro Pelé é somente um atleta de altíssimo nível. Quem realmente assume uma postura de um ser sobrenatural para nós é Ayrton Senna, pela maneira como encarava o esporte e pelas coisas especiais que fazia.

GP do Brasil de 1993 - Senna vence a corrida de maneira
heróica e é cercado pelo povo no meio da pista.


Sua morte prematura, e ainda no auge, ajudou a perpetuar esta mística. Como seria isso se ele estivesse até hoje entre nós? Não faço a menor idéia. Mas, de onde ele estiver, que continue inspirando com seus exemplos de garra e superação a todos nós, amantes ou não da nobre arte do esporte a motor.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Interlagos, o Dia Seguinte

Minha intenção era postar este texto ontem, domingo (27/11), ainda pela manhã, aproveitando o embalo e o otimismo gerado pelos resultados satisfatórios obtidos pelos pilotos brasileiros na Sessão de Qualificação para o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1. Porém, resolvi aguardar pela corrida em si antes de falar alguma coisa.

Infelizmente os brasileiros não tiveram sorte dessa vez. Rubens Barrichello e Felipe Massa foram prejudicados por terem planejado suas estratégias de corrida voltadas para a chuva que não apareceu. Já Bruno Senna se envolveu em uma colisão com Michael Schumacher, e, embora tenha continuado na prova, acabou sendo punido com um drive-through pelos comissários por provocar o acidente, prejudicando o resto de sua corrida.

E no final das contas, o principal nome do Brasil na prova acabou sendo Nelson Piquet. O tricampeão foi convidado pela organização da prova a dar algumas voltas no circuito a bordo do carro no qual ele ganhou seu primeiro título em 1981. Aproveitou para tremular uma bandeira do seu Vasco da Gama. Certamente se divertiu muito, com a tranquilidade de quem pôde participar de uma festiva brincadeira sem precisar se preocupar com o que fazer na próxima temporada.

Infelizmente, os três pilotos brasileiros no grid de verdade não estão tão calmos. Massa é o único piloto com contrato garantido, mas sabe que seu destino na Ferrrari e também na Fórmula 1 depende de conseguir lutar ano que vem de igual para igual com se companheiro de equipe, o bicampeão Fernando Alonso. Senna e Barrichello não possuem contrato para a próxima temporada e ainda estão negociando com suas equipes e também com outras.

Posso dizer que os problemas enfrentados pelos pilotos brasileiros durante a corrida podem ser definidos como Coisas do Esporte. Isso acontece, você sempre vai ter um dia ruim em sua carreira. É uma pena, pois, como eu disse, eu me inspirei a escrever este texto no sábado, quando, no treino de classificação, Bruno Senna fez um excelente tempo, se classificando na nona posição do grid, e Rubens Barrichello, com todos os problemas enfrentados pela Williams, conseguiu uma quase milagrosa décima-segunda posição. E ambos posicionados bem à frente de seus respectivos companheiros de equipe. Para quem está lutando por uma vaga na equipe para o próximo ano, isso é essencial.

Como eu havia escrito no post Bruno, Sobrinho de Ayrton, Bruno tem uma situação bem desafiadora para conseguir uma vaga no próximo ano. Tem nome, tem talento, tem patrocinadores, mas sempre pode aparecer alguém que possa transpassá-lo, principalmente no quesito financeiro. Como eu disse, na Fórmula 1 às vezes (ou quase sempre) você precisa de sorte. Certamente, muitos talentos nunca conseguiram colocar as mãos em um volante de uma equipe de ponta por não estarem no lugar certo e na hora certa.

Já Barrichelo é um caso especial. É maduro, talentoso, experiente e tem muito mais motivação do que muitos pilotos jovens que estão chegando agora na categoria. Em qualquer equipe em que estiver, certamente será de um grande diferencial para o crescimento da organização. Li ontem um comentário muito bom na imprensa especializada, em que era dito que a maioria dos críticos de Rubinho nem eram nascidos quando ele começou a correr na Fórmula 1. E é verdade, ninguém fica tanto tempo na Fórmula 1 se não for bom de verdade.

Em 2009, tinha o melhor carro do grid, mas a falta de sorte impediu que tivesse o melhor acerto do carro nas primeiras corridas. Em outras circunstâncias, poderia ter sido campeão aquele ano, mas o título ficou com seu companheiro de equipe. As famosas Coisas do Esporte não permitiram que ele fosse campeão, mas mesmo não tendo em vista a possibilidade de correr em uma equipe que possa dar a ele as condições de ainda tentar um título, ainda continua querendo continuar na categoria pelo simples prazer de estar ali, fazendo o que gosta, desafiando seus limites - e, quem sabe, realizar seu maior sonho?

Dizem que o automobilismo é o único esporte em que o ideal do Barão de Coubertin (foto), fundador dos Jogos Olímpicos Modernos, é seguido a risca - ideal este descrito no famoso lema o importante é competir. Afinal, aonde mais alguém se condiciona a participar de uma competição sabendo que suas possibilidades de vitória são praticamente nulas?

Rubens está ali pelo amor ao esporte. É um exemplo para todos os atletas, e merece poder continuar oferecendo este exemplo ainda por muito tempo.

domingo, 27 de novembro de 2011

Dirceu Quer um Jornal para Chamar de Seu

Na Cuba comunista de Fidel Castro, perdura desde os dias da Revolução o Jornal Granma, de circulação diária, sendo este o veículo informativo oficial do Partido Comunista, do Governo, da Revolução, da Pátria, da Verdade, etc, etc, etc... O Granma é relativamente barato para o baixo nível de poder aquisitivo do cubano comum, e, em função da qualidade de seu papel ser relativamente boa e de geralmente ele vir com bastante páginas, o mesmo é utilizado para vários fins: para embrulhar fruta na feira, para forrar a cama, e, sobretudo, como papel higiênico. Os Heróis da Revolução terminam o dia quase sempre no fundo do cesto de lixo recheados de uma massa pastosa.

Aqui no Brasil, algumas potestades de nossa República tem buscado uma maneira de fazer um Granma tupiniquim. José Dirceu, que oficialmente não possui cargo nenhum no governo mas que é um dos homens-fortes do Partidão que loteia nossa máquina pública, veio a público se declarar ressentido com a imprensa. Diz que ninguém fala bem do Governo Federal, que é a favor da regulação da imprensa e que o Brasil precisa de um Jornal que fale bem do Governo.

Considerado que aqui no Brasil, assim como é lá em Cuba, o Governo Federal e o Partidão atualmente são uma coisa só, naturalmente ele quer um Jornal que enalteça as virtudes de seu Partidão e de todos aqueles que "nunca antes na história deste país" deram o pontapé para transformar nossa nação num Brasil-Potência.

Olha, não quero ser hipócrita de dizer que o Governo do PT é um desastre total. Houveram muitos ganhos, sobretudo porque os integrantes do Partidão tiveram o bom-senso de manter a linha de governo de Fernando Henrique Cardoso. E é natural que a imprensa caia em cima de problemas que estejam acontecendo no Governo Federal - que no caso da gestão Dilma, não são poucos, pois parece que a corrupção generalizada tomou conta de todos os ministérios. Agora, o jogo democrático é assim mesmo. A imprensa no Brasil já é direitista, e se o Governo do Partidão (o mesmo que antes de assumir o poder parecia estar acima do bem e do mal) não faz por merecer, as críticas virão em peso.

Agora, me assusta o fato de José Dirceu, em virtude disso, almejar a criação de um Jornal cuja função seja falar bem do Governo. Ou seja, um Jornal feito para bajular e mascarar os problemas da administração federal. Táticas tiradas da cartilha de Goebbels! Parece que é mais fácil tentar iludir o povo do que estancar a corrupção que assola a máquina pública. Aliás, de varrer o pó pra baixo do tapete Dirceu entende, pois fez isso com mestria no episódio do Mensalão.

Vamos ver se o Homem Forte da República consegue transformar seu sonho em realidade. Só tomara que a versão nacional do Granma também não venha toda recheada de...

sábado, 26 de novembro de 2011

Serra da Boa Esperança

Lamartine Babo.

As gerações mais novas conhecem Lamartine Babo como o compositor dos hinos dos grandes clubes de futebol do Rio de Janeiro. Só conhecem-o pelo nome, e certamente desconhecem as interessantes histórias envolvendo este brilhante compositor.

Uma delas envolve a pacata cidade de Boa Esperança, no sudoeste de Minas Gerais. Uma moça da cidade, chamada Nair, começou a escrever cartas a Lamartine, sempre demonstrando alto nível de cultura e também talento poético. Lamartine ficou tentado a fisgar a franguinha e resolveu ir pessoalmente à Boa Esperança para conhecer Nair.

A Serra da Boa Esperança, em Boa Esperança (MG).
Chegando na cidade (que na época se chamava Dores da Boa Esperança), descobriu que a única Nair da cidade era uma menina de 6 anos de idade. Decepcionado, resolveu investigar o assunto e descobriu que o autor das cartas era o dentista Carlos Alves Netto, tio de Nair. Fã de música, Carlos enviava cartas supostamente escritas por ninfetas na idade do abate a grandes compositores e intérpretes para conseguir com que eles lhe mandassem fotos autografadas (!!!).

Apesar do disparate da situação, Lamartine ficou amigo de Carlos e passou algum tempo na cidade, se reunindo toda noite com os músicos da cidade para cantar e trocar idéias. No dia de sua despedida, Lamartine estava a admirar a Serra da Boa Esperança, belo conjunto de montanhas da região e cartão postal da cidade, quando baixou nele a inspiração daquela que se tornaria uma de suas mais belas melodias:


Serra da Boa Esperança, de Lamartine Babo, 
na interpretação de Francisco Alves.


A partir desta canção de Lamartine vim também a tomar ciência das belezas naturais da região da Serra da Boa Esperança, um local imprescindível de se conhecer. Às margens da lagoa da Represa da Usina Hidro-Elétrica de Furnas, a cidade de Boa Esperança possui uma simpática aparência de uma localidade praiana, apesar de encravada no alto das montanhas.


Boa Esperança (MG).

Vista aérea da cidade.

Pôr do Sol no Lago de Furnas.


Em sua próxima viagem, não deixe de conhecer Boa Esperança e o circuito da Represa de Furnas - o chamado "Mar de Minas".

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Telecurso de Filosofia - Aula 04



Hoje apresentamos a 4ª tele-aula do Novo Telecurso de Filosofia. Bons Estudos!


Você vai aprender que a Ética tem a ver com a discussão dos valores e da moral, e saberá que ser ético não consiste apenas em seguir a moral dominante da sociedade.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Ditadura Cromática

Analisemos as seguintes fotos do trânsito de São Paulo:


O que está faltando nestas fotos?


Faltam cores! Reparo que o brasileiro é muito conservador ao que diz respeito às cores de seus automóveis. A maioria dos veículos nas ruas são brancos, cinzas, pratas ou pretos. Além de uma tímida minoria de carros vermelhos, é difícil vermos carros de outras cores nas ruas.

Lembro que, em 1994, quando a General Motors do Brasil lançou o então revolucionário e curvilíneo Corsa em substituição ao já cansado Chevette, querendo passar uma imagem jovem e inovadora ao carro, a montadora lançou-o com cores nunca antes cogitados no mercado brasileiro, como, por exemplo, o Verde-Água e o Azul-Caneta Bic, conforme podemos ver neste comercial:




Estas cores berrantes fizeram algum sucesso, mas não o suficiente para entrarem na moda. Apesar da pintura em verde e azul não ter agradado o brasileiro, estas cores são comuns na Europa, conforme podemos ver nesta foto do trânsito de Paris:


Muitos europeus se perguntam a razão do Brasil, um país aparentemente tão alegre e colorido, ser tão restritivo no que diz respeito às cores de seus automóveis. Não sei se é possível dar uma resposta definitiva a isso. É uma questão de usos e costumes, é algo que já está no consciente coletivo das pessoas. De tanto as pessoas só comprarem carros monocromáticos, acabou se tornando um padrão.

E faço outro questionamento na mesma linha: vendo filmes e documentários antigos, você percebe que quando que um europeu ia ao Egito, sempre usava-se ternos brancos. E é algo lógico, não faz sentido usar um terno escuro no meio do deserto. Por mais que usar terno no deserto seja quente, as cores claras ajudam a dissipar um pouco o calor.

Então porque no Brasil, um país tropical, usa-se ternos com cores escuras? Claro que a questão de uma roupa escura sujar menos deve ser levada em consideração, mas será que a adoção de cores claras não fariam mais sentido para nós?


quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Escolha o Seu Protesto

O mundo está fervendo. As massas estão indo para as ruas protestar. Vemos muitos por aí se degladiando em Protestos, buscando chamar a atenção de outras pessoas para as causas que defendem. Pena que nem sempre eles sabem contra o que ou contra quem estão protestando. Recentemente, em todo o mundo, tivemos três exemplos claros de "tipos de protestos", a seguir:

Primeiramente, temos o Protesto Efetivo, que é aquele em que você consegue atingir a simpatia de quem pode resolver o problema. Vemos no caso da chamada Primavera Árabe, onde, por exemplo, no Egito e em outros países, o descontentamento da massa popular conseguiu dar a segmentos que outorgavam sustentação aos governos coragem suficiente para assumirem uma posição de questionamento ao status quo vigente. No caso do Egito, por exemplo, a revolta popular conseguiu mobilizar os setores insatisfeitos das Forças Armadas.

E é este o espírito da coisa. Um protesto por si só não resolve nada. Ele deve ser uma demonstração de força para aquele que pode realmente tomar uma decisão a respeito.

E aí é que chegamos no segundo tipo, o Protesto Ineficaz Positivo, que é o protesto em que você não consegue atingir seu objetivo, mas atrai a simpatia de quem não pode resolver o problema - o que, convenhamos, não adianta absolutamente nada. É o famoso tiro de festim. Por exemplo, estamos vendo nos Estados Unidos o movimento Ocuppy Wall Street, em que centenas de pessoas estão indo para as ruas protestar contra a desigualdade social, e, entre outras coisas, exigindo a troca do presidente do Federal Reserve, o Banco Central americano.

Estes protestos tem até servido para fazer algum barulho, mas, efetivamente, não vão adiantar nada, pois os próprios manifestantes demonstram não saber nem contra quem estão protestando. Mudar o presidente do Fed não vai resolver as desigualdades sociais. Os poderosos, que tanto lucram com estas desigualdades, não estão se sentindo nem um pouco ameaçados por estes protestos. Os protestantes se resumem, por sua própria ignorância, a uma matilha de cães ladrando no portão.

E aqui mesmo no Brasil tivemos um exemplo recente de Protesto Ineficaz. O Governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, buscando sensibilizar a Presidente Dilma Rousseff a respeito da questão da partilha dos royalties da exploração de petróleo, organizou uma grande micareta ao ar livre nas ruas do Rio de Janeiro, com shows de artistas e bandas, e chamou isso de "Manifestação Pelos Royalties do Petróleo". Ora, Governador, o senhor acha que a Presidente se impressionou com isso? Se eu não me impressionei, possivelmente ela também não se impressionou.

E por fim temos o Protesto Ineficaz Contraproducente, em que além de não atingir seu objetivo, você ainda se prejudica a si próprio. O exemplo claro disso foi a ocupação da Reitoria da USP pelos estudantes. Um protesto errado do começo ao fim: Manifestaram por uma causa absurda (direito de fumar maconha na universidade?) e usaram de meios inadequados (ocupar e depredar a própria faculdade?).

Resultado? Foi todo mundo pra cadeia. Claro que em breve tudo vai voltar à normalidade, porém, esta tentativa inadequada de tentar afrontar o Poder Público fará com que por um bom tempo a Polícia se dedique com esmero a impedir sob quaisquer circunstâncias o uso da cannabis sativa nas dependências da USP. Se não tivessem feito todo esse alvoroço, talvez ainda pudessem ir para um cantinho mais escondido para dar o tapinha básico na pantera.

Ou seja, foi algo realmente contraproducente.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Boatos Surreais

Como escrevi no post Topa Tudo Por Dinheiro, o ser humano parece gostar de apreciar e se divertir com as reações de outras pessoas frente ao inusitado. Por isso, chama tanto a atenção que boatos envolvendo situações surreais sejam tão comuns, e, pior, acabem tomando ares de verdade absoluta.

Posso citar como exemplo dois casos acontecidos em minha cidade natal há muitos anos, e ambos na mesma época:

1) Naqueles dias, a famosa vidente Mãe Dinah ainda estava em foco na mídia após supostamente prever o óbito do conjunto Mamonas Assassinas e surgiu um boato de que ela havia previsto que um determinado Shopping Center da região iria desabar. As pessoas levaram a história a sério e por muitos dias o estabelecimento comercial ficou às moscas. Mesmo após a própria Mãe Dinah desmentir a história à afiliada local da Rede Globo, o assunto ainda demorou algum tempo para ser esquecido.

E, claro, o Shopping Center está de pé até hoje.

2) Foi dito que, no Hospital local, nasceu uma criança com aparência monstruosa. Ao ver a criança, a enfermeira teria dito:

- Que criança horrível!

Então, a criança teria olhado para a enfermeira e dito:

- Horrível é a tempestade que vai cair dia 27 de outubro.

E morreu em seguida.

Apesar deste boato ter sido endêmico, com a mesma história se repetindo em várias cidades da região, e em cada uma delas a tal criança ter previsto uma data diferente para o grande dilúvio, houve quem ficasse tremendo de medo da profecia da criança. E como os boatos crescem de maneira desordenada, começaram a dizer que a tal tempestade iria fazer com que a barragem de uma usina hidrelétrica da região se rompesse, e ainda disseram que a Mãe Dinah tinha previsto isso também, junto com o desabamento do Shopping.

Conclusão: Nada aconteceu, e um pouco de bom-senso por parte das pessoas poderia ter evitado todo este clima de boatos e desencontros pela cidade.

A odisséia do recém-nascido monstruoso não parou por aí. Ele continuou "nascendo" em outros lugares, e, em Sete Lagoas (MG), chegou até a merecer uma reportagem da afiliada local do SBT:




Neste caso de Sete Lagoas, além do prejuízo do empresário, tivemos o notório desconforto causado à equipe do hospital. Para não falar também do problema técnico ocorrido durante o show, segundo informado pela entrevistada. E se aquilo gerasse um estado de pânico, com empurra-empurra e pessoas sendo pisoteadas? Seria algo certamente muito "feio", mas não seria culpa do imaginário menino-monstro, mas sim de alguma pessoa que, movida sabe-se lá por quais intenções, decidiu plantar esta situação na cidade.

Por isso, é importante que, sempre que tivermos ciência de fatos surreiais, analisar-lo-emos com espírito crítico e racional, a fim de que não sejamos influenciados por histórias sem fundamento. E, caso não possamos por nós mesmos definir se o ocorrido corresponde ou não à verdade, procuremos a Prefeitura, a Polícia ou mesmo alguém de confiança na comunidade para que a história seja esclarecida e para que um boato não gere problemas à sociedade de maneira desnecessária.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Super Tucano na USAF - Vitória da Competência Brasileira

Embraer A-29 "Super Tucano"


Ontem mostramos a maneira como um determinado setor da imprensa brasileira é ufanista em relação a nossos atletas. Nada contra, acho que aqueles que conseguem sucesso em um país que não apóia a formação de esportistas merecem mesmo todos os méritos. Porém, há outros exemplos de demonstração da capacidade do povo brasileiro que nem sempre vão parar no Jornal Nacional.

A Embraer está participando de uma concorrência para fornecer aeronaves leves de ataque a ninguém mais ninguém menos que a Força Aérea dos Estados Unidos (United States Air Force - USAF), disputando a licitação com seu experiente avião de combate A-29 Super Tucano.

Entende-se por "aeronaves leves de ataque" aviões pequenos, que possam pousar e decolar de pistas sem pavimentação, econômicos, que sirvam para treinamento, vigilância e ataques a acampamentos, aeronaves pequenas e pistas de pouso clandestinas (ou seja, tarefas em que não seria economicamente vantajoso se usar um caça supersônico; seria como tentar matar uma barata com uma granada), sendo o Super Tucano totalmente construído sob esta ótica, tendo sido neste sentido uma grande arma da Força Aérea da Colômbia contra as FARC e seus guerrilheiros dispersos no meio da selva.

Comparando o A-29 e o AT-6.
O concorrente do Super Tucano no certame, a aeronave AT-6 Texan da empresa americana Hawker Beechcraft, foi projetada às pressas para poder participar desta concorrência, e mesmo com todo o lobby e a pressão dos congressistas americanos que apóiam a Hawker, ela recebeu na última sexta-feira (18/11/2011) uma notificação da USAF informando que estava excluída do certame.

Temos que esperar os próximos capítulos desta novela, pois em uma concorrência envolvendo forte lobby tudo pode acontecer, porém, a desclassificação da Hawker é uma grande vitória para a Embraer, que sempre conseguiu deixar claro para o Departamento de Defesa dos Estados Unidos que o seu produto é o melhor existente no mercado para o objeto da licitação.

O objetivo da USAF é comprar aeronaves para equipar a Força Aérea do Afeganistão e num segundo momento equipar também a si própria; a Marinha Americana também tem interesse no Super Tucano e o resultado deste certame da Força Aérea pode abrir muitas portas para a Embraer, uma empresa que sempre foi pioneira no mercado de aviação e também uma prova de que, quando existe vontade real de se buscar a excelência, os objetivos são sempre alcançáveis, mesmo num país como o Brasil.

domingo, 20 de novembro de 2011

Bruno, Sobrinho de Ayrton

No próximo dia 27 de Novembro, a categoria máxima do automobilismo estará em São Paulo para disputar o gran finale de sua temporada 2011. O título já está decidido, mas nem por isso o fôlego da detentora dos direitos de transmissão da categoria no Brasil diminuiu. E nem poderia deixar de ser. A etapa de encerramento da Fórmula 1 no Autódromo de Interlagos tem tudo para ser uma grande festa e assim deve ser.

É sabido que a Globo gosta de explorar o ufanismo por meio do esporte. Esportistas brasileiros são sempre alçados à categoria de heróis, ainda mais quando estão disputando competições internacionais. O que por um lado é louvável, visto a falta de apoio que temos para a formação de atletas em nosso país. Mas por outro lado, também se denuncia uma Ideologia O.B. por parte da Vênus Platinada.

Alguém se lembra de Acelino Popó Freitas? Este brilhante pugilista baiano, quando no auge, tinha todos os holofotes da Globo em cima dele, com suas lutas sendo transmitidas ao vivo e tendo grande cobertura por parte dos programas esportivos e jornalísticos da casa. Mas foi só Popó começar a perder lutas que não só ele, mas também todo o boxe, deixaram de existir para a Globo. Por isso chamamos de Ideologia O.B.: usou, jogou fora.

A nova aposta da Globo neste sentido atende pelo nome de UFC, Ultimate Fighting Championship, certame internacional de "Mixed-Martial Arts", considerado uma evolução do brasileiríssimo vale-tudo. Aproveitando a boa performance dos brasileiros na competição, a Globo comprou os direitos de transmissão e colocou ninguém mais ninguém menos que Galvão Bueno, o maior ufanista do mundo. O resultado disso vemos aí:




Voltando à Fórmula 1, para aqueles que apreciam a categoria, ela possui uma vantagem: A Globo nunca vai usar a Ideologia O.B. e descartá-la - o peso comercial da Fórmula 1 é muito grande. Porém, não é por isso que a categoria possa ficar sem "heróis".

Após a morte de Senna, Rubinho Barrichello passou a ser o principal piloto brasileiro na categoria, e embora a Globo até tenha tentado transformá-lo no herói da vez, ele (e também nenhum outro dos pilotos brasileiros que correram na Fórmula 1 na segunda metade da década de 90) não possuía na época condições de lutar pelas vitórias que o telespectador brasileiro tanto estava acostumado. 

Talvez numa tentativa de manter o interesse do público no produto, começaram a tentar alçar Michael Schumacher ao status de herói. Galvão Bueno começou a se derreter por Michael Schumacher. Torcia escancaradamente por ele nas transmissões. E muitos dos que começaram a acompanhar a Fórmula 1 naquela época passaram também a ver Schumacher como um herói, ofuscando até o próprio Rubinho, que viria a se tornar companheiro de equipe do alemão.

E chegamos em 2011 com um Rubinho Barrichello com um pé na aposentadoria, Felipe Massa apagado na Ferrari, e sem termos nenhuma grande promessa brilhando nas categorias de acesso à Fórmula 1. Sobrou para Bruno Senna.

Não importa se Bruno tem sobrenome de peso ou foi para a equipe Lotus com uma mala de patrocínios. Todos os anos vários garotos iniciam no kart sonhando em um dia correr na Fórmula 1, e muitos poucos conseguem ao menos ir correr fora do Brasil. Então, parabéns ao Bruno. Eu gostaria muito que, independente de qualquer coisa, ele possa crescer ainda mais na categoria e um dia repetir as vitórias e as alegrias que seu tio deu ao povo brasileiro. Mas ele sabe que não basta só o talento dele. A ascensão na categoria máxima do automobilismo depende muito de vários fatores, e até mesmo da sorte de estar no lugar certo e na hora certa.

Mas a Globo, naturalmente, ignora isso. Vemos, nas chamadas do GP Brasil que são inseridas durante as transmissões da Fórmula 1, Bruno Senna sendo comparado à Emerson Fittipaldi e também ao próprio Ayrton. Por favor, vamos com calma. Não criemos expectativas surreais em cima dele, afinal, caso ele não consiga deslanchar na categoria, será esquecido pela Vênus na mesma velocidade em que foi alçado ao status de herói.

Vamos apoiar nossos atletas, mas com o pé no chão. Precisamos incentivá-los dentro de um patamar realista, e não usá-los como se fossem O.B..


sábado, 19 de novembro de 2011

Conto-do-Vigário

Em todos os lugares existem os famosos espertinhos, aqueles que sempre querem tirar uma vantagem por cima dos outros. Existem vários tipos deste indivíduos, a saber:

  • O Malandro: o espertinho de nível básico, com jogadas até certo ponto inofensivas.
  • O Passador de Conto-do-Vigário: aquele que aplica seus golpes tentando levar um dinheirinho.
  • O Estelionatário de Classe: aquele que aplica seus golpes tentando levar um dinheiro.
  • O Colarinho Branco: aquele que aplica seus golpes tentando levar um dinheirão.

O típico Passador de Conto-do-Vigário tenta ganhar pequenas somas de cada vez, mas nem por isso é menos ousado do que estelionatários de nível maior. Reproduzo aqui um caso que aconteceu com uma parente minha.

O indivíduo chegou na casa da minha parente (chamarei-a de Dona Francisca) e disse:

- Olha dona, a senhora por acaso gostaria de um louro (papagaio)?

- Claro que eu gostaria, estou doida por um louro!

- Então eu vim no lugar certo! A senhora está vendo aquele caminhão ali (apontou para um grande caminhão do outro lado da praça onde ficava a residência de Dona Francisca)? Está cheio de louros. Estamos tomando cuidado porque a fiscalização está apertando a gente. Por isso, o louro está saindo um pouco mais caro...

- Não importa, eu quero um!

- O valor é X, mas eu precisava que a senhora me desse um dinheiro a mais para que eu possa ir ali comprar uma gaiola, pois estamos sem nenhuma.

Dona Francisca deu o dinheiro ao homem e ele sumiu. Algumas horas depois, percebendo que havia caído num golpe, foi comentar com seus familiares. Ao ver que o caminhão ainda estava parado na praça, eles comentaram:

- Bom, se o cara fugiu, ao menos nós vamos ficar com o caminhão dele!

Foram ver o caminhão e se decepcionaram ao notar um grande emblema das Casas Bahia nele.

Coloquei Casas Bahia na história somente para ilustrar, pois isto aconteceu há muito tempo e eu realmente não lembro de quem era o caminhão, mas eu sei que pertencia a uma rede de lojas de grande porte. Também ressalto que não estou em hipótese nenhuma fazendo apologia ao tráfico de animais, pois reconheço que Dona Francisca estaria compactuando com um crime caso se consumasse a aquisição do louro.

O que pretendo ressaltar com a publicação deste caso verídico é que os estelionatários são demasiadamente ousados e dissimulados, portanto, é necessário sempre tomar cuidado com situações em que você pode nitidamente perceber que existe algo errado com ela. Em caso de dúvidas em relação às atitudes de determinados indivíduos, comunique imediatamente o distrito policial para que as autoridades competentes façam as prodecentes averiguações.


sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Plebiscito no Pará: O Bom Senso Prevalece

E saiu a última pesquisa de opinião a respeito da polêmica proposta de divisão do Pará em três estados. De acordo com o Datafolha, 58% dos paraenses são contrários à divisão, 33% são a favor, e o restante estão indecisos.

Em julho, uma pesquisa do Vox Populi apontava 42% dos entrevistados a favor, 37% contrários, e o restante indecisos. Ou seja, aumentou o número de pessoas decididas a impedir a secessão do estado.

Isto é ótimo. Felizmente, o povo não se deixou levar pelo oba-oba provocado por poucos políticos que, com os olhinhos brilhando, viram nesta arapuca uma ótima chance de inflar a máquina pública com novos senadores, deputados, secretários, assessores, etc.

Sinceramente, não vejo razão para quererem dividir o Pará. Os magnânimos argumentos são muito bonitos. Segundo os defensores, a divisão do estado irá regionalizar a administração e melhorar a atenção do poder público aos municípios. Mas, sejamos razoáveis, precisa-se criar um "trem-da-alegria" para melhorar o nível da administração pública em nosso país? Será que os políticos são tão ineficientes a ponto de não conseguirem resolver os problemas de seus estados sem invencionismos mirabolantes?

A máquina pública precisa ser enxuta e eficiente. Inflar o serviço público não é garantia de melhorias para as populações. No caso do Pará, o que provavelmente aconteceria seria a criação de currais eleitorais nos novos estados e nada mais de concreto. Para o cidadão comum, tudo continuaria como antes.

Enquanto querem criar mais estados na Região Norte, eu acho que, pelo contrário, deveria-se diminuir o número de unidades federativas. Os "estados nanicos" deveriam ser extintos:

  • Amapá: Ou reintegra-se ao Pará ou, uma vez que trata-se de um feudo dos Sarney, que seja fundido ao Maranhão.
  • Roraima: Reintegra-se ao Amazonas.
  • Acre e Rondônia: Poderiam se fundir em um único estado.

Ou mesmo, poderíamos ir mais longe e criar o Estado da Fronteira Norte (FN), através da fusão de Amapá, Roraima, Rondônia e Acre. Um único estado para gerir os territórios nanicos. O que você acha?

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Falando de Sustentabilidade

Vamos iniciar hoje uma nova sequência de temas aqui no Blog, focando na questão da cidadania e da nossa relação com o mundo em que vivemos. E é claro, não há melhor tema para se iniciar do que a Sustentabilidade.

Durante milênios, a Terra esteve em total equilíbrio com os seres que nela habitavam. Os seres tiravam da Terra e de outros seres o que precisavam, e retribuíam na mesma medida. Existia um equilíbrio, uma sustentabilidade para todos os envolvidos.

"Mim achar que a nossa Sustentabilidade
vai descer pelo ralo!"
Podemos citar neste exemplo os Nativos do Continente Americano. Tanto os peles-vermelhas da América do Norte quanto os selvagens da América do Sul tinham uma consciência muito forte de sustentabilidade. Na cultura pele-vermelha era muito forte este conceito. Você retirava da natureza somente o que você precisava, para que o equilíbrio entre todos os seres não fosse quebrado.

Até hoje, tribos isoladas da América do Sul vivem neste conceito. Apesar de seu estilo de vida não contemplar todas as benesses que a civilização pode lhes ofertar, eles vivem em paz e equilíbrio com tudo à sua volta.

Pois é. Este equilíbrio que tanto perdurou por milênios, começou a ser quebrado quando do advento da civilização. O mundo moderno, cada vez mais necessitado de bens de consumo, passou a quebrar este equilíbrio, degradando a natureza e ao Planeta Terra.

Precisamos mesmo de tudo isso? Precisamos de um ritmo de vida em que consumimos avidamente as novidades que o mundo moderno nos oferece, mas sem conseguir ter a mesma qualidade de vida que nossos avós possuíam, sendo que eles nem sonhavam em ter celulares, smartphones e outras bugigangas?

Não é algo fácil de se responder, pois, certamente, a marcha da civilização é inevitável. Para o bem do planeta, seria interessante que a humanidade jamais tivesse se civilizado, porém, não podemos voltar atrás e passar a viver em cavernas como caçadores, assim como éramos nos primórdios da humanidade. O que podemos fazer é tentar adicionar soluções sustentáveis ao estilo de vida do mundo moderno, a fim de que tenhamos um mundo habitável para as próximas gerações.

Iremos, em posts posteriores, explorar melhor este tema em vários tópicos que se fazem necessários para uma melhor abordagem do problema.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Telecurso de Filosofia - Aula 03



Continuamos com a publicação das aulas de Filosofia do Novo Telecurso. Fique hoje com a tele-aula nro. 03. Bons estudos!


Os valores são entidades virtuais. Você aprenderá que eles são atribuídos às coisas por um sujeito, só existindo na medida em que uma pessoa avalia e valoriza.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Os Rastafaris: A Saga do Leão de Judá na Jamaica

Quando pensamos em Rastafaris logo lembramos dos sujeitos de tranças, usando roupas e adereços tricolores, ouvindo reggae e dando um tapa na pantera. Pois é, o Movimento Rastafari se tornou um ícone da cultura jamaicana, mas nem todo mundo associa-o às suas raízes: trata-se de uma religião abraâmica, que considera Haile Selassie, o último monarca da Etiópia, como um Messias.

Estandarte Real de Haile Selassie,
cujas cores foram adotadas pelo
Movimento Rastafari.
E como surgiu esta associação tão incrível entre a Jamaica e a distante Etiópia?

Por volta da década de 1920, um grupo de negros jamaicanos, trazendo em seu peito um saudosismo da África, lar de seus antepassados, se apoiaram em interpretações bíblicas de que este continente era o berço da humanidade, e, de maneira mais específica, a Terra Prometida.

Os monarcas etíopes seriam descendentes de uma linha dinástica originada em Menelik I, filho do Rei Salomão com a Rainha de Sabá, e, portanto, os legítimos sucessores da antiga realeza hebréia. Por isso, a Monarquia Etíope era cognominada de "O Leão de Judá".

Estando radicados na Mãe África, sendo os únicos com autoridade sobre o trono de Israel, e, sob a ótica dos Rastafaris, cumprindo várias profecias, a monarquia etíope passou a ser objeto de culto.

O nome Rastafari tem origem no príncipe Tafari Makonnen, chamado de Ras Tafari (Ras era um título de nobreza), que ascendeu ao trono etíope em 1930 com o título de Haile Selassie I, tendo os rastas jamaicanos identificado nele um Messias, pois além de cumprir as profecias, possuía uma grande fama por seu ativismo social, sobretudo por sua cruzada pela condenação do racismo. Alguns o consideram somente um enviado de Jah (Deus). Outros o consideram reencarnação do próprio Jah e também de Jesus Cristo.

Outrossim, o Movimento Rastafari agregou ao seu culto muitas práticas peculiares, como, por exemplo, o uso ritual da cannabis sativa.

Haile Selassie I
Enquanto a filosofia que declara uma raça superior e outra inferior não for finalmente e permanentemente desacreditada e abandonada; enquanto não deixarem de existir cidadãos de primeira e segunda categoria de qualquer nação; enquanto a cor da pele de uma pessoa for mais importante que a cor dos seus olhos; enquanto não forem garantidos a todos por igual os direitos humanos básicos, sem olhar a raças, até esse dia, os sonhos de paz duradoura, cidadania mundial e governo de uma moral internacional irão continuar a ser uma ilusão fugaz, a ser perseguida mas nunca alcançada. E igualmente, enquanto os regimes infelizes e ignóbeis que suprimem os nossos irmãos, em condições subumanas, em Angola, Moçambique e na África do Sul não forem superados e destruídos, enquanto o fanatismo, os preconceitos, a malícia e os interesses desumanos não forem substituídos pela compreensão, tolerância e boa-vontade, enquanto todos os Africanos não se levantarem e falarem como seres livres, iguais aos olhos de todos os homens como são no Céu, até esse dia, o continente Africano não conhecerá a Paz. Nós, Africanos, iremos lutar, se necessário, e sabemos que iremos vencer, pois somos confiantes na vitória do bem sobre o mal. - Haile Selassie I.

Após um longo reinado, Haile Selassie foi deposto em 1975 por um golpe de estado. Morreu no mesmo ano por causas não esclarecidas - há a suspeita que teria sido assassinado. Mas seu legado ainda continua vivo para os Rastafaris.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Um Caça para a Força Aérea Brasileira (Parte 3)

Nesta terceira parte da matéria "Um Caça para a Força Aérea Brasileira" vamos tentar opinar sobre qual é a melhor opção de caças para a FAB.

É evidente que nenhuma das opções mencionadas no post anterior vai atender com perfeição nossas necessidades tanto de aquisição quanto de operação. Todas as alternativas tem seus prós e seus contras. Então, dentro destes parâmetros, como apontar um caça que se sobressaia sobre os outros?

Recentemente eu li em um blog uma opinião de um leitor que disse uma coisa muito simples, mas extremamente óbvia e que nos ajuda a definir a questão. É necessário, antes de mais nada, que definamos quem é o maior inimigo em potencial do Brasil.

Aparentemente, não possuímos nenhuma grande ameaça a qual devamos nos preocupar nos dias atuais. Nos países vizinhos, temos Forças Aéreas bem armadas, com o Chile possuindo F-16, o Peru possuindo MiG-29 e a Venezuela possuindo Su-30 e já pensando em comprar Su-35. São adversários com potencial a serem temidos, mas, sejamos realistas, nenhum de nossos vizinhos terá razão nem motivação para querer dar uma de Solano Lopez e se aventurar numa guerra suicida contra o Brasil.



Não, o grande risco vem de cenários futuros em que os EUA e a Europa poderão tentar se aventurar na conquista dos recursos hídricos e minerais do Brasil. A Rússia possui estes recursos em abundância e não iria se aventurar em algo assim.

Portanto, assumimos um risco em potencial ao ficarmos, no setor de defesa, dependentes de quem no futuro possa querer nos agredir. Portanto, por piores que possam ser os problemas dos produtos russos, eles representam a aliança que melhor irá defender os interesses brasileiros em cenários futuros.

A melhor opção para o Brasil é:

Caça: MiG-35
Aeronave Líder de Combate: Su-35
Aeronave de Manutenção da Superioridade do Espaço Aéreo: T-50.


Uma das coisas ditas na época da análise inicial do FX-2 era que "na fábrica da Sukhoi não era possível nem se fazer uma geladeira". Concordamos que as instalações deles não são a oitava maravilha do mundo, mas os jatos são construídos de maneira até muito bem organizada, como podemos ver neste vídeo da linha de montagem do Su-30:


Se eles podem, nós também podemos.

domingo, 13 de novembro de 2011

Pena de Morte no Brasil

Não vou aqui entrar numa discussão sobre a defesa da aplicação ou não da Pena de Morte. A justiça dos homens é falha, assim como os corações dos homens são igualmente falhos. Como foi bem dito por uma citação que eu ouvi recentemente, aplique-se olho por olho a tudo e logo todos estarão cegos.

Venho aqui para discordar dos pacifistas de plantão que enchem a boca para dizer que a Pena de Morte não existe no Brasil. Sim, a Pena de Morte está prevista na legislação federal, e é regulamentada pelo Decreto-Lei nro. 1001 de 21/10/1969, que jamais foi revogado.

Entre outras coisas, o referido decreto diz o seguinte:


Pena de morte

     
Art. 56. A pena de morte é executada por fuzilamento.


Comunicação


Art. 57. A sentença definitiva de condenação à morte é comunicada, logo que passe em julgado, ao Presidente da República, e não pode ser executada senão depois de sete dias após a comunicação.






Assustador?

Pois bem, o referido decreto trata-se do Código Penal Militar, que prevê a aplicação da Pena de Morte a militares ou mesmo a civis em caso de crimes considerados de alta gravidade contra a Pátria em situação de guerra declarada.

Pode-se pensar: Ufa, que alívio!

E então eu pergunto: O que é uma guerra? Vimos recentemente, nos EUA, o ex-presidente George W. Bush declarar guerra a um inimigo que ninguém sabia direito quem era e aonde estava. Ele não chegou a executar ninguém diretamente por causa disso, mas muitos jovens americanos das Forças Armadas e ainda muitos mais civis inocentes dos países afetados pela "Guerra ao Terror" foram executados de maneira indireta. Para não dizer dos poderes extraordinários que o Poder Executivo empunhou com esta situação de "Guerra" que se formou.

E o conceito de Pátria se torna muito vago em um país como o Brasil, onde os governantes tem Projetos de Governo, e não Projetos de País. Vemos o atual governo, representado pelos distintos preponentes do Partido dos Trabalhadores, se achando o próprio Luís XIV e fazendo o PT dizer "o Estado Sou Eu". Logo, nesta conjectura, trair o PT é trair a pátria?

Que o diga o caseiro Francenildo dos Santos, perseguido durante o episódio do Mensalão pela máquina que se usa do Governo (ou será que se usa de toda a Pátria?) para concretizar seus escusos interesses.

No final das contas não quero chegar a uma conclusão exagerada de que o Governo Federal pode aproveitar uma brecha na lei do Código Penal Militar para sair matando as pessoas por aí.

Mas, sabe como é. No Brasil, tudo é possível.

sábado, 12 de novembro de 2011

Topa Tudo Por Dinheiro

Silvio Santos, o gênio do nonsense
que não perdoa nem a si mesmo.

Sempre gostei de programas de televisão ao estilo Câmera Escondida e Pegadinhas. É uma interessante maneira de avaliar a reação das pessoas frente a situações absurdas ou inusitadas. Geralmente as pessoas reagem de maneira igualmente proporcional ao nível de nonsense da situação em questão, o que demonstra o quanto estamos condicionados pelo status quo vigente.

E uma das Câmeras Escondidas do Sílvio Santos que melhor mostra isto é aquela em que o Ivo Holanda, em plena casa lotérica, joga um bilhete premiado no lixo:


Tem um amigo meu que diz que o Capitalismo e este seu sistema em que as pessoas são robotizadas a buscar a fortuna é o maior mal deste mundo. E eu concordo. O Ivo Holanda foi muito feliz no final do vídeo quando diz que "por causa de R$ 10.000,00 os caras estão se matando".

Pois é, até por muito menos que isso as pessoas estão se matando, se xingando, se machucando. Este é o mundo em que vivemos!

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Saneamento Básico: Política Pública ou Privada?

No Brasil, a onda de privatizações chegou com força a uma área que até pouco tempo era dominada sobretudo por grandes e pequenas empresas estatais e autarquias: a área do Saneamento Básico.

Sendo a concessão dos serviços de Saneamento Básico de competência dos municípios, eles é quem devem planejar como manejar estes objetivos e decidem quem devem concedê-los. No Estado do Rio de Janeiro vemos muitos exemplos em que a Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos) foi substituída em vários municípios pelas empresas do Grupo Águas do Brasil, que tem investido forte na área de concessões de serviço de saneamento básico.

A alegação dos municípios é sempre a mesma. A ineficiência da estatal de saneamento, aliados à necessidade de investimentos urgentes nos sistemas municipais de água e esgoto, faz com que as Prefeituras decidam entregar os serviços à empresas privadas, mais eficientes e com maior aporte de capital para "chegarem" investindo.

E, na maioria dos casos, os ganhos operacionais da concessão dos serviços de saneamento à iniciativa privada são válidos. Mas fica difícil mensurar se estes ganhos acontecem por mérito das empresas privadas ou por demérito das empresas públicas.

No caso do Estado do Rio de Janeiro e sua sucateada companhia pública de saneamento, fica mesmo a impressão de que pior do que estava, não iria ficar. A situação da Cedae estava tão ruim que o próprio governo estadual, em 1998, se vendo incapaz de resolver o problema de falta d'água da turística Região dos Lagos, tomou a iniciativa de, junto aos municípios, privatizar o sistema de saneamento local.

A região foi dividida em duas áreas, e cada uma foi licitada a uma concessionária diferente: a parte leste ficou com a Prolagos, e a parte oeste ficou com a Águas de Juturnaíba, do Grupo Águas do Brasil. A situação do saneamento básico na região pode não ter ficado maravilhosa, mas, dentro do já citado conceito de "pior que está, não fica", a concessão obteve seus méritos.

É uma pena que uma área tão sensível como o saneamento básico tenha ficado sujeito a uma situação como essa. De maneira nenhuma posso desmerecer a operação destes serviços por empresas privadas, visto que havendo fiscalização e boa vontade das partes envolvidas, os resultados podem ser excelentes. Mas seria demasiadamente interessante que um serviço que influi tanto no bem-estar e na saúde das populações ficasse sob custódia da coisa pública.

As empresas privadas, por mais que tenham boa vontade e competência na prestação de seus serviços, serão sempre organizações que buscam o lucro. Já as empresas públicas tem a preocupação de buscar o bem-estar da população. Ou, ao menos, deveriam ter esta preocupação. O sucateamento da Cedae e uma possível ingerência de fatores políticos nos assuntos relativos às concessões de saneamento certamente passaram muito longe daquela que deveria ser a maior preocupação dos governos e desta importante empresa: Fornecer saúde às pessoas, pois água é saúde.

Se esta política de privatizar os meios de saúde continuar, o que poderá vir depois? Hospitais públicos também serão privatizados?

O Governo Estadual tem buscado investir na Cedae, tentando apagar os problemas do passado. Esperamos que os esforços em transformar esta empresa em uma fornecedora de saúde se concretizem e que o Poder Público possa, através do saneamento básico, estar cada vez mais perto do povo e daqueles que necessitam de atenção.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Telecurso de Filosofia - Aula 02


Continuamos a postar as aulas do Novo Telecurso de Filosofia do Ensino Médio. Assista hoje a Tele-Aula nro. 02. Bons estudos!


A lógica é a disciplina da Filosofia que estuda as regras do raciocínio. Você aprenderá o que é silogismo e verá que os argumentos incorretos de uma discussão chamam-se falácias.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Um Caça Para a Força Aérea Brasileira (Parte 2)

Continuamos a matéria sobre a renovação dos meios de combate da Força Aérea Brasileira apresentando os principais aviões disponíveis no mercado.


Lockheed Martin F-35 Lightning II:

Na década de 90, objetivando reduzir os gastos militares que já não se faziam tão necessários após o fim da Guerra Fria, o governo americano desenvolveu o projeto JSF - Joint Strike Fighter, destinado a ser uma versão "light" do todo-poderoso Lockheed Martin/Boeing F-22 Raptor. Concebido para ser econômico em termos de custos de produção graças a um ambicioso projeto de construção em larga escala, o JSF seria uma plataforma única a ser usada pela Força Aérea Americana, pelo Corpo de Fuzileiros Navais e pela Marinha, além de ser oferecida em primeira mão aos principais aliados dos EUA pelo mundo.

A Lockheed Martin venceu o contrato do Programa JSF, e dele nasceu o F-35. Apesar dos vários problemas de projeto e atrasos na linha de produção que tem irritado tanto as forças armadas americanas quanto os parceiros internacionais, o F-35 é considerado por muitos o próximo bicho-papão da superioridade aérea.

O governo brasileiro solicitou à Lockheed Martin informações sobre o F-35, mas esta informou que não poderia oferecê-lo à FAB, justamente porque o Projeto FX-2 exigia alto índice de transferência de tecnologia e instalação de linha de produção no Brasil. Nestes termos, a Lockheed não poderia nos atender.

Lockheed Martin F-16 Falcon:

É considerado um dos melhores aviões de caça já construídos, tanto que é até hoje o grande "cavalo de guerra" da Força Aérea dos EUA, sendo que várias unidades irão passar por reforma a fim de poderem voar por mais alguns anos em função dos atrasos do Projeto JSF.

Devido à impossibilidade da Lockheed oferecer o F-35 ao Brasil, ela nos ofereceu o F-16. Apesar de ser um projeto antigo, é ainda um dos melhores aviões de combate do mundo e teria para nós um custo de aquisição e operação relativamente baixo, algo muito oportuno para um país onde falta até papel higiênico nas bases militares...

Porém, o Ministério da Defesa entendeu que o F-16 não estava dentro do que o Brasil buscava, e o descartou da disputa.

Boeing F-15 Eagle:

De maneira semelhante ao F-16, o F-15 (herdado da McDonnel Douglas) é um caça com projeto antigo, mas ainda muito versátil e em operação em várias Forças Aéreas. Não chegou a ser proposto no âmbito do FX-2 pelo fato da Boeing entender que teria maiores chances com o Super Hornet.

Eurofighter Typhoon:

O Typhoon nasceu de um esforço de um consórcio de várias empresas aeronáuticas européias (as mesmas que viriam a formar a Airbus) para criar uma suíte européia para um caça avançado. Desta cooperação nasceu o Eurofighter Typhoon, hoje a principal aeronave da maioria das grandes forças aéreas da Europa (com exceção da França, onde a Dassault se desligou do projeto para construir sozinha seu próprio caça).

Pesa contra a sua reputação a fama de ser caro de produzir e caro de manter.

Sukhoi Su-30/35:


Analisando-se somente as qualidades técnicas da família Super Flanker, estas aeronaves talvez sejam a melhor opção para o Brasil. São caças robustos e projetados para voar por longas distâncias. São hoje o supra-sumo da aviação de caça da Federação Russa, e uma ótima opção para países que querem adquirir caças avançados mas não querem ou não podem depender de países do eixo da OTAN.

Foram excluídos do processo FX-2 por várias razões. Dificuldade de transferência de tecnologia, inexperiência da FAB em usar equipamentos desta origem, e também supostos problemas de pós venda (como, por exemplo, reposição de peças) que tradicionalmente são enfrentados pelos clientes da Sukhoi e outros fornecedores russos.

Sukhoi T-50:


A menina dos olhos da Sukhoi atende pela sigla PAK-FA ou simplesmente T-50. Desenvolvido em conjunto com a indiana HAL, é o primeiro caça projetado pela Sukhoi a partir do zero (pelo menos é o que dizem) após o fim da União Soviética. Combinando as qualidades da família Su com características stealth e aviônica avançada, o T-50 pretende ser uma opção de avião de última geração para aqueles que não puderem adquirir um F-35.

Consta que o Brasil foi convidado a participar do projeto, mas...

Mikoyan MiG-29/35:


Embora o MiG-29 ainda faça algum sucesso (até a Força Aérea do Peru comprou alguns), seu sucessor, o MiG-35, veio tarde demais e foi esnobado pela própria Força Aérea da Rússia. Depois, talvez sob ordens do Kremlin, voltaram atrás e decidiram adquirir a aeronave.

O MiG-35 pretende ser uma aeronave mais simplificada e mais barata do que seus equivalentes da Sukhoi, servindo como porta de entrada para o mercado russo, mas nem por isso será um avião defasado.

E agora, apresentamos os três finalistas da concorrência FX-2:

Dassault Rafale:


O sucessor dos bem-sucedidos caças da família Mirage, embora considerado como um bom caça para a tarefa que se propõe, possui um preço de aquisição, manutenção e operação muito elevado, o que acaba gerando o questionamento se vale a pena pagar muito mais por um caça com desempenho similar a um F-16. As vantagens do Rafale são a promessa da França de transferir integralmente ao Brasil a tecnologia do caça e também de podermos aprofundar a aliança estratégica com os gauleses.

Boeing F/A-18E/F Super Hornet:


O Super Hornet é atualmente a aeronave de primeira linha da Marinha Americana. Embora já esteja entrando em fim de ciclo, é um caça testado e aprovado em combate. A iminência do fim da produção do Super Hornet para a Marinha fez com que a Boeing criasse uma versão melhorada do caça para tentar emplacá-lo em vendas internacionais. Caso o Brasil selecionasse o Super Hornet, poderíamos nos tornar parceiros de primeira linha da Boeing no desenvolvimento posterior do caça.

Pesa contra o Super Hornet a eterna desconfiança em relação às garantias de transferência de tecnologia por mais que o Senado Americano tenha garantido que não irá se opor.

Saab Gripen NG:


O Gripen NG é uma proposta de atualização do caça Saab Gripen, utilizado com sucesso pela Força Aérea da Suécia e por outros países. A Saab vê o Brasil como um grande parceiro para alavancar as vendas de seu caça. Conta a seu favor o baixo custo de aquisição e operação, fator que atraiu a simpatia da cúpula da FAB pelos Gripen, uma vez que eles tem ciência que não adianta comprar aviões caríssimos e mantê-los no hangar.

O grande problema do Gripen seria o fato dele ter sido pensado para as necessidades da Suécia. Por se tratar de um país pequeno, o caça não possuiu um grande raio de ação, o que pode ser um problema para um país continental como o Brasil.


No próximo post desta série, um balanço dos caças apresentados e uma opinião sobre qual deles seria o melhor para a FAB.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Minas Gerais: Terra de Canções, Paisagens e Cultura

Quem possui recepção de sinal televisivo por parabólica percebe que na programação da Rede Globo há diversas inserções institucionais de várias emissoras e afiliadas pelo Brasil afora. Sem sombra de dúvida, as esquetes mais emocionantes, bem-feitas, e cativantes são as produzidas pela TV Globo de Belo Horizonte.



Unindo trechos de cantores e conjuntos mineiros a belas e selecionadas imagens das paisagens deste belo estado, a Globo de Belo Horizonte conseguiu criar verdadeiras obras de arte em formato de clipes musicais, conseguindo passar de maneira excepcional ao telespectador a maravilha que é sentir e respirar o ar das montanhas das Alterosas.

Mostremos aqui alguns destes clipes.


AMOR DE ÍNDIO
Beto Guedes, mineiro de Montes Claros



SEM TRÂNSITO, SEM AVIÃO
Victor & Léo, mineiros de Ponte Nova




SIMPLICIDADE
Pato Fu, banda de Belo Horizonte




EU SOU MINEIRO
Tianastácia, banda de Belo Horizonte





MINAS DAS VIOLAS
César Menotti e Fabiano, mineiros de coração, criados em Ponte Nova




JEITO MINEIRIN
Manitu, banda de Belo Horizonte




VIVER MINAS
Isoldina, banda de Belo Horizonte




PAISAGEM DA JANELA
Lô Borges, mineiro de Belo Horizonte




MINAS GERAIS
Renato Motta interpretando canção de Pacífico Mascarenhas, mineiro de Belo Horizonte




OLHOS D'ÁGUA
Vander Lee, mineiro de Belo Horizonte




SEIO DE MINAS
Paula Fernandes, mineira de Sete Lagoas




PÁTRIA MINAS
Marcus Viana, mineiro de Belo Horizonte

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